Comportamento

Número de crianças atendidas em consultórios de psicologia dobra

Angústias infantis e desorientação paterna contribuem; saiba quais são os temas mais recorrentes na capital

Por: Mauricio Xavier e Júlia Gouveia

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Sala de aula do 5º ano do Colégio Nossa Senhora do Morumbi: metade dos alunos frequenta ou já foi ao psicólogo (Foto: Lucas Limas)

Na sala de aula do 4º e do 5º ano do ensino fundamental, a professora pergunta: “Quem faz terapia?”. Metade dos alunos, por volta dos 10 anos, levanta a mão. A cena, ocorrida na semana passada no Colégio Nossa Senhora do Morumbi, ilustra o recente aumento na procura por atendimento psicológico infantil na capital. Segundo levantamento de VEJA SÃO PAULO realizado em dez dos consultórios que mais atendem pessoas dessa faixa de idade, o número de pacientes abaixo dos 13 anos dobrou nos últimos dez anos. Entre os menores, até 3 anos, o índice triplicou. Pipocam até casais grávidos: quando o rebento vem ao mundo, é incluído nas sessões.

A corrida em busca do tratamento, que custa a partir de 120 reais por sessão, aumenta nesta época do ano, devido à divulgação do boletim do primeiro trimestre. Pais e professores queimam neurônios em reuniões, e o psicólogo entra na pauta. Em alguns casos, nem é preciso ir ao consultório, ele vai à casa da criança. “Observo sutilezas da relação familiar e sirvo de modelo para os pais”, diz a terapeuta Ana Beatriz Chamati, do Núcleo Paradigma, centro de análise de comportamento, que realiza esse trabalho meio Supernanny em visitas de três horas, duas vezes por semana. Em alguns casos, o serviço estende-se ao colégio. Apresentado como professor auxiliar, o profissional “espiona” um aluno específico por até uma semana.

 

Vários motivos contribuíram para o fenômeno. Um deles é positivo: procurar ajuda para resolver questões da mente deixou de ser tabu. Os demais, no entanto, sugerem exagero dos pais na dose. “Eles estão atrapalhados. Reclamam até que o filho não quer tomar banho, quando isso é normal!”, afirma a psicopedagoga Ana Cássia Maturano. As escolas também carregam culpa. “O tipo clássico encaminhado pelo colégio é o do bagunceiro inteligente, que atrapalha a aula”, diz a psicanalista Miriam Ribeiro Silveira, vice-presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade Paulista de Pediatria. Até a sociedade contemporânea entra na conta. “Hoje, timidez é tratada como fobia social, tristeza virou depressão e bagunça é hiperatividade”, critica Yves de La Taille, educador aposentado da USP. O incrível é que há motivações ainda mais prosaicas.“Virou sinal de status: tenho paciente de 9 anos que só vem à terapia porque as amigas fazem”, conta Anderson Mariano, formado em psicomotricidade, especialidade que ajuda pessoas com dificuldade de movimento e locomoção. Ao longo da reportagem, confira os temas que mais movimentam os consultórios.

+ SEPARAÇÃO DOS PAIS

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Os três irmãos, Bárbara, Arthur e Beatriz, começaram a terapia antes mesmo de saber do divórcio dos pais (Foto: Lucas Lima)

Há trinta anos, a criança com pais separados era a diferente entre os colegas. Hoje, quem tem os dois em casa talvez seja o alienígena. É fato que a popularização colaborou para que o assunto seja tratado com mais leveza. O curioso é que existam crianças que não só toleram, como aprovam a prática. “Algumas sugerem aos amiguinhos que é até bom forçar o divórcio, porque os pais passaram a pegar menos no pé”, conta a terapeuta Ana Beatriz Chamati. Os especialistas costumam concordar que, por si só, a separação nem sempre traz danos. “O que precisa haver é o contato constante dos filhos com a figura materna e a paterna”, explica Maria Thereza de Barros França, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Mas é ilusão pensar que os problemas se extinguiram. “Na nova configuração familiar que surgiu, todo mundo parece bem. Mas, durante as sessões, o bonequinho que apanha é o do meio-irmão”, exemplifica a psicanalista Miriam Ribeiro Silveira. Como medida preventiva, a engenheira Andreza Mazzieri decidiu pôr os três filhos na terapia antes mesmo de contar que iria se divorciar do pai deles. Cinco anos depois, continua levando Beatriz, de 10 anos, Arthur, de 9, e Bárbara, de 7, ao consultório. “O acompanhamento me ajudou a fazer com que diminuíssem as brigas e competições em casa”, conta.

+ HIPERATIVIDADE

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um problema neurobiológico, de causas genéticas, que se manifesta na infância. Crianças com os sintomas da doença enfrentam dificuldade para acompanhar o ritmo dos colegas na escola, entre outros problemas. Pelos números oficiais das entidades médicas, o déficit atinge uma parcela mínima da população (3%). Apesar disso, vem sendo diagnosticado com frequência cada vez maior. “Os próprios pais fazem pressão. Se uma criança não aprende, sofre menos preconceito ao ser tachada de hiperativa”, afirma Nívea Fabrício, presidente da Associação Nacional de Dificuldades de Ensino e Aprendizagem e diretora do Colégio Graphein. “Geralmente é só agitação.”

 

A falta de contato físico dentro de casa (os pais muitas vezes chegam quando os filhos estão dormindo) contribuiria para isso. “Certa vez, promovi uma oficina de histórias para uma pesquisa. Os pais não conseguiam contá-las por falta de hábito e pediam ajuda aos avós”, diz a professora Ivonise Fernandes da Motta, coordenadora do Laboratório em Criatividade e Desenvolvimento Psíquico da USP. A hiperatividade também viria da falta de uso do corpo. “Hoje as crianças não gastam energia e ficam mais ansiosas. Ou seja, trata-se mais de ansiedade física que psicológica”, diz o psicomotricista Anderson Mariano.

+ VIDA DIGITAL

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Camilla, de 13 anos: ajuda para superar a timidez (Foto: Fernando Moraes)

Camilla Duarte, de 13 anos, sempre foi tímida. Quase sem amigos, pouco participava das atividades no colégio. Para compensar, acabou se isolando na frente do computador, onde ficava a maior parte do tempo. No ano passado, a mãe, a coordenadora pedagógica Elisabete, ligou o sinal de alerta. “Vi conversas dela com desconhecidos e não gostei.Tentei proibir, mas não deu certo”,diz. Acabou levando a menina à terapia, e ela obteve resultados positivos. “Eu tinha muita vergonha na hora de conhecer uma pessoa, hoje me sinto mais à vontade”, conta Camilla. No entanto, mais do que servirem de rota de fuga para quem já apresenta dificuldade, as novas tecnologias estão entre as causas do aumento dos problemas de interação social. “As crianças pouco escrevem, só trocam fotos. Elas estão perdendo o dom da conversa, como se fossem autistas”, afirma a psicanalista Miriam Ribeiro Silveira.

Nesse cenário, os videogames costumam ser associados à obtenção rápida de prazer. No mundo real, objetivos demoram a ser atingidos, seja aprender álgebra, seja se tornar um craque de futebol. “Joguinhos trazem retorno imediato”, diz a psicóloga Giovana del Prette, especialista em terapia comportamental. A chamada geração multitarefa também não anda dando conta de tantos afazeres. Com isso, é comum ocorrer queda no desempenho escolar. “Tenho uma paciente de 12 anos que ri por fazer a lição da escola de qualquer jeito enquanto conversa no WhatsApp e acessa o Facebook”, conta a psiquiatra Suzana Grünspun. Os pais se queixam do excesso de tempo que o filho permanece plugado, mas o controle deveria ser deles mesmos. A receita dos profissionais é estabelecer horários específicos para os jogos durante o dia e tirar os equipamentos de circulação nos momentos de estudo.

+ MEDOS

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Matheus, de 7 anos: tratamento para se livrar da fobia de comer alguns alimentos, como frutas da cor vermelha (Foto: Fernando Moraes)

Coitado do bicho-papão. O monstro que povoou os pesadelos de gerações passadas foi substituído por aflições mais realistas pela turma de hoje. O mundo está menos seguro e o medo paterno da violência urbana acabou transmitido aos filhos. Crianças de 10 anos falam nos consultórios sobre a possibilidade de ser sequestradas e, por vezes, apresentam crises de pânico. “Elas andam de carro blindado, veem a preocupação da família e estão sendo afetadas”, diz a psicóloga Daniella Freixo de Faria. Com esse quadro, arriscam-se cada vez menos. Décadas atrás, a rebeldia pré-adolescente costumava ser acompanhada pelas clássicas fugas da residência. Agora, ninguém mais ousa pôr o pé para fora do portão. “Um paciente de 12 anos me disse: ‘Qual criança vai querer sair de casa? Lá fora é muito pior’”, conta a terapeuta Giovana del Prette.

Não é só o estresse dos adultos que está replicado: suas doenças também. “Atendi um menino de 9 anos com úlcera nervosa”, diz Quézia Bombonatto, diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia. É comum ainda que os profissionais tratem de fobias específicas e inusitadas. Matheus Ramos, por exemplo, começou a sentir medo de ingerir alimentos vermelhos por volta dos 4 anos. Diagnosticado com transtorno alimentar, foi levado a uma psicóloga. Hoje, aos 7, sua fruta favorita é maçã.

+ ADAPTAÇÃO ESCOLAR

Um estereótipo comum nos colégios é o aluno quieto e isolado, com dificuldade de integrar-se aos colegas. Em outros tempos, esse tipo de comportamento era associado a questões da própria criança, como timidez, ou à rejeição do grupo, pelos mais variados motivos. Pois essa figura tornou- se mais frequente no pátio durante o recreio. Por diversos fatores — como a interação com menos pessoas hoje do que em outras épocas —, os pequenos estão mais calados.“Trato crianças de 5 anos que não conseguem se comunicar nem fazer amizade porque não aprenderam o repertório verbal necessário ao contato social”, diz a neuropsicóloga Anne Tarine.

As escolas não colaboram muito para melhorar o panorama. “Colégios não ensinam mais a conviver, só se preocupam em julgar e cobrar conteúdo”, comenta Rosely Sayão, consultora de educação. Mesmo em questões pedagógicas, existe descompasso entre as demandas infantis e a percepção dos mestres. “Atendi uma menina de 8 anos classificada como ‘pouco inteligente’. Fizemos um teste, e ela era superdotada”, diz a terapeuta Maria Thereza de Barros França. Claro que a dificuldade das instituições de ensino em lidar com casos que fujam do padrão é histórica. A novidade é a solução sugerida. “Quem é diferente acaba encaminhado para terapia”, afirma o psicólogo Victor Mangabeira.

+ FRUSTRAÇÕES

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Erika Angeli e a filha, Lorena, de 8 anos: acompanhamento psicólogico ajudou a menina a lidar com divórcio dos pais e a mudança de colégio (Foto: Lucas Lima)

Esse tema é praticamente unânime entre psicólogos, psicanalistas, psiquiatras e terapeutas, seja qual for a linha de atuação. As crianças de hoje são mais mimadas. Os pais passam menos tempo ao lado dos filhos — porque não moram juntos ou trabalham demais — e tentam compensar essa “deficiência” da pior forma possível, esquecendo-se de dizer a palavrinha mágica “não”. Os consultórios estão abarrotados de “reizinhos da casa” que não conseguem lidar com as frustrações naturais da vida. “Impor limites é mostrar cuidado. A criança se sente mais confiante e protegida”, afirma a professora Ivonise Fernandes da Motta. “Como isso é chato, trabalhoso e demorado, muitos adultos preferem a saída mais fácil: deixar as crianças soltas para fazer o que quiserem”, completa.

Segundo especialistas, a facilidade está criando uma geração com tédio existencial. Como batalham pouco, não valorizam o que ganham. “Elas estão recebendo tudo de mão beijada, e é importante cultivar desejos”, diz a psicanalista Miriam Ribeiro Silveira. Durante os primeiros anos de sua vida, Lorena, de 8, passava a maior parte do dia ao lado da babá, enquanto os pais trabalhavam em tempo integral. A mãe, Erika Angeli, procurava equilibrar a distância exagerando ao chegar em casa. “Ela dormia todo dia na minha cama, eu a mimei demais”, admite. Em 2013, surgiram mais dificuldades: um divórcio em casa e a mudança de colégio. Lorena começou a tentar chamar a atenção dos professores na aula e terminava frustrada e emburrada por não conseguir seu intento. No fim das contas, isolou-se e teve problemasde relacionamento com os colegas. Após um ano e meio de acompanhamento psicológico, tornou-se mais sociável e consegue controlar melhor as emoções.

10 SINAIS DE QUE A CRIANÇA DEVE FAZER TERAPIA

Segundo especialistas, os pais precisam aguardar por mudanças significativas de comportamento

1. Agitação — Mostra alto grau de ansiedade ou tem atitudescomo quebrar objetos de propósito

2. Agressividade — Grita, esperneia, bate e protagoniza birras, tanto em casa como no colégio

3. Alimentação — Passa a comer mais, ou menos, que o usual; em alguns casos, pode deixar de se alimentar

4. Aprendizado — Tira muitas notas baixas nas provas e tem queda geral no rendimento escolar

5. Comunicação — Não consegue contar uma história do começo ao fim ou explicar como foi seu dia

6. Depressão — Chora mais e fica de mau humor; a irritação também é um traço comum na depressão infantil

7. Desligamento — Não presta nenhuma atenção no que lhe dizem ou no que está ocorrendo à sua volta

8. Medo — Começa a apresentar fobias exageradas e repentinas, sem motivação aparente

9. Socialização — Não faz mais amigos, ou se distancia dos antigos, e tem dificuldade para brincar em conjunto

10. Sono — Faz xixi na cama (fora da idade em que é natural), range os dentes ou começa a ter pesadelos frequentes

QUE TIPO DE PAI VOCÊ É?

Os estilos de educação mais praticados dentro de casa

BONS

› Ensino moral: os pais transmitem valores sobre o que é certo e o que é errado

› Monitoria positiva: ficam atentos à criança e oferecem afeto sem vinculá-lo a um prêmio por bom comportamento

RUINS

› Abuso físico: os pais exageram nas broncas agressivas e chegam a utilizar a palmada

› Disciplina relaxada: não apresentam coerência - uma regra que vale hoje pode passar a não valer amanhã

› Monitoria negativa: trancam o filho em uma bolha para protegê-lo do mundo

› Negligência: não prestam atenção na criança e desconhecem seus gostos pessoais

› Punição inconsistente: ameaçam retirar regalias, a exemplo do celular, como forma de tentar controlar seu comportamento

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  • Cozinha variada

    Alma Cozinha (mudou de nome para "Alma")

    Rua João Ramalho, 1489, Perdizes

    1 avaliação
  • Carnes

    Cabaña del Asado - Pinheiros

    Rua dos Pinheiros, 764, Pinheiros

    Tel: (11) 3061 9249

    VejaSP
    1 avaliação

    Com mesinhas na calçada, o salão da Rua dos Pinheiros é uma graça e fica especialmente cheio no almoço. A opção por variar o cardápio, às vezes, se mostra uma faca de dois gumes. Opção de peixe em meio aos cortes bovinos, suínos e de cordeiro, o salmão (R$ 59,90) branquelo trazido muito queimado no fundo decepciona. Melhor focar no que a casa sabe fazer, a exemplo do bife de tira (R$ 85,00). Acompanham a carne ao ponto o arroz biro-biro com bastante ovo, batata frita, farofa e salada de alface, tomate e cenoura ao molho de maracujá. Uma sobremesa do dia, quase sempre o pudim de leite, está inclusa no preço. Das empanadas oferecidas de entrada (R$ 6,90 a unidade), peça só a de carne, melhor que a de queijo com cebola.

    Preços checados em 21 de junho de 2016.

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  • Japoneses

    Kinoshita

    Rua Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3849 6940

    VejaSP
    2 avaliações

    Entre os expoentes da categoria, o restaurante comandado pelo chef Tsuyoshi Murakami oferece pequenos (e caros) bocados da culinária japonesa. Com dez fatias de atum, buri, salmão, namorado e serra, o sashimi matsu sai por R$ 74,00. Já a versão pequena de bem montados sushis, com nove unidades, custa R$ 89,00. Antes empanado na farinha panko e agora servido como um tempurá bem levinho, o ebi fry (R$ 76,00) traz deliciosos pedaços de camarão frito — a porção diminuta dá vontade de pedir bis. Sem acompanhamento incluso, a barriga de salmão marinada por três dias no missô (R$ 55,00) é finalizada por raspas de limão. Antigo no cardápio, o choco moti (R$ 30,00) é a melhor sobremesa. Trata-se de uma dupla de bolinhas à base de arroz recheadas de chocolate belga e servida com sorvete.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Peixaria Bar e Venda

    Rua Inácio Pereira da Rocha, 112, Vila Madalena

    Tel: (11) 2589 3963

    VejaSP
    21 avaliações

    É um concorrido bar de espírito praiano, decorado com penduricalhos como cestos, latas de conserva e até produtos de mercearia. Para acompanhar a cerveja em garrafas de 600 mililitros, agora só das marcas Heineken (R$ 11,50) e Amstel (R$ 9,80), peça o trio de aperitivos frios (R$ 58,00), que pode incluir o macio polvo ao vinagrete, o ceviche de robalo com um toque de gengibre e as sardinhas marinadas enroladas. Boas caipirinhas complementama bebericagem.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Karavelle Brasserie (mudou de nome para Karavelle)

    Rua Amauri, 334, Jardim Europa

    Sem avaliação
  • Comidinhas variadas

    Pipó

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3088 9215

    Sem avaliação

    Desde setembro à venda em lojas como o Empório Santa Maria, no Jardim Paulistano, a Pipó acaba de ganhar o primeiro ponto de venda próprio. A marca especializada em pipocas bacanas escolheu o Shopping Iguatemi para instalar um moderno carrinho de 2 metros quadrados. Belas latas coloridas armazenam as guloseimas, feitas semanalmente com milho integral, sem gordura trans nem conservantes. Ainda que o grão não seja estourado na hora, revela-se muito crocante. Há três opções salgadas: curry mais mostarda (R$ 25,00; 45 gramas), lemon pepper (R$ 25,00; 50 gramas) e azeite de trufa branca (R$ 29,00; 45 gramas). Entre as quatro versões doces, vale levar a de caramelo de açúcar mascavo e flor de sal (R$ 27,00; 135 gramas). Note que o peso varia conforme o sabor, mas a embalagem é a mesma para todos. Último lançamento, só a pipoca banhada em chocolate belga com 54% de cacau (R$ 45,00; 200 gramas) vem em uma latinha menor. A grande vantagem do novo carrinho está em poder provar as várias versões antes de escolher a favorita.  

    Preços checados em 13 de maio de 2014.

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  • Chamam atenção no palco uma árvore de Natal, um bule de café, um guarda-chuva, um escorredor de macarrão, um ventilador, chicletes... Quatro bailarinos entram e começam a organizar esses objetos em listas, como “coisas de levar para a Lua” e “coisas que a minha mãe não deixa eu chegar perto”. O espetáculo de dança Pequena Coleção de Todas as Coisas, da Cia. Dani Lima, tem um pé no teatro. Todo o elenco manuseia os utensílios e mostra que eles podem ser usados de maneira criativa. O balde colocado de cabeça para baixo, por exemplo, vira um mirante e o aspirador de pó, um elefante. No ponto mais bacana da apresentação, o grupo faz um jogo com pequenas peças posicionadas sobre uma mesa. Os movimentos de suas mãos são filmados e projetados na parede no fundo do palco, num resultado divertido e surpreendente. Participam Carla Stank, Laura Samy, Lindon Shimizu e Renato Linhares. Estreou em 3/5/2014. Até 22/6/2014.
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  • Eletrônica

    Skol Beats Factory

    Avenida Pedroso de Morais, 1036, Pinheiros

    Sem avaliação
  • Depois de receber dois blockbusters, as mostras dedicadas ao cineasta Stanley Kubrick e ao roqueiro David Bowie, o Museu da Imagem e do Som muda o foco para a arte das câmeras. Maio Fotografia no MIS 2014 apresenta sete exposições que trazem a produção de novatos, itens de acervo e, mais interessante, quatro individuais de artistas importantes para a história da fotografia. Um deles é Valdir Cruz, paranaense radicado nos Estados Unidos que clicou as transformações de sua cidade natal, Guarapuava, por trinta anos. Personagens de expressão marcante e as araucárias e pastagens típicas da região estão lá em grandes ampliações em preto e branco. Outro destaque é a sala com 75 obras do checo Josef Koudelka. Ele retrata a invasão soviética em 1968, no evento que ficou conhecido como Primavera de Praga. Koudelka conseguiu que os negativos fossem levados para Nova York, onde ficaram guardados sob um pseudônimo. O trabalho lhe rendeu o prêmio Robert Capa anos depois. Muito coloridas e cheias de ironia são as fotos de Gregory Crewdson, que reproduzem cenas dos subúrbios americanos, onde todas as construções surgem lindas mas a desilusão de seus moradores revela-se arrebatadora. Há ainda os registros das incursões de Robério Braga ao Quênia — no primeiro plano aparecem os detalhes das vestimentas das tribos, os rostos ficam escondidos pela sombra. Apesar de as exposições não terem uma pegada tão pop, valem a visita, sobretudo pela variedade de olhares a ser apreciados. De 2/5/2014 a 22/6/2014.
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  • O ator Eduardo Moscovis tomou uma decisão que tem sido mantida em sua prática profissional. Ele se afastou das novelas em 2006 para se dedicar ao teatro e a experimentos mais ousados fora da linguagem televisiva. A exceção é feita para seriados, como Louco por Elas, da Rede Globo, e o atual Questão de Família, do GNT. Sob a direção de Christiane Jatahy, Moscovis confirma o propósito no monólogo dramático O Livro, de Newton Moreno, em cartaz em São Paulo depois de quatro anos rodando o país. Da trama carregada de subtextos até a encenação que derruba a parede entre artista e público, nada na montagem é simples. Um homem recebe pelo correio um pacote com um livro enviado por seu pai. Ali também está uma notícia: em pouco tempo, ele perderá a visão, dando prosseguimento a uma herança familiar. Com a vida do avesso, esse sujeito tenta transformar o cotidiano. Cortes misturam reflexões do intérprete e do personagem e, algumas vezes, confundem a plateia. Desafiado, Moscovis ganha a cumplicidade dos espectadores e os instiga a estabelecer uma conexão com suas experiências pessoais numa história pouco palatável. Estreou em 5/4/2014. Até 8/6/2014.
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  • O diretor Marcelo Marcus Fonseca abre as portas da sede de sua companhia, o Teatro do Incêndio. Para marcar a estreia da sala para 120 espectadores, na Rua da Consolação, foi escolhido o bem-sucedido drama São Paulo Surrealista. As contradições da metrópole servem de tema para o musical, lançado em 2012 na casa noturna Madame, na Bela Vista. Escrita e dirigida por Fonseca, a peça promove uma reflexão social sob um disfarce surreal. Os vanguardistas Mário de Andrade (o ator Gustavo Oliveira) e Patrícia Galvão (Gabriela Morato) convidam dois franceses, o dramaturgo Antonin Artaud (Luiz Castro) e o escritor André Breton (vivido pelo diretor), para um passeio por São Paulo. A desigualdade de classes, a homofobia, a religiosidade e o conservadorismo dos dias atuais dão o tom das cenas e chocam os turistas, acostumados à liberalidade europeia de quase um século atrás. Amparados por dois músicos, 25 atores cantam temas entre a sátira e a poesia. Estreou em 2/3/2012. Até 2/11/2014.
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    Victor Garcia Peralta dirige dois espetáculos

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    'Quem Tem Medo de Virginia Woolf' e 'Também Queria te Dizer' estão em cartaz na cidade 
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  • Ainda parece cedo para uma efeméride, já que o samba celebra 100 anos de existência só em 2016. Mas, para comemorar, foi convocado um quarteto que entende tudo do assunto. Alcione, Diogo Nogueira, Martinho da Vila e Roberta Sá encerram, em apresentação gratuita no Parque da Juventude, a série do projeto Nivea Viva o Samba, que passou por cinco capitais. O repertório é sustentado por clássicos como A Voz do Morro, de Zé Keti, Aquarela Brasileira, de Silas de Oliveira, e O Mundo É um Moinho, de Cartola, além de faixas de João Nogueira, Chico Buarque, Gonzaguinha, Noel Rosa e Paulinho da Viola. Ao longo dos 27 números do show, os artistas surgem sozinhos no palco, em dueto e todos juntos no final para entoar o hino Com Isto Aqui, o que É?, de Ary Barroso. Em momentos-solo, Martinho ainda deve levantar a plateia com Casa de Bamba e Marrom solta o vozeirão em Não Deixe o Samba Morrer. Impossível não fazer coro. Uma banda de dezenove músicos acompanha os bambas. Dia 25/5/2014.
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  • Em 2012, um dos mais importantes nomes do rock alternativo dos anos 90 anunciou o retorno após um hiato de onze anos. Os americanos do Afghan Whigs chegam por aqui para mostrar o novo álbum, Do to the Beast. O trabalho também sustenta a volta do grupo à gravadora Sub Pop, de Seattle. Da formação original, subirão ao palco apenas o líder e vocalista Greg Dulli e o baixista John Curley. O repertório traz canções da fase atual e músicas de discos como Congregation (1992), Gentlemen (1993), Black Love (1996) e 1965 (1998). Ao vivo, a banda contará ainda com o baterista Cully Symington, os guitarristas Dave Rosser e Jon Skibic e o multi-instrumentista Rick Nelson. Dia 22/5/2014.
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  • Muita gente torceu o nariz para a versão de 1998, dirigida por Roland Emmerich. De resultado inferior, o novo Godzilla é comandado pelo pouco conhecido Gareth Edwards e estrelado por Aaron Taylor-Johnson (Kick-Ass), um ator de músculos visíveis e expressões insípidas. A trama começa bem e perde o folêgo na primeira meia hora. Em 1999, o engenheiro Joe Brody (Bryan Cranston) e sua mulher (Juliette Binoche) trabalham numa usina nuclear no Japão. Um acidente provoca a morte dela e, nos dias de hoje, ele ainda tenta descobrir o motivo da explosão. Seu filho, o militar Ford Brody (Taylor-Johnson), vai até lá para isso. Resumo da coisa: a causa foram os MUTOs, criaturas que se alimentam de energia nuclear e espalham pânico pelo mundo (sobretudo, claro, nos Estados Unidos). E cadê o Godzilla? Continue firme na poltrona, porque o monstrengo japonês só aparece depois de uma hora. Se o desenho dele segue os traços do original da década de 50, os MUTOs parecem aliens saídos de uma ficção científca B. Entre benfeitinhas destruições de cidades, a trama arranja tempo para mostrar o caos causado pela separação do protagonista da esposa (Elizabeth Olsen) e do filho. Estreou em 15/5/2014.
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  • A música Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas, é uma canção que se encaixa em Ney Matogrosso. E não à toa foi gravada por ele. Cantor-camaleão, Ney ganha o foco deste documentário cuja maior atração é o ineditismo de registros caseiros — há também cenas antigas das emissoras de TV. Tendo como base a trajetória do diretor Joel Pizzini, que já se debruçou sobre os cineastas “malditos” Rogério Sganzerla e Glauber Rocha, era quase certo que Olho Nu não seria um filme careta. Por isso, não espere linearidade. À primeira vista, o público tem a sensação de estar diante de um extenso trailer. Pizzini mescla depoimentos (novos e velhos) de Ney com trechos de, pasmem, 100 canções. Há também imagens emblemáticas, como o antológico show do Secos & Molhados no Maracanãzinho em fevereiro de 1974. O filme é todo picotado. Ney se desnuda em ambos os sentidos. Tira a roupa e mostra seu invejável físico aos 72 anos, além de dar declarações sempre oportunas. Um subversivo, como ele mesmo se assume. Estreou em 15/5/2014.
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  • Dom Hemingway (Jude Law), especialista em arrombar cofres, passou doze anos na cadeia por não ter delatado o mafioso russo Ivan Fontaine (Demian Bichir). Durante esse tempo, perdeu a esposa para o câncer e não viu o crescimento da filha. Ao deixar a prisão, portanto, tem gana de justiça. Primeiro, acerta as contas na porrada com o cara que ficou com sua mulher. Seu maior objetivo, porém, se concentra em pegar a recompensa por ter protegido Fontaine. Para isso, sai de Londres rumo à França, acompanhado do amigo Dickie Black (Richard E. Grant), a fim de reencontrá-lo e receber uma bolada em libras. Com diálogos espirituosos e humor muitas vezes politicamente incorreto, esta comédia inglesa apresenta reviravoltas e um pano de fundo sentimental — o protagonista quer se reaproximar da filha. Jude Law, em uma das melhores atuações de sua carreira, responde à altura do elétrico personagem. Vem dele o ritmo para tornar o filme ainda mais vibrante. Estreou em 15/5/2014.
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  • Donato (Wagner Moura) trabalha como salva-vidas na Praia do Futuro, em Fortaleza. De tanto ficar no mar, seu pequeno irmão, Ayrton, o apelida de Aquaman. O protagonista vai sofrer uma reviravolta do destino ao conhecer o alemão Konrad (Clemens Schick). De férias no Brasil, o turista perde um amigo afogado, mas ganha sexo e atenção de Donato. Na segunda parte do drama, eles vivem juntos em Berlim e o brasileiro tenta se adaptar às temperaturas baixas. O terceiro capítulo dedica-se a mostrar o ponto a que chegou a relação deles e o amargo reencontro de Ayrton (interpretado por Jesuíta Barbosa), agora com 18 anos, e Donato. Em seu melhor longa-metragem desde Madame Satã (2002), o diretor cearense Karim Aïnouz usa elipses e silêncios em sua visão sobre relacionamentos afetivos, seja entre os  irmãos, seja entre o casal. A frieza faz parte desse mundo exclusivamente masculino. Nas cenas de sexo entre Moura e Schick, não se nota amor. A poesia aqui é de outra ordem. Ela aparece no contraste do ensolarado Brasil com a cinzenta Berlim e na opção do realizador de usar a trilha sonora no lugar das palavras. Por isso, o grande e emocionante momento do longa-metragem está na derradeira  sequência, embalada pela canção Heroes, de David Bowie. Estreou em 15/5/2014.
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  • O inglês Jonathan Glazer tem dois curiosos longas-metragens no currículo: Sexy Beast (2000) e Reencarnação (2004). Seu novo trabalho faz uma excêntrica mistura de gêneros com um visual arrebatador. Uma ruidosa trilha sonora embala a história de uma misteriosa alienígena, interpretada por Scarlett Johansson. Na Escócia, ela seduz homens de diferentes tipos. Em seguida, dá sumiço aos corpos — as mortes são, digamos, “poéticas”, já que as vítimas submergem numa água negra. Há poucos diálogos na trama de farta fantasia e estilosa realização. Mas essa fábula de ficção científica de tom feminista mostra-se repetitiva, sobretudo em sua primeira hora. Estreou em 15/5/2014.
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  • Comédia dramática

    Saiba quais são os melhores filmes em cartaz

    Atualizado em: 8.Dez.2016

    O crítico Miguel Barbieri Jr. selecionou as produções mais bem avaliadas
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  • O MIS (Avenida Europa, 158, 2117-4777) faz uma nova rodada de balés, desta vez com duas montagens da Ópera de Paris. No sábado (24), a atração é A Bela Adormecida, com composições de Tchaikovsky e três horas de duração. As sessão ocorre às 10h e o ingresso custa R$ 30,00.
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  • O Centro Cultural São Paulo apresenta até 1º de junho a Mostra Prostituta, cuja intenção é discutir a representação das meretrizes no cinema em diversas épocas e sob olhares distintos. Foram selecionados quinze filmes, entre eles o clássico do cinema nacional Noite Vazia (1964), dirigido por Walter Hugo Khouri — a exibição ocorre na abertura do evento: terça (20), às 17h15. Na trama, que traz Norma Bengell e Odete Lara, dois empresários buscam sexo e diversão na noite de São Paulo. Outra boa atração é o drama francês Jovem e Bela, de François Ozon, marcada para a sexta (23), às 17h15. A história acompanha uma adolescente de 17 anos às voltas com a  descoberta da sexualidade. Na sequência, às 19h45, há o polêmico Confissões de uma Garota de Programa, com Sasha Grey, famosa estrela de produções pornô. Na próxima semana, a mostra exibe um belo trabalho de Federico Fellini. Noites de Cabíria ganha a tela no dia 31, às 15h. De 20/5 a 1º/6/2014.
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  • Jekyll & Hyde — O Médico e o Monstro é o próximo espetáculo da Broadway a ganhar as telas da rede Cinemark nos shoppings Cidade Jardim, Eldorado, Iguatemi, Pátio Higienópolis e Pátio Paulista. Extraído do clássico de Robert Louis Stevenson, o musical será exibido no sábado (24), às 11h, e no domingo (25), às 15h. Ingresso: R$ 60,00 e R$ 70,00 (no Cidade Jardim).
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  • O café com história

    Atualizado em: 16.Mai.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO