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Ticiane Pinheiro: a vida com Rafaella Justus e o novo namorado César Tralli

Apresentadora supera a separação de Roberto Justus, ganha espaço na TV e avança no objetivo de trilhar caminho próprio

Por: João Batista Jr.

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Ela cresceu como a filha da musa dourada do sol de Ipanema que inspirou Tom Jobim e Vinicius a criar uma de suas mais conhecidas obras-primas (em 2003, inclusive, posou ao lado da mãe para o ensaio de capa da PLAYBOY). Já adulta, acostumou-se a ser tratada como a mulher de um dos maiores publicitários do país, Roberto Justus, fundador, sócio e CEO do Grupo Newcomm e hoje também famoso por despedir implacavelmente participantes fracassados do reality show O Aprendiz, da Record. Ticiane Pinheiro conta sem gra ndes dramas que viveu muito tempo sendo ofuscada. “Sempre tive uma bengala na vida”, admite.

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“Nasci filha da garota de Ipanema e me casei com um empresário conhecido.” Há um ano e meio, apresenta o Programa da Tarde, da Rede Record, ao lado dos colegas Ana Hickmann e Britto Jr. A atração costuma ficar em segundo lugar no horário, atrás da Rede Globo, com uma média de 5 pontos no Ibope. Ticiane fatura na emissora um salário mensal de 100 000 reais e seus rendimentos podem dobrar com as ações de merchandising e participações em eventos.

São cifras respeitáveis, mas ainda um tanto quanto modestas em relação aos ganhos estratosféricos de algumas celebridades. Para Ticiane, no entanto, é um sinal de que finalmente sua vida profissional um dia poderá chamar mais a atenção do público do que a pessoal. “Agora, trilho meu próprio caminho”, afirma.

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Ticiane Pinheiro
Ticiane Pinheiro (Foto: Arquivo pessoal)

Independentemente do sucesso no ar, Ticiane já é há tempos um fenômeno de audiência. Casamento, mudança da cor do cabelo, nascimento da filha, aniversários da filha, separação, mudança de casa, novo namorado. Tudo o que envolve seu nome ganha os holofotes. Para efeito de comparação, Ticiane tem 1,2 milhão de citações no Google — mais do que as atrizes globais Glória Pires (658 000), Flávia Alessandra (748 000), Carolina Dieckmann (781 000) e Claudia Raia (1,1 milhão).

A vontade de se tornar alguém na TV surgiu na infância, inspirada pelo sucesso da mãe, Helô Pinheiro (é a terceira dos quatro filhos). Ela estreou na TV aos 7 anos e, na adolescência, foi se dividindo entre pequenos trabalhos de modelo e aparições em programas e novelas sem expressão alguma. Mais recentemente, o casamento com Justus e a posterior separação a puseram em evidência.

Batalhadora ela sempre foi, mas o ex-marido deu um belo empurrão para que obtivesse espaço na Record. Em 2012, Ticiane soube que a emissora procurava uma terceira integrante para o Programa da Tarde. O objetivo era contratar uma morena para fazer contraponto à loira Ana Hickmann.

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Ticiane Pinheiro
Em seu closet, cheio de Valentinos e Prada: ela atrai anunciantes do setor de moda (Foto: Mario Rodrigues)

De olho na vaga, Ticiane se prontificou a pintar o cabelo de preto. Foi então que Justus e a emissora fecharam um acordo. A agência do publicitário cuida da conta da empresa de tonalizantes Wella. Assim, ele propôs que sua então mulher pintasse o cabelo como uma “ação de marketing”.

Ela estreou na condição de apresentadora temporária, mas logo se tornou fixa (e pintou o cabelo de ruivo e, depois, voltou ao atual tom loiro). “Até novembro do ano passado, Ticiane fazia poucas ações de merchandising”, conta o diretor da atração, Bruno Gomes. “Hoje, anuncia pelo menos um produto por dia.” Em dezembro passado, Ticiane renovou seu contrato com a Record por dois anos. “É uma mulher linda, espontânea e carismática”, elogia Justus, que mantém hoje uma boa relação com a ex.

Dentro dessa lógica, Ticiane atrai anunciantes do segmento casa, moda, beleza e alimentos. “Mas sua imagem não tem a seriedade para anunciar um cartão de crédito, por exemplo”, avalia o publicitário. Em março, ela assinou contrato de um ano com a fabricante de acessórios Le Postiche. “A apresentadora representa a mulher que é nossa cliente: trabalha, tem filho e gosta de moda”, explica Alessandra Restaino, presidente da empresa. Para contratá-la, foi analisada a quantidade de pessoas que a seguem pelo Instagram (cerca de 690 000).

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Ticiane e Tralli
Ticiane e Tralli: apresentados pela designer de sobrancelhas (Foto: Acervo Pessoal)

Em mais um capítulo em sua vida midiática, Ticiane Pinheiro assumiu, na semana passada, o namoro com César Tralli, âncora do telejornal SPTV, da Rede Globo. O casal se conheceu há pouco mais de um mês em um salão de beleza, nos Jardins, pois ambos fazem a sobrancelha com a mesma maquiadora. “Eu sou o cupido desse romance”, conta a profissional em questão, Fátima Monteiro. “Eles se cruzaram aqui uma vez e achei que um tinha a cara do outro.” Detalhe: Fátima também é responsável por cuidar do visual de Flávia Freire, repórter da Globo de quem Tralli se separou em fevereiro do ano passado. “Todo mês preciso ir até lá para aparar minha sobrancelha taturana, caso contrário um lado emenda no outro”, brinca Tralli.

Interessado na filha da garota de Ipanema, o jornalista pediu o telefone dela a Fátima. “Não nos beijamos no primeiro encontro, ele foi muito respeitador”, suspira Ticiane. “Mas saímos do restaurante de mãos dadas.” Além de entusiastas da prática de esportes — Tralli está com uma tipoia no braço esquerdo devido a uma queda enquanto andava de patins —, ambos têm irmãos com necessidades especiais.

“Minha mãe foi diretora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo e minha irmã Gabriela, de 37 anos, nasceu com uma síndrome rara e me ensinou a ser uma pessoa melhor”, conta o jornalista. O irmão caçula de Ticiane, Fernando, nasceu saudável. Aos 3 meses, porém, foi acometido por uma bronquiolite que impediu a oxigenação do seu cérebro e comprometeu seu desenvolvimento cognitivo.

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Ticiane Pinheiro e Rafaella Justus
(Foto: Mario Rodrigues)

 “Meu filho joga futebol, mas não consegue transmitir um recado passado por alguém ao telefone”, explica Helô Pinheiro, ainda exuberante, mesmo prestes a completar 70 anos. “Estou combinando com o Tralli de apresentarmos a irmã dele ao meu filho.” Sim, cada um deles apresentou seus familiares e o clima é de romance. Ticiane chama Tralli de “vida” e, durante a transmissão do SPTV, tira fotos da tela da televisão para mandar a foto do jornalista por WhatsApp. Tralli segue na mesma toada: “É impossível não se encantar com o jeito extrovertido, alegre e com toda a simpatia dela”.

Aos 37 anos, Ticiane está ainda mais bonita que nos tempos em que apareceu na PLAYBOY. Não per deu o jeito de menina, faz o tipo simpática, dá beijos em todos na Record e chama as pessoas pelo nome. Tem um estilo patricinha de se vestir, com roupas justas, estampas de animais e grifes. Com 1,75 metro e 56 quilos, exibe uma silhueta esguia. Pessoalmente, parece mais magra que na TV.

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Ticiane e Justus
Ticiane grávida de Rafaella e rodeada por Fabiana (à esq.) e Luiza, filhas de Justus: o casamento durou sete anos (Foto: Acervo pessoal)

 Um dos momentos mais difíceis de sua vida foi a cirurgia que sua filha, Rafaella, precisou fazer em 2012. A bebê nasceu com uma doença conhecida como estenose craniofacial, em que ossos da cabeça não têm a abertura das moleiras necessária para que o cérebro cresça dentro da caixa craniana. “Fizemos pesquisas para saber do que se tratava, e a cirurgia foi feita com sucesso”, lembra Ticiane. “Minha filha é perfeita, tem Q.I. elevado e me enche de carinho. Era uma questão de ossatura, e só. Ela está livre para sempre desse problema.”

Antes da operação, a criança tinha dificuldade para respirar e também para mastigar alimentos como carne. Hoje, aos 4 anos, Rafaella tem uma vida normal. Estuda em colégio americano e já fala inglês. Corre pelo amplo apartamento da mãe segurando seu robozinho Furby. “Minha escola não deixa usar minhas sapatilhas Melissa, só tênis”, diz a menina.

Com suas roupas impecáveis, tiaras e bolsas, a garota passou a ser comparada a Suri Cruise, filha dos atores Tom Cruise e Katie Holmes, conhecida por andar emperiquitada. “Eu sinto orgulho quando fazem essa comparação”, conta Ticiane, que mantém o controle sobre o que a menina usa. “Ela ainda não escolhe roupa e aceita qualquer peça que visto nela.” Muitas vezes, Ticiane e Rafaella andam com figurinos iguais.

Rafaella vive com a mãe, mas dorme na casa do pai pelo menos uma vez por semana.“Também apareço para jantar com a Rafa e nos falamos todos os dias”, diz Justus. O ex-casal optou pela guarda compartilhada da filha. O publicitário e apresentador se diz um “ex-marido exemplar”. “Não cuspo no prato que comi”, afirma. “Arrumei o apartamento da Ticiane e vou manter o padrão de vida dela e da minha filha, que não tem culpa de o casamento não ter dado certo.”

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Ticiane Pinheiro
Ticiane Pinheiro (Foto: Arquivo pessoal)

O pedido de divórcio partiu de Justus e, segundo familiares, Ticiane ficou arrasada. “Ela tem nosso exemplo, pois estamos há quase cinquenta anos casados”, diz seu pai, Fernando. “Minha filha não se casou para se separar.” O casal anunciou o divórcio em maio de 2013 e, dois meses depois, Justus apareceu em público com uma nova namorada: a modelo Ana Paula Seibert, 32 anos mais jovem.

A rapidez com que engatou um novo relacionamento alimentou boatos de que uma traição teria provocado o fim do casamento. Na época, Ticiane e ele ainda moravam na mesma casa, mas dormiam em camas separadas. “Acabou que o público tomou as dores da minha filha e ficou do lado dela”, avalia Helô.

Ticiane histórico
Estreia na TV aos sete anos, capa de revista no Japão, cercada pela mãe e a irmã Kiki no baile de debutante e na gravação da novela Cidadão Brasileiro, da Record: sonho de trabalhar na TV (Foto: Acervo pessoal)

Ticiane lançou neste ano seu primeiro produto licenciado (um baby liss) e um dia sonha ter um programa-solo de variedades. “Ela tem a vantagem de ser fotogênica, mas seu trabalho é mediano e pouco expressivo”, critica Ricardo Feltrin, colunista de TV do portal UOL. “É humilde, porém, e sabe o lugar dela.”

Diretor da Record, Vildomar Batista foi quem apostou em Ticiane ao convidá-la, há cinco anos, para fazer alguns quadros no programa matinal Hoje em Dia. “Sugeri que fizesse aulas com uma fonoaudióloga e agisse com naturalidade”, lembra. “Ela acatou minhas orientações e tem se saído muito bem.”

tabela ticiane
(Foto: Reprodução Veja São Paulo)
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    Rua Bueno Brandão, 66, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3842 5141

    VejaSP
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    Versão “míni” da Mercearia do Conde, o Condessa trocou de endereço em outubro na Vila Nova Conceição. Se a distância entre a velha e a nova casa é ínfima, a capacidade quase dobrou: foi de 42 para 80 lugares. Agora com varanda, o lugar continua a apostar na decoração lúdica e em hits como o nhoque de mandioquinha ao sugo na cesta de parmesão (R$ 58,00). Entraram em cartaz pedidas como o bowl de ragu de cordeiro e mandioca (R$ 33,00).

    Preços checados em 20 de janeiro de 2016.

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    Rua dos Pinheiros, 174, Pinheiros

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  • Italianos

    La Grassa

    Avenida Juriti, 32, Moema

    Tel: (11) 2387 9624

    VejaSP
    11 avaliações

    Com uma árvore no centro do salão e grandes janelões voltados para a rua, essa trattoria em nada lembra o modelo improvisado das antigas cantinas. Seu cardápio traz receitas com uma pegada mais moderna e sugestões em porções individuais. Para concorrer com o balcão de antepastos (R$ 140,00 o quilo), há agora duas tábuas de petiscos (R$ 48,00 cada uma). Depois, o nhoque de espinafre ao ragu de cordeiro sai por R$ 53,00.

    Preços checados em 18 de maio de 2016.

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  • Espanhóis

    Torero Valese

    Avenida Horácio Lafer, 638, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3168 7917

    VejaSP
    15 avaliações

    Um refúgio espanhol no burburinho do Itaim. Assim é o bar de Juliano Valese e, por isso, atrai tantos casais a fim de um tête-à--tête. No menu, há tapas, como a de queijo manchego com redução de jerez (R$ 33,90) e os anéis de lula (R$ 31,90). À paella marinera (R$ 76,90) somam-se opções um pouco menos óbvias, entre elas a fideuá de polvo, tomate e espuma de limão-siciliano (R$ 75,90). Quanto aos drinques, o negroni (R$ 28,00) ganha uma versão “de España”, com cava no lugar de gim — não tão boa quanto a original, mas funciona.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Coquetel é conhecido como porto-tônica
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  • Pastelarias

    A Pastella - Moema

    Avenida Macuco, 515, Moema

    14 avaliações
  • Uma das galeristas mais antigas de São Paulo, Raquel Arnaud comemora seus quarenta anos de carreira com a exposição Afinidades, em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Ela mesma, que ainda toca a galeria na Vila Madalena, escolheu as 116 obras que misturam sua vida profssional e pessoal (Raquel é amiga da maioria dos artistas com quem trabalhou) e a história da arte no Brasil. “Uma época a Lygia Clark (1920-1988) estava sem dinheiro e, então, começou a produzir com materiais baratos, como caixas de fósforo”, lembra. Ali estão exibidas três esculturas feitas com caixinhas pintadas, que hoje valem uma fortuna. A peça mais cara, aliás, é de outro amigo, Sergio Camargo (1930-1990), cujos trabalhos ainda são representados por Raquel. Trata-se de um relevo de madeira avaliado em 5 milhões de reais inspirado no Rio Sena. Willys de Castro visitava Raquel quase todos os dias. Tunga e Waltercio Caldas ainda eram jovens quando ela vislumbrou seus talentos. Além de itens deles, a mostra reúne Mira Schendel, Amilcar de Castro, Carmela Gross e Antonio Dias. Jovens como Carla Chaim também têm espaço. Boa parte dos exemplares pertence a coleções particulares — ou seja, uma oportunidade valiosa, afinal eles raramente são expostos ao público. De 19/3/2014 a 4/5/2014.
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  • Clássico da dramaturgia contemporânea brasileira, a comédia Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera foi escrita em 1962, por Gláucio Gill. Três anos depois, o autor morreu de um infarto e, em 1966, sua peça virou um filme de sucesso. Cinco décadas passadas, a história carrega forte atualidade, sobretudo pela leitura escolhida pelo diretor Roberto Lage. Em cena, um coronel (interpretado por Isser Korik) faz de tudo para defender a honra da filha (papel de Greta Antoine), que resolveu morar com o namorado (Elvis Shelton). Por causa de um mal-entendido, o pai força a moça a se casar com o amigo mulherengo do namorado dela (o ótimo Augusto Zacchi). As mulheres, no entanto, são quem comandam a ação e decidem o destino dos personagens masculinos. Lage mostra que o desatino em torno do sonho de se casar sobreviveu ao tempo. Um destaque é a atriz Mariana Hein, que tira proveito do histrionismo da vizinha burra. Estreou em 12/3/2014. Até 29/5/2014.
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  • Há três anos, a Cia. Coisas Nossas de Teatro surpreendeu com Noel Rosa, o Poeta da Vila e Seus Amores. Sob a direção de Dagoberto Feliz, o segundo trabalho recorre a outro ícone da nossa cultura. O musical Vinicius de Vida, Amor e Morte funde a obra literária e o cancioneiro de Vinicius de Moraes (1913-1980), traçando um paralelo com histórias de amor contemporâneas. A costura nem sempre é bem-sucedida. Uma dramaturgia mais criativa faz falta para apresentar as cenas curtas. As letras do Poetinha, no entanto, garantem o interesse e um certo encanto para a montagem. Com Lívia Camargo, Cristiano Tomiossi, Cibele Bissoli, Conrado Caputto, Gisela Millás, Helder Mariani, Katia Naiane, Lucelia Sergio, Rodrigo Scarpelli e mais cinco músicos. Estreou em 7/3/2014. Até 13/4/2014.
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  • Em sua primeira edição, realizada no ano passado (2013), o festival trouxe uma boa seleção de companhias nacionais e estrangeiras. Desde terça (29/4/2014), o evento reúne quatro atrações gringas e uma daqui. Mas atenção: a maior parte das atrações está com ingressos esgotados — a da noite de abertura, da trupe britânica Akram Khan Company, e a de sábado (3/5), da israelense Batsheva Dance Company. A boa notícia é que a performance dessa última poderá ser vista no domingo (4/5), de graça, na área externa do Auditório Ibirapuera. Em ambas as apresentações eles mostram a enérgica Deca Dance, repleta de cenas coletivas. A coreógrafa canadense Louise Lecavalier é a convidada de quarta (30/4), com So Blue, inspirada em gestos do cotidiano, e o grupo chinês TAO Dance Theater estrela as peças 4 e 5 na quinta (1º/5). A única representante brasileira é a carioca Focus Cia. de Dança. Na sexta (2/5), o elenco de sete bailarinos interpreta Ímpar, de Alex Neoral, cuja trama aborda o tempo e o espaço ao combinar acontecimentos fragmentados. Programação: 29/4: 21h, iTMOi, por Akram Khan Dance Company 30/4: 21h, So Blue, por Louise Lecavalier 1/5: 21h, 4 e 5, por TAO Dance Theater 2/5: 21h, Ímpar, pela Focus Cia. de Dança 3/5: 21h, Deca Dance, por Batsheva Dance Company 4/5: 18h, Deca Dance, por Batsheva Dance Company - gratuito (plateia externa) Pelo Brasil: o festival também leva espetáculos a Recife, Rio de Janeiro e Curitiba.
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  • Os amantes de jazz não têm do que reclamar nesta semana. Além do brasiljazzfest  (leia em Veja São Paulo Recomenda, na pág. 6), a cidade hospeda a quinta edição do Nublu Jazz Festival, a ser realizada na Choperia do Sesc Pompeia. Enquanto o primeiro é restrito apenas ao estilo, o Nublu abre espaço para nomes do R&B, do soul, do hip-hop e da música eletrônica. Destaca -se na programação o músico Brian Jackson, que colaborou nos anos 70 com o pioneiro do rap Gil Scott-Heron. Ele se apresenta ao lado dos brasileiros do Zulumbi na quinta (26/3), o mesmo dia em que sobe ao palco o quarteto australiano de neo-soul Hiatus Kaiyote. Tocando no sábado (28/3) e no domingo (29/3), o instrumentista Tricky também desponta entre os escalados. O inglês fez parte do Massive Attack entre 1988 e 1994 e já lançou onze discos-solo. Na última semana, divulgou Something in the Way, canção que conta com os vocais de Mallu Magalhães. As bandas Istanbul Sessions e James Farm e o baterista Chris Dave também agitam o festival de quatro dias. Dias 26, 27, 28 e 29/3/2015. Confira a programação: Quinta, 26 de março 20h30: apresentação dos DJ’s 21h30: abertura com Brian Jackson + Zulumbi Hiatus Kaiyote Sexta, 27 de março 20h30: apresentação dos DJ’s 21h30: abertura com Ilhan Ersahin's Istanbul Sessions + Erik Truffaz Joshua Redman, Aaron Parks, Matt Penman e Greg Hutchinson: James Farm Sábado, 28 de março 20h30: apresentação dos DJ’s 21h30: abertura com Chris Dave Tricky Domingo, 29 de março, 19h Tricky
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  • Alan Parsons Project, Guns N' Roses e HIM se apresentam nesta semana
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  • O melhor título para O Grande Herói seria “Os Super-Heróis”. É mais ou menos com essa pegada de homens de aço que o diretor Peter Berg pretende homenagear um grupo de elite da Marinha americana (todos os integrantes da Operação Red Wings são vistos em fotos no final). Na trama, extraída de um episódio real ocorrido em 27 de junho de 2005, quatro militares foram escalados para eliminar um influente líder do Talibã. A missão parecia ser moleza quando chegaram às montanhas da província de Kunar, no Afeganistão. Contudo, algo inesperado fez a coisa desandar. Três pastores de cabra deram de cara com os americanos, ficaram reféns por algumas horas e, em seguida, ganharam a liberdade a mando de Michael Murphy (Taylor Kitsch), o cabeça da turma. Delatados, Murphy, Axe (Ben Foster), Danny (Emile Hirsch) e Marcus Luttrell (Mark Wahlberg) caíram numa emboscada e passaram a ser caçados pelos ensandecidos inimigos. Também ator, Berg nunca foi um cineasta de personalidade (é dele o fiasco Battleship). Mas aqui encontrou o tom certo entre a ação incessante e o dispensável sentimentalismo. Surpreende, no entanto, a transformação física e psicológica por que passam os personagens. As quedas dos morros sofridas por eles são de deixar o espectador boquiaberto, assim como a resistência quase sem fim pela sobrevivência. Estreou em 20/3/2014.
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  • Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim no ano passado, este drama romeno também valeu a Nazif Mujic o troféu de melhor ator. Ele e os demais intérpretes não são profissionais, reforçando, assim, o registro que beira o documental. A trama se passa num remoto vilarejo da Bósnia-Herzegovina e flagra o drama instaurado na família de Nazif. Esse homem ganha a vida desmontando carros quebrados para vender a sucata a um ferro-velho. Recebe pouco dinheiro por isso, mas o suficiente para trazer felicidade para casa ao lado da esposa, Senada (Senada Alimanovic), e das duas pequenas filhas. A mulher, porém, começa a ter dores abdominais e, levada para uma clínica pública, deve fazer uma cirurgia de emergência. Como ela não possui seguro social, começa uma angustiante jornada para salvá-la. Enxuto na duração e incômodo no torturante realismo, o longa-metragem do bósnio Danis Tanovic se diferencia de seus outros trabalhos mais arrumadinhos, como Testemunhas de uma Guerra (2009), O Inferno (2005) e Terra de Ninguém, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2002. Estreou em 20/3/2014.
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  • Zac Efron cresceu e está amadurecendo. Aos 26 anos, o astro do seriado teen High School Musical produz seu primeiro longa-metragem, essa comédia romântica que reflete sobre os relacionamentos amorosos sob o ponto de vista dos homens. No caso, dos amigos Jason (Efron), Daniel (Miles Teller) e Mikey (Michael B. Jordan). Os dois primeiros criam capas de livro, enquanto o terceiro é médico e casado. Ao ser traído pela esposa, Mikey faz um acordo com os companheiros. Eles só vão transar sem compromisso — namoradas, nunca mais. Mas o peixe morre pela boca. O doutor volta a ver a ex e os outros colegas têm, às escondidas, encontros com suas pretendentes. Efron não é nada bobo. Bonito e saradão, reservou para si as cenas “quentes” e, no quesito charme e pegada, supera Teller e Jordan, melhor aproveitado em Fruitvale Station. Em roteiro de altos e baixos, há piadas grosseiras (incluindo uma de Viagra) e romantismo no ar. No fim das contas, os machos alfa precisam mesmo de uma mulher para chamar de sua. Estreou em 20/3/2014.
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  • À primeira vista, essa tragicomédia nacional seduz. O visual quixotesco e o deslocamento mambembe revelam a qualidade da direção de arte, assim como a fotografia, brincando espirituosamente com a cor e o preto e branco. Os diálogos, contudo, são pouco naturais e as atuações, embora empenhadas, estão mais próximas do palco do que do cinema. Assim como os personagens, a trama caminha devagar. Numa região árida, os amigos Alonso (Vladimir Brichta) e Nildo (Otávio Müller) são puxados por uma carroça tocada por um cavalo (o animal, às vezes, assume a forma humana do cantor Paulinho Moska). A dupla está sem rumo e faz reflexões sobre a vida, os relacionamentos, o futuro incerto. Dividido em três partes, o segundo longa-metragem de Caio Sóh (Teus Olhos Meus) peca por ter uma estrutura teatral atrelada à narrativa. Estreou em 20/3/2014.
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  • Três perguntas para Giovanna Antonelli

    Atualizado em: 21.Mar.2014

    Na novela Em Família, a personagem da atriz deve trair o marido. O oposto se dá no filme S.O.S. — Mulheres ao Mar, no qual interpreta a esposa trocada por outra
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  • Integram a lista Philomena e Instinto Materno
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  • O CineSesc apresenta 37 dos 117 filmes exibidos na 19ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que aconteceu na cidade mineira no mês de janeiro. O evento elege as melhores obras do cinema brasileiro contemporâneo e aqui na cidade chega a sua quarta edição. Ao todo, são 20 longas, 16 curtas e um média distribuídos entre 25 sessões, incluindo todos os vencedores da edição mineira. De 17 a 23/3/2016. Confira a programação: Quinta, 17 de março 20h - Jovens Infelizes ou um Homem que Grita Não É um Urso que Dança (2015), de Thiago B. Mendonça Após a sessão acontece bate-papo com o diretor, mediado pelo curador Cleber Eduardo Sexta, 18 de março 15h - Bang Bang (1970), de Andrea Tonacci 17h30 - O que Eu Poderia Ser se Eu Fosse (2015), de Bruno Jorge 19h30 - Urutau (2015), de Bernardo Cancella Nabuco 21h30 - Banco Imobiliário (2015), de Miguel Antunes Ramos - após a sessão, acontece bate-papo com o diretor, mediado pelo curador Cleber Eduardo Sábado, 19 de março 15h - O Castelo (9’) | Enquadro (24’) | À Parte Do Inferno (23’) | Território (19’) | Chutes (24’) 17h - Clarisse ou Alguma Coisa sobre Nós Dois (2015), de Petrus Cariry 19h - Tropykaos (2015) de Daniel Lisboa 21h - Animal Político (2016), de Tião, Pernambuco Domingo, 20 de março 15h - Ainda Me Sobra Eu (15’) | O Rosto Da Mulher Endividada (28’) |Lightrapping (21’) 17h - Fome (2015), de Cristiano Burlan 19h - Estamos Vivos (2016), de Filipe Codeço 21h - Aracati (2015), de Aline Portugal e Julia De Simone Segunda, 21 de março 15h - Serras da Desordem (2016), de Andrea Tonacci 18h - Índios Zoró - Antes, Agora e Depois? (2015) de Luiz Paulino dos Santos - após a sessão, acontece bate-papo com o diretor, mediado pelo curador Francis Vogner dos Reis 19h30 - A Noite Escura da Alma (2015), de Henrique Dantas 21h30 - Noite Escura De São Nunca (1) (21’) | Encontro dos Rios (18’) | Eclipse Solar (28’) Terça, 22 de março 15h - Já Visto Jamais (54’) | Blá Blá Blá (26’) 17h - Santo Daime - Império Da Floresta (2015), de André Sampaio 18h30 - Levante (23’) | Entre Imagens – Intervalos (22’) | A Vez de Matar, a Vez de Morrer (25’) 21h - Taego Ãwa (2016), de Marcela Borela e Henrique Borela - após a sessão, acontece bate-papo com o diretor, mediado pelo curador Cleber Eduardo Quarta, 23 de março 15h - Um Salve Doutor (2015), de Rodrigo Sousa & Sousa 17h - Invasores (2015), de Marcelo Toledo 19h - Filme de Aborto (2016), de Lincoln Péricles - após a sessão, acontece bate-papo com o diretor, mediado pelo curador Francis Vogner dos Reis 21h - Madrepérola (14’) | Geraldinos (76’)
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  • As participações do ator são em 12 Anos de Escravidão e Sem Escalas
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  • Em mais um ciclo do projeto Brasil Tela para Todos — Perspectivas Contemporâneas, o Centro Cultural Banco do Brasil leva humor à plateia no domingo (27/4/2013). A pequena mostra Alô, Alô, Comédia reprisa três longas-metragens. Às 16h30, há a melhor pedida, Saneamento Básico, estrelado por um quarteto em sintonia. Na fita gaúcha dirigida por Jorge Furtado, os atores Fernanda Torres, Wagner Moura, Bruno Garcia e Camila Pitanga são amigos numa cidade do interior. Eles conseguem uma verba pública para fazer um filme, quando surge o primeiro problema: nenhum deles tem o menor talento para a carreira artística. Completam o programa Tapete Vermelho, com Matheus Nachtergaele, às 14h, e Elvis & Madona, às 18h30.
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  • Onde está o Banksy?

    Atualizado em: 21.Mar.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO