Teatro

Três perguntas para Marisa Orth

A atriz retoma parceria com o ator e diretor Miguel Falabella na comédia O Que o Mordomo Viu, que entra em cartaz no Teatro Procópio Ferreira na sexta (21)

Por: Dirceu Alves Jr.

Marisa Orth - edição 2365
Marisa: "O público sempre nos associa aos personagens do seriado 'Sai de Baixo'" (Foto: Jairo Golflus)

Qual é o lado positivo e o negativo de dividir mais uma vez a cena com Falabella? O lado positivo: somos muito amigos. Então, cada um conhece a forma de o outro trabalhar e buscar a piada. Vejo o olho dele brilhando à procura de alguma graça e já me preparo. Mas o Miguel é, antes de tudo, muito sério, disciplinado, e é bom contracenar com alguém assim. Um lado negativo? O Caco Antibes e a Magda. O público sempre nos associa aos personagens do seriado Sai de Baixo. Nessa comédia, porém, a gente faz um outro tipo de casal. São dois devassos, bem loucos. Acredito que em dez minutos a plateia já entre na nova história e se divirta com eles.

+ O que o Mordomo Viu

Depois de interpretar a escritora Simone de Beauvoir em um drama e a Morticia no musical A Família Addams, fica mais fácil encarar uma mulher comum, sem maiores referências para o público? A Simone e a Morticia já carregavam sua marca, e as comparações sempre serão inevitáveis. Agora, não. Essa personagem vem cercada de leveza. Tenho a sensação de que eu me divirto mais com o trabalho. E isso só é possível depois que o ator acumula experiência e relaxa mais no palco.

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Você entrou na peça para substituir Arlete Salles, que se afastou por problemas de saúde. Nem essa comparação infuencia sua composição? A produção me ofereceu vídeos com os ensaios da Arlete. Mas preferi não ver nada. Depois, mesmo sem querer podemos copiar um detalhe ou uma piada. Passei por um intensivão e quase fiquei doida. A gente se apresentou em várias cidades do Nordeste no último mês. Fiz até um check-up para ver se estava tudo em ordem antes da estreia em São Paulo. Mas, nesse caso, o prazer se torna maior porque você sobe no palco sem grande pretensão. Não dá nem tempo de o ego aflorar.

Fonte: VEJA SÃO PAULO