Especial

Análises mostram bactérias e drogas em dinheiro que circula na capital

Teste realizado em laboratórios da Unicamp indicou a presença de cocaína em todas as notas coletadas

Por: Mauricio Xavier - Atualizado em

Capa - dinheiro
Análise no laboratório de espectrometria de massa da Unicamp: equipamento de 1 milhão de reais (Foto: Mario Rodrigues)

Em seu cultuado romance A Revolta de Atlas, de 1957, a escritora russo-americana Ayn Rand dinamitou um célebre aforismo bíblico ao afirmar que dinheiro não é a raiz de todos os males. No que diz respeito ao caráter filosófico da produção de riqueza, a pensadora objetivista pode ter razão. Se a questão fosse os traços físicos do papel-moeda, porém, estaria redondamente enganada. Desde a sua introdução, na China imperial do século X, as cédulas são ímãs de porcarias. Circulando de mão em mão, reúnem microrganismos e substâncias que provocariam terror até em lixeiras públicas e aterros sanitários.

+ Ranking dos locais com notas mais sujas de cocaína, bactérias e fungos

Para avaliar o nível de problemas a que estamos expostos diariamente, VEJA SÃO PAULO coletou oitenta notas em quarenta estabelecimentos da capital, entre igrejas, escolas, parques, casas noturnas e restaurantes, e as levou para testes em laboratórios de química e biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Alguns resultados são surpreendentes e preocupantes. Cerca de 70% delas carregavam bactérias ou fungos em quantidade superior ao limite aceitável por critérios de higiene. E todas (sim, todas) apresentaram vestígios de contato com a cocaína.

Para analisar a presença de drogas, as cédulas foram submetidas a um moderno e caro equipamento chamado de espectrômetro de massa, cujo custo é superior a 1 milhão de reais. "Ele detecta as moléculas da substância em determinado ponto do papel”, explica o professor Marcos Eberlin, coordenador do Laboratório Thomson, do Instituto de Química da Unicamp. Altamente sensível, a engenhoca é capaz de acusar quantidades microscópicas de cocaína. Acima dos 2 000 quilocounts (unidade de medida usada nesse tipo de teste), a concentração é considerada alta e indica uma probabilidade maior de contato direto da nota com o tóxico. Cerca de metade das notas avaliadas ficou abaixo dessa taxa.

tabela dinheiro cocaina
(Foto: Veja São Paulo)

"Provavelmente o pó estava preso na gordura do dedo de alguém e passou adiante junto com a impressão digital”, sugere a engenheira química Patricia Eloin Moreira, perita do Instituto de Criminalística de São Paulo. Em alguns estabelecimentos, no entanto, os níveis registrados foram até quarenta vezes maiores. “Nesse caso, a única explicação plausível é que a nota tenha sido usada como canudo para cheirar a cocaína”, completa Patricia. O campeão disparado do ranking foi uma casa noturna, o Royal Club, na Vila Olímpia. “Mesmo sabendo que há frequentadores de todo tipo, estou surpreso”, comenta Anderson Soares, gerente de marketing da balada. “Não aceitamos dinheiro deteriorado, mas infelizmente não há como controlar isso."

Ambiente do Royal Club
A balada Royal Club, no Itaim: a maior concentração de droga entre todas as amostras (Foto: Ricardo D'Angelo)

Segundo os especialistas no assunto, a forma fácil de transferência da substância das mãos de uma pessoa para a nota e a quantidade de droga que circula por aqui (nos dois últimos anos, a polícia recolheu 6,5 toneladas de cocaína na capital; as apreensões de entorpecentes no estado cresceram 35% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmoperíodo de 2014) explicam o resultado 100% positivo. “Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que os caixas eletrônicos dos bancos também funcionam como fonte de contaminação”, diz o professor Rodrigo Fernando Costa Marques, do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Se a tinta de uma cédula tiver concentração alta do pó, ele pode ser passado para o restante do dinheiro armazenado na máquina.”

Padre José Roberto Pereira
O padre José Roberto Pereira, da Igreja da Consolação: nem as caixinhas de doações estão livres de contaminação (Foto: Fernando Moraes)

Outros tipos de recipiente também serviriam de “mulas”. Alguns totalmente insuspeitos,como as duas caixinhas para depósito de doações no altar da Igreja da Consolação, no centro, local que registrou 3 000 quilocounts no teste. “Nós as abrimos toda semana e geralmente se juntam umas 200 notas, principalmente de 2 reais, várias delas bem sujas”, afirma o padre José Roberto Pereira. “Quando um funcionário está mexendo em dinheiro, até evito apertar sua mão, só dou um beijo na cabeça”, comenta o pároco.

tabela dinheiro bacterias
(Foto: Veja São Paulo)

Esse tipo de “tráfico” para lá de inusitado tem prazo de validade, pois a cocaína perde suas características ou é naturalmente ejetada do papel depois de um tempo. “Trata-se de uma substância volátil, pode evaporar em um mês e deixa de ter efeito em um ano”, afirma a perita criminal Patricia Eloin. Antes de isso ocorrer, praticamente não existe risco à saúde de quem conta suas economias. Por outro lado, há gravidade para o usuário que transforma os reais do bolso em canudinho na hora de aspirar a droga. “É um excelente meio de transmissão de hepatite C”, afirma o médico Caio Rosenthal, infectologista do Hospital do Servidor Público Estadual. “A cocaína irrita a mucosa do nariz e o vírus penetra pela ferida."

Nosso dinheiro não é infestado somente por itens tipificados no Código Penal. Há também seres vivos, vários deles nocivos. Normalmente, bactérias e fungos apenas “hibernam” na nota, pois há poucos nutrientes em sua superfície. Quando transmitidos ao corpo humano, no entanto, voltam a se multiplicar. O teste no Laboratório de Biotecnologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp consistiu em coletar essas culturas e alimentá-las para descobrir a quantidade que havia originalmente no papel. A isso se dá o nome de unidade formadora de colônia (UFC). Com mais de 100, a sujeira está acima do limite. “O parâmetro é o mesmo utilizado para classificar a água potável”, explica o biólogo e professor Marcelo Lancellotti. Das quarenta cédulas analisadas, 70% apresentaram nível superior ao aceitável para bactérias ou fungos. “É impossível identificá-las visualmente: muitas têm aspecto perfeito”, completa Lancellotti.

tabela dinheiro fungos
(Foto: Veja São Paulo)

Alguns dos locais que registraram maior índice de contaminação das notas foram o Templo de Salomão, no Brás, o empório gastronômico Eataly, no Itaim, a feira livre do Pacaembu, às terças-feiras, na Praça Charles Miller, e o parque infantil Kidzania, no Shopping Eldorado. Entre as principais bactérias encontradas estão estafilococos, causadores de alergias e infecções de pele como piodermite e furúnculo, e bacilos, que provocam problemas gastrointestinais como diarreia, vômito e intoxicação alimentar. “Quem come logo após segurar dinheiro está sujeito a tudo isso”, explica o médico Ralcyon Teixeira, supervisor do pronto-socorro do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “Já os fungos podem produzir alergia, rinite e outras doenças respiratórias.”

Gerentes de loja e atendentes de caixa fazem parte dos grupos de risco. “De cada dez notas que eu recebo, pelo menos oito vêm sujas”, afirma o comerciário Ricardo Silva de Souza, da Mauro Bijouterias, na região da Rua 25 de Março. “Sempre que estou com uma ferida na mão, ela piora por causa desse contato diário.” A contaminação costuma ocorrer de forma bem prosaica. Na maioria das situações, os microrganismos são deixados nos maços por pessoas que não lavam as mãos depois de ir ao banheiro. É simples assim. “Para que fosse minimizada a possibilidade de contágio, espalhamos 54 frascos de álcool em gel pelo parque e obrigamos os funcionários da lanchonete a usar luvas”, afirma a diretora financeira do Kidzania, Miriam Uono.

Kidzania contaminação dinheiro
A diretoria financeira do Kidzania, Miriam Uono: álcool em gel para reduzir risco de contágio (Foto: Fernando Moraes)

O quadro torna-se mais crítico pela própria característica física da cédula, cuja porosidade faz dela uma esponja para todo tipo de imundície. Produzido em uma fábrica na cidade de Salto, a cerca de 100 quilômetros da capital, o papel usado como base da nota é composto de fibra de algodão, com textura mais firme e áspera que a do papel comum. Na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, ele passa por diferentes tipos de impressora, onde recebe elementos de segurança. Um deles é específico para as notas de 2 e 5 reais, as mais usuais. Trata-se de um verniz protetor que forma uma película de polímero sobre os dois lados da folha. Aplicado desde 2013, é transparente, imperceptível ao tato e não interfere no aspecto visual. Seu principal objetivo é dificultar a absorção de sujeira, aumentando a resistência e a durabilidade do material.

Estudos em outros países mostraram que a vida útil do dinheiro pode aumentar em até 70% com a proteção extra. Se a eficácia for repetida por aqui (ainda não há resultados divulgados), isso representará economia aos cofres públicos. Por ano, o Brasil gasta por volta de 400 milhões de reais para produzir 1,1 bilhão de notas. Ao mesmo tempo, retira mais 1,8 bilhão delas da praça, por estarem sem condições de uso. Para efeito de comparação, o total em circulação no país hoje é de 5,7 bilhões, com 30% distribuídos no Estado de São Paulo. Apesar de a fabricação de toda essa papelada ficar a cargo da Casa da Moeda, o gerenciamento do ciclo é responsabilidade do Banco Central.

Tabela composição dinheiro
A composição do dinheiro e as substâncias e microorganismos encontrados em sua superfície (Foto: Veja São Paulo)

+ A composição do dinheiro e os tipos de droga e microorganismos

Diferentes formatos de dinheiro são utilizados para a troca de mercadorias desde quase a invenção da escrita, há cerca de 5 000 anos, na Mesopotâmia. A maneira como ele é administrado e estocado, no entanto, mudou bastante durante esse tempo. No Brasil, por exemplo, o acesso da população às instituições financeiras é relativamente recente. Por isso, ainda há o costume de manter a grana por perto. “Até a década de 40, era comum que as pessoas guardassem as notas embaixo do colchão, no bolso do paletó, no armário, na geladeira, no fogão e até no açucareiro, pois os bancos eram associados a ricos e engravatados”, explica o consultor financeiro José Vignoli. “Os imigrantes que chegaram ao Brasil na primeira metade do século passado, fugindo de guerras e da crise na Europa, também tinham a tendência de armazenar suas economias em casa para a hipótese de surgir qualquer urgência.”

Nessa constante evolução, é certo que nossa intimidade com as cédulas está com os dias contados. De acordo com o mercado, estabelecimentos que trabalham só com cash perdem 15% de movimento em relação a concorrentes mais versáteis. “Dinheiro vivo é um animal em extinção”, afirma o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti. “Vimos surgir o cheque e o cartão de crédito e, agora, as cédulas serão inevitavelmente substituídas pelo telefone”, conclui.

Com reportagem de Adriana Farias e Adriano Conter

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    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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    Boa parte do público, na faixa dos 30 e poucos anos, vai ao endereço em busca de agito. No salão da frente, fica o sofá com mesinhas bem próximas umas das outras. A parte de trás tem clima mais intimista e é adorada pelos casais. Depois de um curto período fora, o bartender Rafael Pizanti retornou ao endereço com status de sócio. Incluiu ótimos drinques, como o tranquilim (vodca, Cointreau, pitanga, limão e hortelã; R$ 30,00). Da cozinha comandada por Rodrigo Einsfeld, participante do programa Master Chef Profissionais, escolha o delicado ceviche com tucupi acompanhado de chips de batata-doce (R$ 34,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Paribar

    Praça Dom José Gaspar, 42, centro

    Tel: (11) 3159 0219

    VejaSP
    4 avaliações

    Conquista pela localização, bem de frente para a Praça Dom José Gaspar. Dica: os melhores lugares ficam na varanda, voltada para a área arborizada. O bar foi ponto de encontro de intelectuais nos anos 50 e acabou fechando na década de 80. Nesta nova encarnação, o público é mais eclético e inclui tipos descolados que circulam pelo centro. O cardápio está cada vez mais enxuto e nem sempre tudo sai da cozinha no ponto, mas dá para pedir os triviais pastéis de carne e queijo para petiscar (R$ 25,40) junto da cerveja em garrafa (Serramalte, R$ 12,50).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Sorveterias

    Cuordicrema

    Rua Manuel Guedes, 349, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3071 3147

    VejaSP
    5 avaliações

    As lojas da rede deixam à mostra o maquinário italiano Cattabriga, responsável por bater lentamente os ingredientes a fim de garantir a textura cremosa dos sorvetes. Já prontos, eles são armazenados em recipientes de inox, protegidos da luz e do calor. Basta pedir à atendente para provar sabores como nocciola, morango com chocolate ou a refrescante combinação de iogurte com limão. No copinho, a porção de 120 gramas custa R$ 11,00. Na casquinha, que ganha recheio de chocolate belga antes de receber a bola, o preço sobe para R$ 13,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Com texto e direção de Ricardo Ripa, a montagem inspirada em O Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo, traz a mensagem de que não há problema em ser diferente. O protagonista de O Corcunda Quaquá, interpretado por Joca Andreazza, é um rapaz que vive recluso no campanário de uma catedral. Os únicos amigos que ele tem são imaginários: Gárgula e Belém. Ele sofre com deformidades físicas e perdeu a audição ao tocar os sinos da igreja. Seu padrasto, Rollo (Carlos Baldim), esconde um segredo e impede a convivência de Quaquá com outras pessoas. Durante a festa do Dia de Reis, porém, o jovem aparece na praça principal, acaba ganhando o prêmio da fantasia mais assustadora do evento e passa a ter contato com os moradores da cidade. Esperta, a narrativa abre espaço para momentos de humor, romance, aventura e até uma certa tensão. Entre os atores, quem se sai melhor é o ótimo Baldim, na pele de um vilão tão perverso, mas tão perverso que chega a ser hilário. Com um bonito cenário, que remete à catedral parisiense de Notre Dame, o espetáculo é contado por meio de cativantes canções — infelizmente elas não são executadas e interpretadas ao vivo. Com Paulo Vasconcelos, Dani Nega, Carmo Murano e Vitor Bassi. Estreou em 16/5/2015. Até 27/1/2016.
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  • Assim que retornou da Europa, em 1931, Portinari participou, a convite do arquiteto Lucio Costa, de uma provocante exposição de ares modernistas, o Salão Revolucionário. Apresentou na ocasião dezessete obras. O evento, realizado no Rio de Janeiro, serve como ponto de partida da mostra Portinari e a Poética da Modernidade Brasileira, organizada por Denise Mattar. São 35 telas do pintor nascido em Brodowski, no interior de São Paulo, em 1903. Predominam no conjunto elementos típicos do Brasil, como palmeiras, frutas tropicais e jangadas, sem que isso signifique uma representação exuberante. A inocência de crianças que empinam pipas em Brodowski é contrastada com os trabalhos mais duros de temática social. Até 15/8/2015.
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  • O festival Risadaria chega a sua 6ª edição e recebe mais de 300 artistas e grupos humorísticos do Brasil e do exterior. O evento reúne o conteúdo cômico em suas diversas plataformas: humor gráfico, televisão, rádio, cinema, internet, fotografia, música, artes cênicas e stand-up comedy, em apresentações, shows ao vivo, exposições, debates, oficinas, filmes e uma programação infantil especial. De 3 a 26/7/2015. Confira a programação: AUDITÓRIO IBIRAPUERA Sexta, 3 de julho 21h - Barbixas - Improvável SuperCena A Cia. Barbixas de Humor apresenta espetáculo de improvisação teatral na companhia de três atores, um mestre de cerimônias, um músico e três atrizes improvisadoras. Classificação: 16 anos. Sábado, 4 de julho 11h - “Talco Show” da Nina A garota Nina, interpretada pela comediante Marlei Cevada, apresenta um “Talco Show” em que entrevista celebridades mirins. Livre 15h - Noite de Improviso O espetáculo de improvisação teatral apresenta cenas de curta duração, com jogos e desafios revelados aos atores por um mestre de cerimônia. Com Marcio Ballas, Marco Gonçalves, Edu Nunes e convidados. Classificação: 16 anos. 18h e 21h - Felipe Andreoli e elenco O jornalista e humorista faz sessão inédita, acompanhado de atrações internacionais, como o humorista português Ricardo Araújo Pereira e a dupla de australianos The Umbilical Brothers, além dos comediantes Marcelo Marrom e Rodrigo Fernandes. Classificação: 16 anos. TEATRO SÉRGIO CARDOSO Sexta, 3 de julho 21h30 - Marcelo Serrado e elenco O ator diivide o palco com os comediantes Gigante Léo e Diogo Portugal, com o humorista Ricardo Araújo Pereira e com a dupla The Umbilical Brothers. Classificação: 16 anos. Sábado, 4 de julho 15h - Uma Aventura Congelante no Teatro O espetáculo leva ao palco a magia inspirada na obra de Hans Christian Andersen e convida as crianças para uma aventura congelante na companhia de Anna e sua irmã, Elsa. Livre 18h e 21h - Marco Luque e elenco O apresentador do “CQC” divide o palco com outros representantes da comédia nacional, como Victor Sarro, Léo Lins, Marlei Cevada e o gaúcho Cris Pereira. Classificação: 16 anos. Domingo, 5 de julho 15h - Fábio Porchat e elenco O humorista apresenta sessão inédita, acompanhado de nomes da nova geração do stand-up comedy nacional: Paulo Vieira (TO), Afonso Padilha (PR), Henrique Fedorowicz (RJ) e Nando Vianna (RS). Classificação: 16 anos. 18 e 21h - Leandro Hassum e elenco O ator estrela sessão original ao lado de Rafael Cortez, apresentador do “CQC”, com participações do comediante Geraldo Magela, do humorista Ricardo Araújo Pereira e da dupla The Umbilical Brothers. Classificação: 16 anos. TEATRO DAS ARTES Quarta, 8 de julho 21h - Barbixas - Em Breves A Cia. Barbixas de Humor apresenta um espetáculo multimídia, no qual as touradas, a santa ceia, o debate entre políticos e até situações inexplicáveis são temas para esquetes. Classificação: 16 anos. Quinta, 9 de julho 15h - Comédia ao Vivo O grupo de stand-up comedy Comédia ao Vivo sobe ao palco para apresentar textos de própria autoria. Com Murilo Gun, Luiz França, Fábio Rabin, Maurício Meirelles e Diogo Portugal. Classificação: 16 anos. 18h - Ricardo Araújo Pereira e elenco O humorista português divide o palco com a dupla The Umbilical Brothers, além do comediante Warley Santana e do ator Cris Pereira. Classificação: 16 anos. 21h - The Umbilical Brothers e elenco A dupla de australianos, que alia mímicas e efeitos vocais, apresenta sessão inédita e divide o palco com o humorista Ricardo Araújo Pereira, além do comediante Warley Santana e do ator Cris Pereira. Classificação: 16 anos. Sexta, 10 de julho 21h e 23h59 - Oscar Filho e elenco Oscar Filho faz sessão inédita ao compartilhar o palco com o ator e comediante Robson Nunes e com o humorista Ricardo Araújo Pereira, além da dupla The Umbilical Brothers. Classificação: 16 anos. Sábado, 11 de julho 15h - A Praça é Sua O espetáculo inédito celebra os 28 anos de Carlos Alberto de Nóbrega a frente do programa. No tradicional banco da praça, o veterano apresentador recebe convidados como os humoristas Marlei Cevada, Matheus Ceará e Alexandre Porpetone. Classificação: 16 anos. 18h e 21h - Evandro Santo e elenco O Christian Pior, do “Pânico na Band”, apresenta sessão inédita ao lado do comediante Murilo Couto, Ricardo Araújo Pereira e a dupla The Umbilical Brothers. Classificação: 16 anos. 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  • Em um mundo dominado por robôs programados para ações óbvias e lobos incansáveis em busca da caça, o drama surrealista Mantenha Fora do Alcance do Bebê pode ser definido como um fragmento do nossa sociedade. Escrito por Silvia Gomez, o texto ganha sintonizada encenação de Eric Lenate. Uma mulher (interpretada por Débora) conversa com a assistente social (vivida por Anapaula Csernik) em uma das etapas do processo de adoção de uma criança. Fria como uma máquina, a protagonista lista suas qualidades, deveres e delírios na intenção de convencer a funcionária. Quando o absurdo toma conta da situações e ambas perdem o controle, a chegada do marido (papel de Jorge Emil) é uma tentativa de aparar os excessos do diálogo — não à toa, ele carrega uma tesoura nas mãos. Na ronda, um lobo (representado por Diego Dac) observa o trio. Débora inverte os caminhos em busca de uma falta de expressividade  que desenha o perfil robótico da personagem. Os movimentos sincronizados e a fala pausada contribuem para isso. Na figura da inquisidora, Anapaula contrasta de imediato e percebe a incapacidade da candidata. A peça demora um pouco para lançar a ideia de humanização da protagonista e mostrar a razão real de seu desequilíbrio, mas, ao mesmo tempo, é justamente isso que incomoda e encontra reflexo na plateia. Estreou em 13/6/2015. Até 15/9/2016.
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  • Carioca radicada em São Paulo, Barbara Ohana vem chamando atenção desde o fim do ano passado, quando lançou o single Golden Hours. Atualmente, a faixa integra a trilha da novela das 23 horas da Globo, Verdades Secretas. A voz sensual da sobrinha da atriz Cláudia Ohana caiu de vez no gosto do público em abril, com a estreia do EP Dreamers, que tem participação de Glenn Kotche (do Wilco), Adriano Cintra (ex-CSS) e Erico Theobaldo (do Aldo). São oito faixas cantadas em inglês, com destaque para Ordinary Piece, Like a Minute e Desert Island, que em muito lembram o indie pop eletrônico da celebrada intérprete sueca Lykke Li. Antes de se jogar em carreira-solo, Barbara atuou como backing vocal de Jorge Mautner e Gilberto Gil. No projeto Prata da Casa, a cantora apresenta o disco e convida Thiago Pethit (que também faz parte do álbum) e Cintra para participações especiais. Os ingressos ficam disponíveis para o público uma hora antes do início do show. Dia 30/6/2015.
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  • Animação

    Minions
    VejaSP
    7 avaliações
    Assim como os pinguins de Madagascar ganharam um desenho animado próprio neste ano, os personagens amarelinhos de Meu Malvado Favorito chegam às telas com a intenção de arrebentar nas bilheterias em um 2015 repleto de sucessos gigantescos, a exemplo de Velozes & Furiosos 7, Vingadores — Era de Ultron e Jurassic World. Minions, embora tenha um roteiro pouco criativo, vai agradar. Contam pontos o carisma e a graça dos baixinhos, além de piadas espirituosas pipocando na trama principal. Um narrador relembra quem são os minions, seres pequenos que apareceram na Terra antes do homem. Como vivem em grupo, sentem a necessidade de ter um líder. Buscam, então, um vilão para chamar de seu — e vale tudo, de Drácula a Napoleão Bonaparte. A procura é em vão. Por causa da depressão de seus amiguinhos, três deles decidem sair de onde moram para buscar ajuda. Stuart, Kevin e Bob chegam, então, à Nova York de 1968. Eles descobrem uma convenção de vilões em Orlando e se mandam para a Flórida a fm de conhecer a malvada número 1 do planeta, Scarlett Overkill (dublada por Adriana Esteves). Uma deliciosa trilha sonora, com Beatles, The Doors e Rolling Stones, embala a saga do trio, ambientada em Londres. A partir daí, Minions sobrevive das gags com os fofos protagonistas, que, mesmo falando uma língua incompreensível, divertem crianças e adultos. Estreou em 25/6/2015.
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  • Comédia romântica

    Virando a Página
    VejaSP
    1 avaliação
    Aparecendo pouco nas telas, Hugh Grant mostra, em Virando a Página, que ainda rende bem em papéis cômicos. O ator inglês interpreta Keith Michaels, um roteirista premiado no passado, mas amargando uma crise de desemprego. Por sugestão de sua agente, aceita dar aulas de roteiro na Universidade de Binghamton, no Estado de Nova York. Logo na chegada, Michaels vai para a cama com uma estudante. No primeiro dia de trabalho, sem aptidão alguma para ser professor, dispensa os alunos. Aos poucos, com a ajuda da veterana Holly (Marisa Tomei), vai tomando gosto pela coisa. Escrita e dirigida por Marc Lawrence (de Miss Simpatia e Letra e Música), a comédia destaca-se pelo humor ácido e irônico de seu protagonista. Há várias citações de filmes e artistas, e quem for ligado em cinema vai tirar melhor proveito da história, que, embora siga uma receita, tem lá seus momentos de diversão. Estreou em 25/6/2015.
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  • Em 1979, a Revolução Islâmica iraniana tirou o xá Reza Pahlevi do poder e prendeu artistas como o poeta Sahel (Caner Cindoruk). Sua mulher, Mina (Monica Bellucci), também foi encarcerada. Ele sofreu torturas na cadeia e ganhou a liberdade três décadas depois. Na procura pela esposa, o velho Sahel (agora interpretado por Behrouz Vossoughi) descobre que ela se mudou para a Turquia acompanhada de outro homem, Akbar (Yilmaz Erdogan), motorista da família e apaixonado por Mina desde a juventude. Diretor de Tartarugas Podem Voar (2004), Bahman Ghobadi fugiu do Irã em 2008 e foi buscar na história real do poeta curdo de pseudônimo Sadegh Kamangar o roteiro de O Último Poema do Rinoceronte. Entre momentos oníricos, o realizador expõe as feridas de seu país de origem relacionadas a um triângulo amoroso de alta combustão. Estreou em 25/6/2015.
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  • Até quarta (1º/7), o CineSesc (Rua Augusta, 2075) apresenta a primeira edição da mostra Cinema Contemporâneo do Quebec. Estão sendo exibidos doze longas e sete curtas-metragens inéditos dirigidos por cineastas da província canadense. Realizado em 2013, o thriller Whitewash, com Thomas Haden Church, tem duas exibições: neste domingo (28/6), às 17h, e na terça (30/6), às 19h. Confira a programação abaixo: Quinta, 25 de junho 15h - Sessão de curtas (85’) 17h - Antoine e Marie (2014), de Jimmy Larouche 19h - Durma, Nicole (2014), de Stéphane Lafleur 21h - Terra Firme (2015), de Anaïs Barbeau-Lavalette e Émile Proulx-Cloutier Sexta, 26 de junho 17h30 - Exílio (2014), de Charles-Olivier Michaud 19h30 - Diário de um Colaborador (2010), de Robert Morin, Quebec 21h30 - O Carrossel Humano (2013), de Martin Laroche Sábado, 27 de junho 15h - O Nariz (2014), de Kim Nguyen 17h - O Carrossel Humano (2013), de Martin Laroche 19h - 3 Histórias Indígenas (2014), de Robert Morin 21h - Durma, Nicole (2014), de Stéphane Lafleur Domingo, 28 de junho 15h - Gurov e Anna (2014), de Rafaël Ouellet 17h - Whitewash (2013), de Emanuel Hoss-Desmarais 19h - O Perfil Amina (2015), de Sophie Deraspe 21h - Diário de um Colaborador (2010), de Robert Morin, Quebec Segunda, 29 de junho 15h - Sessão de curtas (85’) 17h - Terra Firme (2015), de Anaïs Barbeau-Lavalette e Émile Proulx-Cloutier 19h - Antoine e Marie (2014), de Jimmy Larouche 21h - Tríptico (2014), de Pedro Pires e Robert Lepage Terça, 30 de junho 15h - Exílio (2014), de Charles-Olivier Michaud 17h - O Nariz (2014), de Kim Nguyen 19h - Whitewash (2013), de Emanuel Hoss-Desmarais 21h - O Perfil Amina (2015), de Sophie Deraspe Quarta, 1º de julho 15h - Tríptico (2014), de Pedro Pires e Robert Lepage 17h - Gurov e Anna (2014), de Rafaël Ouellet
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  • John Boorman demorou muito para fazer a sequência de Esperança e Glória, indicado a cinco prêmios no Oscar de 1988. O menino do filme anterior, ambientado na II Guerra, agora é um jovem que ingressa no Exército inglês. Bill (Callum Turner) recebe os treinamentos de combate para lutar na Coreia, mas seus problemas começam e terminam no quartel. Ao lado do inseparável amigo Percy (Caleb Landry Jones), o rapaz apronta confusões e tem os sintomas típicos da primeira paixão. Poucos devem lembrar-se do personagem original, criado há quase três décadas, e, por isso, Rainha & País tem uma simpática trama independente, inspirada na trajetória do realizador (o desfecho não deixa dúvida de que se trata do próprio John Boorman). Na boa recriação dos anos 50, humor e romance se entrelaçam num longa-metragem bonitinho e agrádavel de ver, porém fácil de esquecer. Estreou em 25/6/2015.
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  • Drama / Suspense

    O Gorila
    VejaSP
    Sem avaliação
    Entre dois trabalhos comerciais (Billi Pig e Alemão), o brasiliense José Eduardo Belmonte dirigiu o drama autoral O Gorila. Inspirada em novela publicada no livro O Voo da Madrugada, de Sérgio Sant’Anna, a história passeia pelo suspense psicológico e é uma atraente surpresa da recente filmografia nacional. Impecável no papel, Otávio Müller interpreta Afrânio. Aposentado precocemente do trabalho de dublador por causa de um problema dentário, ele acredita ainda carregar uma maldição: o ator a quem emprestava sua voz morreu de câncer. Solitário em seu apartamento em São Paulo, Afrânio tem o pervertido hábito de passar trotes eróticos pelo telefone. Entre suas vítimas está uma vizinha (Alessandra Negrini), a quem importuna insistentemente. Como num pesadelo kafkiano, o protagonista embarca numa jornada para impedir o suicídio de uma mulher. Estreou em 25/6/2015.
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  • Comédia dramática

    Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

    Atualizado em: 1.Dez.2016

    O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas
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  • É raríssimo haver um filme peruano em cartaz, e Casadentro, embora traga à tona um tema oportuno, usa o velho truque do “cinema de arte”. Pilar (Élide Brero), de 81 anos, toca a vidinha com duas empregadas numa casa do interior. Nada dá mais prazer à velha senhora do que a companhia da cadela Tuna. Da capital, chegam para uma visita a filha Patricia (Grapa Paola), a neta (Anneliese Friedler), o marido dela (Giovanni Ciccia) e o bebê. Pilar segue seu cotidiano sem se importar com os pequenos distúrbios causados pelos hóspedes. Na boa intenção de fazer um registro sobre a incomunicabilidade familiar, a diretora Joanna Lombardi confude ritmo lento com tédio e situações triviais com falta de assunto. Estreou em 25/6/2015.
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  • CineSesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Matilha Cultural e Cinemateca dão a largada para a sétima edição do In-Edit - Festival Internacional do Documentário Musical na quinta (2/7). Está prevista a projeção de sessenta trabalhos, entre curtas e longas-metragens, narrando a vida de artistas e bandas como James Brown, Alice Cooper, Spandau Ballet, Racionais e The Clash. Um dos filmes mais aguardados é My Name Is Now, Elza Soares, registro sobre a cantora carioca, agendado para sexta (3/7), às 19h, no CineSesc. Confira a programação: CINESESC Quinta, 2 de julho 15h – Guardiões do Samba (2014), de Eric Belhassen e Marc Belhassen 17h – Mateo (2014), de Aaron I. Naar 19h – Keep On Keepin' On (2014), de Alan Hicks 21h – Super Duper Alice Cooper (2014), de Reginald Harkema, Scot McFadyen e Sam Dunn Sexta, 3 de julho 15h – Matança (2014), de Maria Mazzillo Costa 17h – Alive Inside (2014), de Michael Rossato-Bennett 19h – My Name Is Now – Elza Soares (2014), de Elizabete Martins Campos 21h – Fresh Dressed (2014), de Sacha Jenkins Sábado, 4 de julho 15h – The Case of the Three Sided Dream (2013), de Adam Kahan 17h – From Mao to Mozart: Isaac Stern in China (1980), de Murray Lerner 19h – The Other Side of The Mirror: Bob Dylan at the Newport Folk Festival 1963-1965 (2007), de Murray Lerner 21h – Paco de Lucía: La Búsqueda (2014), de Curro Sánchez Varela Domingo, 5 de julho 15h – Basically, Johnny Moped (2013), de Fred Burns 17h – Spandau Ballet: Soul Boys of the Western World (2014), de George Hencken 19h – Premê. Quase Lindo (2015), de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes 21h – Eu Sou Carlos Imperial (2014), de Renato Terra e Ricardo Kalil Segunda, 6 de julho 15h – Samba & Jazz (2014), de Jefferson Mello 17h – The Possibilities Are Endless (2014), de James Hall e Edward Lovelace 19h – Heaven Adores You (2014), de Nickolas Rossi 21h – Salad Days: A Decade of Punk in Washington, DC 1980-90 (2014), de Scott Crawford Terça, 7 de julho 15h – Sete Corações (2014), de Dea Ferraz 17h – We Don’t Wanna Make You Dance (2013), de Lucy Kostelanetz 19h – Don’t Think I’ve Forgotten: Cambodia’s Lost Rock and Roll (2014), de John Pirozzi 21h – Mr. Dynamite: The Rise of James Brown (2014), de Alex Gibney Quarta, 8 de julho 15h – Yorimatã (2014), de Rafael Saar 17h – Sintonizah (2015), de Willy Biondani, Lecuk Ishida 19h – B-Movie: Lust & Sound in West-Berlin 1979-1989 (2015), de Jörg A. Hoppe, Heiko Lange, Klaus Maeck 21h – Jaco (2014), de Stephen Kijak e Paul Marchand CINEMATECA Sala BNDES Sábado, 4 de julho 16h – Yorimatã (2014), de Rafael Saar 18h – Samba & Jazz (2014), de Jefferson Mello 20h – Premê. Quase Lindo (2015), de Alexandre Sorriso and Danilo Moraes Alexandre Sorriso e Danilo Moraes Domingo, 5 de julho 16h – Sumé: the Sound of a Revolution (2015), de Inuk Silis Høegh 18h – Breadcrumb Trail (2014), de Lance Bangs 20h – Taking the Dog for a Walk (2014), de Antoine Prum Quinta, 9 de julho 16h – From Mao To Mozart: Isaac Stern In China (1980), de Murray Lerner 18h – The Damned: Don’t You Wish that We Were Dead (2015), de Wes Orshoski 20h – Sessão Open Air (área externa): Blue Wild Angel: Jimi Hendrix Live at The Isle of Wight (2002), de Murray Lerner Sexta, 10 de julho 16h – Mateo (2014), de Aaron I. Naar 18h – Alive Inside (2014), de Michael Rossato-Bennett 20h – Jaco (2015), de Stephen Kijak Sábado, 11 de julho 16h – Sessão Supresa 18h – Paco De Lucía: La Búsqueda (2014), de Curro Sánchez Varela 20h – Sessão Open Air (área externa): Listening to You: The Who at The Isle of Wight Festival (1970), de Murray Lerner Domingo, 12 de julho 16h – Sessão Supresa 18h – Área externa - DJ Session Sala Petrobrás Sábado, 4 de julho 15h30 – Samba Lumière (2014), de Pedro Abib 17h30 – Zirig Dum Brasília - A Arte e o Sonho de Renato Matos (2014), de André Luiz Oliveira, Adelson Barreto Rocha Domingo, 5 de julho 17h30 – Sem Dentes - O Banguela Records e a Turma de 94 (2015), de Ricardo Alexandre 19h30 – Debate com o diretor Ricardo Alexandre e o produtor Alexandre Petillo Quinta, 9 de julho 15h30 – Heaven Adores You (2014), de Nickolas Rossi 17h30 – I Need a Dodge: Joe Strummer on the Run (2014), de Nick Hall 19h30 – Blue Wild Angel: Jimi Hendrix Live at The Isle of Wight (2002), de Murray Lerner Sexta, 10 de julho 17h30 – My Secret World: the Story of Sarah Records (2014), de Lucy Dawkins 19h30 – Keep On Keepin' On (2014), de Alan Hicks Sábado, 11 de julho 15h30 – Festival! (1967), de Murray Lerner 17h30 – Salad Days: A Decade of Punk in Washington, DC 1980-90 (2014), de Scott Crawford Domingo, 12 de julho 15h30 – Filme Vencedor da Competição Nacional CINE OLIDO Quinta, 2 de julho 17h – Jogo de Corpo. Capoeira e Ancestralidade (2013), de Matthias Röhrig Assunção, Richard Pakleppa e Cinésio Feliciano 19h – Reverberações - Itamar Assumpção (2014), de Claudia Pucci e Pedro Colombo Sexta, 3 de julho 15h – My Secret world: the Story of Sarah Records (204), de Lucy Dawkins 17h – Breadcrumb Trail (2014), de Lance Bangs 19h – I Need a Dodge: Joe Strummer on the Run (2014), de Nick Hall Sábado, 4 de julho 15h – Nas: Time Is Illmatic (2014), de One9 17h – Sem Dentes - O Banguela Records e a Turma de 94 (2015), de Ricardo Alexandre 19h – Show da banda Autoramas (Sala Olido) Domingo, 5 de julho 15h – Racionais MC's - 25 Anos no Movimento (2014), de Bia Bem 17h – Fresh Dressed (2014), de Sacha Jenkins Terça, 7 de julho 17h – Basically, Johnny Moped (2013), de Fred Burns 19h – Eu Sou Carlos Imperial (2014), de Renato Terra e Ricardo Calil Quarta, 8 de julho 17h – Angels & Dust (2013), de Héctor Herrera 19h – Autoluminescent: Rowland S. Howard (2011), de Richard Lowenstein e Lynn-Maree Milburn Quinta, 9 de julho 15h – The Other Side of The Mirror: Bob Dylan at the Newport Folk Festival 1963-1965 (2007), de Murray Lerner 17h – The Death and Resurrection Show (2014), de Shaun Pettigrew Sexta, 10 de julho 15h – Festival! (1967), de Murray Lerner 17h – B-Movie: Lust & Sound in West-Berlin 1979-1989 (2015), de Jörg A. Hoppe, Heiko Lange, Klaus Maeck 19h – The Case of The Three Sided Dream (2014), de Adam Kahan Sábado, 11 de julho 15h – Super Duper Alice Cooper (2014), de Reginald Harkema, Scot McFadyen e Sam Dunn 17h – The Damned: Don’t You Wish that We Were Dead (2015), de Wes Orshoski 19h – Mr. Dynamite: The Rise of James Brown (2014), de Alex Gibney Domingo, 12 de julho 15h – Última Chamada (2014), de Ruth Slinger 17h – Un lloc on Caure Mort (2014), de Miguel Ángel Blanca e Raúl Cuevas CCSP Terça, 7 de julho 16h – Zirig Dum Brasília - A Arte e o Sonho de Renato Matos (2014), de André Luiz Oliveira, Adelson Barreto Rocha 18h – Reverberações - Itamar Assumpção (2014), de Claudia Pucci e Pedro Colombo 20h – Todo Mundo Dança (2014), de Ruth Slinger Quarta, 8 de julho 16h – Sumé: The Sound of a Revolution (2014), de Inuk Silis Hoegh 18h – Broken Song (2013), de Claire Dix 20h – Spandau Ballet: Soul Boys of the Western World (2014), de George Hencken Quinta, 9 de julho 16h – Sessão de Curta-Metragens (85') 18h – Samba & Jazz (2014), de Jefferson Mello 20h – My Name Is Now – Elza Soares (2014), de Elizabete Martins Campos Sexta, 10 de julho 16h – Sessão de Curta-Metragens (85') 18h – Racionais MC's - 25 Anos no Movimento (2014), de Bia Bem 20h – Sem Dentes - O Banguela Records e a Turma de 94 (2015), de Ricardo Alexandre Sábado, 11 de julho 16h – Yorimatã (2014), de Rafael Saar 18h – Premê. Quase Lindo (2015), de Alexandre Sorriso e Danilo Moraes 20h – Eu Sou Carlos Imperial (2014), de Renato Terra e Ricardo Kalil Domingo, 12 de julho 16h – Angels & Dust (2013), de Héctor Herrera 18h – Autoluminescent: Rowland S. Howard (2011), de Richard Lowenstein e Lynn-Maree Milburn 20h – The Possibilities Are Endless (2014), de James Hall e Edward Lovelace MATILHA CULTURAL Quinta, 2 de julho 18h30 – Sete Corações (2014), de Dea Ferraz 20h30 – É o Fluxo (2014), de Roberto Camargos e João Augusto Neves Sexta, 3 de julho 18h30 – Sessão de Curta-Metragens (85') 20h30 – Sintonizah (2015), de Lecuk Ishida e Willy Biondani Sábado, 4 de julho 16h30 – Jogo de Corpo. Capoeira e Ancestralidade (2013), de Matthias Röhrig Assunção, Richard Pakleppa e Cinésio Feliciano 18h30 – Todo Mundo Dança (2014), de Ruth Slinger 20h30 – Última Chamada (2014), de Ruth Slinger Domingo, 5 de julho 16h30 – Nas: Time Is Illmatic (2014), de One9 18h30 – Debate: Nas, Música e Cultura Hip-Hop Terça, 7 de julho 18h30 – Taking the Dog for a Walk (2014), de Antoine Prum 21h – Show: Tony Bevan e Maurício Takara Quarta, 8 de julho 18h30 – Guardiões do Samba (2014), de Eric Belhassen e Marc Belhassen 20h30 – My Name Is Now – Elza Soares (2014), de Elizabete Martins Campos Quinta, 9 de julho 16h30 – Matança (2014), de Maria Mazzillo Costa 18h30 – Samba Lumière (2014), de Pedro Abib 20h30 – Show: O Terno Sexta, 10 de julho 16h30 – É o Fluxo (2014), de Roberto Camargos e João Augusto Neves 18h30 – Un lloc on Caure Mort (2014), de Miguel Ángel Blanca e Raúl Cuevas 20h30 – Basically, Johnny Moped (2013), de Fred Burns Sábado, 11 de julho 16h30 – We Don’t Wanna Make You Dance (2013), de Lucy Kostelanetz 18h30 – Don’t Think I’ve Forgotten: Cambodia’s Lost Rock and Roll (2014), de John Pirozzi 20h30 – Broken Song (2013), de Claire Dix Domingo, 12 de julho 16h30 – The Death and Resurrection Show (2014), de Shaun Pettigrew
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  • No início do século XX, o charmoso Dr. Antônio (Vladimir Brichta) perambula por hotéis e, sob falsa identidade, entra nos quartos dos hóspedes para roubá-los. Ao instalar-se num confortável estabelecimento no Rio de Janeiro para praticar um furto, ele fica encantado com Eva (Alice Braga), uma mulher casada porém insatisfeita no relacionamento com Jorge (Pedro Brício). A história verídica foi contada pelo cronista João do Rio em Memórias de um Rato de Hotel. Impressiona em Muitos Homens num Só, o primeiro longa-metragem de ficção de Mini Kerti, a excelente recriação de época, além da desenvoltura de Brichta, ótima escolha para viver o vigarista sedutor. O filme apresenta uma trajetória bastante curiosa do ponto de vista policial, mas tem um desacerto no quesito romance. A química rala entre os protagonistas e o desenrolar novelesco acabam comprometendo o resultado da trama. Estreou em 25/6/2015.
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  • O sabor da língua

    Atualizado em: 26.Jun.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO