Teatro

Três perguntas para Marília Pêra

A atriz é protagonista do musical Alô, Dolly!, que estreia no próximo sábado (2)

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

Marília Pêra
Alô, Dolly!: parceria entre a atriz e Miguel Falabella (Foto: Renato Rocha Miranda)

Em seus três trabalhos mais recentes na televisão — a novela Aquele Beijo e os seriados A Vida Alheia e Pé na Cova, a atriz carioca Marília Pêra, de 70 anos, estabeleceu uma profícua parceria como ator, diretor e dramaturgo Miguel Falabella. A partir do sábado (2), a dupla estende a relação para o palco do Teatro Bradesco, com o musical Alô, Dolly!.

Você e Falabella trocam informações sobre o seriado Pé na Cova nos bastidores de Alô, Dolly! ou vice-versa?

Quem manda em tudo é o Falabella. Na realidade, eu mais ouço do que troco informações. Ele vai praticamente todas as noites ao meu camarim e me conta o que vem pensando, comenta um pouco sobre o seriado ou o espetáculo. Às vezes, durante uma respiração dele, eu falo uma frase que gostaria, mas é tudo do jeito do Falabella. Eu acho prazeroso receber o texto e saber que ele escreveu aquelas palavras já ouvindo a minha voz.

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O que é fundamental para um ator ser bem-sucedido em musicais?

Ah, se soubesse isso eu só faria sucesso. Mas dou muito valor a um artista que canta bem, não grita e não fere meus ouvidos. Gosto quando o ator conta uma história como se não fosse ele mesmo, entende? Não é a Marília no palco. Nem o Falabella. Muitas vezes, eu tenho a impressão de que o público não entende o que está acontecendo porque não existe essa troca entre os intérpretes e não houve ensaio suficiente para estabelecer uma parceria.

Como avalia as novas gerações que se formam para atuar em musicais?

Houve um tempo em que era só Bibi Ferreira. Depois era Bibi e eu. Hoje, há milhares de atrizes de musicais. Mas, às vezes, percebo falhas de interpretação. Sinto falta de encenadores que ensinem atuação a profissionais tão preparados no canto e na dança. Talvez nossos diretores devessem estagiar lá fora e trazer métodos de ator, de como organizar uma história cantada e dançada, algo que resulte tão bom quanto as encenações.

Fonte: VEJA SÃO PAULO