Saúde

Detalhes exclusivos sobre a quebra da Unimed Paulistana

Problemas de gestão e suspeitas de ilegalidades culminaram no fim do maior plano de saúde da capital e prejudicou 740 000 clientes

Por: Sérgio Quintella, Ana Carolina Soares e Mauricio Xavier

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

Em setembro passado, o empresário José Rogério Cola tentava controlar a ansiedade às vésperas de enfrentar uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno queestava próximo do rim esquerdo. A tensão era aliviada pelo fato de saber que seria atendido no Hospital Sírio-Libanês, uma das referências da capital, direito asseguradopor um plano de saúde de 3 000 reais mensais. Em 8 de outubro, no entanto, ao apresentar-se na recepção, recebeu um choque sem anestesia.

Seu convênio havia sido encerrado um mês antes em consequência da intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na Unimed Paulistana. Diante do imprevisto, Cola teve de decidir se remarcava o procedimento em outro local indicado pela Central Nacional Unimed (que assumiu o caso) ou ficava responsável pela conta de 30 000 reais e permanecia na instituição da Bela Vista. Prestes a ser instalado na maca, preferiu a segunda opção.

No pós-operatório, mais feridas: a quimioterapia custaria 12 000 reais ao mês. Cola teve de tirar dinheiro do bolso. Hoje, paga 7 000 reais de mensalidade na SulAmérica (mais que o dobro) por um plano similar ao anterior e tenta reaver na Justiça o total de 70 000 reais gastos para se curar do câncer. “Fui tratado com absoluto descaso pela seguradora durante o processo”, reclama.

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

A exemplo do empresário, cerca de 740 000 paulistanos (o equivalente a 10% da população da capital) tinham a mesma carteirinha de convênio. Essa companhia era a maior do gênero por aqui. Desde o fim do ano passado, vários clientes enfrentaram problemas sérios. Por dezenas de hospitais e consultórios pipocaram epopeias de pacientes deixados à própria sorte, que arcaram com as consequências da falta de atendimento ou gastaram com cirurgias e internações, devido ao colapso do negócio. 

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A elevação da dívida, que saltou 400% entre 2007 e 2009, chegando ao patamar de 2,5 bilhões de reais, foi a principal causa da morte da Unimed Paulistana. Documentos e depoimentos reunidos com exclusividade por VEJA SÃO PAULO mostram detalhes dos problemas que desequilibraram o caixa. A lista inclui sonegação fiscal, pagamentos suspeitos a empresas e gestão administrativa temerária, capaz de bancar uma viagem internacional milionária para corretores no períodofinanceiro mais crítico, enquanto a companhia pedia dinheiro aos próprios cooperados.

“O nível de desorganização não tem paralelo”, afirma Ana Regina Vlainich, diretorada empresa entre 2007 e 2009. Como toda integrante do sistema Unimed, a filial paulistana seguia o modelo de uma cooperativa, ou seja, além de prestarem serviços eserem pagos por isso, os médicos eram os donos da empresa. Cada um deles detinha uma cota fixa — nos últimos tempos era preciso investir 40 000 reais para entrar no “clube”.

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

A crise estourou em 2 de setembro, quando a ANS decretou a alienação da carteira da seguradora, por causa de problemas de gestão. Em suma, a empresa foi forçadaa repassar seus clientes a outras operadoras. Na época, a agência reguladora estipulou que os “desabrigados” deveriam ser recebidos em até trinta dias até emoutros braços da Unimed (apesar do prefixo em comum, os negócios funcionam de modo independente), nas mesmas condições de preço, carência e cobertura que eles usufruíam na Paulistana. Isso não ocorreu de forma tão simples.

“Eu tentei trocar o plano por semanas, mas não consegui ser atendida”, conta a empregada doméstica Marize Angélica da Silva. Posteriormente, a chance de fazer a “portabilidade” ampliou-se a outras companhias do ramo, mas sem a obrigatoriedade da manutenção do preço original. Obviamente, muitos conveniados não conseguiram bancar o aumento. “Desisti e estou sem nada”, completa Marize, que não pôde prosseguir com as sessões de fisioterapia recomendadas à recuperação de uma artrite e está sem trabalhar.

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

Abandonadas sem cobertura médica, muitas vítimas foram buscar socorro na Justiça. Um dos principais escritórios de advocacia do setor, o Vilhena Silva Advogados passou a atender setenta ex-clientes da Unimed Paulistana desde setembro. A maioria teve de interromper o tratamento de doenças graves, como o oncológico. “Em caso de risco de morte, nossa taxa de sucesso gira em torno de 90%”, diz a advogada Renata Vilhena Silva. “Sucesso”, no caso, significa tão somente prosseguir com o tratamento ou receber os medicamentos necessários. 

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As indenizações, que não costumam ultrapassar os 150 000 reais, servem apenas para cobrir custos básicos. E, mesmo para isso, é preciso submeter-se a uma maratona de paciência. A sentença pode demorar até cinco anos e o valor da ação sai em torno de 15 000 reais. “Por isso, nem 1% dos clientes atingidos procurou os tribunais”, calcula a advogada Rosana Chiavassa, especialista no tema. Vários deles apelaram a órgãos de proteção ao consumidor. Desde setembro, o Procon recebeu 2 376 reclamações de ex-conveniados da operadora por falta de atendimento em São Paulo.

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O prédio lacrado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio: os clientes batem com a cara na porta (Foto: Léo Martins)

Após agonizar no anúncio da alienação da carteira, a Unimed Paulistana sofreu o golpe final no mês passado, com a decisão da ANS de decretar sua liquidação extrajudicial. Com isso, seu prédio administrativo, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, onde trabalhavam noventa funcionários, foi lacrado. Ainda hoje, não é incomum encontrar ex-clientes meio perdidos, batendo na porta de ferro em busca de informações. Os únicos que circulam por ali atualmente são o advogado Fabiano Fabri Bayarri e seus dois assistentes, indicados pela ANS.

Em meio a caixas de papelão repletas de documentos, computadores embalados, mesas e cadeiras empilhadas nos cantos das salas, eles têm a missão de realizar um levantamento dos bens (que incluem dois imóveis e um terreno) e vendê-los para liquidar as dívidas trabalhistas com os 3 500 demitidos, além de hipotecas, impostos e débitos com fornecedores. O prédio do Hospital Santa Helena, no centro, que era alugado, foi fechado em novembro. A conta vai demorar um tempo para ser concluída, mas certamente ficará acima da casa de 2,5 bilhões de reais.

A Justiça penhorou 147 milhões de reais,considerados suficientes para cobrir as rescisões trabalhistas. Mas muita gente vai permanecer à espera de dinheiro. Na lista de credores constam alguns dos principais hospitais da cidade, como o São Camilo Ipiranga (11,9 milhões de reais), o Oswaldo Cruz (27,4 milhões), além do Laboratório Fleury (2,5 milhões).

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Nos últimos anos, grande parte dos planos de saúde começou a enfrentar dificuldades. Entre as causas desse cenário de UTI financeira estão o aumento dos custos da medicina e o envelhecimento da população. Ou seja, os tratamentos ficaram mais caros e há mais pessoas acionando o serviço. Como se trata de um setor regulado pelo governo federal, as empresas nem sempre conseguem repassar a alta de gastos aos consumidores na velocidade que consideram adequada.

Um agravante foi a judicialização da área. Pessoas cansadas de esperar passaram a garantir por liminar a realização de procedimentos mais complexos, como cirurgias. A discussão posterior sobre quem deve pagar a conta pode levar anos na Justiça, e, não raro, as decisões são favoráveis aos clientes. Diante disso, deixou de ser novidade o desaparecimento de negócios outrora considerados sólidos.

Nos últimos quinze anos, mais de 100 fecharam as portas na capital. Nesse grupo, incluem-se pelo menos três grandes — Samcil (2011), Unicor (2002) e Unimed São Paulo (2003). No caso desse último, os 500 000 usuários foram incorporados pela agora extinta Unimed Paulistana. Atualmente, há 54 cooperativas com atuação na cidade em regime de direção fiscal ou técnica — no qual um auditor da ANS passa a atuar dentro da companhia para tentar socorrer a gestão e resolver seus problemas administrativos.

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O proctologista Ângelo Vattimo (segundo à esq.) e médicos ex-cooperados: associação luta para não bancar a dívida deixada pela empresa (Foto: Léo Martins)

Para quem acompanhava de perto a situação da Unimed Paulistana, o desfecho catastrófico parecia inevitável. Um dos principais fatores alegados para a derrocada foi o aumento assustador da dívida tributária. Até 2008, impostos como o ISS não eram honrados. No entendimento da direção, que recorreu à Justiça para fazer valer sua tese e se defender da acusação de sonegação, os médicos já pagavam tais tarifas no que era relacionado a sua atuação. Dentro dessa lógica, a companhia deveria bancar apenas a fatia de tributos relativos à operação administrativa.

Nem essa parte, no entanto, era depositada, e nada ia parar no balanço anual. Pior: a empresa não separava o montante devido, para seu posterior recolhimento caso isso fosse determinado pelos tribunais. A farra acabou em 2008, quando a ANS começou a exigir a inclusão desse passivo na contabilidade. Isso catapultou a dívida da companhia de 277 milhões para 1,3 bilhão de reais em dois anos (veja o quadro na página 22).

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Outro motivo apontado como vilão para o déficit seria uma característica do sistema Unimed. Pelo acordo entre as cooperativas, quando uma delas atende o cliente de outra em sua jurisdição, o valor da consulta deve ser pago pela Unimed original. A isso chama-se intercâmbio. Segundo ex-dirigentes, esses depósitos costumam atrasar de forma geral. No caso da Unimed Paulistana — que realizava cerca de 30% dos atendimentos pelo sistema de intercâmbio —, a prática causou mais estragos.

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

O quadro de infecção generalizada obrigou a ANS a intervir em diversas ocasiões, nomeando um auditor, entre 2007 e 2013, para vigiar a diretoria financeira. Em 2009, o órgão regulador foi mais longe e afastou o então presidente, Mário Santoro Junior, no cargo desde 2007. “Herdei um problema de gestões anteriores”, defende-se ele. Em seu lugar, assumiu o reumatologista Paulo José Leme de Barros, que um ano depois comemorava o aumento do faturamento (de 1,9 bilhão para 2,5 bilhões de reais), a marca de 1,6 milhão de clientes e prêmios como o concedido pela Ordem dos Parlamentares do Brasil por serviços prestados na área de saúde.

A festa, no entanto,durou pouco. Em 2012, a ANS agiu de outra forma na companhia, impedindo a venda de várias modalidades de plano, por problemas no atendimento e excesso de reclamações de usuários. No mesmo ano, os 2 500 médicos cooperados na época tiveram de efetuar um aporte emergencial de 90 milhões de reais para quitar dívidas.

+ Pacientes da Unimed Paulistana sofrem com a falta de atendimento

Isso levou a cobranças mensais que variaram de 300 a 4 000 reais ao longo de dezesseis meses, enfurecendo a tropa. “Anunciaram a decisão no meio de uma assembleia, sem aviso prévio, pegando todos de surpresa”, conta o advogado Reginaldo Ferreira Lima, responsável por uma ação coletiva em nome de 300pessoas que até hoje corre na Justiça. A medida impopular causou uma debandada de profissionais. Intervenção da ANS, explosão da dívida, fuga de médicos e pacientes insatisfeitos.

Esse era o cenário em agosto de 2014, quando a direção da empresa levou 138 corretores do mercado para uma viagem de cinco diaspela África do Sul, com direito a safáris pelas savanas e acomodações luxuosas em hotel cinco-estrelas, por 1,2 milhão de reais. A excursão alastrou mais ódio entre os cooperados, aqueles que haviam sido convocados a salvar o grupo do buraco.

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O Hospital Santa Helena, no centro: sem funcionar desde novembro (Foto: Léo Martins)

A Unimed Paulistana ainda enfrenta suspeitas mais graves. Há uma apuração em curso na 4ª Delegacia de Investigações sobre Crimes de Lavagem de Dinheiro, da Polícia Civil, que acatou denúncia enviada pelo Ministério Público (MP) a respeito de um pagamento de 18 milhões de reais a três fornecedores. A alegação é que os serviços contratados nunca foram prestados.

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Como se não bastasse, as destinatárias dos depósitos não foram encontradas e podem ser empresas-fantasma. O ex-presidente Leme não quis conceder entrevista a VEJA SÃO PAULO, mas negou as acusações em carta enviada aos integrantes da cooperativa. OMP também apura um pagamento de 60 000 reais à empresa Pedra Branca, de Ronilson Bezerra Rodrigues, ex-subsecretário da Receita Municipal e acusado de ser o chefe da “máfia do ISS” na capital. Segundo o órgão, em 2011, Rodrigues redigiu um artigo de um projeto de lei que mudou o sistema de tributação a que estavamsujeitas as operadoras de saúde.

Essa cláusula, aprovada na Câmara e sancionada pela prefeitura, ajudou a frear o crescimento da dívida fiscal da Unimed Paulistana. “Vou abrir uma ação civil pública baseada nisso”, diz o promotor Roberto Bodini. Em depoimento ao MP, o ex-subsecretário confirmou ter feito um trabalho de consultoria, mas jurou que isso não tem relação alguma com seu papel na alteração da lei.

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

Mesmo com a modificação feita na Receita Municipal, a dívida total da Unimed Paulistana voltou a saltar entre 2013 e 2015, atingindo 2,5 bilhões de reais. Dessa vez, a culpa recaiu sobre o pagamento de empréstimos contraídos no mercado a juros altos. “A companhia faturava 220 milhões de reais por mês, mas 150 milhões eram usados para quitar débitos com instituições financeiras de segunda linha, com taxas de 6% ao mês”, diz o último presidente, Marcelo Nunes, que ocupou ocargo por um ano. “Como havia os outros gastos da operação, a dívida disparou.” Ele processa a ANS por suposto vazamento de informações, assim como por alegados danos morais e materiais, e pede indenização de 9,6 bilhões de reais, além da reversão da liquidação extrajudicial.

+ Saiba o que os usuários da Unimed Paulistana podem fazer

Segundo o estatuto da companhia, o pagamento da dívida deve ser feito pelos 2 200 médicos cooperados, considerados sócios, portanto responsáveis pelos prejuízos. Se o último número divulgado fosse dividido de forma igualitária, cada profissional teria de arcar com 900 000 reais — na verdade, o valor varia de acordo com a quantidade de consultas realizadas. “Eu me sinto caminhando para o matadouro”, preocupa-se a cardiologista Berta Paula Boer.

O ex-presidente Nunes entroucom outra ação para transferir a obrigação à Unimed nacional, e um grupo uniu-se para brigar coletivamente pela causa. “Um juiz sensato vai entender que temos responsabilidade limitada”, defende o proctologista Ângelo Vattimo, presidente da recém-criada Associação dos Médicos Cooperados da UnimedPaulistana.

A possibilidade de bancar a dívida não é a única preocupação desses profissionais. Vários deles trabalharam e ficaram a ver navios. “Alguns foram forçados a vender bens para pagar contas”, afirma Vattimo. O pneumologista Renato Breviglieri está entre os prejudicados, assim como sua mulher e filho, também ex-médicos da Paulistana. “Nosso prejuízo é de 50 000 reais”, calcula.

CARTILHA DA BOA SAÚDE

Algumas dicas para não errar ao escolher o convênio

› Verifique se a empresa tem registro na ANS e se está ou já esteve sob regime de direção fiscal, o que indica problemas financeiros e/ou administrativos.

› As cláusulas e coberturas deverão estar explicadas no contrato, e nele deve constar a relação dos serviços credenciados, como hospitais, médicos e laboratórios.

› As promessas enumeradas durante a venda só têm validade se estiverem escritas. Portanto, exija que o corretor coloque todas as coberturas adicionais no papel.

› Os planos individuais e familiares têm aumento anual e por faixa etária. Cheque os preços por idade no momento da contratação para não ser surpreendido.

› Confira se a modalidade escolhida possui cobertura nacional. Há casos de abrangência apenas regional, o que deixa as mensalidades mais baratas.

› A portabilidade pode ser realizada em planos individuais, familiares ou coletivos. Para efetuá-la, o cliente precisa ficar pelo menos dois anos na mesma companhia.

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  • Cozinha contemporânea

    Cantaloup

    Rua Manuel Guedes, 474, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 3445 ou (11) 3078 9884

    VejaSP
    5 avaliações

    A parceria do proprietário Daniel Sahagoff com o chef Valdir de Oliveira tem mantido o Cantaloup numa posição privilegiada entre os representantes contemporâneos. Nota-se esse entrosamento pela qualidade de pratos como a tortinha de queijo gorgonzola doce enfeitada com noz-pecã e folhas de mache ao vinagrete de mel (R$ 39,00) e o lombo de cordeiro em crosta de amêndoa com risoto de cogumelo (R$ 98,00). Numa apresentação diferente, o petit gâteau de framboesa vem cercado por uma casquinha crocante ao lado de sorvete de pistache (R$ 29,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • As Boas Compras / Instant Article

    As Boas Compras: ovos de Páscoa e outros presentes criativos

    Atualizado em: 24.Mar.2016

    Confra 34 produtos de Páscoa, incluindo lembranças criativas para a data e, é claro, muitas guloseimas
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  • Italianos

    Osteria del Pettirosso

    Alameda Lorena, 2155, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 5338 ou (11) 3062 4531

    VejaSP
    7 avaliações

    O que era um negócio familiar — o marido, Marco Renzetti, no fogão e a mulher, Erika, no atendimento — aprimorou‑se de tal forma com três vitórias consecutivas em VEJA COMER & BEBER que o Pettirosso não pode ser considerado mais uma trattoria. Hoje, o ristorantino tem requintes como um menu degustação e receitas autorais. Um dos exemplos é a rabada típica de Roma, a cidade natal de Renzetti, transformada num bolinho cozido no vinho tinto e servido com polenta (R$ 79,00). Suas criações incluem o impecável risoto no caldo de vitelo, açafrão e tutano (R$ 75,00). Ainda de produção própria, há deliciosos sorvetes de manga e atemoia (R$ 22,00 cada um).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Vinoteca Paulistana Bistro

    Rua Ministro Ferreira Alves, 54, Perdizes

    Tel: (11) 2305 3471

    VejaSP
    6 avaliações

    Conhecida dos fãs de realities culinários por ter participado do programa The Taste Brasil, no canal pago GNT, Vanessa Alves segue fazendo pratos de marcante brasilidade em seu minúsculo bistrô moderno, que funciona atrás de uma loja de vinhos. O menu completo (R$ 79,00), em geral a preço razoável, é a melhor forma de saborear suas criações, entre elas o pastel assado de carne-seca, o tentáculo de polvo e o camarão empanados no aviu (minicrustáceo de rio da região amazônica). No arremate, um jogo de textura de chocolate com sorvete de cupuaçu. No almoço durante a semana, é oferecido um executivo por atraentes R$ 39,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    Chef Rouge - Jardins

    Rua Bela Cintra, 2238, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3081 7539

    VejaSP
    5 avaliações

    Com a saída do chef francês Christophe Deparday, a casa deixou o patamar máximo das cinco estrelas — mas continua ótima. Recém-chegado à cozinha, o substituto Antoine Caestecker, de 28 anos, ainda não teve tempo de deixar o cardápio todo com a sua cara. Continua em cartaz um menu degustação em quatro etapas por R$ 190,00. Das criações antigas, ainda saem a ótima e untuosa terrine de foie gras, servida com geleia de abacaxi (R$ 97,00), e as costeletas de cordeiro com batata gratinada e cenourinhas (R$ 128,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Bar Brahma Centro

    Avenida São João, 677, centro

    Tel: (11) 3331 9332

    VejaSP
    7 avaliações

    O bar mais turístico da cidade se localiza no cruzamento eternizado por Caetano Veloso: o das avenidas Ipiranga e São João, no centro. Todos os olhares se voltam ao classudo salão com lustres de cristal. Em um pequeno palco apresentam-se astros da velha guarda como Jerry Adriani e Moacyr Franco. Também concorrida, a varandona é cenário agradável para tomar o chope da marca que dá nome à casa (R$ 8,50). Feito com linguiça calabresa, o picadinho (R$ 52,00) vem com arroz, farofa, brócolis e uma boa banana à milanesa.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante / Pubs

    Camden House

    Rua Manuel Guedes, 243, Itaim Bibi

    Tel: (11) 2369 0488

    VejaSP
    3 avaliações

    É um pub com pegada gastronômica. Vencedor da categoria cozinha de bar no ano passado, continua um ótimo lugar para comer e beber. Uma novidade da chef e proprietária da casa, Elisa Hill, são os rolinhos de massa folhada com uma ótima linguiça, para mergulhar no molho barbecue (R$ 35,00 a porção). Outra atração, os pedaços de barriga de porco fritos com generosidade na gordura são cobertos de purê de maçã (R$ 38,00 a porção). Só não se sai tão bem o bolovo, meio frio no interior, mas acompanhado de uma deliciosa maionese defumada (R$ 11,00). Além da seleção mutante de chopes, dá para pedir um uísque sour com tamarindo, ácido na medida (R$ 31,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Espírito Santo

    Avenida Horácio Lafer, 634, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 7748

    VejaSP
    3 avaliações

    O botequim luso-chique ocupa uma concorrida esquina do Itaim Bibi, onde engravatados costumam esvaziar copos de um bem tirado chope Brahma (R$ 8,40) depois do expediente. Há também boas pedidas de bacalhau, como os bolinhos (R$ 35,00, seis unidades) e a versão apelidada de nunca chega (desfiado com cebola, presunto cozido e batata palha; R$ 63,00). O arroz de polvo traz pedaços macios do molusco, mas pode vir com os grãos meio quebrados (R$ 83,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Docerias

    Brigadeiros By Cousin’s

    Rua Cardoso De Almeida, 1371, Perdizes

    Tel: (11) 3862 5391 ou (11) 3582 1096

    VejaSP
    5 avaliações

    Os brigadeiros, boleados na hora do pedido, são ótimos e aparecem em versões como chocolate suíço (R$ 4,75) e caramelo com flor de sal (R$ 5,50). Mas Giulianna Loduca Scalamandré vai muito além: sua vitrine traz uma profusão de clássicos da confeitaria francesa executados com esmero. É o caso do paris-brest (R$ 18,50), que tem forma de rosquinha e vem preenchido de creme de amêndoas, e do mil-folhas (R$ 18,50) cuja massa é de uma delicadeza exemplar. Outra sugestão, o mimi choux (R$ 8,50) consiste em uma carolina de pistache recheada de creme de confeiteiro.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Padarias

    Julice Boulangère

    Rua Deputado Lacerda Franco, 536, Vila Madalena

    Tel: (11) 3097 9162 ou (11) 3097 9144

    VejaSP
    19 avaliações

    Depois de reformar a matriz, em Pinheiros, Julice Vaz aportou com uma loja bonitona no Shopping Villa-Lobos. O rol de opções do novo endereço não se limita aos ótimos pães de produção artesanal que reluzem no balcão, como o de campanha (R$ 8,15), o de calabresa com nozes e vinho tinto (R$ 12,70) e a baguete (R$ 9,20). Dá para tomar café da manhã (ovos mexidos a R$ 12,50 e suco de laranja por R$ 8,40) ou apenas fazer um lanche (croque monsieur a R$ 33,20). Há também sugestões de um menu completo por R$ 43,10. Entre os pratos que mudam sempre está o úmido arroz com lombo suíno.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Docerias

    Dauper Biscoiteria

    Avenida das Nações Unidas, 4777, Jardim Universidade Pinheiros

    Tel: (11) 4330 5473

    VejaSP
    4 avaliações

    Para saciar o desejo por um cookie no meio da tarde, uma loja não precisa ser “gourmet” ou “artesanal”, alguns dos adjetivos mais em voga hoje em dia. Basta entregar um produto gostoso (e de preferência quentinho, para denotar capricho). Esse é o caso do quiosque cuja fábrica está instalada em Gramado, Rio Grande do Sul. Mesmo sem ter acabado de sair do forno, o chamado soft cookie, salpicado de gotas de chocolate perto de derreter (R$ 4,90), é uma delícia. No inverno, peça um cappuccino (R$ 7,90 o pequeno; R$ 9,90 o grande) ou um chá (R$ 4,20) e coloque por cima da xícara o stroopwafel, uma bolacha de massa fininha recheada de caramelo. Sabe o que acontece devido ao calor do vapor? Deixa o doce bem puxa-puxa. A embalagem de 234 gramas custa R$ 26,90. Para levar, há ainda cookies a granel (R$ 89,00 o quilo) e o twist (R$ 16,90, 150 gramas), um biscoito gordinho recheado de chocolate belga. 

    Preços checados em setembro/outubro de 2014.

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  • Docerias

    Leckerhaus Loja de Doces

    Rua Doutor Melo Alves, 293, Cerqueira César

    Tel: (11) 2528 1234

    VejaSP
    10 avaliações

    O imóvel estreito poderia ser um mico se mal aproveitado. Para tornar o espaço charmoso e funcional, a proprietária Fernanda Wainer colocou um banco repleto de almofadas estampadas ao longo de toda a parede do salão. Tal capricho se estende à apresentação dos doces, iguais aos oferecidos na matriz, em Porto Alegre. O bolo casacor (R$ 109,00 o quilo) leva castanha-do-pará, ovos moles e chocolate meio amargo. Para decorar, frutinhas esculpidas em marzipã. Outra sugestão bonita de ver, a sarita (R$ 109,00) intercalada várias camadas de massa escura e recheio de chocolate branco. Para escoltar o mil-folhas com creme montado na hora (R$ 9,50), peça o chá gelado do dia (R$ 7,00), fornecido por A Loja do Chá — Tee Gschwendner. Se quiser almoçar ou fazer um lanche, vá de salmão marinado sobre pão australiano com cream cheese e rúcula (R$ 26,00). As folhas de rúcula chegam sem o cabinho — uma delicadeza só.  

    Preços checados em 17 de junho de 2015.

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  • Sem dúvida, o diretor Mauro Sousa (o oitavo dos dez filhos de Mauricio de Sousa) conhece muito bem os trejeitos dos moradores do bairro do Limoeiro. Na adaptação das tirinhas para o palco de Turma da Mônica — O Show, ele põe o carisma de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento para rodar. Todos estão envolvidos em uma pequena trama, velha conhecida dos leitores dos gibis: mais um plano infalível de Cebolinha. Nem é preciso spoiler para intuir que, obviamente, a ideia vai dar errado. Para acompanhar o desenvolvimento da peça, canções sobre a personalidade das crianças são interpretadas ao lado de um time de bailarinos. Apesar de ter boas sacadas, a exemplo da divertida cena de Chico Bento interpretando o cantor Michael Jackson, o espetáculo escolhe ficar na zona de conforto e não tem nenhuma reviravolta. As falas e canções são completamente gravadas e nem sempre claras, o que tira um pouco a graça. No fim, porém, a simpatia dos personagens (e a nostalgia da plateia) garante o final feliz para a brincadeira de faz de conta.  Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 25/5/2015. Até 24/4/2016.
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  • Indicado a quatro prêmios no Oscar de 1998, incluindo o de melhor filme (que ficou com Titanic), o longa-metragem britânico The Full Monty chegou aos palcos da Broadway no ano de 2000, na forma de um musical escrito pelo americano Terrence McNally. Nesta montagem carioca de Ou Tudo ou Nada — O Musical, Mouhamed Harfouch interpreta o protagonista Jerry Lukowski, que foi demitido da fábrica onde trabalhava. Sem dinheiro para pagar a pensão do filho (os garotos Pedro Henrique Motta e Xande Valois revezam no papel), Jerry tem a ideia de criar um show de strip-tease estrelado por ele, seu melhor amigo, o gordinho Dave (o ótimo Saulo Rodrigues), e outros quatro colegas desempregados que, digamos, estão longe de ter os atributos físicos para um espetáculo do gênero. A timidez, o medo do vexame público e, principalmente, a falta de sex appeal do grupo rendem um espetáculo para lá de divertido. Também funcionam muito bem as versões de Artur Xexéo para as letras originais — as canções realmente estão inseridas na narrativa. É preciso dizer que, entre os dezessete atores, uns têm melhor desempenho vocal do que outros, mas isso não compromete de forma alguma a boa montagem dirigida por Tadeu Aguiar e Miguel Briamonte, que conduz os sete músicos. Estreou em 11/3/2016. Até 1º/5/2016.
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  • O ano de 1972 marcou a despedida da Ternurinha, a musa que brilhava ao lado da dupla Roberto e Erasmo Carlos. Em seu lugar, surgiu uma Wanderléa muito mais independente. Saída da jovem guarda, ela lançou o original Wanderléa... Maravilhosa. O disco não estourou nas paradas na época, mas, com o passar do tempo, entrou para a categoria cult. Para marcar a mudança de repertório, ele trazia a artista com um black power e maquiagem carregaaada na sombra azul. Aos 69 anos, a cantora revisita agora, na íntegra, o repertório desse álbum. São faixas com ritmos mais brasileiros, como Back in Bahia, de Gilberto Gil, Eu Quero Ser Sua Locomotiva, de Jorge Mautner, e Mata-Me Depressa, de Rossini Pinto. Além das músicas de Maravilhosa, há espaço no show para interpretar composições como Que Besteira, de João Donato e Gilberto Gil. Ao lado de doze instrumentistas, ela mostra ainda marchinhas de Carnaval antigas e faixas dos seus trabalhos posteriores, Feito Gente (1975) e Vamos que Eu Já Vou (1977), reunidos na caixa comemorativa Wanderléa Anos 70, lançada em 2012. Dia 22/3/2016.
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  • o tenor italiano Andrea Bocelli é conhecido por transitar do universo erudito à música pop. Nesta semana, ele chega ao Allianz Parque com a turnê de Cinema, no qual interpreta as trilhas de filmes como Bonequinha de Luxo (Moon River) e Perfume de Mulher (Por una Cabeza). No dia 17, com ingressos muuuito mais caros, ele estará na Sala São Paulo ao lado do maestro Carlos Bernini e da soprano cubana Maria Aldeia com um repertório que inclui Verdi e Pucini. Dias 12 e 13/10/2016 no Allianz Parque e dia 17/10 na na Sala São Paulo. A renda da apresentação de Andrea Bocelli na Sala São Paulo será revertida para o GRAAC e Hospital Santa Marcelina.
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  • Drama / Suspense

    Mundo Cão
    VejaSP
    1 avaliação
    Marcos Jorge estreou no longa-metragem com o criativo Estômago (2007), mas derrapou nos dois trabalhos seguintes, Corpos Celestes (2009) e O Duelo (2015). De volta à boa forma narrativa e à originalidade de antes, o diretor traz, em Mundo Cão, uma história aparentemente simples, mas cheia de nuances em suas entrelinhas. Nela, Nenê (Lázaro Ramos) entra em atrito com Santana (Babu Santana). Motivo: dono de um rottweiler, que fugiu e foi sacrificado no Centro de Controle de Zoonoses, Nenê credita a morte de seu cachorro a Santana, responsável por capturar animais perdidos. O embate da dupla é nervoso, e não demora muito para que Nenê, um ameaçador contraventor ligado à polícia, dê o troco. Os produtores do longa-metragem pediram aos críticos que evitassem spoilers. Faz sentido. Em um redemoinho de situações aflitivas, o filme põe bandido e mocinho em lados opostos, apontando falhas e virtudes de ambos. No roteiro de Marcos Jorge, não há apenas claro e escuro, bons e maus, heróis e vilões. Trata-se, igualmente, de uma mistura de drama, suspense e, surpresa!, humor, em receita azeitada. Além dos dois protagonistas extremamente confortáveis nos papéis, Adriana Esteves é um porto seguro de confiabilidade e a bela Thainá Duarte revela-se uma competente estreante. Estreou em 17/3/2016.
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  • A pedido do governador romano Pôncio Pilatos (Peter Firth), o tribuno Clavius (Joseph Fiennes) é convocado para acompanhar o calvário na cruz de Jesus (Cliff Curtis). É interessante a premissa de Ressurreição, que, a partir de um drama bíblico, cria uma espécie de policial ambientado na Judeia. Em seu desenrolar, o roteiro também enfoca o modo como Cristo se reencontrou com seus discípulos, espalhou milagres e palavras de fé. Sumido do cinema desde Tristão & Isolda (2006), o diretor Kevin Reynolds (de Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões) volta às telas bem menos ambicioso. Além de trazer um diferencial à velha história, o filme ganha pontos por seu registro mais naturalista do que o de outros pomposos épicos do gênero. Estreou em 17/3/2016.
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  • No fim do século XIX, Marie Heurtin (Ariana Rivoire), uma garota surda, muda e cega de nascença, é deixada pelo pai numa instituição católica que acolhe moças com deficiência auditiva. O problema de Marie é mais grave porque, ao longo dos anos e privada dos sentidos, virou uma pessoa arredia, quase indomável. Quem vai tentar trazê-la de volta ao convívio social será a irmã Marguerite, interpretada por Isabelle Carré. A Linguagem do Coração, inspirado em história real, transpira verdade, sobretudo por causa da empenhada atuação da dupla de protagonistas. O tom religioso fica como pano de fundo de um enredo sobre dedicação ao próximo sem jamais resvalar no melodrama. Estreou em 17/3/2016.
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  • Diretores do badalado (e superestimado) Uma Noite em 67, Renato Terra e Ricardo Calil voltam-se, no novo documentário, para uma personalidade singular do mundo artístico. O título em primeira pessoa cai como uma luva para um biografado egocêntrico. Eu Sou Carlos Imperial descreve, por meio de depoimentos sintéticos e muitas imagens de arquivo, a polêmica figura do “descobridor” de Tim Maia, Wilson Simonal e Roberto Carlos (sim, há uma entrevista com o Rei). Imperial (1935-1992), conhecido rei da pilantragem, passeou pela música (é autor, por exemplo, do hit A Praça), pela TV (teve um programa de auditório), pelo cinema, como diretor e ator de pornochanchadas, e até pela política. Era um “colecionador” de mulheres, desbocado, machista e mentiroso profissional. A dupla de cineastas mostra suas várias faces (e fases) apoiada em declarações reveladoras, incluindo algumas do próprio Imperial. Assim como o bordão criado por ele para informar o resultado das notas das escolas de samba nos anos 80, o filme é de uma eficiência “10, nota 10!”. Estreou em 16/3/2016.
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  • Busão Incrementado

    Atualizado em: 17.Mar.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO