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Em protesto contra o Uber, taxistas farão carreatas nesta quarta (9)

Câmara Municipal votará projeto de lei que proíbe aplicativo; táxis de outras cidades prometem vir a São Paulo

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Protesto de taxistas em junho: Uber poderá ser vetado pela Câmara (Foto: Alex Ribeiro/Estadão Conteúdo)

Os taxistas de São Paulo farão um novo protesto contra o Uber nesta quarta (9), quando a Câmara Municipal coloca em segunda votação o projeto de lei que proíbe o aplicativo na cidade. A categoria vai se reunir a partir das 11h30 na frente do Palácio Anchieta - a sessão plenária só começa às 15h. A ideia é fazer pressão para que o PL 394/2014 seja aprovado. Se isso acontecer, ainda precisará passar pela sanção do prefeito Fernando Haddad (PT). 

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Alguns sindicatos, como o dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi (Simtetáxi), resolveram fazer carreatas já pela manhã. Uma parte do grupo sairá da Rua Engenheiro Euzébio Stevaux, no Socorro, na Zona Sul, às 7h. Outra parcela deixa a Praça Charles Miller, no Pacaembu, na Zona Oeste, às 10h. No mesmo horário, uma terceira carreata parte da região do Parque Ceret, na Zona Leste. O Simtetáxi representa 8 000 dos 28 000 taxistas em atividade por aqui. Ao todo, 34 000 profissionais possuem alvará de táxi na capital. 

Com o movimento, algumas coperativas devem operar com a frota reduzida. Também especula-se que motoristas de outras cidades - como Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília - virão para engrossar o coro a favor da proibição. 

Taxistas
Manifestação na Câmara: na primeira votação (Foto: Pedro Tavares)

Na última reunião na Câmara Municipal a fim de debater soluções para o conflito entre o Uber e os taxistas, em agosto, um rapaz de 17 anos e o vereador Adilson Amadeu (PTB) bateram boca - o garoto saiu escoltado por seguranças. 

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Em junho, quando o projeto passou pela primeira votação, os taxistas também fizeram barulho em frente à Câmara. O texto, de autoria de Amadeu, foi aprovado por 48 votos a um. O principal argumento sustentado pelo grupo anti-Uber é que os motoristas cadastrados pelo aplicativo não possuem as licenças exigidas dos taxistas comuns, como o cadastro Condutax (permissão para exercer a atividade) e o alvará de estacionamento.

Fonte: VEJA SÃO PAULO