Comportamento

Traição à paulistana

Os lugares onde a infidelidade ocorre com mais frequência, as novas armas para flagrar os amantes e as aflições sobre o assunto nos divãs da cidade

Por: João Batista Jr., Luiz Henrique Ligabue, Nathalia Zaccaro e Daniel Bergamasco - Atualizado em

Traição à Paulistana
(Foto: Ilustração: Negreiros)

Fazer algo escondido hoje em uma metrópole como São Paulo parece bem mais difícil do que antigamente. Se o celular não acusar a localização do usuário, o smartphone da mesa ao lado poderá ser acionado para registrar a cena e, zás!, em um átimo de segundo, lá está a prova do crime publicada na internet. Em tempos em que o conceito de privacidade se mostra um tanto quanto démodé, a infidelidade virou um esporte radical, pelos riscos embutidos na modalidade, mas, evidentemente, não deixou de ser praticada. Caso exista alguma dúvida a respeito, convém consultar os dados da Ashley Madison, rede social de encontros extraconjugais com presença em 26 países. Ela chegou ao Brasil em agosto de 2011 com a expectativa de atingir 500 000 usuários em um ano. Nesse período, o número de adesões foi o dobro do esperado.

A cidade com o maior número de associados é São Paulo — 123 000, contra 75 000 do Rio de Janeiro, o segundo colocado. De acordo com o banco de dados da empresa, a segunda-feira é o dia predileto dos amantes, que costumam se encontrar no horário comercial. “As pessoas comprometidas ficam com a família no sábado e no domingo e recomeçam a semana com saudade da outra ou, dependendo do caso, do outro”, diz Eduardo Borges, diretor-geral da Ashley Madison. Atualmente, elas pulam a cerca quase tanto quanto eles — ou, ao contrário do que ocorria no passado, admitem mais a prática. Um levantamento da revista VIP, da Editora Abril, realizado em 2011 mostrou que 64% das entrevistadas assumiram ter enganado seus parceiros, contra 73% dos homens.

A seguir, o conjunto de reportagens mostra o circuito de casas e estabelecimentos da capital preferido por quem sai preocupado em preservar seu romance clandestino, o que os detetives especializados estão usando de mais moderno para realizar flagrantes e como o tema traição é tratado atualmente pelos pacientes na terapia. Confira:

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Fonte: VEJA SÃO PAULO