Passeios

Peças de teatro

Aproveite um dos vinte espetáculos selecionados que estão em cartaz em São Paulo neste fim de semana

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

Ligações Perigosas 03
Maria Fernanda Cândido e Marat Descartes apresentam o drama Ligações Perigosas (Foto: João Caldas)

+ O que fazer no fim de semana

  • Adaptação de Chico Diaz para o romance de Campos de Carvalho (1916-1998). É o próprio adaptador quem protagoniza o monólogo dramático originado do livro publicado em 1956 e dá forma e imagens ao labiríntico jogo de palavras criado pelo escritor mineiro. Chico Diaz interpreta um homem que relembra (ou recria) sua trajetória, repleta de passagens por lugares incomuns e tipos inusitados. Em seu mundo delirante, ele está hospedado em um hotel de luxo e, disposto a mergulhar em outras realidades, vasculha um passado propositadamente impreciso. Estreou em 15/04/2011. Até 05/06/2011.
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  • Escrita pela dramaturga francesa Yasmina Reza em 2006, a comédia é um exemplo de espetáculo que cumpre as funções básicas: diverte a plateia e promove uma reflexão. Julia Lemmertz e Paulo Betti formam um casal que encontra outro (interpretado por Deborah Evelyn e Orã Figueiredo) para resolver um problema que envolve seus rebentos: o filho deles, de 11 anos, quebrou dois dentes do outro em uma briga. O quarteto explora contradições amparado pela equilibrada direção de Emílio de Mello. Estreou em 15/04/2011. Até 05/05/2013.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Earl Mac Rauch. O cineasta Martin Scorsese levou às telas em 1977 a história de amor da cantora Francine Evans e do saxofonista Johnny Boyle (Liza Minnelli e Robert De Niro) ambientada logo depois da II Guerra Mundial. A versão teatral, adaptada pelo próprio Rauch, manteve o encanto. Kiara Sasso e Juan Alba protagonizam o espetáculo ao lado de dezesseis atores-cantores, doze bailarinos e catorze músicos. Francine (papel de Kiara) é uma determinada intérprete em busca do reconhecimento. Boyle (vivido por Alba), por sua vez, sente-se inseguro diante da amada. Temas como The Man I Love, My Way e New York, New York entusiasmam em cenas casadas às coreografias de Anselmo Zola e Kika Sampaio. Estreou em 12/04/2011. Até 07/10/2012.
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  • Sucesso há 30 anos, a comédia de Marcos Caruso é baseada na suspeita de adultérios múltiplos. Uma empregada (papel de Anastácia Custódio) envolve seus patrões e dois casais em confusões. Com Ivan de Almeida, Carla Pagani, Tânia Casttello, Miguel Bretas e outros. Estreou em 24/8/1989. Até 11/12/2016.
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  • De Mário Viana. Por meio de dois personagens, a comédia traz à tona os relacionamentos modernos. Dois amigos tomam um uísque e conversam sobre a vida, o amor e o sexo. São eles A e B (interpretados por Otávio Martins e Gabriela Durlo). O papo esquenta, o copo ganha nova dose e já estão Nathalia Rodrigues e Alex Gruli na pele dos mesmos protagonistas. Um desabafo aqui, uma cantada ali e a dupla se transforma em Martins e Gruli para, poucos minutos depois, ser a vez de Nathalia e Gabriela. Nesse troca-troca em torno dos mesmos papéis, mantendo inclusive diálogos similares, Viana construiu um curioso jogo que ganha inteligentes soluções criadas pelo diretor Otávio Martins. Estreou em 06/08/2010. De 06/04/2011 a 26/05/2011.
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  • Musical

    Evita
    VejaSP
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    De Andrew Lloyd Webber e Tim Rice. Mergulhar no universo da ex-primeira-dama argentina Evita Perón (1919-1952) incluía um desafio a mais para o diretor Jorge Takla. A trajetória de Evita — de jovem pobre a atriz pífia a, finalmente, poderosa mulher do presidente Juan Perón — é totalmente narrada em versos, algo incomum nas produções de hoje. Takla arriscou-se a priorizar o conjunto histórico, razão pela qual as ótimas projeções documentais que servem de cenário saltam aos olhos. Como o casal protagonista, Paula Capovilla e Daniel Boaventura apresentam interpretações eficientes e empenhadas tecnicamente. Na pele do guerrilheiro Che Guevara, o ator Fred Silveira faz as vezes de narrador e conquista a empatia da plateia. Estreou em 26/03/2011. Prorrogado até 31/07/2011.
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  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Sucesso de público no ano passado, a corrosiva tragicomédia foi aplaudida por 60.000 pessoas em dez capitais — por aqui, cumpriu temporada no Teatro Faap. A montagem volta a São Paulo para as duas derradeiras apresentações, desta vez no Teatro Alfa, na quarta (25/07) e na quinta (26/07). Sob a direção de Felipe Hirsch, o texto do americano Nicky Silver encontrou em Marco Nanini o protagonista ideal. Ele interpreta o presidente de um banco que mantém uma tediosa relação com a mulher alcoólatra (a ótima Mariana Lima). A mesmice altera-se diante do retorno do filho mais velho (Álamo Facó) e do casamento da caçula (também vivida por Nanini) com Tom (Michel Blois, em substituição a Felipe Abib), um garçom recrutado para ser a empregada da casa. Apoiados no humor ácido e no absurdo, os atores dão um show nessa crítica à sociedade consumista e ao esfacelamento familiar. Atração à parte, o cenário criado por Daniela Thomas é desmontado conforme os conflitos se intensificam. Estreou em 18/03/2011.
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  • Peças / Drama

    Casa/Cabul
    VejaSP
    1 avaliação
    De Tony Kushner. Reconhecido como um dos mais competentes encenadores surgidos na última década, Zé Henrique de Paula derrapa na condução do ambicioso drama. Lançado em 2001, o texto do autor americano traz à tona conexões e colisões entre as culturas do Oriente e do Ocidente. No palco, porém, o que se vê é uma montagem fatigante, desconexa em sua proposta e também nas interpretações. Durante os cinquenta minutos iniciais, Chris Couto interpreta uma dona de casa inglesa que, lendo um guia de viagem, mascara o cotidiano. Sem o vigor e a segurança necessários, a atriz colabora para o desinteresse daquele que parece um extenso e desanimador prólogo. Na sequência, já no Afeganistão, o marido da personagem (interpretado por Sergio Mastropasqua) e a filha dela (a atriz Kelly Klein) embarcam em uma jornada para descobrir as causas do desaparecimento da mulher, que é tida como morta. Cenários e figurinos bem cuidados estão em cena, como é praxe nas peças de Zé Henrique, mas não o suficiente para reconquistar a atenção do espectador. Estreou em 07/05/2011. Até 12/06/2011.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Plínio Marcos (1935-1999). Criado em 1967, o drama ganha uma pungente encenação carioca que prioriza o realismo característico do autor santista. A prostituta Neusa Sueli (Marta Paret) começa a perder fregueses e vê seu faturamento cair enquanto a irritação do cafetão Vado (papel de Rogério Barros) aumenta. Um desentendimento com o homossexual Veludo (Rodolfo Mesquita) na pensão onde moram detona o conflito. O diretor Rubens Camelo não força uma contemporaneidade além daquela que os personagens já têm, e o cenário, que transforma o espaço em um decadente quarto, reforça as intenções. Estreou em 05/05/2011. De 04/07 a 07/07/2012.
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  • Peças / Comédia

    Do Jeito Que Você Gosta
    VejaSP
    Sem avaliação
    De William Shakespeare (1564–1616). Para comemorar uma década, a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico deu sua versão para a peça escrita em 1599. Dirigida por Marcelo Lazzaratto, a montagem dispensa aparatos cenográficos e se aproveita da arquitetura do próprio espaço para narrar a história sobre diferenças e necessidades de adaptação. Na trama, Rosalinda (Carolina Fabri) fica do lado de Orlando (Gabriel Miziara) numa briga que o rapaz travou com o tio dela, o Duque (Lazzaratto). Apoiada na íntegra do texto, a encenação se estende por duas horas e meia, o que pesa um pouco. Mas a versatilidade dos onze atores garante a diversão. Estreou em 08/10/2010. De 12/03/2011 a 26/06/2011.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de João Paulo Lorenzon para o romance de Sándor Márai (1900-1989). É o adaptador quem protagoniza o monólogo dramático. Baseada no ótimo livro escrito ao longo de quatro décadas pelo autor húngaro e lançado em 1979, a transposição para o palco é tarefa árdua, principalmente pela densidade do personagem. Em uma encenação simples, as forças são concentradas na iluminação criada pelo diretor Antonio Januzelli e, óbvio, no ator. Lorenzon, de 32 anos, convence no relato do protagonista, um homem maduro que não teve coragem de se entregar a duas mulheres. Estreou em 11/09/2010. De 21/01/2012 a 25/02/2012.
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  • De Christopher Hampton. Levada ao cinema pelo diretor Stephen Frears em 1988, a peça retrata a decadente aristocracia francesa do século XVIII com base no romance de Choderlos de Laclos (1741-1803). A história reafirma que, em meio à hipocrisia, o dinheiro muda de mãos, mas as disputas de poder atravessam anos sem ética. Essa discussão já valoriza a montagem, conduzida por Mauro Baptista Vedia e Ricardo Rizzo. A encenação não opta pela fidelidade e tampouco cria linguagem própria. Maria Fernanda Cândido é a Marquesa de Merteuil, que alimenta um jogo sensual envolvendo o Visconde de Valmont (Marat Descartes), uma menina virgem (Laura Neiva) e a virtuosa Madame de Tourvel (Sabrina Greve). Estreou em 23/10/2010. De 06/05/2011 a 26/06/2011.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Márcio Araújo e Fernanda Couto. Em três décadas, a cantora Nara Leão (1942-1989) popularizou-se como musa da bossa nova, gravou samba, tropicalistas e versões de clássicos americanos. Protagonizada por Fernanda Couto, a montagem reafirma a pluralidade de sua carreira e estabelece um olhar distanciado que aproxima o público. Fernanda não imita a biografada. Convence pela delicadeza; volta e meia recorre à terceira pessoa para falar de Nara. Pinceladas lançam luz sobre sua intimidade, e a direção costura bem a narrativa a músicas como Insensatez, Opinião, Com Açúçar, com Afeto e A Banda. Com Guilherme Terra, Rodrigo Sanches e William Guedes. Estreou em 21/04/2010. De 25/02/2012 a 18/03/2012.
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  • De Marta Góes. Regina Braga retoma o monólogo dramático que fez sucesso em 2001. Em um papel sob medida, a atriz vive a poetisa americana (1911-1979) que, em 1951, chegou ao Rio de Janeiro para passar uns dias. Ficou quinze anos, mergulhada num romance com a arquiteta Lota Macedo Soares. Estreou em 08/06/2001. Duas apresentações dentro do Festival Mix Brasil.
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  • Ester Laccava interpreta uma nordestina no monólogo dramático escrito por Alexandre Sansão. Ela tenta incansavelmente extrair otimismo de sua sofrida rotina e luta para driblar a esterilidade, a deficiência do filho adotivo e as mágoas do marido. Transitando pelas diversas fases da vida da personagem, a atriz valoriza o texto. Estreou em 21/01/2011. Até 02/06/2013.
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  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 11/12/2016.
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  • Peças / Comédia

    Enquanto Isso...
    VejaSP
    Sem avaliação
    De Alan Ayckbourn. Criada em 1973, a comédia é uma trilogia de estrutura engenhosa: Na Sala de Jantar (apresentado às sextas), Na Sala de Estar (sábado) e No Jardim (domingo) são textos independentes e podem ser vistos em qualquer ordem. Porém, mantêm vínculos entre si. Todos se passam ao mesmo tempo numa casa de campo inglesa. Tradutor e diretor, Isser Korik deu uma abrasileirada nos nomes dos personagens e dos lugares. Nilton (interpretado por Eduardo Reyes, substituindo Bruce Gomlevsky) trai a mulher, Júlia (Larissa Eberhardt), com a cunhada, Ana (Bruna Thedy), que vive cuidando da mãe doente e é cortejada por Rui (Fábio Ock). Para tumultuar mais o ambiente, surge o casal Celso (André Corrêa), irmão de Ana e Júlia, e Laura (Einat Falbel). Entrosado, o elenco aproveita a comicidade das situações. Assim, quem assiste aos quiproquós de uma parte quer logo saber das confusões das outras duas. Estreou em 05/01/2011. Prorrogado até 26/06/2011.
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  • Sucesso desde 2008 com diferentes elencos, a comédia traz personagens portadores de TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo, na antessala de um consultório. Como o médico nunca aparece, a solução é iniciar uma terapia grupal. Com Dulcineia Dibo, Dídio Perini, João Bourbonnais, Luciana Caruso e outros. Estreou em 10/5/2008. Até 29/3/2015.
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  • De Benny Andersson, Björn Ulvaeus e Catherine Johnson. Grande parte do sucesso do musical mundo afora pode ser atribuída às canções da banda sueca Abba, que aqui ganharam versões de Claudio Botelho para o português. Em meio a temas como Dancing Queen, The Winner Takes It All e Money, Money, Money está uma história simples, a de Donna (Kiara Sasso) e sua filha Sophie (Pati Amoroso), ambientada em uma ilha grega. Às vésperas de seu casamento, a garota manda o convite para três homens (Saulo Vasconcelos, Cleto Baccic e Carlos Arruza) que fizeram parte do passado de sua mãe — um deles pode ser o pai que ela nunca conheceu. Entre os 32 atores estão Rachel Ripani, Andrezza Massei e Thiago Machado, além de dez músicos regidos pelo maestro Paulo Nogueira. Estreou em 11/11/2010. Prorrogado até 18/12/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO