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Temporada de 'As Cinzas do Velho' é interrompida com fechamento de teatro

Teatro União Cultural deve permanecer fechado dois meses para reforma; produtor alega que peça não tinha público

Por: Bruno Machado - Atualizado em

Teatro União Cultural Brasil-Estados Unidos
Teatro União Cultural Brasil-Estados Unidos: teatro fica na Rua Mário Amaral e oferecia 285 lugares (Foto: Divulgação)

Nesta terça-feira (23), a produção do espetáculo As Cinzas do Velho  foi tomada de surpresa com a notificação de fechamento do Teatro União Cultural Brasil-Estados Unidos, na Vila Mariana, onde estava em cartaz desde 16 de março.

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O comunicado entregue à produção da peça diz que “devido às exigências apresentadas pelo Corpo de Bombeiros, referendadas pelo síndico do condomínio em que está inserido o Teatro União Cultural, estão suspensas as atividades realizadas no mesmo, sob o risco de todos serem responsabilizados por qualquer sinistro”.

De acordo com José Alberto Marques, diretor da Gorila Propaganda, empresa contratada para a produção da temporada, o cancelamento das sessões — que iriam até 2 de junho — se deu de comum acordo com os produtores do espetáculo.

O Teatro União Cultural deve permanecer fechado por, no mínimo, dois meses para adequações nas áreas de acesso, segurança e acessibilidade. Segundo Marques, ele mesmo propôs à fundação responsável pelo espaço a reforma do teatro. "A temporada não tinha público. Não vi problemas em interrompê-la e dar início à reforma, para podermos aproveitar o calendário do segundo semestre", explica. Marcelo Braga, um dos atores e produtores da peça, nega. "Nas duas primeiras semanas, tivemos cerca de 700 espectadores", afirma.

As Cinzas do Velho
Espetáculo 'As Cinzas do Velho': temporada interrompida por meio de notificação (Foto: Vitor Viera)

A produção do espetáculo ainda não sabe quando e onde a temporada será reiniciada. Também nega que a interrupção das apresentações foi de comum acordo. "Fomos todos tomados de surpresa. Tivemos de acatar as ordens do comunicado, já que não queremos colocar a nós ou o público em risco. Não sabíamos que o teatro não tinha condições de receber uma produção", explica Braga, que irá acionar o teatro judicialmente, solicitando o pagamento da multa por rescisão contratual além do pagamento dos danos materiais.

Fonte: VEJA SÃO PAULO