Turismo

Três passeios de bike por Amsterdã e arredores

Visite os principais museus da cidade, admire o Flower Market sobre duas rodas, faça compras e ainda tome uma Heineken direto da fonte

Por: Adriana Setti - Atualizado em

A Volta ao Mundo - Especial Boas Compras - Amsterdã
Bicicletas e canais: os cartões postais de Amsterdã (Foto: Divulgação)

Enquanto em São Paulo ciclovias causam polêmica e ciclistas são vistos como cavaleiros do apocalipse, em Amsterdã 600 000 magrelas deslizam em paz por seus 400 quilômetros de pistas especiais, chova ou faça sol – sendo a primeira possibilidade sempre a mais provável. Pedalar, na metrópole holandesa, é antes de mais nada sentir na pele o estilo de vida local. Mas, para isso, é prudente lançar mão de um mínimo de coordenação motora e fartas doses de bom senso. Não é permitido abandonar a bicicleta em qualquer lugar. Procure um dos 225 000 suportes espalhados pela cidade e respeite os sinais de “proibido estacionar”. Também deve-se ter cuidado com as motos, que compartilham as ciclovias. Para evitar acidentes, use os braços para sinalizar quando mudar de direção, esteja atento à sinalização e, sobretudo, adote a máxima: “se beber, não pedale”.

 

Roteiro 1: city-tour

Para entrar no clima, comece contornando o Flower Market, que, apesar do nome, também vende uma boa variedade de suvenires e quinquilharias entre tulipas e outras flores. Depois, passe pela Vijzelgracht, cruzando com alguns canais (ou fazendo ziguezague entre eles). Lá pelas tantas você verá a famosa Heineken Experience, antiga cervejaria da marca holandesa transformada em um museu. A fábrica fica perto da Marie Heineken Plein, o olho do furacão do badalado bairro do Pijip. De lá, pedale até a Museumplein, a grande praça que serve de endereço para os principais museus da cidade: o Van Gogh Museum, dedicado ao pintor homônimo, e o Rijksmuseum, um catálogo vivo da Era de Ouro, tempos em que a riqueza gerada com as grandes navegações patrocinava gênios como Rembrandt e seus pupilos. Algumas de suas obras-primas, como A Ronda Noturna, estão lá. Depois de dez anos de reformas, o museu reabrirá com toda a sua majestade no dia 13 de abril de 2013.

 

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Roteiro 2: para curtir com calma

O Vondelpark, o grande parque no centro de Amsterdã, é o lugar mais agradável da cidade para passear, descansar, fazer um piquenique e, claro, pedalar. Na hora do rush, suas alamedas se transformam em grandes autopistas para uma quantidade inacreditável de ciclistas, um verdadeiro espetáculo. Uma vez explorado o pulmão da cidade, procure no mapa a Prinsengracht e siga por ela até a Anne Frank Huis, a casa-museu onde a família Frank escondeu-se durante a Segunda Guerra. Para quem leu O Diário de Anne Frank, a experiência é de arrepiar. A rua acabará por desembocar na badalada Haarlemmermeerstraat, endereço de lojas bacanas e bares da moda.

 

Roteiro 3: Pela estrada afora

A paixão holandesa pelas bicicletas não se restringe a Amsterdã. Todo o país tem tradição de pedal e deslizar pelas estradas não é apenas viável, mas bastante comum. Na primavera, a Hat-Tours organiza uma viagem de quatro dias (Tour da Tulipa) pelo interior do país, para quem quiser ver de camarote o desabrochar desta flor que é o símbolo do país. A viagem mistura trechos em bicicleta com travessias de barco, unindo dois meios de transporte classicamente holandeses. A viagem começa com o embarque em Amsterdã, de onde se veleja até Spaarndam. De lá, o grupo pedala até a histórica Haarlem. As tulipas aparecem com força mais adiante, em Lisse, no Jardim de Keukenhof, que abriga mais de 6 milhões de flores. O tour ainda passa pelos campos floridos de Leiden e pelo leilão de flores de Aalsmeer, até voltar a Amsterdã.

 

Descole a sua bike: É bem comum que os hotéis da cidade tenham bicicletas disponíveis para os hóspedes, incluídas na diária. Se não for o seu caso, há inúmeras empresas que prestam serviço de aluguel (a lista oficial dos estabelecimentos cadastrados na prefeitura, bem como dicas para o ciclista, estão em www.iamsterdam.com). Algumas delas também organizam passeios.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO