Páscoa

O teste dos ovos de colher

Especialistas escolhem as melhores marcas da delícia recheada

Por: Nathalia Zaccaro

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Se existe uma data em que devorar vários pedaços de chocolate pode não ser considerado um pecadinho calórico, esse dia é a Páscoa, comemorada neste ano em 8 de abril. Supermercados, lojas especializadas e confeitarias já estão com suas prateleiras forradas de ovos feitos do tentador doce de cacau. Desta vez, uma novidade promete disputar a atenção dos consumidores. Em lugar dos convencionais bombons, muitas das guloseimas ganham recheios cremosos para ser saboreados com a ajuda de uma colher. Do interior de cada uma delas surgem delícias como o brigadeiro em várias versões.

Com o objetivo de avaliar dez das principais marcas que tinham seus produtos disponíveis nas prateleiras na semana passada — ficaram de fora, por esse motivo, Cacau Show, Sweet Brazil e a Brigadeiro Doceria & Café —, convidamos cinco especialistas para uma degustação às cegas. O júri foi composto por Arnor Porto, chef-confeiteiro do restaurante e hotel Emiliano, Beatriz Marques, editora da revista "Menu", Lisiane Miura, nutricionista e produtora culinária, Marcelo Magaldi, chef-confeiteiro do bufê Fasano, e Helena Galante, crítica de Comidinhas de VEJA SÃO PAULO.

A prova, realizada na Editora Abril no dia 16, durou cerca de três horas, e, sem que um jurado soubesse o voto do outro, chegou-se a uma decisão. Com 500 gramas e farto recheio de brigadeiro crocante, o ovo da Confeitaria Dama, em Pinheiros, ficou com o primeiro lugar. “A casquinha um pouco mais amarga se equilibrou bem com o recheio mais doce”, observou Lisiane Miura. Para chegarem a um resultado tão bom, as proprietárias da loja se prepararam bastante. “Testamos a receita por mais de um mês”, diz a sócia Daniela Gorski. Na segunda colocação ficou o kit ovo brigadeiro da Chocolat du Jour, oferecido sempre em seis unidades na companhia de uma tesoura especial em formato redondo. “Embora criativa, essa apresentação está longe de ser prática, já que dificulta o consumo. O sabor, porém, é muito bom”, avaliou Arnor Porto. Da terceira à quinta posição, aparecem a Anusha Chocolates, a Kopenhagen e a Galeria Chocolate.

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Sempre bem-conceituada entre os fãs de ovos de Páscoa, a confeitaria La Vie en Douce, com lojas no Jardim Paulista e no Itaim, ficou em sexto lugar, com um ovo de casca grossa e acabamento pouco delicado (550 gramas; 45 reais). Outra marca gourmet que não entusiasmou os especialistas foi a da doceira Pati Piva, cujo lançamento de 380 gramas custa 160 reais. “A amostra estava enjoativa de tão açucarada”, opinou Helena Galante. Um dos rótulos da multinacional Nestlé, o Suflair é o primeiro da empresa a apresentar doces nesse modelo e em exemplar de 320 gramas (preço sugerido de 39,90 reais). Embora o produto tivesse boa aparência e casca de textura sedosa, o recheio era quase insípido, na opinião dos avaliadores. Com pontuação semelhante, seguiram-se o ovo trufa (380 gramas; 34,90 reais), da Chocolates Brasil Cacau, e o nobre avelã (180 gramas; 20 reais), da Munik. “O último colocado apresentou bordas esbranquiçadas e bolhas na casca”, criticou Magaldi.

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Artesanais ou industriais, os ovos de colher estão em ascensão e devem se multiplicar ainda mais. “Quando lancei a minha versão, ninguém vendia nada parecido”, conta Carole Crema, dona da La Vie en Douce. “Neste ano, dobrei minha produção e devo chegar a 5.000 unidades.” De olho na tendência, a Nestlé preparou 50.000 ovos nesse estilo. “Se esta primeira experiência for positiva, vamos ampliar o formato para outras de nossas marcas”, afirma Marco Nonis, gerente executivo da unidade de negócios de chocolates da empresa.

O JÚRI

Conheça os participantes da avaliação às cegas

Páscoa 2262 - Ovo de colher - Júri
Da esq. para dir.: Helena Galante, crítica de VEJA SÃO PAULO; Marcelo Magaldi, Chefconfeiteiro; Beatriz Marques, Jornalista; Arnor Porto, chef-confeiteiro; e Lisiane Miura, nutricionista (Foto: Cida Souza)

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO