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TAM muda número de voo após previsão de acidente

A empresa afirmou que levou o alerta em consideração para tomar a decisão

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Após a previsão do vidente Juscelino Nóbrega da Luz de que um avião da TAM pode cair no meio da Avenida Paulista no dia 26 de novembro, a companhia aérea mudou o número do voo que é alvo da premonição. 

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Segundo Juscelino, o voo JJ3720, que sai do Aeroporto de Congonhas às 8h30  e chega a Brasília às 10h12, "poderá apresentar falhas em uma das turbinas, perder altitude e se chocar contra um edifício" na próxima quarta-feira (26 de novembro). O vidente é o mesmo que afirmou ter previsto a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, vítima de um acidente com um jato em Santos no dia 13 de agosto. 

A TAM decidiu mudar a numeração de um dos voos que fazem a rota Congonhas  - Brasília no dia 26 de novembro. No site da empresa, é possível comprar um assento para o JJ3720 normalmente até o dia 25. Na data fatídica, a mesma rota aparece numerada como JJ4732 - os aeroportos e os horários de chegada e saída são idênticos ao do JJ3720. 

No dia 27 de novembro, volta a ter sua numeração habitual. Questionada, a TAM afirmou que "considerou o alerta e permanecerá atenta às operações no período citado". Disse ainda "realizar manutenções preventivas com regularidade em toda a sua frota" e cumprir rigorosamente as normas internacionais de segurança. 

A premonição

Juscelino informou para a TAM de sua premonição e colocou o registro em seu site. Na carta, o vidente dá até a localização do acidente: o cruzamento da Avenida Paulista com Alameda Campinas, próximo ao hotel Maksoud Plaza.

A previsão foi feita em julho de 2005. Depois dessa data, o Brasil teve três acidentes aéreos: o da Gol, em 2006, que matou 154 pessoas ao se chocar com um jato Legacy entre Manaus e Brasília; o da TAM, em 2007, quando um Aibus saiu da pista em Congonhas, deixando 199 vítimas; e o da Air France, em 2009, que caiu no mar próximo a Fernando de Noronha. Duzentas e vinte e oito pessoas morreram.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO