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Os cantinhos paulistanos preferidos da redação Veja São Paulo

Por: REDAÇÃO VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

CCBB
Prédio construído em 1901 e tombado pelo Patrimônio Histórico (Foto: Divulgação)

Nosso time de blogueiros não desliga as antenas nunca, está sempre em busca dos lugares mais especiais da capital. Não só para escrever, claro, mas também para adotar e frequentar. Abaixo, os cantinhos paulistanos preferidos da trupe:

Arnaldo Lorençato, Como, Logo Existo

Ceagesp

Ceagesp
Ceagesp: profusão de aromas (Foto: Divulgação)

Programa para o domingão: levantar cedo e, depois de um corridinha, ir à Ceagesp, pertinho de casa. Gosto de me perder entre os corredores repletos de frutas, que irradiam cores capazes de desnortear a retina. A profusão de aromas não é menor: coentro, alfacava e tomilho para ficar nas ervas mais conhecidas. Também bato ponto nos boxes de pescados, onde escolho camarão e outros pitéus do mar para fazer cuscuz, moqueca, risoto e paella, nas raras vezes que me programo para entrar na cozinha. Encontro tempo ainda para passar na barraca do pastel. Existe algo mais paulistano?

Carol Pascoal, Passagem de Som

Casa de Francisca

Casa de Francisca
Casa de Francisca pode ser considerada a menor casa de shows da cidade (Foto: Divulgação)

Sempre que eu entro pela portinha do número 190 da Rua José Maria Lisboa, tenho a sensação de ser transportada para outra atmosfera. Ali, fica a Casa de Francisca, ou se preferir, a menor casa de shows da cidade. O espaço combina um ambiente charmoso e aconchegante – iluminado por velas e decorado por espelhos e cortinas de veludo - com uma das programações musicais mais interessantes da cidade. O pequeno palco recebe nomes como Paulo Vanzolini, Romulo Fróes e Metá Metá. É difícil encontrar um endereço que trate a música com tanto respeito. Durante as apresentações, por exemplo, o serviço de bar é interrompido. Não foi a toa que o imóvel de 1913 se tornou queridinho do público e dos artistas paulistanos.

Carolina Giovanelli, Bichos

Parque da Aclimação

Parque da Aclimação
Um pedaço arborizado da capital paulista (Foto: Divulgação)

Nunca fui grande fã da natureza, mas quando me mudei há alguns anos para perto do Parque da Aclimação, fui fisgada pelo clima daquele pedaço arborizado. Dá gosto de ver o pessoal se exercitando ou só deitado na grama aproveitando o sol. Quem traz o cachorro para dar uma volta ao redor do lago (vale lembrar que sempre com a guia) consegue agradar o peludo com água fresquinha, que sai de bebedouros adaptados especialmente para eles. A fauna não se restringe aos caninos, há borboletas, garças, patinhos e outras espécies. Muito antigamente, até um zoológico já funcionou ali. Mais legal ainda é que o passeio não termina no parque. As ruas próximas contam com quiosque de açaí, bar especializado em cerveja, sorveteria...

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Dirceu Alves Jr., Na Plateia

Centro Cultural Banco do Brasil

CCBB
Prédio construído em 1901 e tombado pelo Patrimônio Histórico (Foto: Divulgação)

Assistir a uma peça no pequeno teatro do Centro Cultural Banco do Brasil – de apenas 125 lugares - é muito mais que isso. Por aquele palco passa uma programação de alta qualidade, protagonizada por atores reconhecidos e com ingressos sempre muito baratos. Mas oprédio construído em 1901 e tombado pelo Patrimônio Histórico exibe uma belíssima arquitetura representativa do início do século passado. Por lá, o público encontra ainda diversas opções interessantes e adequadas a todos os bolsos, que vão de exposições de arte, livraria, sala de vídeo e um café delicioso com mesas ao ar livre. O melhor, no entanto, antes ou depois de ver uma peça no CCBB é circular pelas ruas do centro antigo e ver como aquela região – apesar de abandonada – é tão bonita e não deixa nada a desejar aos postais da Europa. Pelo menos enquanto o dia ainda está claro.

Mariana Barros, Morar em SP

Conjunto Nacional

Conjunto Nacional, São Paulo
Conjunto Nacional, São Paulo (Foto: Divulgação)

Foi a partir da construção desse complexo (entre 1955 e 1962) que São Paulo passou de cidade a metrópole. A concepção partiu do empresário José Tijurs, visionário que queria transformar a então residencialíssima Avenida Paulista em uma Quinta Avenida. Para isso, comprou a mansão de Horácio Sabino, na esquina com a Rua Augusta, e abriu concurso para escolher o melhor projeto capaz de reunir restaurantes, escritórios, residências, cinemas, lojas e serviços. O vencedor foi um arquiteto de 26 anos recém-formado, David Libeskind (décadas depois, ele seria coautor das edificações do clube A Hebraica). Composto por três torres contíguas de 25 andares e com acessos independentes (Horsa I e II, comerciais, e Guayupiá, residencial), o Cojunto Nacional se consolidou como uma cidade dentro da cidade e o embrião da efervescência paulistana.

Miguel Barbieri, Tudo Sobre Cinema

CineSesc

CineSesc
O charmoso cinema da Rua Augusta (Foto: Divulgação)

Cinema de shopping, com certeza, tem mais segurança e, provavelmente, é mais fácil achar uma vaga para estacionar o carro. Mas eu gosto mesmo é de cinema de rua, foi assim que comecei minha vida de cinéfilo, frequentando os cinemas da região da Paulista, como o Belas Artes, Gemini, Astor, Gazeta, Gazetinha, Gazetão... Daí uma queda especial pelo CineSesc, o charmoso cinema da rua Augusta, que tem quase sempre em cartaz um filme bacana ou uma mostra dedicada às fitas de arte. Adoro o saguão cujo café serve deliciosos bolinhos de tapioca ou fubá com preços que não doem no bolso. Além de a sala ser confortável, a telona me lembra as de antigamente. Ou seja: ver um filme no CineSesc é embarcar rumo ao passado, só que com a tecnoogia de projeção do presente.  

Rachel Verano, Viajar & Curtir

Metrô

Metrô - Linha amarela
Metrô - Linha amarela (Foto: Divulgação )

São Paulo fez de mim uma dependente irremediável de carro – do tipo que não ia a pé nem na padaria da esquina (fato real). Depois de morar sete anos no exterior, desembarquei, no ano passado, disposta a tornar minha vida melhor por aqui, em todos os sentidos. Não sosseguei até conseguir uma casa de vila, por exemplo. E recentemente abandonei a vida sobre quatro rodas. Deu certo. Moro e trabalho a duas quadras de estações de metrô e não há maneira de começar melhor o dia do que caminhar pelas ruas, com o sol quentinho e o céu azul, até desaparecer no subterrâneo. Nunca prestei tanta atenção em árvores, praças, lojas e restaurantes bonitinhos. Tudo é desculpa para bater perna. O metrô é meu eleito em São Paulo porque me fez prestar mais atenção nela.

Ricky Hiraoka, Terraço Paulistano

Numero

Bar Numero
Bar Numero: pequenininho e muito aconchegante (Foto: Divulgação)

Num cantinho discreto da Rua da Consolação, celebridades e gente bacana da alta sociedade paulistana se reúne para jogar conversa fora, tomar uns drinks e saborear a coxinha mais gostosa de São Paulo. Apesar de ser pequeninho, o bar é muito aconchegante, tem um bom serviço e concentra o que há de mais hype na cidade. Tudo acontece lá. Mais animado que a maioria dos estabelecimentos similares, o Numero até tem uma pistinha que recebe DJs ocasionalmente. Para quem quer ver e ser visto, o lugar é esse.

Sophia Braun, Delícia de Conta

Mercadão

Mercado Municipal
Mercado Municipal: especiarias vindas de todas as partes do mundo (Foto: Divulgação)

Sou fã incondicional de mercados. Poderia passar um dia inteiro explorando suas frutas exóticas, ingredientes regionais e especiarias vindas de todas as partes do mundo. Gosto em especial do Mercadão pela sua história quase centenária. Famoso pelo gigantesco sanduíche de mortadela, o Bar do Mané, por exemplo, está lá desde a inauguração do espaço, em 1933. Mas também é uma delícia caminhar pelas ruazinhas estreitas e descobrir novidades como a Casa das Ostras, que abre as conchas lá mesmo para os clientes. A diversidade faz do Mercado Municipal de São Paulo um dos meus cantinhos preferidos na cidade.

Fonte: VEJA SÃO PAULO