Teatro

Espetáculos infantis com sessões extras no Carnaval

Quatro opções para quem vai ficar na cidade e quer aproveitar o feriado

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

O pato, a morte e a Tulipa 2209
Os atores Denise Cruz e Leandro Ivo em ação: reflexões existenciais em "O Pato, a Morte e a Tulipa" (Foto: Ezyê Moleda)

Quem vai ficar em São Paulo com a criançada durante o Carnaval já pode se programar para sair de casa. Veja abaixo quatro opções de peças infantis com apresentações extras no feriado.

  • Resenha por Tatiane Rosset: De Wolf Erlbruch. A peça, adaptada do livro homônimo do autor alemão pela Cia. De Feitos, transforma a morte em um personagem pronto para fazer reflexões sobre sua “profissão”. A história apresenta três patos (os atores Artur Kon, Giscard Luccas e Leandro Ivo) perseguidos pela sinistra figura (Denise Cruz). Intrigados, eles tentam descobrir o que acontece quando tudo termina e passam a temer por esse dia. Projeções coloridas em uma grande tela, além de criativos efeitos de luz, representam os vários ambientes e os momentos de devaneio das aves sobre a hora da partida. Há espaço ainda para as músicas Rap do Patinho, O Pulso da Pata do Pato e Esportes Radicais. Apesar do tom de comédia, vale o aviso: os menorzinhos podem ficar amedrontados com algumas situações. Estreou em 05/03/2011. Até 18/08/2012.
    Saiba mais
  • Está tudo ali. O rei foi assassinado, Ofélia enlouquece e se suicida, o pai e o irmão dela são mortos e Hamlet consegue se vingar do tio. Mas não há motivo para pais ou acompanhantes adultos se preocuparem. O mérito da ótima O Príncipe da Dinamarca, é justamente não omitir nada de Hamlet, cujo texto original foi escrito por Shakespeare entre 1599 e 1601. Trata-se da terceira, e melhor, investida do autor, ator e diretor Angelo Brandini, dos Doutores da Alegria, no universo do dramaturgo inglês depois de Rei Lear (transformada em O Bobo do Rei) e Otelo (Othelito). No palco, a companhia Vagalum Tum Tum envolve a plateia de imediato. Hamlet recebe a visita do fantasma do pai, que lhe conta a verdade sobre sua morte e exige vingança. Cláudio, o tio do príncipe, matou o rei da Dinamarca para ocupar o trono. A fim de desmascará-lo, o protagonista finge estar louco e bola um plano. Mas Cláudio descobre tudo e tenta virar o jogo. Estreou em 1º/10/2011. Até 28/6/2015.
    Saiba mais
  • Adaptação musical de Chico Buarque para a peça de Sérgio Bardotti e Luiz Enriquez. Com figurinos coloridos, Rosy Aragão (de voz grave e macia), Juliana Romano e Marcelo Diaz dão vida aos  animais dispostos a fugir dos maus-tratos dos patrões. Além das conhecidas canções originais, entre elas História de uma Gata e A Cidade Ideal, trechos de outras composições ganham menções. Versos como “hakuna matata”, da animação O Rei Leão, arrancam gargalhadas das crianças. Beatriz, pinçada do balé O Grande Circo Místico, de Chico e Edu Lobo, emociona os saudosos adultos na plateia. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 04/10/2008. Até 18/12/2016.
    Saiba mais
  • Infantil

    Sapecado
    VejaSP
    Sem avaliação
    De Marcelo Romagnoli. Com o musical Felizardo, de 2005, a Banda Mirim provou ser um dos poucos grupos do teatro infantil realmente bons de cantoria. Desta vez, os onze integrantes do elenco mergulham na roupagem caipira, representada por muita chita colorida e esteiras de palha no cenário. Narram a história de dona Assunta, vivida por Cláudia Missura. Acompanhada do carteiro Adauto (o cantor Rubi) e de seu cachorro Rex (Edu Mantovani, totalmente absorto nos trejeitos caninos), essa sertaneja viaja a pé pela Estrada do Bromongó em direção à Vila do Sapecado para o casamento de Dete Mandioca (Nô Stopa). No caminho, conhece diversos tipos regionais e personagens da mitologia brasileira. Aparecem camponeses de um cafezal, pescador, benzedeira e a iara, entre canções de Tata Fernandes e Kléber Albuquerque interpretadas ao som de viola e sanfona, por exemplo. É um programão para a garotada conhecer de forma poética um pouco dos hábitos e costumes de fora da cidade grande. Estreou em 05/03/2008.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO