Turismo

Seleção de cursos de surfe, culinária e dos mais belos templos de Bali

Comer, rezar, surfar: a tríplice aliança perfeita em Bali, a ilha mais fascinante da Indonésia

Por: Adriana Setti - Atualizado em

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Bali: um destino para atividades plurais (Foto: Divulgação)

A delicadeza das oferendas e dos templos onipresentes revelam a espiritualidade à flor da pele desta ilha hinduísta que cultiva com afinco as suas tradições, apesar de fazer parte de um país predominantemente muçulmano. As paisagens vulcânicas, a amabilidade de sua gente e seus sabores exóticos reforçam a ideia de que Bali é bem mais do que uma meca do surfe. Seja para deslizar pelas ondas tubulares que quebram entre abril e novembro, para comer ou para meditar, a ilha mais especial entre as 17 mil do arquipélago indonésio justifica com louvor o seu lugar cativo nas mais restritas listas de lugares para conhecer antes de morrer.

 

Comer

A culinária balinesa é um universo de especiarias e combinações que nosso paladar ocidental classificaria como exóticas. Ainda assim, são sabores fáceis de assimilar – e, muitas vezes, de gostar de imediato. Os pratos do dia-a-dia são simples, como o nasi goreng (arroz com verduras, frutos do mar, ovo ou carne), o mie goreng (noodles misturados a diversos ingredientes), o ikan goreng (peixe frito) ou o ikan bakar (peixe assado com especiarias). Mas há, também, receitas sofisticadas e complexas, como o bebek betutu (pato defumado na brasa durante um dia inteiro) e o babi guling (leitão no rolete à balinesa). Come-se bem por menos de 5 dólares nos warungs (estabelecimentos mais simples). Mas mesmo nos restaurantes mais elaborados a conta dificilmente passará de 25 dólares por pessoa.

Depois de alguns dias de imersão nos aromas balineses, você pode aprender a preparar as suas receitas favoritas em restaurantes-escolas com ótima reputação. É o caso da Casa Luna, na cidadezinha de Ubud, onde a chef australiana Janet De Neefe ensina os segredos da gastronomia local desde 1987. As aulas custam 32 dólares e duram 3h30. Também bem conceituada, a Bumbu Bali, em Tajung Benoa (no sul da ilha), tem como foco a cozinha estritamente tradicional balinesa (nada de fusões, portanto), pelas mãos do chef e escritor suíço Heinz von Holzen, que estuda os sabores locais há quinze anos e tem no currículo passagens, como chef executivo, pelos melhores hotéis da ilha, como o Ritz Carlton Bali. São 8h45 de aula, com almoço, por 90 dólares.

 

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Rezar

Do alto de uma rocha no povoado de Beraban, no sul da ilha, o Pura Tanah Lot emerge do mar. Um dos templos mais sagrados de Bali, também ocupa o posto de mais turístico, o que na alta temporada pode significar ter de dividir a sua magia com milhares de curiosos. Na maré baixa, é possível andar ao seu redor. Mas apenas os balineses podem entrar e subir até o topo.

Outro hit é o Pura Luhur Ulu Watu (8h/19h; US$ 4), que se equilibra sobre as espetaculares falésias que escoram as ondas de Ulu Watu. O templo dá o melhor de si ao entardecer, quando o pôr do sol é reverenciado com um espetáculo de dança Kecak, acompanhado de um coral hipnotizante de 70 homens.  

Também imperdível é o Pura Ulun Danu Bratan (7h/17h; US$ 0,35), em Bedugul, no interior balinês. Ao amanhecer, as águas do Lago Bratan evaporam, formando uma névoa que acrescenta misticismo ao lugar. À bordo de uma canoa, é possível aproximar-se deste monumento dedicado à deusa balinesa das águas cuja origem remete ao século XVII.    

O quarteto dos monumentos mais famosos se completa com o santuário Monkey Forest, dentro de um parque em Ubud que abriga centenas de macacos.

 

Surfar

Surfar em Bali é o sonho dourado de todo surfista. Mas há algumas coisas que se deve saber antes de ir. Em primeiro lugar, que a melhor época vai de abril até novembro, quando o vento é terral na costa oeste. De dezembro a março, a estação das chuvas, o negócio é apostar na ondulação do lado leste da ilha. Também é bom ter em mente que, para um iniciante, ir com muita sede ao pote pode ser uma missão suicida. Ou seja, é preciso conhecer os próprios limites e procurar a sua turma no lugar certo.

Radicado em Bali desde junho de 2011, o jornalista e surfista brasileiro Eduardo Petta é dono da escola de surfe Free Spirit (+62-082/174-345-032). “O melhor lugar para iniciantes é a praia de Seminyak, no sul da ilha; depois que o aluno já domina a arte da espuma pode passar para o nível intermediário e tentar os beach breaks de Canggu, no oeste, em ondas como Tugu e Batu Bolong”, diz Petta. “Um passo além e já se pode desbravar Medewi, no extremo oeste de Bali, ou Balangan na península da Bukit”. Para os mais valentes (e, sobretudo, experientes), as ondas cinco estrelas são Ulu Watu e Padang Padang (esquerdas), além de Sanur e Nusa Dua (direitas). Mas nem tudo são flores. Aos mais afoitos, recomenda-se a diplomacia, afinal de contas a disputa pelas ondas é acirrada na alta temporada. “O brasileiro aqui tem fama de fominha e os gringos ficam malucos, mas se você sorrir e for educado, não vai haver problemas”.

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO