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Casa, carro e calma são os ingredientes perfeitos para uma semana de sonhos nesta região italiana

Por: Rachel Verano - Atualizado em

A Volta ao Mundo - Toscana
Florença, o berço do Renascimento, é um bom ponto de partida para desacelerar e entrar no ritmo local (Foto: Divulgação)

Para aproveitar o que a zona rural mais encantadora do mundo tem de melhor é preciso colocar três coisas na lista de imprescindíveis: casa, carro e, principalmente, calma. Em primeiro lugar, não há melhor opção de hospedagem do que uma autêntica villa, ainda mais se for daquelas de pedra onde se chega através de uma alameda cercada de ciprestes (detalhe: esse sonho custa o mesmo que um hotel mediano nas melhores cidades da região – confira boas opões nos sites da Rent Tuscany, Home Away e VRBO).

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Não há melhor opção de hospedagem do que uma autêntica villa, cercada de ciprestes (Foto: Divulgação)

O carro é fundamental porque, sem ele, não é possível chegar nos minúsculos vilarejos perdidos no tempo, nos vinhedos mais premiados, nas estradas mais cênicas. E, por fim, calma é o ingrediente básico em um lugar que mede o tempo pelas estações do ano, onde as pessoas não trocam a dolce vita por nada. As lojas podem fechar para o almoço, o hotel pode pendurar uma placa de “volto já” na porta a qualquer hora do dia e não há rei que faça um restaurante servir um prato além do horário de funcionamento. Dito isso, é hora de partir para uma semana perfeita pela região que se estende, grosso modo, entre Roma (ao sul) e Milão (ao norte). Nada mal...

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Siena merece um dia inteiro de dedicação, principalmente para visitar o Duomo (Foto: Divulgação)

Florença, o berço do Renascimento, é um bom ponto de partida para desacelerar e entrar no ritmo local. Isso porque, às margens do rio Arno, ela reúne  todos os prazeres de uma grande cidade, de grandes grifes a restaurantes estrelados e museus excepcionais. Imperdível visitar o duo de ouro composto pela Galleria dell’Accademia, que guarda, entre outros tesouros, a estátua original do Davi de Michelangelo, e a Galleria degli Uffizzi, que exibe um dos melhores acervos do planeta de arte renascentista. Florença pede pelo menos dois dias inteiros para se explorada, com as devidas pausas para os melhores sorvetes do país e visita a algumas das igrejas mais monumentais do mundo, caso do Duomo.

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Piazza dei Miracoli, onde fica a famosa torre inclinada (Foto: Divulgação)

A partir dali, os outros cinco dias podem ser divididos da seguinte maneira: um para explorar o duo Luca-Pisa – a primeira, por ser uma graciosa cidade medieval cercada de muralhas que tem uma curiosa praça ovalada bem no centro; a última, pela Piazza dei Miracoli, onde fica a famosa torre inclinada (a única atração local). Um outro dia pode ser reservado para um dueto de cinema: Arezzo, que foi palco do filme 'A Vida é Bela', de Roberto Beningni, e sua vizinha Cortona, palco do romance 'Sob o Sol da Toscana', inspirado no livro da escritora americana Frances Mayes.

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Arezzo foi palco do filme 'A Vida é Bela', de Roberto Beningni (Foto: Divulgação)

Se for verão, a estrada de meros 30 quilômetros que liga as duas cidades pode estar cercada de belos campos de girassóis. Siena merece um dia inteiro de dedicação para se perder pelo seu gracioso centro histórico, onde o Duomo, com sua fachada de listras pretas e brancas, reina soberano. Os dois dias restantes podem ser divididos docemente entre o mundo dos vinhos. Em um deles, todos os caminhos devem levar a Montalcino, terra do famoso Brunello – ali, até a impressionante fortaleza que coroa a cidade é uma enoteca. O percurso mais bonito deve passar por Montepulciano e Pienza. Por fim, encerre a viagem com um tour pela Chiantigiana, a estradinha secundária (S-222) que liga Siena a Florença em cerca de 70 quilômetros, cortando os famosos vinhedos que dão origem aos vinhos Chianti.

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Montalcino, terra do famoso Brunello – ali, até a fortaleza é uma enoteca (Foto: Divulgação)

Aceita mais dois conselhos? Primeiro: não se prenda às placas; perder-se é o melhor por aqui (e a certeza de belas surpresas com ares de achadinhos). Por fim, viva um pouco como os locais: frequente as feiras de rua, compre ingredientes raros nas delicatessens do caminho, faça piqueniques sem medo de ser feliz. Quando você menos perceber já estará na hora de ir embora – e começar a programar a próxima volta...

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Cortona, palco do romance 'Sob o Sol da Toscana' (Foto: Divulgação)

Fonte: VEJA SÃO PAULO