Solidariedade

Conheça as novas tecnologias para fazer o bem

As histórias dos paulistanos que utilizam recursos da internet, como sites, aplicativos e redes sociais, para procurar ajuda ou colaborar com o próximo

Por: Ana Carolina Soares - Atualizado em

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Manuela Vincenzi Gaiolla: família conseguiu os 150 000 reais para a prótese da mão direita por meio do crowdfunding Kickante (Foto: rogério albuquerque)

Mesmo em tempos de delicada situação econômica, milhares de paulistanos continuam se dispondo a contribuir, financeiramente ou não, para melhorar a vida do próximo. E, graças à proliferação de sites, aplicativos e redes sociais que recolhem as contribuições pela internet ou funcionam como agregadores de diferentes instituições assistenciais, a missão nunca foi tão simples.

A consequência dessa recente praticidade é que algumas das plataformas do tipo estão encerrando o ano com um ótimo resultado. “Entre 2012 e 2014, nossa arrecadação total foi de 1,7 milhão de reais”, comemora Ariel Tomaspolski, gestor do Juntos.com.vc, site de vaquinha virtual focado apenas em projetos filantrópicos. “Somente em 2015, conseguimos fazer esse volume crescer mais de 150%”, completa.

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Os números positivos estão levando até associações tradicionais no ramo a migrar para o formato digital. Com dezoito anos de atuação, o Centro de Voluntariado de São Paulo pretende lançar em 2016 um aplicativo de relacionamento. No sistema, o aspirante a colaborador poderá procurar uma organização não governamental (ONG) entre as várias disponíveis no catálogo. “Esse recurso já existe no site, mas se tornará ainda mais fácil com o uso de celulares”, conta a coordenadora Silvia Naccache.

Com o novo modelo, a entidade pretende acelerar o ritmo de capacitação de interessados em trabalhar em locais como hospitais e creches — foram 11 140 pessoas em 2015, 10% a mais em relação ao ano anterior. Nas próximas páginas, conheça algumas dessas redes do bem e as histórias de pessoas que colaboram ou recebem ajuda por meio do computador, do celular ou do tablet.

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Daniela Wahba: brinquedoteca da ONG Espaço Mais financiada com a ajuda do site Juntos.com.vc (Foto: rogério albuquerque)

CLIQUES PROVIDENCIAIS

A aba do site Juntos.com.vc surge na tela de abertura assim que a consultora Daniela Wahba liga o computador de casa. Primeiro, ela dá uma olhada nos projetos sociais. Casoencontre algum destinado a crianças, faz uma doação em três cliques, em menos de cinco minutos. Mãe de três flhos, costuma separar entre 500 e 1 000 reais por mês para isso. “É rápido, prático e sei que funciona”, diz. As campanhas disponíveis no menu do site da entidade não são a única opção para os colaboradores — eles também podem entrar na rede propondo novas ações.

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Daniela conheceu o endereço em outubro do ano passado, quando uma prima realizou uma campanha para uma associação que distribui alimentos a entidades benefcentes. Inspirada por essa iniciativa, a consultora promoveu no começo de 2015 uma vaquinha que arrecadou 16 000 reais. Com o dinheiro, montou uma brinquedoteca no Espaço Mais, um abrigo na Vila Guilhermina para sessenta menores abandonados. “O ambiente fcou lindo e a turma adorou”, diz Daniela. Criado em 2012, o Juntos.com.vc aceita contribuições a partir de 5 reais. Já arrecadou mais de 4,3 milhões de reais para 214 projetos no país — cerca de 60% deles estão na capital.

Ao contrário do que se pratica em sites tradicionais de crowdfunding, não há cobrança de taxas administrativas. “O orçamento anual de 250 000 reais é custeado com a prestação de consultorias a empresas”, conta Ariel Tomaspolski, criadordo negócio, sediado no Bom Retiro.

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A campanha "De Uma Mãozinha para Manu" transformou o cotidiano da menina (Foto: rogério albuquerque)

UMA MÃOZINHA PARA MANU

“Mamãe, quando minha mão vai nascer?”, perguntou Manuela Vicenzi Gaiolla ao completar 3 anos, em 2014. A médica Paula Vincenzi Gaiolla emudeceu por instantes e lembrou-se do ultrassom que fzera com doze semanas de gravidez. O exame havia detectado um problema congênito de formação no braço direito da bebê. O diagnóstico: a flha teria de viver semparte do membro pelo resto da vida. “Mão não nasce, meu amor, mas você vai conseguir viver bem sem ela”, respondeu a mãe. A menina baixou a cabeça. Meses depois, navegandosem pretensões pela internet, Paula e o marido, o fsioterapeuta Paulo Gaiolla, leram a notícia de que um laboratório em Filadélfa, nos Estados Unidos, desenvolvera uma prótesecapaz de proporcionar uma vida praticamente sem limitações.

Viajaram para lá, encantaram-se com a tecnologia, mas veio outro choque: o custo inicial seria de 50 000 dólares, umafortuna em época de alta da moeda americana (hoje seriam quase 200 000 reais). Além disso, até a adolescência da menina, eles precisariam voltar à cidade a cada ano para ajustar a peça. Fizeram as contas e desistiram do plano. No entanto, um casal de amigos, Patricia e Leonardo Miana, não se conformou. Os dois conheciam sistemas de crowdfunding e se propuseram a realizar uma vaquinha virtual para ajudar.

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Lançada em março, a campanha Dê uma Mãozinha para Manu fez sucesso no site Kickante. Em um período de dois meses,a família conseguiu arrecadar 158 700 reais. Em julho, a garota colocou a prótese. Sua primeira diversão foi decorá-la com desenhos da Minnie, personagem da Disney. Tambémaprendeu a escalar brinquedos no playground, equilibrar-se na bicicleta e realizar movimentos que até então eram impossíveis.

Depois disso, seus pais passaram a engajar-se em várias causas em prol dos defcientes, sempre pela internet. “Tudo na vida tem um propósito, e Manu nasceu assim para ajudarmos a espalhar o amor”, diz Paula. Criado em 2013, o Kickante já acumula 16 milhões de reais, amealhados em cerca de 16 000 iniciativas dos mais variados gêneros. Algumas são voltadas para áreas como cultura (patrocínio a peças deteatro, por exemplo) ou empreendedorismo (como startups), mas cerca de 30% envolvem projetos flantrópicos.

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Patrícia e Luiza Zacarias: conheceram a ONG Nossa Turma por meio do site Atados (Foto: Ricardo D'Angelo)

NOVA RAZÃO DE VIVER

Em meados de 2010, a advogada Patrícia Zacarias (acima, à esq.) sofreu um aborto espontâneo daquela que seria sua segunda flha. Estava tentando engravidar havia uma década efcou muito abalada com o problema. Foi um longo período de luto, com crises de depressão e todo tipo de questionamento. Em 2014, navegando pela internet, ela descobriu a Atados, uma plataforma social gratuita que conecta pessoas e organizações assistenciais. “Resolvi pôr em prática minha vontad e de trabalhar para a sociedade e ajudar o próximo”, conta.

Criada em 2012 e sediada em Pinheiros, a entidade reúne 40 000 voluntários no país, sendo 65% na capital. Para sustentarem a plataforma, os sócios captam até 60 000 reais por mês em consultorias a empresas. Entre as 430 ONGs inscritas e mais de 230 oportunidades de voluntariado, Patricia escolheu a Associação de Apoio à Infância e Adolescência Nossa Turma, que atende cerca de 160 menores em situação de vulnerabilidade social na região da Ceagesp, na Vila Leopoldina. Além de o local ser perto de sua casa, ela trabalharia com crianças, uma de suas paixões. Começou em abril, digitando notas fscais direcionadas à ONG, durante seis horas em três dias por semana.

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Mas conheceu tantas pessoas e histórias de luta que foi ampliando seu turno por lá. Hoje, acumula as funções de comunicação, relacionamento e eventos, em uma jornada diária de mais de oito horas. Em agosto, a flha, Luiza, de 18 anos, decidiu colaborar e passou a ministrar aulas de inglês duas vezes por semana. Um dos momentos mais recompensadores para a advogada ocorreu em outubro, quando promoveu a exposição A Vida de Lá, com 44 imagens da fotógrafa Ana Kobashi sobre o cotidiano das favelas do entorno. Na ocasião, Patrícia levou a garotada para um coquetel no hotel Blue Tree Premium, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. “Nunca vou esquecer a expressão deles ao se verem nas fotos”, lembra, em lágrimas. Ela se livrou dos antidepressivos neste ano. “O trabalho voluntário cura.”

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Michelle Fiuza: valor das compras na Nota Fiscal Paulista vão para instituições beneficentes por meio do aplicativo OBem (Foto: rogério albuquerque)

BOAS COMPRAS

A rotina corrida da psicóloga Michelle Fiuza atropelou sua experiência em trabalhos voluntários. Entre 2008 e 2009, ela atuava em um instituto que atende crianças em situação de risco no centro da capital. No ano seguinte, precisou parar com tudo para tratar de um câncer de mama. “Fiquei curada em 2012. Desde então, sinto uma vontade enorme de retribuir à sociedade todo o carinho que recebi naquela época, a mais difícil da minha vida”, afirma.

Em julho deste ano, conheceu o aplicativo OBem, que direciona o valor angariado com a nota fiscal paulista a nove organizações benefcentes da cidade, entre elas o Instituto Futuro, de sustentabilidade, e a fundação Fé e Alegria, de educação. O software está no ar há cinco meses e já acumulou 132 000 cupons em compras, com um valor bruto de 8 milhões de reais. O dinheiro é liberado diretamente nas contas das associações. O site também oferece às instituições cadastradas um pacote de serviços como ações de marketing e digitação de cédulas em troca de uma porcentagem da receita líquida arrecadada.

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“Desde então, toda compra que faço, de uma televisão a um picolé na padaria, registro no aplicativo”, afrma Michelle. Com isso, ela abriu mão dos quase 400 reais por ano que recebia de restituição do programa do governo. A psicóloga diz não sentir falta do dinheiro na conta bancária. “É um gesto rápido e uma quantia pequena, mas que pode ajudar muita gente.”

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Janaina Santos e Marcia Misawa: ex-craqueira terá seu livro publicado graças a campanha de Marcia no site Todo Cuidado Importa (Foto: rogério albuquerque)

CURA PELA ESCRITA

Nascida como Gilson, Janaina Santos (à esq.) sofreu abuso sexual aos 4 anos, experimentou maconha aos 8, tornou-se transexual na adolescência e usuária de crack aos 25. No Natal passado, decidiu parar com as drogas, graças à ajuda de programas do governo municipal. “Não aguentava mais a solidão e a pobreza”, diz. Para driblar a fssura, encontrou um remédio: a escrita. Assim, enche cadernos com memórias, crônicas e refexões. “Escrever mudou minha forma de viver”, afrma. Em agosto, a ilustradora Marcia Misawa conheceu seu texto durante uma ofcina do TransCidadania, projeto de reinserção social da prefeitura. “Ela é um talento, possui uma narrativa linda”, conta.

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Disposta a viabilizar a publicação de uma autobiografa, Marcia lançou uma ação no site de trabalho voluntário Todo Cuidado Importa, conseguindo a colaboração de catorze profssionais, entre editores e digitadores. A obra está em produção e não tem data para chegar às livrarias. Criada há um mês, a plataforma já contabiliza 35 causas e mais de sessenta colaboradores. Para se envolver em uma iniciativa, basta fazer um cadastro e escolher entre as opções. “O paulistano precisa aumentar seu índice de ‘felicidade interna bruta’, e o trabalho solidário ajuda nisso”, diz Max Petrucci, idealizador da entidade nos Jardins.

rede do bem Adote Pets
Damaris Adamucci e a vira-lata Nala: nova companheira com a ajuda do aplicativo Adote Pets (Foto: Rogério Albuquerque)

UM APLICATIVO ANIMAL

O melhor presente de todos os 28 anos de Damaris Adamucci chegou há seis meses ao seu apartamento na Vila Guarani, na Zona Sul. Em julho, ela ganhou sua companheira inseparável: a vira-lata Nala. “Sempre fui louca por cachorro”, diz. A analista da WWF Brasil, ONG dedicada à conservação da natureza, é contra o comércio de animais e passou um bom tempo buscando associações de na internet. Baixou o Adote Pets, aplicativo gratuito que já acumula 25 000 downloads. O programa apresenta ao usuário mais de 680 bichos, abrigados em treze instituições e por 43 protetores cadastrados na capital.

“É possível ver foto, tamanho, idade e saber um pouco da história de cada um.” Pelo celular, Damaris marcou um encontro em uma entidade perto de onde mora para conhecer Nala. Foi amor à primeira vista, mas a adaptação mostrou-se complicada. A cadela aprontava ao ficar sozinha em casa e, em uma ocasião, até ligou o gás de cozinha com uma patada. Por meio da mesma ONG, conseguiu um adestrador. “Agora ela está uma lady”, elogia. Mesmo depois da adoção, Damaris manteve o aplicativo em seu celular. Agora, utiliza o programa para colaborar com campanhas de arrecadação de artigos para as associações. Toda semana, por exemplo, compra um saco de ração para uma delas.

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ANTES DE ABRIR A CARTEIRA

Os cuidados do doador ou voluntário ao escolher uma entidade

1) Busque uma causa com a qual você se identifique, em um lugar perto de casa. Assim, é mais fácil tornar a atividade regular.

2) O serviço não deve ser esporádico. É preciso reservar espaço na agenda, como em uma ocupação profissional.

3) Sites e aplicativos beneficentes costumam informar-se sobre as causas antes de oferecê-las. Vale a pena fazer uma pesquisa neles.

4) É recomendável entrar no site da entidade e checar balanços, além de verificar como o dinheiro e o trabalho são geridos.

5) Fique de olho em sua postura: nunca espere recompensas ou reconhecimento pela ajuda oferecida.

AJUDA NA PALMA DA MÃO

Endereços de programas, aplicativos e redes sociais que facilitam a busca de uma causa

VOLUNTARIADO - Há várias redes para quem quer pôr a mão na massa. Uma das mais tradicionais é a do Centro de Voluntariado de São Paulo (voluntariado.org.br). Ao preencher o cadastro com seu endereço, é possível descobrir uma organização perto de casa. A equipe promove palestras para orientar os interessados. A Todo Cuidado Importa (todocuidadoimporta.com.br) oferece oportunidades em várias áreas, com trabalhos a distância. A plataforma Atados (atados.com.br) mostra um cardápio bem interessante de ações. Após preencher campos como temas de interesse (alguns exemplos são educação, meio ambiente e idosos), abre-se um mapa com a localização das principais associações.

NOTA FISCAL - Ao ajudarem a destinar parte do imposto a entidades beneficentes, esses aplicativos se tornaram uma forma rápida e simples de ajudar. Há várias opções — OBem, NF doBem Casa de David, Cupom Solidário Apae e InstaGraacc são algumas delas.

CROWDFUNDING - A internet dispõe de um cardápio amplo de financiamentos coletivos. Vale a pena visitar o Juntos.com.vc, especializado em causas sociais, além do Kickante, do Catarse e do Vakinha.

BICHOS - Para quem deseja adotar um animal de estimação, a dica é baixar os aplicativos Au.Dote e Adote Pets. Além de encontrar um bichinho em um abrigo, é possível colaborar com ONGs.

MEIO AMBIENTE - A Made in Forest (madeinforest.com) tem uma rede com 60 000 cadastros de empresas, serviços e ONGs sustentáveis.

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  • Pizzarias

    Cristal

    Rua Professor Artur Ramos, 551, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3031 0828

    VejaSP
    5 avaliações

    Hoje único proprietário da casa que completa 35 anos, o empresário Carlos Rios conta com o auxílio dos filhos Guilherme e Olívia na administração. No salão reformado e mais bonito, garçons atenciosos sugerem pedidas para começar como os crostini de mussarela de búfala e de aliche (R$ 32,00). Para cobrir os discos fnos e crocantes, as recomendações assentadas no molho de tomate são a pancetta com mussarela e a diavoletti (calabresa curada, mussarela, tomate e cebola). Cada uma delas sai a R$ 52,00, no tamanho individual, e R$ 75,00, no grande.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    Ici Brasserie

    Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 1313

    VejaSP
    17 avaliações

    Exceto nos feriados, a casa está com uma proposta especial de almoço durante a semana. É o combo chamado de formule. Paga-se o preço do prato principal e leva-se de brinde a entrada ou a sobremesa, que são escolhidas entre algumas opções do próprio cardápio. É possível pedir receitas como o carré suíno defumado com cebola dourada e rúcula selvagem (R$ 57,00), o confit de pato com laranja (R$ 75,00) ou o boeuf bourguignon (R$ 59,00). A fórmula econômica inclui de entrada a salada de beterraba assada e crostini de queijo roquefort ou a musse de chocolate na sobremesa. Se pedidas separadamente, essas duas sugestões custam R$ 30,00 e R$ 22,00,respectivamente.

    Preços checados em 17 de maio de 2016.

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  • Latinos

    Osaka - Rua Amauri

    Rua Amauri, 234, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3073 0234

    VejaSP
    4 avaliações

    Descende de uma rede originária de Lima e é o melhor representante da culinária peruana na cidade. Com cozinha do chef Carlos Alata, segue o estilo nikkei que funde o Peru ao Japão. Tanto que o ceviche é reinterpretado até num sushi, o enrolado de camarão e abacate ao caldo de leite de tigre (R$ 32,00). Uma das receitas mais interessantes atende pelo nome de paiche kabayaki (R$ 32,00) e é o pirarucu amazônico marinado em missô e conftado na manteiga de coco. O tradicional suspiro limeño (R$ 18,00), perfumado com capim‑ ‑santo, vem com uma granita de chicha morada, suco extraído do milho‑roxo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Barbearia Corleone - Vila Olímpia

    Rua Nova Cidade, 26, Vila Olímpia

    Tel: (11) 3044 2332

    VejaSP
    Sem avaliação

    Nos últimos anos, uma profusão de barbearias moderninhas foi aberta na capital. A Corleone se destaca no meio delas pelo caprichado serviço de bar, nas duas unidades. Se apenas homens podem fazer barba, cabelo e bigode no espaço — sim, estamos no clube do bolinha —, o público em geral é convidado a entrar, sentar-se às mesas do salão retrô e bebericar, incluindo as mulheres. Há cinco tipos de chope, caso do witbier Vedett (R$ 33,00, 330 mililitros), e 450 rótulos de cerveja, que devem ser consultadas em um tablet. Uma dica? A ótima Ballast Point IPA Sculpin, que vem dos Estados Unidos, sai por R$ 69,00 (330 mililitros). O bolinho de feijão-preto e couve-manteiga em fios (R$ 36,00, oito unidades) ajuda a tapear a fome.

    Preços checados em 13 de janeiro de 2016.

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  • Drinques

    La Maison Est Tombée

    Rua Jerônimo da Veiga, 358, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3071 2926

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    10 avaliações

    Funciona sem parar do almoço até a madrugada, mas só começa a fcar concorrido a partir das 8 da noite. É quando o público, na altura dos 30 e poucos, aparece todo arrumado em busca de badalação. Propositalmente, as mesas são dispostas na diagonal para facilitar a interação — não é bagunça, não —, e azulejos brancos nas paredes dão um clima nostálgico de brasserie. Da linha etílica, o chope (Brahma, R$ 8,50) é tirado na medida, mas as melhores opções são os coquetéis. Duas misturas garantidas: o dandy monsieur (R$ 34,00), gim-tônica aromatizado com casca de laranja-baía, fava de baunilha e açafrão. Da cozinha saem pedidas como o steak tartare levemente selado (R$ 46,00), servido junto de ovo frito de gema mole, salada e batatas fritas.

    Preços checados em 19 de julho de 2016.

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  • Daya & Ture

    Rua Doutor Mário Ferraz, 503, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3078 4508

    VejaSP
    Sem avaliação

    O empório, conhecido pelos produtos orgânicos e pelo almoço de pegada leve, reforçou sua lista de sucos. Há pedidas como o mango lassi, que leva ainda leite de coco, limão, cardamomo, sal rosa e mel (R$ 12,00). Da lista de suchás, mistura de ervas e frutas, o energético combina chá-verde, abacaxi e gengibre (R$ 9,00).

    Preços checados em 6 de dezembro de 2016.

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  • Parques

    Casa de Pedra

    Rua Venâncio Aires, 31, Perdizes

    Tel: (11) 3879 6800

    VejaSP
    Sem avaliação

    Brincar sozinho não tem graça na Casa de Pedra. A melhor forma de curtir o parque de escalada indoor é acompanhado, seja pelos pais ou pelos instrutores do local. O motivo? É necessário sempre que alguém segure a corda de segurança dos alpinistas. Os iniciantes podem começar se aventurando em duas paredes menores, com cerca de 2 metros cada uma. Elas podem ser desbravadas sem os equipamentos de apoio. Caso o participante se desequilibre e caia, colchões macios estão dispostos para amortecer o impacto. Para conseguir subir cada vez mais alto, além de usar a força nos braços e nas pernas, é preciso estar atento às marcações na parede. Elas indicam o caminho até o topo, distante 14 metros do chão, e são uma forma de medir seu progresso. Outra dica indispensável é usar roupas confortáveis e que deixem as crianças com os movimentos bem livres. Apesar de o local oferecer sapatilhas, a quantidade é limitada — o mais indicado é sair de casa de tênis. Quem tem medo de altura mas quer aprender outra prática esportiva pode testar seu equilíbrio no slackline, uma fita esticada sobre a qual o objetivo é (tentar) caminhar de uma extremidade a outra, sem cair.

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  • Em uma das salas da Pinacoteca do Estado, a obra espelhada do paulista Iran do Espírito Santo reflete, ao mesmo tempo, as redes avermelhadas e suspensas que constituem uma das peças mais emblemáticas de Tunga, a True Rouge, e também uma escultura de parede feita de resina, marca de Dudi Maia Rosa. O efeito resume bem a ideia da exposição Uma Coleção Particular. A reunião de cinquenta artistas brasileiros contemporâneos na mostra torna o 1º andar do museu um espaço propício para o diálogo de diferentes gerações e trabalhos realizados em suportes variados. Em comum, todas as setenta peças, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações (muitas de grandes dimensões), foram produzidas aqui a partir dos anos 80. Ping-Ping, de Waltercio Caldas, propõe um jogo para cegos com mesa, rede, raquete, bolinha e óculos escuros, todos suspensos no ar. Outra criação impressionante é a escultura de Vanderlei Lopes, exposta no octógono, na qual um cavalo de bronze caído aparece coberto de terra. A aula de arte contemporânea termina na 12ª sala, cuja temática foca o cinema. Surpreendentemente, nenhuma obra ali utiliza imagens em movimento. Em Um Tango em Silêncio, por exemplo, Leya Mira narra com desenhos o passo a passo da dança de um casal.
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  • Estilos variados

    All Colors
    Sem avaliação
    Jogar pó de arroz colorido para o alto é tradição na Índia para celebrar a chegada da primavera. Por aqui, porém, virou só uma desculpa adolescente para tirar fotos divertidas. Para entrar na farra do minifestival All Colors, neste domingo, no Allianz Parque, cada cor custa R$ 10,00. Destaque entre os ídolos jovens, MC Guimê puxa o bonde do funk ostentação com as faixas Relaxa, País do Futebol, Tá Patrão e seu maior hit, Plaquê de 100, que já ultrapassou 60 milhões de visualizações e ganhou recentemente uma versão 2.0 patrocinada. Biel, considerado o “Justin Bieber brasileiro”, mostra as pops Demorô, Pimenta e Tô Tirando Onda. MC Gui e o novo projeto eletrônico de EDM do Pelu (ex-Restart), S.E.L.V.A, também estão na programação. Se bater a fome para encarar a maratona, food trucks estarão espalhados pelo local. Para deixar pais e mães tranquilos, vale reforçar: não haverá venda de bebidas alcoólicas no local. Dia 20/12/2015.
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  • Não poderia haver melhor acerto do que escalar J.J. Abrams para ser o diretor e um dos roteiristas desta aventura, que está arrasando nas bilheterias mundiais. Abrams revitalizou as franquias Missão: Impossível e Star Trek e, agora, faz o mesmo com a saga interestelar criada por George Lucas, em 1977. O novo longa-metragem dá sequência a O Retorno de Jedi, de 1983, e começa com uma frase bombástica: Luke Skywalker (Mark Hamill), o último cavaleiro Jedi, está desaparecido. Quem vai atrás de uma pista dele no planeta Jakku é Poe (Oscar Isaac). O piloto, porém, esconde a informação no droide BB-8 após ser capturado pelos stormtroopers, soldados do exército da Primeira Ordem (o Império rebatizado) e integrantes do lado negro da Força. Lidera o batalhão o misterioso Kylo Ren (Adam Driver). Para encurtar a história, não dar spoilers nem estragar as (muitas) surpresas, a catadora de lixo espacial Rey (Daisy Ridley) e Fynn (John Boyega), um stormtrooper desertor, vão se unir para encontrar Luke, tido por eles como um mito. E é assim, nessa mistura de lenda e fantasia revisitada, modernidade e nostalgia, que o sétimo episódio de Star Wars se desenrola sob os olhares atentos dos fãs. Há uma heroína guerreira interpretada com magnetismo pela novata Daisy Ridley, batalhas espaciais de tirar o fôlego, piadinhas na hora certa e ousadias em um roteiro afiado. Embora tenha sido esnobado nas categorias principais, Star Wars concorre ao Oscar de melhor efeitos visuais, montagem, edição de som, mixagem de som e trilha sonora. Estreou em 17/12/2015.
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  • Nascida na Inglaterra, radicada em Los Angeles e com raízes iranianas, Ana Lily Amirpour causou sensação no Festival de Sundance 2014 por causa de Garota Sombria Caminha pela Noite. A diretora definiu bem seu primeiro longa-metragem como um “western spaghetti de filme de vampiro iraniano”. Ambientada na fictícia Bad City e com espetacular fotografia em preto e branco (referências a Sin City), a trama mostra uma cidade tomada por usinas e habitada por prostitutas, traficantes, travestis e... uma vampira (!). Conforme aponta o título, a garota, interpretada por Sheila Vand, caminha pela noite à procura de vítimas para lhes chupar o sangue — e mata, moralmente, os pulhas do pedaço. Quando conhece um jardineiro (Arash Marandi), a sanguessuga fica encantada pelo humano, o que faz balançar seu coração (ecos da saga Crepúsculo?). Em criativa salada visual e sonora e ritmo por vezes lento (afinal, trata-se de uma brincadeira também com o cinema de arte do Irã), a comédia de terror arrebata pela ousadia (há consumo de drogas, cena de sexo, erotismo...). Mas uma mistura com bossa e muito estilo carece de um roteiro mais polpudo. Estreou em 17/12/2015.
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  • Documentário

    Amy - Filme
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    Amy teve exibições esporádicas em alguns complexos da rede Cinemark, em setembro. O documentário ocupa desde 17 de outubro uma única sessão no Caixa Belas Artes, e volta, nesta semana, ao Shopping Cidade São Paulo. Premiado em algumas associações de críticos nos Estados Unidos, está cotado para concorrer ao Oscar 2016. Merece! O diretor inglês Asif Kapadia (o mesmo de Senna) faz um apurado trabalho de pesquisa para registrar a vulcânica passagem da cantora Amy Winehouse (1983-2011) pelo mundo da música. Com apenas dois álbuns de estúdio e menos de uma década de carreira, Amy virou uma estrela com sua voz potente (e inconfundível) de cantora de jazz — o mestre Tony Bennett a compara às divas Ella Fitzgerald e Billie Holiday. Repleto de imagens caseiras, inclusive de sua infância e adolescência, e depoimentos dos pais, amigos e companheiros de trabalho, o longa-metragem também reúne apresentações inéditas da intérprete de Back to Black, Rehab e Love Is a Losing Game. Ainda percorre sua descida ao fundo do poço quando se viciou em heroína, acompanhada do marido, Blake Fielder. Estreou em 17/10/2015.
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  • O italiano Nanni Moretti, de 62 anos, é um experiente diretor com questionamentos por quase toda sua filmografia. Da Igreja Católica à política de seu país, poucas coisas escapam de seu olhar incisivo sobre o mundo e a vida — em algumas vezes, sua própria vida. Moretti conhece bem os bastidores do cinema e realizou um dos filmes mais comoventes das últimas décadas, O Quarto do Filho, de 2001. Estranha-se, portanto, que Mia Madre não consiga se equilibrar nas duas vertentes propostas pelo cineasta/roteirista. A trama está centrada em Margherita (Margherita Buy), realizadora de meia-idade e divorciada, às voltas com as filmagens de seu próximo longa-metragem. Além de ter de lidar com o ego inflado de um ator americano (John Turturro), Margherita vai ao hospital diariamente para visitar a mãe doente (Giulia Lazzarini) e à beira da morte. O irmão de Margherita (papel de Nanni Moretti) também é uma presença constante por lá. Embora boa atriz, a frágil Margherita Buy não convence como a líder de uma equipe de cinema, e são estereotipadas as cenas cômicas de Turturro. No quesito dramático, o filme se sai melhor. Mas, de rédea puxada nas emoções, a história familiar possui, sim, momentos ternos. E Moretti a conduz friamente. Prevaleceu a razão sobre o coração. Estreou em 17/12/2015.
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  • Ficção científica / Suspense

    Blade Runner
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    Lançada em 1982, a ficção científica Blade Runner virou um cult no decorrer do tempo e, mais de trinta anos depois, manteve o brilho e a originalidade sem traços passadistas. O filme, estrelado por Harrison Ford e Sean Young, volta à rede Cinemark em cópia restaurada. Haverá duas ou três sessões nesta semana, dependendo do complexo. Confira os shoppings que o exibem: Center Norte, Central Plaza, Cidade São Paulo, Eldorado, Iguatemi, Market Place, Metrô Boulevard Tatuapé, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Tietê Plaza e Villa-Lobos.
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  • Em Tóquio, Sentaro (Masatoshi Nagase) é gerente de uma lojinha de dorayakis, uma espécie de panqueca recheada com pasta de feijão. O rapaz está à procura de um ajudante quando bate à porta uma velha senhora. Tokue (Kirin Kiki) tem as mãos deformadas e mostra-se uma especialista no doce. Sentaro a contrata, mas, dias depois, descobre que a funcionária escondeu dele uma grave situação. A japonesa Naomi Kawase dirigiu, anteriormente, o sensível O Segredo das Águas. Sabor da Vida, seu novo filme, será capaz de agradar a um público mais amplo. Além de trazer à tona uma história de união e solidariedade, a cineasta acerta no tom dramático sem ser piegas. Estreou em 17/12/2015.
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  • Boas festas

    Atualizado em: 18.Dez.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO