Religião

Detalhes exclusivos do Templo de Salomão, nova sede da Igreja Universal

O bispo Edir Macedo investiu 685 milhões de reais e comprou quarenta imóveis no Brás para pôr de pé a igreja que terá capacidade para 10 000 pessoas e área construída quatro vezes maior que a do Santuário de Aparecida

Por: João Batista Jr. - Atualizado em

Em 1977, o pastor Edir Macedo começou sua carreira de pregador em cima de um coreto no subúrbio do Rio de Janeiro. Só algum tempo depois conseguiu dinheiro suficiente para alugar o primeiro imóvel da Universal do Reino de Deus, um ponto vago deixado por uma funerária, com capacidade para apenas 100 pessoas. Passadas quase quatro décadas desde esse início modesto, o autointitulado bispo, dono de uma fortuna pessoal estimada em 1,1 bilhão de dólares, segundo a revista americana Forbes, controla a maior igreja evangélica neopentecostal do país, com 6 500 endereços no Brasil (1 010 dos quais no Estado de São Paulo e 246 na capital), além de outros negócios, a exemplo da TV Record e de uma participação de 49% no Banco Renner. O grande símbolo desse crescimento vem sendo erguido desde 2010 em um trecho da Avenida Celso Garcia, no Brás. Trata-se do Templo de Salomão, concebido nos mínimos detalhes para ser um novo cartão-postal religioso.

Novo templo da Igreja Universal
Imagem aérea do suntuoso templo do bispo Edir Macedo (Foto: Mario Rodrigues)

 

Estima-se que a obra tenha consumido 685 milhões de reais em investimentos. Ela possui 100 000 metros quadrados de área construída e é quatro vezes maior que o Santuário Nacional de Aparecida, que perderá nesse quesito o posto de maior espaço religioso do país para a nova sede da Universal. Os detalhes de acabamento do templo incluem cadeiras trazidas da Espanha para acomodar um público de 10 000 pessoas, mármore rosa italiano e oliveiras importadas de Israel, sem falar da tecnologia embutida. Entre outras engenhocas, o local terá uma esteira rolante destinada a carregar o dízimo dos fiéis do altar direto para uma sala-cofre, um telão de mais de 20 metros de comprimento e 10 000 lâmpadas de LED instaladas no teto do salão principal, que tem pé-direito de 18 metros. Quando estiverem funcionando, as luzes formarão desenhos variados, como estrelas. De tão potentes, elas conseguirão iluminar a Bíblia de cada um dos visitantes. As paredes são decoradas por imensas menorás, candelabros de sete braços comuns em sinagogas.

Novo templo da Igreja Universal
(Foto: Reprodução)

O projeto, que já contou com cerca de 1 800 operários no auge da construção, encontra-se em fase de acabamento. A área construída tem espaço ainda para mais de cinquenta apartamentos, que serão ocupados por pastores, incluindo o que foi preparado para ser anova residência de Edir Macedo. O bispo fez no ano passado a promessa de só cortar a barba quando tudo estiver pronto, em 31 de julho, data em que ocorrerá a festa de inauguração com a presença da presidente Dilma Rousseff, do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Fernando Haddad, entre outras autoridades. Até lá, a política é manter o maior segredo possível. Nos últimos meses, funcionários da Universal circulavam pelo local usando capacete com o logo da igreja, a fim de fiscalizar qualquer tentativa de vazamento de informações. Os mais de cinquenta fornecedores de materiais e serviços da construção assinaram um contrato de confidencialidade. Nele consta que o acordo seria rompido em caso de divulgação de detalhes do interior do projeto. “Conheço gente que postou foto numa rede social e foi demitida”, conta um dos empresários envolvidos no trabalho. Apesar de todos os cuidados, alguns registros acabaram circulando, como os reproduzidos nesta reportagem.

Novo templo da Igreja Universal
(Foto: Mario Rodrigues)

 

Na vasta relação de particularidades suntuosas da igreja, nada supera o altar. Ele tem o formato da Arca da Aliança, descrita na Bíblia como o local em que orei Davi guardou os Dez Mandamentos no primeiro Templo de Salomão, construído no século XI a.C., em Jerusalém. Edir Macedo mandou revestir toda a estrutura da peça com folhas de ouro. Ao fundo, há um batistério com uma piscina na qual os convertidos poderão entrar vestidos de branco e, então, passar a comungar na cartilha da Universal. Acima, foram instalados 100 metros quadrados de vitrais dourados. Quem estiver na plateia terá a sensação de admirar uma caixa de ouro aberta. Todo o ritual será transmitido por dois telões trazidos da Bélgica, presos nas paredes ao lado do palco.

Novo templo da Igreja Universal
(Foto: Reprodução)
Novo templo da Igreja Universal
(Foto: Mario Rodrigues)

Ao criar o prédio no Brás, Edir Macedo não pensou em agradar apenas a seu público cativo. De olho nos turistas de religiões variadas, o complexo contempla um museu do Velho Testamento, batizado de Memorial. O local terá um telão, auditório e doze colunas para explicar a origem das doze tribos de Israel. Um jardim com oliveiras importadas de Israel relembra o Monte das Oliveiras, onde Jesus passou sua última noite na Terra antes de ser crucificado.

Edir macedo e mulher
Edir Macedo e a mulher, Ester: promessa de não cortar as barbas até que as obras sejam finalizadas (Foto: Reprodução)

A obsessão pelos detalhes fez com que o bispo também importasse de Israel todas as pedras que revestiriam a obra. Foram mais de 40 000 metros quadrados de material trazido de Hebron, a antiga capital do reino de Davi. Trata-se do mesmo revestimento do Muro das Lamentações. O material da Universal teve um acabamento mais lapidado e menos poroso. Funcionários da obra fizeram suas orações ajoelhados e com as mãos encostadas na parede. É possível que o local se transforme em uma espécie de muro das lamentações paulistano. O segurança do trabalho Márcio Kohler, de 47 anos, está na construção da igreja do Brás desde 2011. Nesse período, conta ter encontrado nódulos no intestino. “Num primeiro momento fiquei apreensivo, mas passei a meditar nas promessas de Deus”, diz ele, a respeito da suspeita de câncer. Trabalhar na igreja o teria ajudado a se curar sem precisar passar por cirurgia.

Igreja da Celso Garcia 1989
Fachada da Universal, na Avenida Celso Garcia, 1989: começo modesto (Foto: Juca Rodrigues/Folhapress)
Novo templo da Igreja Universal
(Foto: VEJA SÃO PAULO)

Entre o projeto e a conclusão da obra, mais de 2 000 plantas de engenharia foram desenhadas. Para ganhar espaço suficiente para a execução do negócio, a Universal comprou cerca de quarenta imóveis e terrenos no quarteirão da Avenida Celso Garcia. No começo, pagava uma ninharia (a região é decadente e cheia de sobrados caindo aos pedaços). Mas o interesse da turma de Edir Macedo inflacionou o mercado. No mês passado, por exemplo, a igreja precisou desembolsar 1,7 milhão de reais por um sobrado de 220 metros quadrados que abrigava um salão de beleza. “Fazia mais de quatro anos que estavam querendo comprar meu espaço”, lembra o ex-proprietário Braulino Pereira.

Morador descontente
Rivaldo Moraes, que não topou vender seu apartamento à igreja: "Vivo sob terror"  (Foto: Mario Rodrigues)
Tabela
O milagre da valorização: a escalada dos imóveis comprados pela igreja no Brás (Foto: Reprodução)

O sonho do momento da Universal é pôr abaixo o Edifício Vidago, na Avenida Celso Garcia, que esconde boa parte da visão do templo para quem passa pela via. A igreja já conseguiu comprar trinta dos quarenta apartamentos do prédio. No começo, pagava 90 000 reais por unidade. Hoje, as negociações não começam por menos de 2 milhões, o milagre da valorização. Pastores ocupam esses imóveis adquiridos. Como estão em maioria, decidiram trocar o síndico e querem agora instalar um elevador novo (o último foi trocado há apenas cinco meses). “Eles planejam deixar o condomínio caro para tirar quem ainda restou”, acusa o comerciante Rivaldo Cunha de Moraes, dono do apartamento de número 65 há 31 anos. “Eu vivo sob terror psicológico.” Em março de 2011, segundo ele, cinco vizinhos que não haviam aceitado vender seu imóvel acordaram com um saco de pano vermelho na porta. Dentro de cada um havia uma galinha preta morta. Na ocasião, os moradores fizeram um boletim de ocorrência no 12º DP, no Pari. Como não conseguiu demolir o prédio, a Universal faz neste momento uma grande reforma para deixá-lo mais bonito para a inauguração da nova sede.

Fátima
A comerciante Fátima Hajar, dona de um imóvel de dois dormitórios com vista privilegiada para o lugar: "Quero vender o apartamento por 800 000 reais" (Foto: Mario Rodrigues)

 

Oficialmente, a Universal diz que a verba para o projeto veio das contribuições dos fiéis, entre elas o dízimo. Nos últimos anos, durante os cultos, os pastores afirmavam aos seguidores que todos eram donos do espaço. Por isso, colaborações seriam necessárias. Foram vendidos camisetas, canetas, canecas e outros utensílios para arrecadar dinheiro. “Deixei meu apartamento na região da Avenida Paulista para morar aqui no Brás, de frente para a construção, e vê-la ser levantada tijolo por tijolo”, conta Nadir Nunes, que trabalha com eventos. Ela comprou diversos objetos para ajudar, além de já ter garantido um passe que lhe dará acesso ao templo antes da inauguração oficial — pastores de algumas unidades da Universal têm distribuído vale-entradas aos fiéis mais assíduos, que poderão começar a romaria ao lugar a partir de 20 de julho. “Essa igreja vai trazer muitos turistas para o Brás.” Pensando nisso, a comerciante Fátima Hajar pretende vender seu apartamento de dois dormitórios com vista privilegiada para a nova igreja. “Vou pedir 800 000 reais”, planeja.

Nadir Nunes
Nadir Nunes: ela se mudou da Bela Vista para o Brás para acompanhar a construção da igreja  (Foto: Mario Rodrigues)

O tamanho do projeto tem atraído críticas das alas mais tradicionais de evangélicos. “Para nós, aquilo não tem nenhuma referência espiritual”, afirma Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Ele acredita que a obra vai fortalecer os devotos da Universal, pois todos ajudaram na construção e ficarão assim mais unificados. Malafaia ressalta, no entanto, o risco de ocorrer algo que para os evangélicos é condenável: a adoração. “O povo vai querer ir lá e tocar a pedra vinda de Israel, mas a crendice não faz parte dos evangélicos. Não adoramos lugares nem pessoas.” Para o professor Rodrigo Franklin de Sousa, especialista em história e arqueologia bíblica do Mackenzie, o gigantismo do empreendimento tem a função principal de atrair fiéis pelo sonho do sucesso. “Por ser grande e ostensivo, passa o recado de ascensão social e profissional”, diz. Sousa lembra que a estratégia de construir templos enormes existe há séculos entre os católicos e muçulmanos. “No caso do cristianismo e do islamismo, porém, o paraíso se dá depois da morte. Para a Universal, a felicidade e a riqueza espiritual e material ocorrem aqui na terra. Daí ser grande, para provar essa tese.”

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  • Normalmente associado aos balcões dos bares, o ofício da coquetelaria tem marcado território também nos restaurantes. É no badalado bistrô Le Bilboquet, por exemplo, que o experiente barman Marcelo Vasconcellos dá expediente. A partir de quarta (4/6) até o dia 12 de junho, ele e outros experts no assunto de dezenove casas participam da segunda edição do Apéritif à la Française. O festival incentiva um modo de petiscar à francesa, com cardápio de um drinque mais um aperitivo pelo preço fixo de R$ 35,00 ou R$ 50,00. Na faixa mais em conta, uma das combinações de Vasconcellos traz uma mistura de licor Grand Marnier com marmelada de laranja e cenoura mais néctar de agave junto de uma tartine de carne crua. Confira a lista das casas participantes: + Admiral’s Place + BR Bebidas + Candela + Casa do Porto + Casa Vidigal + Charlô Bistrô + Così + Empório Hedoniste + La Cocotte + L’Amitié + L’Aperô + Le Bilboquet + Le French + Le Jazz + Le Repas + Le Vin Bistrô + Les 3 Brasseurs + Narã + Numero + Rive Gauche Cuisine + Tanger + Toque de Vinho + Villa Corsica Bistrô + Vino! + Vino Mundi + Wine Pro
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  • Refeição em bufê

    Café do Theatro Municipal

    Praça Ramos de Azevedo, s/n, República

    4 avaliações
  • Rodízios / Carnes

    Fogo de Chão - Jardins

    Rua Augusta, 2077, Cerqueira César

    Tel: (11) 3062 2223

    VejaSP
    5 avaliações

    Um batalhão de 450 funcionários, divididos entre cinco endereços, cuida de atender, ou melhor, paparicar os clientes. Bem treinados, eles começam a carreira na rede em funções consideradas menos nobres, como servir a mussarela ou a linguiça. O topo da hierarquia, posição atingida depois de mais de um ano e dois meses de casa, é ocupado por aqueles que oferecem no salão a fraldinha. A carne desbancou a picanha e se tornou a mais pedida pelo público. Das 63 toneladas comercializadas mensalmente por aqui, 11 são desse corte fibroso e suculento, trazido do Uruguai. Na sequência da lista de preferência estão a picanha (9,5 toneladas), também uruguaia e argentina, e a costela premium nacional (5,6 toneladas). Para participar desse banquete no melhor rodízio da cidade segundo a edição mais recente do especial VEJA COMER & BEBER, o preço por pessoa é R$ 125,00.

    Preços checados em 19 de julho de 2016.

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  • Carnes

    Bracia Parrilla

    Rua Azevedo Soares, 1008, Tatuapé

    Tel: (11) 2295 0099

    VejaSP
    2 avaliações

    Tem comodidades que costumam agradar às famílias da região, como espaço de recreação infantil e estacionamento próprio. De grandes proporções, o salão lembraria uma megapadaria não fosse a parrilla instalada na lateral do espaço. De lá pulam as apetitosas costelas suínas (R$ 46,90), macias e melhores ainda se umedecidas por gotinhas de limão. Os cortes bovinos, caso da picanha (R$ 86,80) e do bife ancho (R$ 87,60), se mostram saborosos, apesar de terem perdido mais calor que o ideal no caminho até a mesa. Para acompanhar, pode-se escalar a salada de peito de peru (R$ 38,90), com muuuitas tiras do embutido defumado combinadas a alface-americana, abacaxi, cenoura ralada, passas e castanha-de-caju. No arremate, o petit gâteau de doce de leite (R$ 21,60) vem no canto de um grande prato retangular junto de uma bola de sorvete de creme no outro extremo do prato.

    Preços checados em 22 de março de 2016.

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  • Drinques

    La Maison Est Tombée

    Rua Jerônimo da Veiga, 358, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3071 2926

    VejaSP
    6 avaliações

    Funciona sem parar do almoço até a madrugada, mas só começa a fcar concorrido a partir das 8 da noite. É quando o público, na altura dos 30 e poucos, aparece todo arrumado em busca de badalação. Propositalmente, as mesas são dispostas na diagonal para facilitar a interação — não é bagunça, não —, e azulejos brancos nas paredes dão um clima nostálgico de brasserie. Da linha etílica, o chope (Brahma, R$ 8,50) é tirado na medida, mas as melhores opções são os coquetéis. Duas misturas garantidas: o dandy monsieur (R$ 34,00), gim-tônica aromatizado com casca de laranja-baía, fava de baunilha e açafrão. Da cozinha saem pedidas como o steak tartare levemente selado (R$ 46,00), servido junto de ovo frito de gema mole, salada e batatas fritas.

    Preços checados em 19 de julho de 2016.

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  • Cervejas especiais

    BrewDog Bar

    Rua dos Coropés, 41, Pinheiros

    Tel: (11) 3032 4007

    VejaSP
    14 avaliações

    Assim como o Empório Alto dos Pinheiros e o Delirium Café, o BrewDog Bar — que descende da marca homônima escocesa —, o lugar ajudou a consolidar Pinheiros como bairro cervejeiro por excelência. Sua carta de 300 rótulos e as 22 torneiras de chope passaram no teste dos “lupomaníacos”, sempre por lá. Para escolher uma das bebidas tirada sob pressão, sempre fresquinhas, basta consultar a lousa e pedir direto no balcão. Pelo menos um terço dos barris vem da própria BrewDog, conhecida por fermentadas cheias de personalidade, caso da Dead Pony Pale Ale (R$ 24,00; 285 mililitros). Produtoras convidadas, como a gaúcha Coruja e a paulistana Tarantino também costumam marcar presença. Mesmo tendo vencido o prêmio de bar revelação na última edição VEJA COMER & BEBER, o estabelecimento não “sossegou o facho” e investiu no equipamento hopinator, um infusor de chopes acoplado a uma torneira, que confere ao líquido gosto de ervas, especiarias, frutas... Além disso, o lugar passou a apostar mais em eventos mensais nos fins de semana e estreou o Bar Beer Cue, um churrasco na varanda que rola um sábado por mês. Soma-se às novidades o cardápio atualizado pelo chef Diego Belda, do Goya. O club sandwich monster (R$ 29,00), de frango, salada, bacon e maionese de alho no pão de miga, serve duas pessoas. 

    Preços checados em 10 de maio de 2016.

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  • Empórios ou mercados gourmet

    Mercadinho Dalva e Dito

    Rua Padre João Manuel, 1115, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3068 4444

    VejaSP
    1 avaliação

    Um charme só, a mercearia de atmosfera interiorana fica em uma das laterais do restaurante brasileiro de mesmo nome, ambos do chef Alex Atala. Muitos produtos são para comprar e levar para casa, como o frango e o galeto assados na televisão de cachorro (R$ 32,00 e R$ 25,00, respectivamente). Para quem quer petiscar lá mesmo, vale a pena saborear um dos dois sanduíches no balcão ou acomodado no pequeno sofá. Além da clássica versão de pernil (R$ 14,00), o cardápio tem um de coxão mole à milanesa (R$ 16,00) com maionese de alho, folhas de rúcula e fatias de tomate na baguete supercrocante. Também fazem sucesso o bolovo e a coxinha (R$ 6,00 cada um). Para molhar a garganta, cai bem o suco natural de abacaxi com hortelã (R$ 10,00), docinho mesmo sem adição de açúcar. Outras delícias são o pé de moleque e o biscoitinho de castanha-do-pará, ambos vendidos em saquinhos de 100 gramas por R$ 7,00.

    Preços checados em 22 de março de 2016.

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  • A peça Os Pés Murchos x Os Cabeças de Bagre transforma o palco em um campo de futebol. Os atores Júlia Novaes, Luisa Taborda, Taiguara Chagas e Tuna Serzedello conduzem a narração enquanto jogam uma partida. A competição divide-se em etapas: aquecimento, primeiro tempo, intervalo, segundo tempo, prorrogação e pênaltis. Entre um lance e outro, a trupe conta curiosidades do esporte. Fala, por exemplo, do apelido de “peixe”, dado aos torcedores do Santos, que surgiu após um clássico contra o São Paulo no qual os santistas foram chamados pejorativamente de peixeiros, por serem de uma cidade litorânea. É uma chuva de informações que as crianças apreciam ainda mais quando os artistas fazem perguntas à plateia sobre a história dos campeonatos anteriores. Nem os pais resistem à brincadeira e também sopram as respostas.  Estreou em 3/5/2014. Até 29/3/2015.
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  • Institutos de educação/Escolas

    Oficina Toka

    Rua Girassol, 913, Pinheiros

    Tel: (11) 3892 1104

    Sem avaliação

    O espaço promove atividades durante o ano inteiro, como as aulas de circo. Nas férias, a programação especial reúne brincadeiras divididas em cinco segmentos: de rua, antigamente, esportivas, com água e de salão.

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  • Festas

    Confira as músicas que bombam na Ballroom

    Atualizado em: 30.Mai.2014

    Vai à Ballroom? Ouça os hits e prepare sua coreografia
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  • Durante quinze anos o fotógrafo registrou o que via ao voar de helicóptero. A exposição Aéreas do Brasil traz construções, paisagens e outras cenas observadas de um ângulo tão incomum que muitas vezes são difíceis de reconhecer. Para a mostra, Vasconcellos criou composições do mesmo tema, como estacionamentos de carros em diferentes recortes. Há também várias imagens de São Paulo. Estão lá o Ginásio do Ibirapuera, a Oca, o Aeroporto de Guarulhos e o Aeroporto de Congonhas. Até 22/6/2014.
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  • Em meio a uma tempestade, a cidade vive um dia caótico e não há previsão de trégua da natureza. Um homem (interpretado por Kiko Pissolato) acorda de ressaca e encontra duas mulheres (as atrizes Greta Antoine e Danielli Guerreiro) em sua sala. Uma delas trancou a porta e comunica que vai fazer a dupla de refém. Escrito e dirigido por Dan Rosseto, o drama Manual para Dias Chuvosos começa assim, enigmático. Intrigado, o espectador acaba envolvido na trama. Os três poderiam ficar ali, discutindo sobre a incapacidade de viver isolados do mundo. No entanto, segredos do passado e um plano de vingança estão por trás disso. Esse ponto já valoriza a dramaturgia, que ganha ainda mais força ao tratar de temas como violência sexual e bullying. Muito entrosados, os atores convencem, sobretudo quando a densidade do thriller psicológico domina a ação. Estreou em 9/5/2014. Até 14/12/2014.
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  • Cinco peças para ver no meio da semana

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    Acorda, Amor! fica em cartaz de segunda à quinta, no teatro Sérgio Cardoso
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  • Uma coisa é inegável. O ator André Bankoff foi bastante corajoso ao encarar o monólogo cômico Não Existe Mulher Difícil. Inspirada no livro de André Aguiar Marques, a peça adaptada por Lúcio Mauro Filho mostra um homem recém-separado diante de uma nova realidade: além de superar uma traição, ele depara com garotas de personalidade cada vez mais forte e imprevisível. Dirigido por Roberto Lage, Bankoff se divide em treze personagens, dez deles femininos. Nessa hora, fica visível a inexperiência do artista ao compor diversos tipos e ainda interagir com o público. As piadas, no entanto, caem no gosto de parte da plateia. Estreou em 10/4/2014. Até 26/6/2014.
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  • Escrito em 1967 pelo santista Plínio Marcos, o polêmico drama ganha diferentes leituras nos palcos da cidade
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  • Três perguntas para Djavan

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    O compositor alagoano toca sucessos e músicas recentes em shows do lançamento de Rua dos Amores ao Vivo
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  • Tom Cruise nunca perde a majestade. Embora tenha se destacado pouco nos últimos anos (em filmes esquecíveis, a exemplo de  Operação Valquíria  e Jack Reacher), o galã ressurge com força em No Limite do Amanhã. Além de tudo, mostra-se confiante e ousado. Em um papel no qual caberia um ator de 30 e  poucos anos (do tipo de Channing Tatum ou Jake Gyllenhaal), Cruise, aos 51 e com jovialidade invejável, convence muito bem. Como se isso não bastasse, o astro, em vez de entregar os pontos em dramas ou comédias românticas, abraça uma ficção científica enérgica e pop, pop, pop. Está por trás da façanha o diretor Doug Liman (A Identidade Bourne) em roteiro assinado por Christopher McQuarrie (Os Suspeitos). Aviso: para embarcar na trama, desligue o alerta da coerência. O terreno aqui é o da fantasia absoluta. Em ritmo alucinante e frenética montagem, narra-se a trajetória de Bill Cage (Cruise), um oficial americano que desembarca em Londres para se encontrar com um general inglês (Brendan Gleeson). O mundo foi tomado por alienígenas e Cage quer mostrar como os humanos podem virar a guerra contra os extraterrestres. Devido a uma série de mal-entendidos, Cage passa a ser acusado de desertor e, mesmo inexperiente, será obrigado a enfrentar o inimigo no campo de batalha. Sem estragar as surpresas, dá para dizer que o personagem vai morrer e reviver e depois morrer e reviver para morrer e reviver novamente, levando o espectador a um redemoinho de situações quase sempre idênticas. No caminho para encontrar a solução do enigma, Cage tromba com a destemida sargento Rita Vrataski (Emily Blunt). Estreou em 29/5/2014.
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  • Buscar um diferencial em registros sobre o período militar no Brasil é uma das qualidades de Setenta. Embora o documentário tenha início com depoimentos de ativismo político e tortura que não fogem do lugar-comum, há um arranque quando o foco recai no tema principal. Em 7 de dezembro de 1970, um grupo de combate à ditadura sequestrou o embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher. Eles queriam a liberdade de setenta companheiros, e conseguiram. Os presos políticos foram banidos do Brasil e se exilaram no Chile, então comandado pelo presidente socialista Salvador Allende. No filme, dezoito desses “sobreviventes” relembram a transformação em suas vidas, sobretudo depois de os militares tomarem o poder no país onde viviam e, assim, obrigá-los a buscar outros rumos. Rico em imagens de arquivo, o longa-metragem mostra empenho no objetivo de iluminar um período de trevas no Brasil. Estreou em 29/5/2014.
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  • Na onda de adaptar fábulas infantis para filmes com atores, Malévola despontou como um dos mais promissores. Angelina Jolie posando de vilã de A Bela Adormecida tinha tudo para fazer um grande filme, mas... Um dos principais defeitos, aliás muito comum nesse tipo de recriação, a exemplo de Espelho, Espelho Meu (sobre Branca de Neve), reside na falta de direcionamento de público. Trata-se, enfim, de uma fita para crianças ou adultos? Nem lá nem cá, a trama também titubeia quanto ao caráter da protagonista: Malévola seria do bem ou do mal? O enredo ganha uma vertente da história de Charles Perrault (1628-1703) e apresenta o conto de fadas sob o ótica da personagem-título (papel de Angelina). Ela é uma fada órfã que, quando menina, se apaixona pelo humano Stefan. Ao crescer, o amado (vivido por Sharlto Copley) vira um sujeito ambicioso e, para tomar o lugar do rei, arranca as asas de Malévola como prova de lealdade. Por isso, a jovem perde as esperanças no amor e transforma-se num ser vingativo. Visualmente, o longa-metragem é impecável. Figurinos, maquiagem e efeitos especiais dão qualidade à produção. Contudo, nas mãos do diretor estreante Robert Stromberg, a aventura fica sem ritmo nem magia. A bela Angelina Jolie desfila em cena de olhos arregalados e boca pintada de batom vermelho. Uma capa de revista seria seu lugar ideal. Estreou em 29/5/2014.
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  • O diretor italiano Daniele Luchetti tem um olhar clínico em seus retratos de família. Depois de Meu Irmão É Filho Único (2007) e La Nostra Vita (2010), exibido apenas na Mostra Internacional de São Paulo, o cineasta retoma o gênero nesse drama ambientado em 1974. No verão de Roma, Guido (Kim Rossi Stuart) é um pai de família que tenta ganhar dinheiro como artista plástico. Suas obras e performances abstratas, porém, são pretensiosas e pouco agradam à crítica. No ateliê sempre estão mulheres nuas (modelos para suas esculturas), e isso desperta a desconfiança da esposa, Serena (interpretada por Micaela Ramazzotti). Os holofotes parecem se dirigir para o protagonista, mas Serena ganha maior destaque. Insatisfeita no casamento, ela pega os dois filhos e parte numa viagem acompanhando um grupo de feministas, no qual encontra uma galerista bissexual (papel de Martina Gedeck) que passa a assediá-la. Seja nas atitudes dos personagens, seja na recriação de época, o realizador consegue dar um inspirado panorama dos anos 70. A perspectiva vem do filho mais velho, um adolescente atento aos deslizes do pai e à transformação sexual da mãe. Anos Felizes, na tradição do cinema italiano, transborda afetividade em meio aos problemas familiares. Estreou em 29/5/2014.
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  • O CINEfoot, evento dedicado exclusivamente ao universo do futebol, chega à quinta edição. São 38 produções,  longas e curtas-metragens, distribuídas em três endereços da cidade: Espaço Itaú Augusta, com programação até terça (3), Centro Cultural São Paulo, até sábado (7), e Cine Olido, que se estende até o dia 29. Entre os destaques está o documentário 1958 — O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil, de José Carlos Asbeg, uma homenagem aos jogadores que conquistaram o primeiro título do país numa Copa do Mundo. A exibição ocorre na sexta (6), às 19h, no Cine Olido. De 29/5 a 7/6/2014.
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  • Jude Law, Guillaume Gallienne e Isabelle Huppert se destacam
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  • Heróis e Anti-Heróis, mostra em cartaz na Cinemateca até domingo (8/6), foca personagens reais ou imaginários do cinema. Entre os doze longas-metragens da eclética programação estão cults nacionais e estrangeiros. Do Brasil há O Bandido da Luz Vermelha, dirigido por Rogério Sganzerla em 1968, e Macunaíma, de 1969, rodado por Joaquim Pedro de Andrade e estrelado por Dina Sfat e Grande Otelo. Uma das melhores atrações, o épico Gladiador ganha exibição no domingo (8), às 19h. Realizado por Ridley Scott e com Russell Crowe no papel-título, foi vencedor de cinco estatuetas no Oscar 2001, incluindo a de melhor filme. De 23/5 a 8/6/2014.
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  • Croata não usa saia

    Atualizado em: 31.Mai.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO