Medicina

Rede Dr. Consulta planeja mais dezesseis endereços em dois anos

Como o administrador Thomaz Srougi criou, a partir da favela de Heliópolis, uma rede de clínicas com atendimentos a 80 reais

Por: Daniel Bergamasco - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Hoje, pouco mais da metade dos cerca de 12 milhões de paulistanos têm a cobertura de um plano de saúde. É um porcentual bem acima da média da população nacional (25%), mas não necessariamente uma boa notícia: para os cerca de 5 milhões sem a carteirinha, a opção é o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), considerado ruim ou péssimo por 51% de seus usuários paulistas, segundo pesquisa Datafolha. Foi atento a essa fatia mais carente dos moradores da capital que um administrador de empresas de 38 anos, educado no colégio Santo Américo e pós-graduado em estreladas universidades americanas, montou escritório na favela de Heliópolis, a fim de criar um negócio que está atraindo o interesse de acadêmicos estrangeiros e recebeu recentemente o aporte milionário de um príncipe europeu.

+ Médico criou instituto que fomenta pesquisas na área de pediatria

Dr. Consulta
Fachada-padrão do negócio: atendimento a 80 reais em quase todas as 27 especialidades (Foto: Mario Rodrigues)

Trata-se da rede Dr. Consulta, um conjunto de clínicas particulares voltadas para as classes C e D. Valor do atendimento para quase todas as 27 especialidades: 80 reais. Um hemograma sai por 10 reais e um raio X do joelho, a partir de 25 reais. Apesar dos preços baixos, o atendimento é de bom nível, a cargo de profissionais formados nas melhores universidades de medicina do país. Ao contrário do que se possa imaginar, a iniciativa não tem nada a ver com filantropia. É um negócio criado para fazer dinheiro, com metas rígidas de desempenho e controle de custos. Deve fechar 2014 comum faturamento de 6 milhões de reais. O valor é o dobro do investimento nos três anos iniciais, mas todo o lucro é reinvestido na operação — não há previsão de quando começarão as retiradas dos sócios, que focam a expansão.

Desempregada Aparecida
A desempregada Aparecida em frente à unidade de Heliópolis: “Ficou caro bancar um plano médico” (Foto: Mario Rodrigues)

A ideia para o projeto surgiu quando Thomaz Srougi estava nos Estados Unidos, na Universidade Harvard, onde estudou gestão. Chamou sua atenção na época o caso das drogarias mexicanas Farmacias Similares, que oferecem em seu anexo consultas a preços módicos. “Pensei que uma rede popular, logicamente sem esse aspecto discutível da venda casada de remédios, poderia ser lucrativa e fazer o bem para o Brasil”, conta.

+ Como o empresário Gustavo Andare criou a maior franquia de esmalterias do país

Em 2011, unidades foram abertas em São Mateus, na Zona Leste, e Heliópolis, na Zona Sul. Em junho deste ano, chegou o momento da expansão, com a inauguração das filiais no São Bernardo Plaza Shopping, atrás da Estação Jabaquara do metrô e, há duas semanas, na Avenida Nove de Julho, na altura da Rua Estados Unidos, com foco nos passageiros do corredor de ônibus. A meta é alcançar vinte endereços nos próximos dois anos, todos na Grande São Paulo.

LO3D9404
Franciele, operadora de telemarketing, que procurou um oftalmologista: 10% dos clientes acham alto o valor da consulta (Foto: Mario Rodrigues)

Boa parte dos médicos tem vínculo com os melhores hospitais da cidade, como Sírio-Libanês ou Beneficência Portuguesa. Eles são atraídos, em especial, por dois fatores. “O principal é a oportunidade de levar qualidade de vida à periferia”, discorre o cirurgião vascular Vitor Gornati, de 29 anos, formado na Universidade de São Paulo, com especialização no Hospital Israelita Albert Einstein. O outro atrativo é a remuneração: apesar dos preços baixos cobrados, o valor recebido a cada consulta é frequentemente superior ao dos repasses de planos de saúde. Varia entre 40% e 100% do total desembolsado pelo paciente, conforme alguns critérios: se a agenda não está totalmente preenchida, por exemplo, o profissional é recompensado com porcentuais maiores.

+ Médicos "galãs" de São Paulo fazem sucesso nas redes sociais

O ganho médio estimado pela empresa é de 150 reais por hora (ou 900 reais em uma jornada de seis horas). Clínicos gerais, por exemplo, ganham de 8 a 32 reais das operadoras de saúde a cada atendimento — e ainda precisam arcar com as despesas do consultório. No sistema criado por Srougi, há ainda prêmios em dinheiro ou na forma de subsídios para congressos vinculados ao desempenho. “Se você deseja conquistar leões, precisa oferecer carne. Quem joga banana só atrai macaco”, compara Srougi. Hoje, são 103 médicos, e há duas dezenas na fila, esperando as próximas unidades — em 16 de dezembro, abre as portas a filial do Shopping Metrô Tatuapé.

Príncipe Maximiliam, de Liechtenstein
O príncipe Maximiliam, de Liechtenstein: investidor do projeto (Foto: Romina Amato / Reuters)

O caminho inicial foi um tanto penoso até a marca atual de 8 000 consultas e 10 000 exames mensais. O endereço de São Mateus, que era menor e funcionava como “tubo de ensaio”, acabou sendo fechado por falta de público depois de nove meses de funcionamento. “No começo, ninguém entendia nosso modelo de atuação”, diz Srougi, que panfletava em frente a hospitais e pedia espaço a igrejas evangélicas para anunciar o serviço. Na unidade pioneira, a violência na favela de Heliópolis assustou: foram seis assaltos, durante os quais médicos chegaram a ficar rendidos sob a mira de armas de fogo. Esse é um dos motivos pelos quais a clínica, apesar de lotada, mudará para um endereço a poucos quilômetros dali, ao lado da Estação Sacomã do metrô.

+ O impacto em Pinheiros da inauguração da Estação Fradique Coutinho do Metrô

A bancária Aparecida Cugliari, de 49 anos, moradora da região de Heliópolis, tornou-se paciente no ano passado. Desempregada após mais de dez anos em uma única corporação, ela se viu sem o seguro de saúde. “Ficou caro bancar um plano, então achei melhor vir aqui, onde encontro doutores dedicados”, relata. Aparecida procurou um ortopedista depois de sentir dores em um dos braços. Os 80 reais (com direito a retorno), porém, não são leves para todos. “Acho pesado, mas cansei de esperar um tempão no SUS”, descreve a operadora de telemarketing Franciele da Silva, de 18 anos, que passou recentemente por um oftalmologista. Um levantamento da empresa mostra que 10% da clientela considera os valores “altos”, 15% os veem como “baixos” e 75% acham “adequados”. A aferição apontou que em 80% dos casos a renda familiar é inferior a 2 000 reais e mostrou um surpreendente filão: 20% possuem plano de saúde privado. Há ainda gente que vem do interior ou de estados como a Bahia, por indicação de parentes.

Drogaria mexicana Farmacias Similares
Drogaria mexicana Farmacias Similares, fonte de inspiração para o negócio: conexões internacionais (Foto: Mario Rodrigues)

Agendar um horário é fácil: pela internet, em uma navegação que não exige cadastro e é concluída em questão de segundos, ou por telefone. Com frequência, quem procura a rede pela manhã consegue horário para o período da tarde ou no dia seguinte. O atendimento é atencioso, conforme a reportagem de VEJA SÃO PAULO constatou ao passar anonimamente em três filiais, em sessões de quinze a trinta minutos. A estrutura e o visual das salas de espera lembram os de um Poupatempo — as cadeiras têm assento de plástico, o ar-condicionado é uma realidade recente, não há revistas para ler e os consultórios costumam ser separados por divisórias navais.

+ Adib Jatene: "Diagnostiquei meu próprio infarto"

A ausência de regalias, porém, é compensada com o controle de qualidade. Ao sair do prédio, o cliente recebe um torpedo em que se pede que avalie o profissional que o atendeu com nota entre zero e 10. O conceito é visto imediatamente em uma TV de tela plana instalada na sede corporativa, hoje no Jardim Paulista. Se for inferior a 8, ele recebe uma ligação para que se constate o que faltou para o 10, e o médico pode ser acionado. No Procon, a empresa não se sai mal — apenas três reclamações nos quase quatro anos de história. “Para aprimorarmos a qualidade, estamos estudando a criação de uma nota técnica, baseada no protocolo de atendimento em cada doença”, diz a cardiologista Tatiana Hirakawa, diretora médica.

Azevedo, do Dr. Consulta
Azevedo, o principal sócio: controle do desempenho em tempo real (Foto: Mario Rodrigues)

A gestão da rede é orientada por métricas. Dos bairros onde moram os pacientes aos atrasos das equipes, tudo é monitorado em sistemas operados por um time de catorze profissionais de informática. A maioria dos 120 empregados tem metas — recepcionistas, por exemplo, são cobradas pelo número de pessoas que conseguem receber em determinado período. Para compartilhar a experiência do consultório, foram elaborados cinco pacientes fictícios, representativos do cliente médio, que são evocados em discussões diárias. Um exemplo: “Dona Maria, 60 anos, hipertensa, vê muito TV, é quem cuida da saúde do marido”. Outro: “Cléverson, 25 anos, adora tênis de marca, tem o pé torcido e verruga genital”. Completam a lista “Marinaura, 40”, “Laiane, 25”, e “Seu João, 55 anos”.

Thomaz e Miguel Srougi
Com o pai, o urologista Miguel Srougi: em imagem de 1977 (Foto: Arquivo Pessoal)

Todos de perfil muito diferente, claro, do fundador do Dr. Consulta. Criado no bairro de Cerqueira César, Thomaz é filho de Iara, professora de filosofia, e Miguel Srougi, o mais conceituado urologista do país. Quem conhece “o Miguel” (é assim que o empreendedor chama seu pai) vê logo alguma relação familiar com o caráter social do negócio do filho. Com pacientes que vão de Silvio Santos a Joseph Safra, passando por boa parte da elite política do país, o urologista costuma pedir ajuda aos poderosos para ações filantrópicas — na USP, onde é professor, já arrecadou milhões de reais que bancaram, por exemplo, uma casa destinada a 52 estudantes de medicina sem condição de pagar aluguel e um laboratório no qual alunos treinam laparoscopia em porcos antes de fazer o procedimento em humanos. Além disso, metade dos homens que ele atende não paga a consulta de 900 reais, por amizade ou falta de recursos. Victor, de 31 anos, o único irmão de Thomaz, seguiu medicina, na mesma especialidade do patriarca. Nenhum dos dois médicos da família dá expediente na rede, mas o pai é conselheiro frequente, principalmente nas questões de humanização do atendimentoe valorização do médico.

Urologista Miguel Srougi
O urologista Miguel Srougi: pai de Thomaz (Foto: Bruno Poletti / Folhapress)

Casado e pai de dois filhos, o idealizador do Dr. Consulta é formado em administração pela Faap, estudou políticas públicas na Universidade de Chicago e gestão em Harvard. Foi sócio da construtora Tenda, mas a experiência que cita com maior entusiasmo são os quase dois anos na área financeira da Ambev. A cervejaria faz parte do grupo de negócios comandado pelo empresário Jorge Paulo Lemann, cuja marca principal é a obsessão por eficiência e controle de custos. “Eu me identifiquei com o trabalho pragmático, sem desperdícios”, enfatiza. Srougi busca a todo momento uma alternativa para economizar. Costuma trabalhar de tênis e camiseta (às vezes meio amarrotada) e se locomove entre as unidades de trem, metrô e ônibus. “Não ligo de levar pisão no pé”, brinca. A picape MitsubishiL 200 está sempre empoeirada por falta de uso — motivo pelo qual a bateria arriou recentemente.

Para fazer render o investimento inicial da empresa, ele próprio desenhou o logotipo, uma cruz azul dentro de um círculo, no programa PowerPoint. Quando funcionários pediram uma cortina para um escritório, resolveu o problema colando folhas de papel adquiridas por poucos centavos em uma papelaria. Mais: a gravação de sua voz é a que é ouvida quando algum cliente telefona fora do período de atendimento (ele captou o áudio no celular). Se ele ligar em horário comercial, a locução será de Guilherme Azevedo, o principal sócio, administrador graduado pela Fundação Getulio Vargas.

Thomaz Srougi
Nos tempos da Universidade de Chicago: construtora e cervejaria no currículo (Foto: Arquivo Pessoal)

A ordem é manter o mesmo estilo frugal em tempos mais prósperos. No início do ano, o empreendimento recebeu aporte de cerca de 30 milhões de reais de dois fundos de investimento estrangeiros, o Kaszek Ventures e o LGTVP, comandado pelo príncipe Maximiliam, de Liechtenstein, voltado para investimentos com bom impacto social. “Se no começo eu perdia o sono por não ter recursos para as contas, hoje não durmo pela responsabilidade de honrar o dinheiro dos outros”, diz Srougi, que aplaca a ansiedade com uma hora de corrida todas as manhãs e partidas de tênis antes de dormir. No meio acadêmico internacional, o negócio também começa a chamar atenção. O administrador foi convidado a apresentá-lo em Harvard, e a clínica é tema de um estudo da Universidade de St. Gallen, na Suíça.

Há, porém, quem olhe a iniciativa com reservas. “Esse modelo vai contra o que eu sempre defendi”, afirma o oftalmologista Claudio Lottenberg, presidente do Albert Einstein. “Uma rede precisa ter suporte de diagnóstico e internação. Chega uma hora em que o paciente não consegue pagar pelos exames ou pelos procedimentos e tem de voltar para o SUS, começar tudo de novo.” Srougi se defende da crítica. “Uma minoria de 10% dos casos é complexa, de modo a ser preciso recorrer ao SUS, mas fico feliz em atender por completo os outros 90%”, pondera, finalizando o raciocínio com uma metáfora. “Preparamos um carro popular para dirigir até Campinas. Se a viagem for até Fortaleza, o mais eficiente será tomar um avião.” Mas que ninguém enxergue no empreendedor ambições de curtas distâncias. “Depois de alcançarmos vinte unidades, queremos expandir rapidamente para cinquenta e passar a fazer pequenas cirurgias, como operação de catarata”, adianta. “Meu sonho é ter um Dr. Consulta perto de cada brasileiro.” 

Porta Dr. Consulta
Uma porta foi adaptada como mesa de trabalho: quebra-galho (Foto: Mario Rodrigues)

Mão-fechada, com orgulho

A companhia construiu uma cultura detalhista de controle de custos. Veja algumas curiosidades

› Para economizar verba com designers, Srougi criou o logotipo da empresa no programa PowerPoint

› Ele também usa a própria voz no atendimento eletrônico

› Em uma sala fora do alcance de visão dos pacientes, resolveu-se a necessidade de cortina com a colagem de folhas de papel compradas por poucos centavos em uma papelaria

› Cada um precisa levar seu copo ou xícara para a pia após as reuniões, pois não existe copeiro

› Nos primeiros tempos da rede, uma porta (com maçaneta) foi adaptada como mesa de trabalho

Placa Dr. Consulta
Cada um precisa levar seu copo ou xícara para a pia após as reuniões: civilidade (Foto: Mario Rodrigues)

No coração da classe C

Números da empresa, fundada em 2011

› Unidades: quatro (Heliópolis, Jabaquara, Jardim Paulista e São Bernardo do Campo)

› Próxima fronteira: Shopping Metrô Tatuapé, em 16 de dezembro

› Especialidades: 27 (cardiologia, pneumologia, ginecologia, urologia, cirurgia plástica, cirurgia vascular, entre outras)

› Médicos: 103

› Funcionários: 120

› Preços de consultas: 80 reais em qualquer filial, exceto neurologia e psiquiatria, cujo valor é 120 reais. Em todas as sessões no Jardim Paulista, o custo é de 120 reais

› Casos comuns: 80% estão relacionados a diabetes, hipertensão, dores de cabeça, estômago ou coluna

› Demanda mensal (dados de outubro): 8 000 consultas e 10 000 exames

Fonte: Dr. Consulta

  • As cartas desta edição

    Atualizado em: 14.Nov.2014

  • VEJA SÃO PAULO recomenda

    Atualizado em: 9.Out.2015

    Restaurante, espetáculo, exposição, doceria e outras atrações em cartaz
    Saiba mais
  • Mistérios da Cidade / Mistérios da Cidade

    Praça Pereira Coutinho é endereço de prédios com metro quadrado mais caro

    Atualizado em: 14.Nov.2014

    Levantamento do índice Fipe/Zap desconsidera vias que tenham apenas casas
    Saiba mais
  • Mistérios da Cidade / Mistérios da Cidade

    Parque da Água Branca recebe primeira academia inclusiva pública

    Atualizado em: 14.Nov.2014

    Aparelhos especiais facilitam exercício para quem tem deficiência física
    Saiba mais
  • Índice de roubo de motocicletas chega a ser três vezes maior que de carros
    Saiba mais
  • Mistérios da Cidade / Mistérios da Cidade

    Ferreira Gullar apresenta exposição de colagens na Dan Galeria

    Atualizado em: 14.Nov.2014

    Protótipos em papel foram transpostos para aço e são vendidos por 12 000 reais cada
    Saiba mais
  • Mais de um século depois de sua primeira urbanização, projeto prevê melhorias em acessibilidade e segurança
    Saiba mais
  • Terraço Paulistano

    Confira as novidades da semana do Terraço Paulistano

    Atualizado em: 2.Out.2015

    Notas exclusivas sobre artistas, políticos, atletas, modelos e empresários que são destaque na cidade
    Saiba mais
  • Moradores e comerciantes comemoram inauguração da parada da Linha Amarela, que começou a ser construída há nove anos
    Saiba mais
  • Negócios / Sustentabilidade

    Esquenta mercado de produtos para a economia de água

    Atualizado em: 14.Nov.2014

    Estiagem facilita a venda e a procura por dispositivos que minimizam o desperdício de água e abre espaço para novas tecnologias sustentáveis
    Saiba mais
  • À frente da ONG Centro Assistencial ao Povo Carente, Nildes Nery atende moradores de rua e usuários de drogas
    Saiba mais
  • A empresa possui 239 filiais em todo o país
    Saiba mais
  • O Ministério Público Federal pediu ao Centro de Controle de Zoonoses uma solução para o problema
    Saiba mais
  • As Boas Compras

    As Boas Compras: Flores

    Atualizado em: 14.Nov.2014

    Sugestões de objetos com temas florais
    Saiba mais
  • Cozinha variada

    Spot

    Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72, Cerqueira César

    Tel: (11) 3283 0946 ou (11) 3284 6131

    VejaSP
    11 avaliações

    São dois endereços sempre apinhados de gente bonita e descolada. O cardápio é organizado pelas sócias Maria Helena Guimarães e Lygia Lopes. Leve e irresistível, a terrine de queijo de cabra, pimentão vermelho e berinjela (R$ 39,00) leva molho de salsinha e alho. Banhada em um delicioso molho agridoce, a costelinha vem macia e descolando do osso (R$ 38,00 ou R$ 46,00). De acompanhamento, vai bem o purê de batata com alho-poró (R$ 28,00). Uma dose de glicose é conferida pelo sufê de doce de leite com sorvete de doce de leite (R$ 31,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Cantina / Trattoria

    Gigetto - Moema

    Praça Nossa Senhora Aparecida, 235, Indianópolis

    1 avaliação
  • Japoneses

    Tokyo Rose

    Rua Jerônimo da Veiga, 457, Itaim Bibi

    4 avaliações
  • Chope e cerveja

    Genuíno

    Rua Joaquim Távora, 1217, Vila Mariana

    Tel: (11) 5083 4040

    VejaSP
    1 avaliação

    É um dos redutos tradicionais da Joaquim Távora, a rua mais fervilhante da Vila Mariana. Vê-se todo tipo de gente por lá: casais, cinquentões, o povo da pós-graduação da vizinha ESPM, rapazes falando o tempo todo sobre investimentos... Um ponto em comum? Quase todo mundo toma o chope bem tirado (Brahma, R$ 8,20). Os fãs de uísque têm aopção de entrar para o clube da bebida, ou seja, comprar uma garrafa e deixá-la guardada lá mesmo, para continuar a bebê-la na próxima visita. Na hora de petiscar, a porção de minipães recheados de queijo mussarela e linguiça vem na companhia de um ótimo vinagrete (R$ 29,50).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Endereços onde beber cosmopolitan

    Atualizado em: 14.Nov.2014

    O clássico coquetel tem na receita vodca, suco de cranberry e licor de laranja
    Saiba mais
  • Rotisserias

    Mesa III

    Rua Alves Guimarães, 1474, Pinheiros

    Tel: (11) 3868 5501

    VejaSP
    1 avaliação

    Faz 21 anos que Ana Soares pôs a rotisseria Mesa III para funcionar. Quem frequenta o bonito espaço montado pela cozinheira sabe que suas receitas são ótimas, mas estão longe de ser baratas. Um exemplo é o tortelli de brie e pera seca (R$ 57,50; 500 gramas). Na contramão dessa tendência, a chef lançou em meados deste ano uma série de opções com preços mais convidativos. Assim, o fettuccine integral mais um pote de molho de tomate e outro de caponata, todos para quatro pessoas, sai a R$ 69,30. Antes, esse combo custava R$ 77,00. Sentiu falta da sobremesa? Prove o bolo de polenta com limão-siciliano e amêndoa (R$ 35,00, 500 gramas).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Antes de entrar na sala de espetáculos, bebês correm e brincam no saguão do teatro. Quando a porta se abre, o público é acomodado no palco, em pufes e almofadas. Nesse momento, o músico Fábio Freire, responsável pela trilha sonora tocada ao vivo, já está em cena. Em seguida, surgem as atrizes da Cia. Zin, Elenira Peixoto e Faf Prado (em revezamento com Thais Ushirobira), também responsáveis pela criação da montagem. A peça O que Eu Sonhei? explora o universo onírico de maneira vagarosa e poética. Não há uma narrativa linear nem diálogos, apenas barulhos e imitações de animais. Atentos, os pequeninos espectadores ficam hipnotizados com a expressão corporal do elenco e com os sons vindos de instrumentos como acordeão e xilofone. Outros, mais participativos, interagem com o cenário simples da peça. O aparecimento de um grande balão branco e a brincadeira de acender e apagar as luzes com o dedo, como em um passe de mágica, são os pontos altos para a plateia. A diversão para os adultos está em acompanhar a reação das crianças, nessa que pode ser a primeira experiência teatral delas. Estreou em 9/11/2014. Até 21/12/2014.
    Saiba mais
  • O projeto itinerante Gop Tun celebra dois anos com festança no tradicional Club Homs. No line-up estão dois nomes ingleses do eletrônico: Four Tet, que faz colagens com jazz, e Floating Points. Dia 19/11/2014.
    Saiba mais
  • Apesar de não considerar o ato de fotografar sua profissão, o húngaro radicado no Brasil Thomaz Farkas (1924- 2011), cujo trabalho principal era dirigir a empresa familiar Fotoptica, amava as câmeras e guardou com cuidado negativos, provas e ampliações. Memórias e Descobertas, em cartaz na Luciana Brito Galeria, apresenta imagens que seu filho João encontrou enquanto explorava o material deixado pelo pai, entre elas um ensaio inédito que mostra bailarinas praticando movimentos na praia. “A parte boa desta pesquisa é descobrir aspectos de meu pai que eu não conhecia, como seu interesse pelo jornalismo”, diz João. O público pode ver também seus famosos registros da construção de Brasília e uma série documental das viagens que realizou ao Nordeste. Trechos em vídeo dessa jornada, que ficaram conhecidos como “Caravana Farkas”, completam a exposição. Até 9/1/2015.
    Saiba mais
  • Bruno Mazzeo começou a trabalhar cedo. Aos 14 anos, o ator carioca já era roteirista de humorísticos da Rede Globo guiado por seu pai, o comediante Chico Anysio (1931-2012). Talvez por isso ele carregue segurança para fugir do óbvio, mesmo que não seja algo tão evidente em suas incursões televisivas e cinematográficas. Na era da stand-up comedy, Mazzeo sobe ao palco de jeans e camiseta para encarnar personagens de ficção, e não improvisar sobre as próprias histórias. Escrito pelo americano Eric Bogosian, o monólogo cômico Sexo, Drogas e Rock’n’Roll apresenta meia dúzia de tipos. Tudo é minimalista, para trazer à tona narrativas marcadas pelo excesso. O intérprete chega ainda um pouco frio, como um sem-teto pedindo esmolas à plateia, mas imediatamente brilha na pele de um astro do rock durante uma impagável entrevista em um talk-show. A veia crítica desse quadro permeia o solo seguinte, sobre um jovem inconsequente, capaz de detonar o casamento de um amigo, e se mantém firme na trama do milionário que torra milhões em futilidades sem culpa. Um empresário louco por dinheiro e um sujeito em crise com as contradições contemporâneas completam a lista. A direção de Victor Garcia Peralta não demonstra preocupação em transformar o artista aos olhos do público, e isso faz pouca diferença. Mazzeo enfatiza a dramaturgia de Bogosian e expõe as ideias com tamanha naturalidade que as aproxima dos espectadores. Estreou em 5/11/2014. Até 27/11/2014.
    Saiba mais
  • Os 25 anos da Companhia Os Satyros e a chegada do projeto Satyrianas à 15ª edição, em 2014, serão comemorados à exaustão. A Praça Roosevelt e os espaços culturais da vizinhança recebem 78 horas de apresentações ininterruptas de teatro, música, dança, circo e cinema entre quinta (20/11), às 18h, e o fim da noite do domingo (23). Duas coreografias da Cia. Base dão a largada na programação. A partir daí, as atrações não devem parar mais. Entre os dramaturgos que criaram textos para o evento DramaMix, que traz uma peça curta seguida da outra na SP Escola de Teatro, estão Sérgio Roveri, Newton Moreno, Mário Viana, Elzemann Neves, Veronica Stigger e Walcyr Carrasco. No roteiro teatral, os espetáculos Eu Cão Eu, Três Mulheres Baixas e Karamázov, entre outros, terão preços promocionais. Pessoas Perfeitas, com Fábio Pena, pode ser visto no sábado (22/11), às 20h30, no Espaço dos Satyros. Na tenda musical, há exibições das cantoras e atrizes Vanessa Bumagny e Fernanda D’Umbra e do dramaturgo Mário Bortolotto, que interpreta temas compostos por Roberto Carlos.
    Saiba mais
  • A poetisa goiana Cora Coralina (1889-1985) lançou o primeiro livro aos 75 anos e conquistou admiradores do quilate de Carlos Drummond de Andrade. Apoiada na dramaturgia de Mauro Hirdes, a diretora Lavínia Pannunzio leva ao palco o drama Cora Coralina — Removendo Pedras e Plantando Flores, que sintetiza a simplicidade cativante do universo da autora. Para isso, Lavínia criou uma encenação repleta de delicadeza protagonizada por Amélia Bittencourt e Anna Cecília Junqueira. As duas atrizes recuperam histórias de vida e fragmentos da obra de   Cora em papéis nem sempre definidos. Em alguns momentos são a protagonista em fases distintas, em outros  surgem como sua consciência e, por vezes, ainda podem representar simples narradoras. Josué Torres completa o elenco. Estreou em 4/10/2014. Até 30/11/2014.
    Saiba mais
  • Junte algo do virtuosismo de Jimi Hendrix à cadência de Fela Kuti e o resultado será parecido com o som feito por Keziah Jones. Enquanto o músico encontra as notas no braço da guitarra com a mão esquerda, trata o instrumento quase como uma percussão com a direita. A miscelânea é fruto da trajetória cosmopolita do intérprete: nascido na cidade de Lagos, na Nigéria, mudou-se para Londres aos 8 anos. A ideia era estudar, mas ainda adolescente passou a levar a vida tocando em clubes e nas estações de metrô da capital inglesa. O primeiro disco, Blufunk Is a Fact, veio em 1992, sedimentando a união de blues e funk criada por ele. No sexto e mais recente trabalho, Captain Rugged (2013), as letras seguem a linha política, abordando temas como a imigração e o exílio. É esse álbum que ele vem mostrar por aqui. Ao lado de um trio, Jones toca Rhythm Is Love e Afronewave, entre outras, no feriado do Dia da Consciência Negra. Dia 20/11/2014.
    Saiba mais
  • Não deixa de ser curioso. Na época dos Los Hermanos, Rodrigo Amarante era visto como o mais roqueiro dos integrantes, enquanto Marcelo Camelo respondia pelas referências à MPB. Passados sete anos desde o fim do grupo, os papéis mudaram: Camelo aposta no groove com a Banda do Mar (depois de ter abusado da estética banquinho e violão em dois discos-solo) e Amarante mergulha na introspecção e no minimalismo com o CD Cavalo (2013). Às vezes o disco cai na monotonia, mas no geral Amarante se sai bem na empreitada. Nada em Vão e Irene dialogam com o passado da música brasileira. Também agradam Hourglass e Maná, as mais animadas. Todd Dahlhoff (baixo e teclado), Matt Borg (guitarra e teclado) e Mathew “Cornbread” Compton (bateria) o acompanham no palco. Dia 20/11/2014.
    Saiba mais
  • A aventura Jogos Vorazes: a Esperança — Parte 1 é um longa-metragem para iniciados na saga, seja fã ou não. Sem um resumo dos capítulos anteriores, o espectador cai na trama e tem de se virar para lembrar o que aconteceu um ano atrás, quando foi lançado Em Chamas. Nesta terceira fita, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) torna-se heroína após escapar da competição que dá nome à série. Os distritos, controlados pela presidente Alma (Julianne Moore), têm em Katniss um símbolo da resistência contra a Capital. Cooptada para ser a garota-propaganda dos rebeldes, a jovem aceita, sob a condição de que seu amigo Peeta (Josh Hutcherson) seja libertado do jugo do presidente Snow (Donald Sutherland). Basicamente, a história é essa. Ao contrário da aberração colorida dos anteriores, A Esperança, como se passa em um ambiente subterrâneo, privilegia as cores cinzentas e sombrias. O ritmo segue firme e forte, embora fique evidente que algumas sequências foram prolongadas para chegar às duas horas de duração. Fica, então, a pergunta: seria mesmo necessário dividir o terceiro livro da trilogia em duas partes? Estreou em 19/11/2014.
    Saiba mais
  • O Carnaval carioca não seria o mesmo sem Joãosinho Trinta (1933-2011). À frente de escolas de samba como Salgueiro, Viradouro e, sobretudo, Beija-Flor, o carnavalesco é tema de uma cinebiografia correta mas, infelizmente, sem o brilho nem a energia de suas criações. Talvez o deslize esteja na opção do diretor e roteirista Paulo Machline por limitar o recorte à maior virada profissional de Joãosinho, papel de Matheus Nachtergaele. O roteiro se concentra numa importante mudança em sua vida, quando, seis meses antes do desfile de 1974, assumiu o posto de carnavalesco da Salgueiro, após a brusca saída de Fernando Pamplona (Paulo Tiefenhaler). Inicialmente um aderecista, ele encara o novo desafio mesmo tendo inimigos ao redor — o principal deles é o chefe do barracão, interpretado por Milhem Cortaz. Para entender como Joãosinho virou sinônimo de espetáculo popular, a história volta no tempo para mostrá-lo, nos anos 60, como bailarino e, futuramente, cenógrafo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Contada sem emoção nem arroubos estéticos, sua trajetória no cinema fica aquém do talento daquele homem baixinho e franzino que revolucionou a passarela do samba. O longa-metragem termina com registros reais de seus momentos no Sambódromo. Contudo, as imagens precárias em vídeo acabam comprometendo a homenagem. Estreou em 13/11/2014.
    Saiba mais
  • Para a primeira parte da décima edição do Festival Italiano de São Paulo, cujo início se dará na terça (18/11/2014), no MIS, foi programada a Retrospectiva Pietro Germi. Da homenagem ao cineasta, que morreu em 1974, aos 60 anos, constam seis fitas, com entrada grátis. Entre elas, a comédia Divórcio à Italiana, estrelada por Marcello Mastroianni e Stefania Sandrelli em 1961. A exibição ocorre na sexta (21/11), às 18h, e no sábado (22/11), às 20h30. A partir do dia 27, até 3 de dezembro, o evento segue no Caixa Belas Artes com a projeção de filmes contemporâneos. 
    Saiba mais
  • Reunir os mesmos personagens da comédia de 1994 era uma ideia arriscada. Afinal, o humor no cinema passou por mudanças. A boa notícia é que, mesmo tendo lá seus momentos grosseiros, esta sequência arranca risadas fáceis, sobretudo pela sintonia (ainda firme e forte) entre Jeff Daniels e Jim Carrey — eles voltam, exatamente vinte anos depois, a interpretar, respectivamente, Debi e Lóide. Após um reencontro num hospício, onde Lóide esteve internado, os inseparáveis amigos se unem numa missão. Debi precisa fazer um transplante de rim, justamente quando descobre ter tido uma filha numa relação fugaz no passado. Mas a garota, hoje com 23 anos, foi entregue para adoção pela mãe (Kathleen Turner). Os protagonistas, então, põem o pé na estrada para localizá-la. As baixarias escatológicas dão as mãos à verve politicamente incorreta dos irmãos Peter e Bobby Farrelly, também diretores do filme original. Se a combinação por vezes se revela indigesta, o roteiro acerta nas piadinhas ingênuas decalcadas nas brincadeiras de criança. Estreou em 13/11/2014.
    Saiba mais
  • Com ingresso gratuito, a mostra Mosfilm — 90 Anos ocupa a Cinemateca até quarta (19/11/2014). Trata-se de uma seleção de filmes rodados no Mosfilm, o maior estúdio de cinema da Rússia, aberto em 1924. Entre os seis longas exibidos, destaca-se A Mãe, de 1989, adaptação do diretor Gleb Panflov para o livro homônimo de Máximo Gorki (1868-1936). A fita tem projeção na segunda (17/11), às 19h.
    Saiba mais
  • A 24ª edição do Festival Mix Brasil, que ocupa as salas do CineSesc, Espaço Itaú Augusta, Centro Cultural São Paulo e Cine Olido a partir de quinta (10/11), traz à cidade 114 filmes de temática LGBT, vindos de 26 países. Há produções premiadas nos festivais de Cannes (É Apenas o Fim do Mundo) e Toronto (O Monstro no Armário). Da competição de Berlim, chegam Kiki, Quem Vai Me Amar Agora? e Tomcat, cartaz do Espaço Itáu, no sábado (12/11), às 22h. Confira a programação completa em: www.mixbrasil.org.br
    Saiba mais
  • Neste domingo (16/11/2014), às 10h, o MIS exibe La Sylphide, espetáculo do Balé da Ópera de Paris. Criada em 1832 por Philippe Taglioni, a coreografia ganhou adaptação de Pierre Lacotte. A atração dura duas horas e o ingresso custa R$ 30,00.
    Saiba mais
  • Progressos

    Atualizado em: 14.Nov.2014

    Você lembra do seu primeiro carro? Ivan Ângelo fala sobre os progressos da cidade
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO