Restaurantes

Marroquino Tanger muda de endereço mas mantém qualidade

Ainda na Vila Madalena, local continua sendo o único representante de peso da culinária daquele país

Por: Arnaldo Lorençato

Tanger 2207
Cuscuz de frango marinado em suco de laranja, mel e gengibre: uma das preciosidades do cardápio (Foto: Fernando Moraes)

Exuberante em aromas, a culinária do Marrocos possui apenas um representante de peso na cidade, o Tanger. A casa foi aberta dez anos atrás por Dinah Doctors e sua filha, Ariela, em um trecho tranquilo da Rua Fradique Coutinho, na Vila Madalena. Funcionou ali até 2010 e em janeiro transferiu-se para a movimentada Rua Harmonia, ao lado do bar Jacaré Grill. No novo endereço, ganhou um salão dividido em vários ambientes e preservou a qualidade do menu.

Comece a refeição pelas mezzés. Da composição de cinco entradas típicas (R$ 15,00) provadas em 24 de fevereiro, três estavam muito boas: a coalhada seca de consistência aerada, o refogado de pimentões sem pele com tomates mais especiarias e o confit de berinjela, pimentões, tomate e uva-passa. Os outros dois itens pedidos — a pasta de berinjela grelhada e o patê de fígado — derraparam no exagero de sal.

Feito de coxa e sobrecoxa de frango marinadas em suco de laranja, mel e gengibre, o cuscuz k’dra (R$ 32,50) é uma das preciosidades do cardápio. Recebe a companhia de sêmola de trigo, vegetais cozidos, frutas secas, grão-de-bico e amêndoa torrada. Invenção de Dinah, o apetitoso desarrumadinho (R$ 26,80) combina couve fresca cortada em fios sobre a qual se depositam purê de abóbora, cordeiro desfiado, alho frito e batata palha.

Entre as sobremesas, continua imbatível o pudim de castanha-do-pará caramelado (R$ 10,50), de textura semelhante a um bolinho. Vem com sorvete de creme ou pistache. A pequena carta de vinhos traz escolhas como o espumante nacional Salton Brut Reserva Ouro e o rosé chileno Isla Negra Merlot 2010, por R$ 40,00 cada um. Fecha na terça (8).

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Fonte: VEJA SÃO PAULO