Criminalidade

Suspeito de participação em caso de esquartejamento é preso

Homem flagrado por câmeras de segurança foi detido após divulgação do retrato na quinta-feira (3); 

Por: Silas Colombo - Atualizado em

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (4) o suspeito de ter ligação com o esquartejamento de um homem em São Paulo. Segundo a polícia, ele foi flagrado por câmeras de segurança do bairro de Higienópolis, supostamente, carregando um carrinho de feira transportando sacos plásticos com braços, pernas e tronco. O caso aconteceu no dia 23 de março.

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Um retrato computadorizado que ajudou na prisão do suspeito foi divulgado na quinta-feira (3). A imagem foi produzida com ajuda de computador a partir de cenas de vídeos registrados por câmeras de segurança de prédios da região.

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Após prestar depoimento no 5º Distrito Policial, o suspeito será transferido ainda esta noite para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Segundo a polícia, a principal suspeita de encomendar o assassinato é uma mulher que foi amante da vítima por muitos anos. Ela teria contado com a ajuda de outras pessoas para realizar a tarefa.

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A hipótese mais provável é de que a vítima era um homem de 55 anos e 1,85 metro de altura, que morava em Cidade Ademar, na periferia da Zona Sul de São Paulo.Na quarta-feira, a mulher e os dois filhos do homem fizeram o reconhecimento da reconstituição digital feita pela polícia da cabeça achada no centro no dia 27 de março na Praça da Sé.

O caso

Por volta das 9h do dia 23 de março, um catador de papel encontrou em um saco de lixo duas pernas e dois braços humanos decepados. A sacola estava na esquina da Rua Sergipe com a Rua Sabará, em Higienópolis, em frente ao Cemitério da Consolação. Assustado, ele pediu a ajuda de um comerciante, que chamou a polícia.

Mais tarde, por volta do meio-dia, um tronco foi achado na região, na esquina da Rua Mato Grosso com a Rua Coronel José Eusébio. Os policiais também encontraram nas sacolas plásticas um vestido.

As pontas dos dedos e parte da pele do tórax foram arrancadas para dificultar o trabalho da perícia. “Já vi casos parecidos, mas este impressiona por causa dos detalhes. A pessoa agiu para dificultar o trabalho da polícia”, diz o delegado Itagiba Franco.

Na manhã do dia 27 de março, Policiais da Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontraram uma cabeça dentro de um saco plástico na Praça da Sé, no centro. Os agentes foram alertados por um pedestre que reparou uma grande concentração de moscas no local. No mesmo dia, peritos confirmaram que a cabeça pertencia ao corpo desaparecido em Higienópolis.

Fonte: VEJA SÃO PAULO