Literatura

Autora Sylvia Day proíbe perguntas sobre 'Cinquenta Tons de Cinza'

Em bate-papo on-line na Livraria Cultura, a escritora americana da série de livros apimentados 'Crossfire' não quis comparações com as obras de E.L. James

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Sylvia Day
Sylvia Day em bate-papo on-line na Livraria Cultura (Foto: Veja São Paulo)

A autora americana Sylvia Day é responsável pela série de livros Crossfire, composta por quatro best-sellers apimentados, cujas tramas lembram Cinquenta Tons de Cinza, sem sadomasoquismo, mas também com toques de romance e erotismo. Na noite desta segunda (23), rolou um bate-papo on-line com a escritora na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. 

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Havia distribuição de senhas uma hora antes do evento e era esperada a mesma comoção que aconteceu com a vinda da artista à Bienal, em 2013. Entretanto, apenas dezoito pessoas apareceram para a atração de hoje. Logo de início, o público ouviu o comunicado que Sylvia não falaria sobre Cinquenta Tons de Cinza, pois não gosta dessa comparação.

Com poucos sorrisos, ela comentou sobre seus livros (ainda há um a ser publicado), cujos direitos foram vendidos recentemente para a Lionsgate para a gravação de uma série. "Não escrevo livros eróticos, escrevo romances. Homens e mulheres fazem sexo com o aparelho que Deus deu. Não é nenhum problema fazer sexo", afirmou.

Sylvia Day
Sala com pouco espectadores (Foto: Veja São Paulo)

Crossfire conta a historia de Gideon Cross e Eva Tramell. Ele é um bilionário "pegador", que coleciona uma porção de mulheres bonitas. Ela, uma mulher comum, que acaba conhecendo o ricaço quando passa a trabalhar no prédio sede das indústrias Cross, o Crossfire. A história toda se desenrola com muitas cenas de sexo, dominação, poder e dinheiro.

Sylvia evitou também abordar sua vida pessoal. Quando perguntada se a trama é inspirada em eventos reais, disse brevemente: "Tudo que escrevo tem um fundo de realidade. Gideon existe, ele é vivo e hoje vive em Manhattan."

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Para dar vida aos personagens na série televisiva, a autora arrisca: "Queria que Eva fosse interpretada por Scarlett Johansson e Gideon por Henry Cavill, que acabou de encarnar o Super-Homem. Na escolha de elenco, deverá se considerar que os atores vão ficar nus em muitos momentos."

Fonte: VEJA SÃO PAULO