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“Totalmente Pastelão” e “Por um Fio” encerram temporada

Espetáculos infantis se despedem do público neste domingo (16)

Por: Bruna Buzzo - Atualizado em

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Alexandre Bamba, Fabek Capreri, Carmo Murano e Armando Júnior: afiados em cena (Foto: Divulgação)

As peças “Totalmente Pastelão” e “Por um Fio” fazem suas últimas apresentações em São Paulo neste domingo (16) nos teatros Alfa e João Caetano, respectivamente.

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Criada pelo Grupo Parlapatões, “Totalmente Pastelão” é inspirada na farsa medieval “O Pastelão e a Torta”. Hugo Possolo adaptou e dirigiu esta versão que retoma o lado pastelão da comédia física e do cinema mudo, com palhaços que trocam socos e tortas na cara.

Possolo conta que já havia usado elementos dessa mesma farsa em outras montagens do grupo: “Essa é uma história que eu sempre achei que poderia render mais. Acho que o palhaço serve para todas as idades. Ele acabou se tornando um ícone infantil, mas tem um espírito que agrada todas as faixas etárias”.

“Por um Fio” também garante a diversão do público infantil. Criação coletiva da Cia. Contos em Cantos, aposta em um cenário simples e bacana para narrar a história de uma dona de casa que percebe que cometer erros pode ocorrer com qualquer um.

Saiba mais sobre os dois espetáculos:

  • De Hugo Possolo. Levado ao palco pelo grupo Parlapatões, o espetáculo de pegada circense usa movimentos sincronizados e até tortas na cara. Na trama, dois moradores de rua fazem traquinagens para conseguir comida. O malandro Chico Farofero (Alexandre Bamba), porém, decide deixar o trabalho duro para o tolo Resmelengo (Fabek Capreri). Depois de furtar um pão de calabresa assado pela confeiteira Dulcineia (Carmo Murano) para seu marido (Armando Júnior), a dupla traça um plano para pegar as tortinhas doces assadas por ela. Mas, muito guloso, Farofero exclui o parceiro da armação e resolve fazer tudo sozinho para ficar com os quitutes. Quando Resmelengo descobre, começa uma confusão capaz de transformar a confeitaria numa bagunça de morango e chantili para todos os lados. Os quatro atores se divertem em cena e surpreendem ao arremessar tortas para a plateia e ao dividir um pãozinho com quem quiser. Bem colocados, os momentos de interação contribuem para a graça da peça. Estreou em 21/07/2012. Até 23/2/2014.
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  • Criação coletiva da Cia. Contos em Cantos. Uma dona de casa, vivida por Camila Cassis, pede a seus empregados que busquem água no poço para matar a sede num dia de muito calor. Quando todos falham na missão, ela vai raivosa para a cidade com o objetivo de encontrar novos funcionários, mais dedicados e comprometidos. Ao avaliar cuidadosamente as características dos candidatos, porém, ela percebe certo exagero em sua reação. Usando a história principal como ponto de partida, o texto envereda por outros contos. Sobressai o da Galinha Vidente (papel da cômica Natália Grisi). Ela tem o poder de atender a pedidos com a sua incrível capacidade de ler a mente alheia. Mais um bom momento é o do rapaz que tem pavor da morte. Interpretado por Bebel Ribeiro, o sujeito provoca risos na plateia ao revelar a sua paranoia. O cenário simples funciona. Formado por caixas plásticas amarelas e objetos como vasos, vassouras e panelas, ele se modifica ao ser montado e desmontado no palco. Junto dessa movimentação, o entra e sai constante de personagens transforma a peça numa espécie de coreografia muito bem ensaiada. Priscila Harder completa o elenco. Estreou em 07/07/2012. Até 03/03/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO