Crianças

Telefonistas divertem ao escutar conversas em "Histórias por Telefone"

Cia. Delas encena seis contos baseados em livro de Gianni Rodari

Por: Clara Nobre de Camargo

Histórias por Telefone
Thaís, Fernanda (de pé), Lilian, Paula e Julia: as atrizes se desdobram em múltiplos papéis em 'Histórias por Telefone' (Foto: Alexandre Charro)

Baseada no livro "Fábulas por Telefone", de Gianni Rodari, "Histórias por Telefone" leva aos palcos seis contos encenados pela Cia. Delas. Com direção de Carla Candiotto, da Cia. Le Plat du Jour, a montagem revela a versatilidade das cinco atrizes se desdobrando em múltipos papéis. Como narrador, surge o Senhor Bianchini (Paula Weinfeld), um vendedor de remédios que viaja muito a trabalho. Todos os dias, ele reserva alguns minutos para falar com a filha e lhe contar uma história. Pontualmente às 21 horas esse pai coloca uma ficha no orelhão, a telefonista atende a ligação e a transfere para o destino — como era feito décadas atrás. Às escondidas, porém, as engraçadas Giselda (Julia Ianina), Cremilda (Thaís Medeiros), Suzete (Lilian Damasceno) e Marilda (Fernanda Castello Branco) permanecem na linha e escutam toda a conversa.

Na primeira narrativa do Senhor Bianchini, um menino almeja ser invisível para não precisar ir à escola. De tanto desejar, ele passa a não ser mais visto por ninguém. Em outro momento, um caranguejo questiona a vida ao querer andar de uma maneira diferente, e não apenas de lado. A peça segue com a fábula de um pintinho extraterrestre vindo de dentro de um ovo de Páscoa. Um dos episódios põe a plateia para dar risada com um coral de espirros de pessoas gripadas. Há ainda uma passagem sobre uma criança esquecida que se perde da mãe na feira e vai deixando a mão, a cabeça e as pernas pelo caminho. O ponto alto chega quando o Senhor Bianchini vê sua última ficha cair dentro de um bueiro. Desesperadas, as telefonistas tentam ajudá-lo para saber como a narrativa termina.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO