criminalidade

Três policiais são baleados em menos de doze horas

Casos aconteceram em Santo Amaro, Cidade Dutra e Osasco e, segundo a Secretaria de Segurança Pública, não há indícios de que haja ligação entre eles; vítimas passam bem

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM

Policial baleado em Osasco
Marcas de sangue no chão em frente à casa de perito atingido em Osasco (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Follhapress)

Ao menos três policiais foram baleados na Grande São Paulo em um intervalo de menos de doze horas. Em todos os episódios, a vítima está internada, mas passa bem.

O primeiro caso, registrado como tentativa de roubo, aconteceu às 17h10 de ontem, em Cidade Dutra, na Zona Sul. Um sargento aposentado estava em um bar, quando dois homens invadiram o local. Não se sabe se o militar, atingido com dois tiros no ombro, tentou reagir, mas os bandidos deixaram o lugar sem roubar nada.

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Por volta das 21 horas, em Santo Amaro, também na Zona Sul, um soldado aguardava uma amiga dentro de um carro. Segundo o registro da ocorrência, dois homens armados o abordaram. Dois tiros foram disparados, e um pegou de raspão em sua cabeça. Ele está internado no Hospital Israelita Albert Einstein. As hipóteses de tentativa de execução e de roubo estão sendo investigadas.

Por fim, no início da manhã de hoje, um perito da Polícia Científica de Osasco foi atingido por sete disparos de revólver calibre 38 em frente de casa, na Vila Yara. Ao ser socorrido, consciente, por policiais militares, contou que dirigia seu Meriva quando foi abordado por dois homens em uma moto preta, que anunciaram o assalto do veículo. Houve troca de tiros (o perito disparou cinco) e os dois fugiram sem concretizar o roubo. O automóvel de um vizinho também foi danificado.

A Secretaria de Segurança Pública não faz ligação entre os casos e a transferência do líder da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Camacho, o Marcola, para um regime penitenciário mais restritivo. Na terça-feira (11), ele e outros três membros deixaram a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e foram levados para Presidente Bernardes, onde ficam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).Essa mudança colocou a polícia paulista em "alerta verde" de atenção.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO