Polícia

Três suspeitos de fraudar licitações da CSN são presos

Um dos detidos costumava protestar no Facebook contra a corrupção; dois funcionários do setor de compras da Companhia Siderúrgica Nacional ainda estão foragidos

Por: Veja São Paulo

Caso CSN
Enio Vilela e Tiago Almeida em evento na Vila Mariana em dezembro de 2014 (Foto: Reprodução Facebook)

Três funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional foram presos na segunda-feira (23), em São Paulo, em uma operação do Ministério Público que contou com o auxílio da Polícia Militar. Empregados do setor de compras da empresa, eles são suspeitos de participar de um esquema que fraudava licitações. Uma mulher e um homem investigados estão foragidos.

Enio Vilela, de 24 anos, e Tiago Almeida, de 29, foram detidos temporariamente quando chegavam à sede da empresa na Avenida Faria Lima, no Itaim Bibi. Eles foram levados para o 15º Distrito Policial e depois encaminhados para um presídio da cidade.

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Responsável pela operação, o Ministério Público não divulgou o nome do terceiro preso. O valor desviado pelo grupo também não foi revelado. A promotoria informou apenas que os suspeitos usavam o dinheiro para adquirir bens.

As investigações começaram em janeiro, logo após a empresa denunciar o caso para a promotoria. De acordo com a apuração do Ministério Público, os envolvidos vazavam as cotações para algumas empresas, que posteriormente ganhavam a concorrência. Com isso, os funcionários recebiam uma porcentagem dos contratos.

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Tiago Almeida ocupava o cargo de coordenador de suprimentos na CSN. Em seu perfil no Facebook, ele costuma compartilhar mensagens contra a corrupção. Em uma das publicações, o suspeito divulga uma imagem sugerindo para o governo colocar “fotos de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos”. Em outra foto compartilhada, o político preso no processo do mensalão, José Genoino, é chamado de “bandido”.

Já o analista de suprimentos  Enio Vilela costuma publicar fotos de viagens recentes para um resort em Ilhéus, na Bahia, e praias do litoral sul e norte de São Paulo, além de passeio de lancha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e visita a um campo de golfe em Mogi das Cruzes.

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Procurados, os advogados dos suspeitos não foram localizados até o fechamento da matéria.

Fonte: VEJA SÃO PAULO