Televisão

Telessérie 9mm: São Paulo estréia na terça

O programa mostra o cotidiano de investigadores e delegados responsáveis por solucionar casos de homicídio

Por: Filipe Vilicic - Atualizado em

Um morador da favela Real Parque, no Morumbi, mata sua mulher e é acusado de abusar sexual-mente da própria filha. Ao mesmo tempo, uma modelo que fazia bicos como prostituta é assassinada e seu corpo aparece à beira do Rio Pinheiros. Tudo se relaciona quando um grupo de investigadores descobre que um cafetão – que parece inspirado no dono de uma conhecida casa noturna da cidade – pode estar por trás dos crimes. Esse é o cenário do primeiro episódio de 9mm: São Paulo, programa do canal por assinatura Fox que estréia na terça (10) às 22 horas. A série de ficção, primeira do grupo Fox Internacional Channels produzida no Brasil, mostra o dia-a-dia de quatro investigadores e um delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De novembro a dezembro do ano passado, a produtora Moonshot gravou os quatro primeiros episódios, que serão exibidos semanalmente (o último deles está previsto para ir ao ar em 1º de julho). Outros nove já estão sendo produzidos para ser lançados em 2009.

"Mostramos tanto a vida profissional quanto a pessoal dos protagonistas", conta o roteirista Newton Cannito. "Ser investigador é estressante e frustrante, pois nem sempre dá para solucionar um assassinato." Norival Rizzo, ator de teatro que ganhou o Prêmio Shell de 2006 por sua atuação em Oração para um Pé-de-Chinelo, interpreta Horácio, investigador conservador e moralista. Papel de Clarissa Kiste, a policial Luisa é a única mulher do grupo. Mãe solteira, encara dificuldades para tocar sua carreira e ao mesmo tempo cuidar da filha adolescente, usuária de drogas. O jovem 3P, recém-ingressado no DHPP, fica a cargo do candidato a galã Nicolas Trevijano. Marcos Cesana (o homem da lei Tavares) e Luciano Quirino (o delegado negro Eduar-do) completam o elenco principal. "Todos têm noções diferentes de justiça e entram em conflito com freqüência", diz Rizzo. "Horácio muitas vezes julga vítimas e culpados à sua maneira." Em uma cena do primeiro episódio, por exemplo, o personagem apóia um homicida.

Durante as gravações, foram usados 600 figurantes, 100 atores, duas equipes de câmera e cinqüenta locações, entre elas a Estação da Luz e o Terminal da Barra Funda. "Tomamos cuidado para fugir de exageros, estereótipos e efeitos especiais em excesso", afirma Roberto d’Avila, produtor executivo e um dos criadores da série. A equipe de 9mm: São Paulo entrevistou cerca de trinta policiais, visitou a sede do DHPP e estudou notícias em jornais e revistas. Com base nessa pesquisa, os produtores retocaram o roteiro, criaram alguns personagens e acertaram a linguagem do programa. Inspirada no caso dos jovens que espancaram uma empregada doméstica no Rio de Janeiro, no ano passado, surgiu a história central do terceiro episódio: um bando de mauricinhos surra um rapaz na saída de um bar. "Nossa consultoria ajudou a adequar falas e situações para deixá-las mais realistas", diz o delegado Marçal Honda, um dos ouvidos pela produção. "Após ler o roteiro, eu me incomodei com algumas cenas que deixam nossa realidade muito cinematográfica. Mas, no geral, achei o programa bem crível."

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Fonte: VEJA SÃO PAULO