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Três perguntas para Angelo Leuzzi

O empresário e astro da boemia paulistana lança a festa Techno Lovers na sexta (30)

Por: Carolina Giovanelli - Atualizado em

Angelo Leuzzi
Angelo Leuzzi: "Vou contra a maré" (Foto: Divulgação)

Um dos astros da boemia paulistana, o empresário Angelo Leuzzi, de 56 anos, lança na sexta (30) a festa Techno Lovers, na Trackers, casa do centro. Com um faro invejável para criar referências — fundou baladas-chave na cidade como Rose Bom Bom, Columbia, B.A.S.E. e Lov.e —, ele andava um pouco sumido.

Nos últimos tempos, inaugurou o restaurante Tutto Italiano Bar & Cucina, do qual não é mais sócio, e atuou como investidor da boate da Vila Madalena Black Bom Bom, mas sem monitorar suas atividades de perto. Agora, volta com tudo no papel de agitador das madrugadas.

VEJA SÃO PAULO — Como surgiu a ideia da Techno Lovers?

LEUZZI — Em 1993, fui apresentado ao Rubens Peterlongo, hoje dono da Trackers, pela Erika Palomino. Ficamos muito amigos e, com a parceria, conseguimos trazer já naquela época grandes DJs gringos, como o galês Sasha. Nos últimos tempos, surgiu a ideia de criar uma festa mensal de tecno de qualidade. O público que curte esse gênero está meio perdido, pois as batidas eletrônicas voltaram a agradar somente aos nichos. Hoje, os jovens procuram só folia e não música boa na pista.

VEJA SÃO PAULO — A maioria das baladas que você idealizou atraiu bastante público. Qual é a receita do sucesso?

LEUZZI — Costumo dizer que vou contra a maré. Minhas casas sempre foram precursoras de modismos. Sempre toquei a música de que gostava e escolhi a decoração que achava bacana. Além disso, nunca copiei coisas internacionais, como fazem hoje os playboys. Eles pagam uma fortuna para inaugurar algo idêntico ao que existe lá fora. Podemos fazer muito melhor aqui.

VEJA SÃO PAULO — Qual será a sua próxima empreitada?

LEUZZI — Um misto de lounge, bistrô e bar, na Avenida 9 de Julho, batizado de Panorama. O espaço terá também uma pista, onde vão rolar apresentações de DJs e pequenos shows acústicos. Trata-se de um lugar mais refinado, voltado para um pessoal acima dos 30 anos. Devo abrir ao público em janeiro, quando completo trinta anos de noite.

Fonte: VEJA SÃO PAULO