Patrimônio

Cinco teatros municipais estão fechados para reforma

Prefeito Gilberto Kassab diz que todos os prédios culturais devem estar reformados até o final de sua gestão

Por: Daniel Salles - Atualizado em

Sala Alfredo Mesquita
Sala de espetáculos Alfredo Mesquita, em Santana: reabertura prevista para 2011 (Foto: Fernando Moraes)

Com reabertura prometida para dezembro, o Teatro Municipal, no centro, não é o único da prefeitura que está fechado para reforma. Ao todo, cinco dos dez prédios municipais voltados para a música e para as artes cênicas não reúnem condições de receber espetáculos. Dois deles — o Martins Penna, na Penha, e o Alfredo Mesquita, em Santana — deverão ser entregues no primeiro semestre de 2011. Não há previsão, no entanto, para o início da repaginação dos auditórios Décio de Almeida Prado, no Itaim Bibi, e Flávio Império, em Cangaíba, cujas portas estão cerradas desde janeiro. “Nossa expectativa é recuperar, até o fim da gestão, todos os nossos teatros e bibliotecas”, afirma o prefeito Gilberto Kassab. A Secretaria Municipal de Cultura também ambiciona ampliar o Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, atualmente em funcionamento. No total, a modernização dos palcos paulistanos vai custar cerca de 26 milhões de reais.

Auditório Zanoni Ferrite
Auditório Zanoni Ferrite, na Vila Formosa: inaugurado neste mês (Foto: Fernando Moraes)

“Nosso objetivo é repetir em outros bairros o que fizemos na Lapa”, diz o secretário de Cultura, Carlos Augusto Calil, referindo-se à transformação do Teatro Cacilda Becker, finalizada em novembro. Durante a obra, orçada em 4,2 milhões de reais, o tablado e a fachada do local foram remodelados. O aumento de público foi imediato. Hoje, a sala recebe mensalmente cerca de 1 200 espectadores, o que representa um crescimento de 90% em relação aos meses anteriores à obra. No começo de junho, outro palco da capital foi reaberto de cara nova. Localizado na Vila Formosa, o auditório da Biblioteca Municipal Paulo Setúbal ganhou coxias, camarins e novas poltronas. Foi rebatizado com o nome do ator paulista Zanoni Ferrite, antigo morador da região, morto em 1978. Cerca de 1,1 milhão de reais foram investidos no prédio. A atual programação inclui apresentações para crianças e de cantoras como Vânia Bastos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO