Turismo

Que tal dirigir aqueles carrões típicos de Cuba?

Uma “banheira” para chamar de sua. É possível alugar carrão clássico para circular pelas ruas de Cuba em um cartão-postal

Por: Adriana Setti - Atualizado em

A Volta ao Mundo - Especial Boas Compras - Cuba
Uma carona de volta ao passado em Cuba (Foto: Divulgação)

Assim como em outras partes do Caribe, charutos, rum, música contagiante e a onipresença do mar azul fazem a alegria dos turistas que visitam Cuba. Mas o charme inconfundível da ilha governada por Raúl Castro reside nas paredes descascadas de suas fachadas art nouveau, em seus ares inequívocos de nostalgia e, ¿cómo no?, nos cartões-postais ambulantes que transitam pelas ruas em cores gritantes. Segundo um levantamento feito pelo jornal The New York Times, cerca de 60 mil carros fabricados até 1959 (data da revolução comunista, que congelou a frota cubana no tempo por causa do embargo comercial imposto pelos Estados Unidos) circulam pelo país. Passear a bordo de um deles é um fetiche possível.

A empresa mais confiável de aluguel de carros antigos em Cuba é a Gran Car (+53-7/881-8549; US$ 25/hora), que tem modelos Chevrolet, Ford, Dodge, Oldsmobile, Mercury, Studebaker, Plymouth, Pontiac e Buick produzidos entre 1927 e 1959, em bom estado de conservação. O preço inclui motorista e é o mesmo para modelos conversíveis ou normais. Não é possível, a menos formalmente, dirigir por conta própria. Mas, como o jeitinho cubano permite que a realidade seja bem mais flexível, vale a pena checar o ótimo site de classificados Revolico. Ali, é bem comum que proprietários dessas máquinas do tempo publiquem anúncios, dispostos a “emprestar” seus possantes a troco de um bom punhados de dólares.

 

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Para os que almejam algumas horas de decadence avec elegance a bordo de um conversível em pleno Malecón, a hora é agora. Desde o ano passado, uma medida anunciada pelo presidente Raúl Castro permite que os cubanos comprem e vendam automóveis livremente. Até então, apenas os carros que já estavam na ilha na data da revolução podiam ser comercializados livremente. A nova lei deve fazer com que, pouco a pouco, a frota do país se renove, ainda que poucos cubanos sejam autorizados a importar veículos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO