Exposições

Três boas mostras para ver no Ibirapuera

Para quem vai passear no parque, vale a pena aproveitar e visitar exposições no MAC, no MAM e no Pavilhão da Bienal

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Willys de Castro
'Ascensão' (1959), de Willys de Castro: tela está em '30 x bienal' (Foto: João Musa/Itaú Cultural)

A excelente coletiva da Bienal está nas últimas semanas. Confira:

  • Como 2013 é um ano sem Bienal de São Paulo, a maneira encontrada para homenagear a história do evento, iniciado em 1951, foi uma grande mostra sobre a trajetória da arte brasileira nessas seis décadas e trinta edições. Ótima ideia, a julgar pela seleção de 30 x bienal, composta de cerca de 250 obras de 111 artistas, reunidas pelo curador Paulo Venancio Filho. A organização do espaço, defnida mais por afnidades estéticas do que pela cronologia, revela-se fuida e convidativa. Ao visitar a área climatizada do pavilhão, no 3º andar, o espectador pode até se surpreender com a quantidade de coisas boas feitas no Brasil no último século. Estão ali Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Hélio Oiticica, Amilcar de Castro, Maria Leontina e outros. Há ainda um diálogo formal notável entre as telas de Volpi e os relevos de Sergio Camargo. O modernista German Lorca sobressai na fotografia. Dos trabalhos contemporâneos, destaque para a pintura da década de 80, praticada por Jorge Guinle, Adriana Varejão e os paulistanos do grupo Casa 7. De 21/9/2013 a 8/12/2013.
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  • Voltada para a revelação de jovens talentos e para a formação do acervo do Museu de Arte Moderna, o tradicional Panorama da Arte Brasileira apostou em um formato nada convencional para sua 33ª edição. Intitulada “P33: Formas únicas da continuidade no espaço”, a mostra organizada pela curadora Lisette Lagnado discute a ausência de uma sede ideal para a instituição, instalada provisoriamente em um espaço apertado sob a marquise do Parque do Ibirapuera, em 1969, mas de onde nunca mais saiu. O resultado é bastante conceitual, mas há projetos curiosos. Como os dos escritórios Y-Arquitectura e Andrade Morettin: ambos propõem ambientes subterrâneos, de tamanhos suficientes para abrigar o acervo de 5400 obras. Já o SPBR sugere a construção de uma passarela enorme ligando o MAC e a Bienal – dentro desse corredor suspenso ficaria o MAM. Uma antiga maquete de Oscar Niemeyer também está exibida. A exposição ainda levanta outras discussões. Ligado à arquitetura, o fotógrafo Mauro Restiffe registra cenas do enterro de Niemeyer, enquanto Pablo Uribe cria uma instalação a partir da sobreposição de 29 pinturas do acervo. Lygia Clark, Aldo Bonadei, Tatiana Blass e Paulo Pasta são alguns dos representados. De 5/10/2013 a 15/12/2013.
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  • De 1976 a 1984, o argentino León Ferrari (1920-2013) viveu no Brasil, para escapar da perseguição política da violenta ditadura militar de seu país. Por aqui ele deu continuidade ao estilo polêmico que caracteriza sua carreira, e uma amostra da produção realizada durante o exílio em solo brasileiro pode ser conferida na mostra Lembranças de Meu Pai. Integram a seleção dos curadores Carmen Aranha e Evandro Nicolau 57 obras. Marcam presença o ódio à igreja católica, na intervenção sobre uma imagem de Cristo agonizando, e o diálogo irreverente com a tradição da arte, em colagens da série Parahereges, que acrescentam teor sexual a reproduções de um livro de gravuras de Albrecht Dürer. Algumas litografias e nanquins aparecem repletos de pequenos símbolos gráficos. As peças mais interessantes da montagem, no entanto, são as esculturas feitas com fios de aço inox, com efeitos visuais interessantes. De 28/9/2013 a 29/3/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO