Saúde

Surto de gripe H1N1 coloca a capital em alerta

Fila nos hospitais, corrida às clínicas de vacinação, sumiço de remédios das farmácias, escolas em estado de alerta e outros problemas gerados pelo surto do vírus H1N1

Por: Mariana Oliveira, Ana Carolina Soares e Mauricio Xavier - Atualizado em

Pacientes na porta do Samaritano - Higienópolis
Pacientes na porta do Samaritano, em Higienópolis: 207 infectados desde o início do ano (Foto: Ricardo D'Angelo )

Humanos convivem com a gripe há séculos. Em 412 a.C., o grego Hipócrates, o pai da medicina, documentava um surto durante a Guerra do Peloponeso e descrevia os sintomas diagnosticados em atenienses e espartanos. Entre as dezenas de vírus causadores da doença, o H1N1 tem se mostrado especialmente desagradável ao longo dessa relação forçada e duradoura.

Ele é o culpado pela famigerada gripe espanhola, disseminada nas trincheiras da I Guerra Mundial e responsável por cerca de 50 milhões de mortes entre 1918 e 1919. Também estão em sua conta quase 20 000 vítimas da gripe suína de 2009. Em maior ou menor intensidade, seus ataques massivos ocorrem em diferentes regiões do planeta de tempos em tempos. Há, no entanto, uma característica em comum para essas invasões repentinas: a sazonalidade, associada à estação mais fria do ano. No caso do Brasil, por exemplo, o período crítico vai de maio a agosto.

Diante desse quadro, o atual surto que a comete São Paulo e outros estados é inédito. Não há registro anterior de um aumento tão significativo de casos entre fevereiro e março, ou seja, em pleno verão.

Na capital, o problema chegou com bastante força. Desde o início de janeiro até o último dia 22, a prefeitura contabilizou 66 pessoas com síndrome respiratória aguda grave provocada pelo H1N1, contra apenas um episódio do tipo no mesmo período do ano passado. Esse número é o que merece atenção especial das autoridades públicas de saúde, pois abrange o grupo de pacientes que correm risco mais sério.

+ Lote de vacina contra H1N1 dura uma hora em clínicas de São Paulo

A doença provocou oito mortes só neste início de 2016 e nenhuma nos doze meses anteriores. Mais de 80% dessas vítimas apresentaram outra enfermidade associada. Em seis dos grandes hospitais privados daqui, o índice de infectados pelo H1N1, em geral, sem levar em conta a gravidade do quadro, superou a casa das 600 ocorrências no primeiro trimestre deste ano, sendo que a maioria dos casos aconteceu no mês passado.

Na hipótese mais aceita para justificar o surto, o microscópico organismo teria cruzado o Atlântico trazido por turistas que curtiram férias na Europa e na Ásia entre novembro e janeiro — essas regiões apresentaram elevado número de doentes no recente inverno do Hemisfério Norte. Outra suposição envolve uma alteração no código genético do vírus, o que explicaria sua capacidadede proliferar fora de época.

Veterinária Cinthia Torres
A veterinária Cinthia Torres e seus trigêmeos: doze dias no hospital (Foto: Léo Martins )

O cenário preocupante obrigou o governo do estado e a prefeitura a adotar medidas emergenciais. No momento, o foco está voltado para a antecipação da campanha de vacinação. Inicialmente prevista para o fim do mês, ela começará já nesta semana, dividida em três etapas. A primeira, a partir desta sexta (8), será dirigida a 532 400 profissionais de hospitais públicos e privados da Grande São Paulo. A partir do dia 11, o programa amplia sua abrangência a 982 800 crianças de 6 meses a 5 anos, 179 000 gestantes e 1,8 milhão de idosos da região metropolitana. As outras cidades do Estado e os demais grupos de risco, como doentes crônicos, indígenas e presidiários, entram no dia 30.

+ Xô gripe: um cardápio que reforça a imunidade contra a H1N1

Além de imunizarem contra o H1N1, as injeções protegem dos vírus H3N2 e Influenza B/Brisbane (por isso, são chamadas de vacinas trivalentes) e estão sendo produzidas em ritmo acelerado por 500 profissionais do Instituto Butantan. Nesta semana, o órgão entrega quase metade dos 54 milhões de ampolas que serão vendidas ao Ministério da Saúde a um custo unitário de 14,42 reais.

O pacote de ações públicas de emergência inclui a reorganização nos serviços de saúde. “O plano é criar alas especiais para o tratamento de casos respiratórios graves em alguns locais de referência, como as Unidades de Pronto Atendimento 24 horas, a partir de maio”, explica o secretário municipal de saúde, Alexandre Padilha. “Outro projeto em estudo é reforçar os principais centros com a contratação de pediatras.” Como a previsão é que o inverno seja mais rigoroso que o de 2015, a administração municipal já antecipa a possibilidade de fechar o mês de dezembro com um número de pacientes de síndrome respiratória aguda grave bem superior aos 986 do ano passado. “Temos 299 casos notificados até agora. Se a proporção for mantida, serão no mínimo 1 200”, diz Padilha. “Em um panorama mais agudo, pode chegar a 1 500”, completa.

Dentro dessa margem, o poder público tem meios para dar conta da situação sem grande alvoroço. O problema é o quadro ultrapassar as previsões mais pessimistas. Há três anos, a capital teve 3 601 casos da síndrome. Em 2009, no auge da gripe suína, foram 7 006. “É impossível preparar-se para uma pandemia”,diz o secretário estadual de Saúde, David Uip. “Mas, mesmo sem estrutura para atender todo mundo, será preciso dar um jeito, caso ocorra o pior.”

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Quem não pretende esperar por essas ações das autoridades, como a antecipação da campanha de vacinação, pode procurar clínicas privadas, onde já é possível encontrar a versão 2016 do remédio. O valor da dose varia de 100 a 180 reais, em média (veja o quadro abaixo). Recomenda-se ficar atento, pois a versão de 2015 continua em circulação. “Em relação ao H1N1, não há grande diferença”, explica Uip. A questão aqui é garantir a imunidade para as outras ameaças que pipocam pelo ar. “A cada ano, a Organização Mundial de Saúde forma o coquetel com os vírus que foram mais frequentes na temporada anterior”, esclarece Alexandre Padilha. “Se o usuário tomar uma vacina antiga, o ideal é repetir a dose, reforçando-a com a nova”, completa.

Dermatologista Ligia Kogos
A dermatologista Ligia Kogos: a família inteira de cama de uma vez só (Foto: Léo Martins)

A procura pelo medicamento nas clínicas particulares aumentou bastante. Nesse circuito, além da versão trivalente, está disponível a tetravalente, que imuniza também contra o Influenza B/Phuket. Na quarta (30), a Clinivac, no Itaim, apresentava fila de quatro horas desde o começo da manhã. Nem todos os endereços conseguem dar conta da demanda. “Na terça passada, recebi um estoque de 500 frascos, que acabou em oito horas”, afirma o médico Marun David Cury, dono da Clínica Infantil Santa Isabella, na Chácara Santo Antônio. “Se tivesse 5 000, teria vendido tudo.” Nesse dia, a chef de cozinha Ticiana Juan pôde finalmente tomar a dose na Humana, em Moema, após mais de uma semana de procura ininterrupta. Dessa forma, obteve imunidade para a filha Sophie, que, aos 4 meses, ainda não tem idade para receber a vacina. “Aproveitei e levei meu marido,minha mãe e três funcionários.”

Em vários prontos-socorros daqui, tornou-se praxe a distribuição de máscaras cirúrgicas já no preenchimento da ficha de atendimento. O Sírio-Libanês, na Bela Vista, é o campeão de casos notificados,com 219 até terça (29). A alta demanda tem sido contornada com o reforço na equipe médica e três novos postos de vacinação. Em Higienópolis, o Samaritano registrou 207 pacientes do tipo desde o início do ano. “Em março, houve um aumento de pelo menos 50% no índice de pessoas com sintomas gripais", conta a infectologista Bianca Grassi. A instituição reformulou uma área, que desde dezembro estava destinada a receber pacientes de dengue, para isolar quem chega com quadro de gripe. As ações, porém, nem sempre são eficientes para evitar filas e longas esperas. "Fiquei quatro horas lá e não consegui ser atendido", relata o engenheiro Adriano Martins, que procurou o hospital no último dia 21. "Segui para o Oswaldo Cruz, na Bela Vista, e lá fui examinado depois de uma hora e meia. 

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

A saga de Martins estava longe de terminar.Com a receita médica em mãos,começou a peregrinação para comprar oantiviral oseltamivir (comercializadocomo Tamiflu) nas farmácias. “Busquei oremédio em dez endereços e não o achei”,diz. “Só o encontrei em um posto municipal do Bom Retiro.” Único medicamento considerado capaz de matar o H1N1, oTamiflu desapareceu das prateleiras noúltimo mês. Na semana passada, a reportagem de VEJA SÃO PAULO não conseguiu encontrá-lo em nenhuma das maisde dez farmácias localizadas na região da Avenida Paulista. Segundo a fabricante Roche Brasil, houve um aumento inesperado na demanda na segunda quinzena de março. “Novos lotes devem chegar nestemês”, informou, em nota. Nos serviços públicos, como as unidades de AMA da prefeitura, no entanto, o material não estáem falta. No momento, os estabelecimentos dispõem de 413 800 comprimidos de oseltamivir, estoque considerado suficiente para os próximos três meses. Os hospitais estaduais também contam com lotes. Em todos, basta apresentar uma receitapara receber o produto. “Tomar o remédio até 48 horas depois de ter contato comum contaminado pode prevenir a doença”,diz Caio Rosenthal, infectologista do Hospital do Servidor Público Estadual.

Mesmo quem consegue ser atendidonos hospitais, e, nesse caso, tem acesso ao medicamento, passa por sufoco. Com trigêmeos de 1 ano e 9 meses, a veterinária Cinthia Torres morou por doze diasno Hospital Santa Catarina, na Bela Vista, para acompanhar o filho Pedro, em tratamento contra a doença. Durante esse período, os dois foram isolados do resto da família, pelo alto risco de contágio. “Meu marido ficou em casa comminhas filhas, Bruna e Julia”, relembra. “Os três choravam, queriam nos encontrar, mas não podiam.”

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A proliferação da doença afetou a rotina de algumas empresas na capital. A Procter & Gamble, por exemplo, encomendou seus lotes de vacinação mais cedo do que o habitual e, nos próximos dias, deve aplicar o medicamento em seus 700 funcionários na cidade. Na mesma linha, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) antecipou sua operação para a segunda quinzena deste mês. No estado, serão 310 empresas e 115 000 doses, com 60% do total concentrado na Grande São Paulo. A Sky, que enfrentou um pequeno surto interno, promoveu várias iniciativas para orientar seus colaboradores com dicas de prevenção e de identificação dos sintomas.

O surto também mexeu com o cotidianode uma série de escolas na cidade. Na terça (29), ao identificar oito contaminados entre os seus 900 alunos, a direção do Colégio Palmares, em Pinheiros,enviou um comunicado aos pais solicitando que mantenham em casa as crianças com sintomas de gripe. Desde então, passou a deixar as salas de aula com portas e janelas abertas, e a distribuir recipientes de álcool em gel pelo prédio. “Além da dedetização diária contra o mosquito Aedes aegypti, agora tem mais essa”, lamenta a coordenadora Andrea Marina Diniz. No Albert Einstein, em Interlagos,um novo caso surge por dia desde a segunda quinzena de março. Dos 1 400 alunos, treze estudantes e um funcionário foram infectados. A instituição promete uma campanha de vacinação para os próximos dias. “Gostaríamos de já ter iniciado o programa, mas, como o produto está em falta, teremos de esperar”, conta a diretora Roberta Valverde.

Atriz Lara Hassum
A atriz Lara Hassum: apresentação cancelada (Foto: Rogério Albuquerque )

A explosão de casos na capital levou ainda a um curioso fenômeno. Muitas celebridades incluídas na lista de vítimas do H1N1 têm usado as redes sociais para narrar o cotidiano com o vírus. “Dor espalhada por todo o corpo. É mais fácil encarar o Anderson Silva e o Mike Tyson juntos”, definiu o apresentador de TV Marcelo Rezende, na tarde da quarta (30) no Instagram, um dia depois de receber o diagnóstico. Na primeira semana de março, o humorista Tom Cavalcante usou a mesma rede para tranquilizar os amigos, depois de passar uma semana internado no Sírio-Libanês com a mulher Patricia e a filha Maria Antonia. Ele foi o primeiro a apresentar os sintomas, durante uma viagem da família a Orlando, nos Estados Unidos, em fevereiro. Por causa da doença, o artista remarcou quatro shows no interior do Estado. “A sensação é que um caminhão passou por cima de mim”, comparou. Na casa da dermatologista Ligia Kogos, todo mundo caiu de cama, incluindo seu marido, o ginecologista Waldemar Kogos, seu filho, o administrador de empresas Paulo Kogos, e a empregada, Zenaide Almeida dos Santos.“Os três tiveram um quadro forte e, desde segunda, estou com uma gripe comum, mas me mantenho em repouso por precaução”,conta Ligia. Já a atriz Lara Hassum cancelou uma apresentação da peça Memórias (Não) Inventadas,no teatro Viga Espaço Cênico, na segunda (28), por causa da gripe. “Tive 39 graus de febre, muita tosse e dor nas costas. Fui ao hospital e recebi o diagnóstico”,conta. “Voltei a trabalhar na terça, mas aí foi a vez de a minha mãe cair de cama.”

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(Foto: Arte Veja São Paulo)

 

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  • Cantina / Trattoria / Italianos

    Bráz Trattoria

    Avenida Magalhães de Castro, 12000, Butantã

    Tel: (11) 3198 9435

    VejaSP
    3 avaliações

    No salão modernão em estilo industrial que virou moda na cidade, as receitas são criadas pelo sócio e chef Benny Novak. Seguindo a cartilha das velhas cantinas, o chef pôs no cardápio o capelete giovanni bruno (R$ 41,00), recriação do molho romanesca. Leva creme de leite, ervilha fresca e presunto cru, tostado e crocante. Outra especialidade, as deliciosas pizzas, feitas com farinha branca ou integral, podem funcionar como entrada para partilhar. A cobertura com o nome da casa combina mussarela, burrata e alichela (R$ 52,00, individual; R$ 82,00, grande). Escura pela adição de chocolate, a macia torta caprese (R$ 21,00) faz um apetitoso contraste de cor e sabor com o chantili que o acompanha.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Franceses

    Oui

    Rua Vupabussu, 71, Pinheiros

    Tel: (11) 3360 4491

    VejaSP
    4 avaliações

    De olho na bistronomia, movimento francês de valorização dos pequenos restaurantes de cozinha caprichada, o chef Caio Guerreiro Ottoboni propõe dois menus, com entrada, prato e sobremesa, cujos itens também podem ser pedidos separadamente. O mais simples, saboreado de terça a sábado no almoço, custa R$ 49,00 e inclui pernil suíno com purê de batata. O outro, um pouco mais sofisticado, o menu inspiração do mercado (R$ 84,00), servido só no jantar e no domingo, traz paleta de cordeiro com guarnições como o ragu de feijões e cogumelo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Franceses

    Eau French Grill

    Avenida das Nações Unidas, 13301, Brooklin

    Tel: (11) 2838 3207

    VejaSP
    3 avaliações

    É fácil esquecer que se trata de um restaurante de hotel — a entrada principal é independente do lobby do Hyatt. Mas a pergunta “Está hospedado conosco?” logo situa o visitante. A gentil brigada acerta ao sugerir entre as pedidas rotativas do almoço executivo o salmão com salada e batata frita em palitos grossos. Parece (e é) simples, mas fica uma delícia por causa de um molho béarnaise consistente e ácido na medida. Para terminar, torça para encontrar éclair de creme de goiabada em crosta de açúcar mascavo com sorvete de cream cheese (R$ 95,00). No cardápio regular, há carré de porco com abóbora, rabanete e maçã (R$ 68,00) e bife de chorizo em porção de 250 gramas (R$ 94,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante / Pubs

    Camden House

    Rua Manuel Guedes, 243, Itaim Bibi

    Tel: (11) 2369 0488

    VejaSP
    3 avaliações

    É um pub com pegada gastronômica. Vencedor da categoria cozinha de bar no ano passado, continua um ótimo lugar para comer e beber. Uma novidade da chef e proprietária da casa, Elisa Hill, são os rolinhos de massa folhada com uma ótima linguiça, para mergulhar no molho barbecue (R$ 35,00 a porção). Outra atração, os pedaços de barriga de porco fritos com generosidade na gordura são cobertos de purê de maçã (R$ 38,00 a porção). Só não se sai tão bem o bolovo, meio frio no interior, mas acompanhado de uma deliciosa maionese defumada (R$ 11,00). Além da seleção mutante de chopes, dá para pedir um uísque sour com tamarindo, ácido na medida (R$ 31,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cafés

    Coffee Lab

    Rua Fradique Coutinho, 1340, Vila Madalena

    Tel: (11) 3375 7400

    VejaSP
    24 avaliações

    Para manter a qualidade que atrai tanto público — e tantos prêmios—, Isabela Raposeiras garimpa boas surpresas pelo país, que são estampadas no cardápio junto de impressões como “doce de dar cárie” ou “lindo e elegante”. Longe de ser uma afetação, esse é o jeito encontrado pela barista de não deixar ninguém acuado diante das novidades, sobretudo os não iniciados no perfumado mundo dos cafés especiais. E,se ainda pairar dúvida sobre o grão ou o método de extração a escolher, é só pedir que a equipe explica tudo com jeitinho. Não está a fim de arriscar um complexo catuaí cultivado na cidade capixaba de Itarana e extraído no filtro Clever (R$ 12,00)? Dá para ficar no expresso (R$ 5,00), feito com o blend da casa, ou então no cappuccino (R$ 9,00), de cremosidade ímpar. E ser igualmente feliz.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Uma das estratégias para incentivar as crianças a comer bem é levá-las para perto das panelas. Na Mãozinha na Massa, oficina gratuita do Sesc Pinheiros marcada para domingo (10/4) e para o dia 24, meninos e meninas a partir de 5 anos preparam uma lancheira caprichada, que não tem alimentos industrializados. Sem a mesma preocupação de menu saudável, a Cozinha Divertida da Magali aproveita o horário de funcionamento normal do restaurante Chácara Turma da Mônica para ensinar os participantes de 2 a 10 anos a fazer hot-dog, chá gelado de capim-santo, cookie de maçã e salada de maionese. Para ter um gostinho da gastronomia mais refinada, o restaurante Rubaiyat escala o cozinheiro Diego Antunes para comandar os aprendizes de 4 a 10 anos na atração Pequeno Chef. Nos dias 16 e 30 de abril, o menu incluirá pizza, hambúrguer, nhoque de batata, tomate recheado, torta de frutas e brigadeiro. No fim, sobra um tempo para ver se o resultado ficou tão apetitoso quanto a brincadeira.
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  • Galerias

    Galeria Mendes Wood DM

    Rua Da Consolação, 3358, Cerqueira César

    Tel: (11) 3081 1735

    Sem avaliação

    Na semana da SP-Arte, veja destaques variados da programação paralela ao evento:

    Obras do americano James Lee Byars, conhecido por suas instalações e performances, são reunidas na galeria a partir de sábado (9/4), às 18h. A mineira Solange Pessoa e o sul-africano Haroon Gunn Sale também abrem suas individuais por lá.

    Segunda a sábado, 10h às 19h. Grátis.

    Até 21/5/2016.

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  • Há algo de muito sedutor e provocativo no mundo de Nelson Rodrigues (1912-1980), e o teatro, felizmente, não cansa de celebrá-lo. Sob a direção de Debora Dubois, A Paixão Segundo Nelson — Uma Farsa Musical Brasileira insere o maior dramaturgo do país no gênero mais badalado da atualidade. E quem fez a adaptação das crônicas, a maioria publicada na imprensa, para o formato de musical foi o cantor e compositor Zeca Baleiro, responsável também pela trilha sonora e pelos divertidos jingles. A curiosidade já está formada, e o melhor de tudo é que, mesmo sem nenhuma transgressão e até um pouco ameno, o espetáculo retrata com requinte e de forma palatável os tipos e as tramas do autor. A dramaturgia é costurada pela personagem Myrna (representada por Roberto Cordovani), uma conselheira sentimental prática e sincera, que comanda um programa de rádio. Os esquetes se enfileiram na estrutura simples da montagem, ora como histórias das ouvintes de Myrna ora como cenas dos bastidores da emissora. Os temas criados por Baleiro dialogam bem com os tipos rodriguianos e com a atmosfera passional dos anos 50, repletos de dramaticidade e daquele exagero folhetinesco. Destaque do elenco, o ator Jarbas Homem de Mello se divide em personagens de diferentes perfis e idades, surpreendendo o espectador ao transitar pelo trágico e pelo cômico. Com bons momentos, porém sem o mesmo brilho, ainda aparecem Vanessa Gerbelli, Rui Rezende, Helena Ranaldi, Marcos Lanza, Giselle Lima e Lula Lira. Estreou em 17/3/2016. Até 17/4/2016.
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  • Depois da tetralogia Puzzle, apresentada entre 2013 e 2015, o diretor Felipe Hirsch dá prosseguimento ao projeto de radicalização de um teatro incômodo, importante de ser visto e, por isso, preocupado com o espectador. A Tragédia Latino-Americana tem como inspiração o cenário sociopolítico do continente para a construção de imagens de um cotidiano renegado, e suas quatro horas de duração até assustam, mas são dosadas de forma com que o público se envolva em diferentes sensações diante do que vê. Escritores de nove países, entre eles, o mexicano Gerardo Arana, o cubano Cabrera Infante e Pablo Palacio, do Equador, servem de base para a dramaturgia. O cenário traz 98 enormes blocos de isopor deslocados incansavelmente pelos onze atores, todos de preto, ao longo da montagem. Em uma das primeiras cenas, Caco Ciocler protagoniza um impactante monólogo como Pero Vaz de Caminha, que descreve sem pudores o início de uma exploração sem fim na terra descoberta por Cabral. Igualmente chocante é a trama de jovem Marilena (interpretada por Nataly Rocha), garota estuprada por um vizinho (papel de Danilo Grangheia) que acaba presa depois da morte do filho, fruto da violência sofrida. Magali Biff, com pleno domínio, desfila ironia em cenas pontuais, e Julia Lemmertz imprime sutileza em seu solo. No final, em um debochado clima de musical, os onze atores cantam e dançam ao som de Agua Podrida, do uruguaio Leo Maslíah, e, graças ao riso amargo, aliviam o peso do continente retratado em preto e branco. No elenco ainda estão os atores Camila Nárdila, Georgette Fadel, Guilherme Weber, Pedro Wagner, o argentino Javier Drolas e a chilena Manuela Martelli, além de sete músicos. Para o segundo semestre, Hirsch promete A Comédia Latino-Americana. Estreou em 17/3/2016. Até 17/4/2016.
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  • O imperdível drama do canadense Daniel MacIvor volta em curta temporada no Teatro Jaraguá. Sob a direção de Enrique Diaz, a montagem traz uma narrativa em três planos — o presente, o passado e a ficção, no caso, uma peça. Emílio de Mello e Fernando Eiras se revezam em dez personagens. Primeiro, eles são dois homens discutindo como levar um texto ao palco. A seguir, vem o espetáculo, sobre separação e morte. O ciclo se fecha com a exposição das questões pessoais da dupla, que reconstitui uma relação amorosa. Ao servir-se só da iluminação e de duas cadeiras, o diretor busca o mínimo e leva o máximo ao palco, em diálogos repletos de humor, ironia e lirismo. Estreou em 15/1/2010. Até 30/6/2016.
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  • Saída do humorístico do canal do YouTube Porta dos Fundos, flerta desde 2013 com a música. Seu disco de estreia, Monomania, mostrou a criatividade da moça com composições criativas e delicadas. Orientada pelo produtor carioca Alexandre Kassin, ela mostra agora Problema Meu. Nas catorze faixas, Clarice transforma as emoções do fim de um relacionamento em tiradas irônicas e divertidas. Se as letras seguem o caminho da simplicidade, os arranjos aparecem elaborados, com teclados, percussão e guitarras mais evidentes. No lugar do uquelele e do bandolim do primeiro álbum, canções como a brega Banho de Piscina e a animada Irônico ganham arranjos elétricos e misturam estilos como rock, dance e até marchinhas. Dias 24 e 25/9/2016.
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  • O rapper já se destacava no cenário do rap paulistano desde 2011 com mixtapes e EPs com suas rimas bem elaboradas. Esses pequenos trabalhos eram o que marcavam a sua trajetória benfeita. Ainda assim, faltava um disco completo para consolidar a carreira. O álbum A Coragem da Luz ficou pronto em abril e marca este novo passo. Ele extrapola as batidas do rap com influências do jazz, do zouk e até o violão da MPB. O rap na sua essência aparece em Ruaterapia, com a participação de Mano Brown e Max Castro. Vira algo grandioso em Quem É, que recebe arranjos da Orquestra Metropolitana e relaxa no suingue do soul em Groove do Vilão. Ele sobe com Renato Taimes (guitarra), Jhow Produz (bateria), Wesley Rodrigo (baixo) e Godô (backing vocal) e o DJ Mr. Brown. Dia 23/10/2016.
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  • Em Canções Eróticas de Ninar, o 28º disco de Tom Zé, o assunto principal é o sexo. Com o bom humor e o rock misturados a elementos nordestinos, ele canta sobre masturbação feminina em Dedo, trava um embate entre alunas da Universidade de São Paulo e da Fundação Getulio Vargas em USP x GV e, em Orgasmo Tercerizado, narra uma reportagem sobre massagem tântrica que chamou a sua atenção. Menos camufladas estão Descaração Familiar, sobre educação sexual, e Sobe ni Mim. Dias 8 e 9/10/2016.
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  • Comédia / Ação

    Voando Alto
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    Talvez você já tenha visto algo parecido. Voando Alto, inspirado em um caso real, é daquelas típicas histórias de superação que fazem bem ao coração. Seu protagonista, Eddie Edwards (Taron Egerton), conquista a plateia por sua obsessão. Desde criança, o menino encasquetou que seria um medalhista olímpico. Chegando à idade adulta, na década de 80, não pensou duas vezes em abandonar a casa dos pais e correr atrás de seu sonho. Saiu, então, da Inglaterra e foi para um centro de treinamento de saltadores de esqui, na Alemanha. Sem grana nem talento, Eddie virou vítima de chacota — contribuíram para isso seu tipo físico nada esguio e os óculos de lentes grossas. Mas, claro, havia uma luz no fim do túnel: Bronson Peary (Hugh Jackman), um competidor que, depois de se aposentar, virou um beberrão desafortunado. Eddie o convenceu a treiná-lo e, a partir daí, convém não revelar mais detalhes. Eddie ganhou o apelido de Eddie the Eagle (a águia), também o título original do filme, nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988, em Calgary, no Canadá (por coincidência, foi nesse mesmo ano que outros improváveis concorrentes sobressaíram e viraram tema da comédia Jamaica Abaixo de Zero). A fórmula do roteiro tem os ingredientes para garantir a satisfação: Hugh Jackman carismático, tensão nas cenas dos saltos, humor, revanche e, óbvio, happy end (e isso não é um spoiler!). Egerton, o agente secreto por acidente do delicioso Kingsman, está irreconhecível. Quando o verdadeiro Eddie aparece nos créditos finais, dá para entender o porquê. Estreou em 31/3/2016.
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  • Comédia romântica

    Casamento Grego 2
    VejaSP
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    Casamento Grego, de 2002, foi um estrondoso (e inesperado) sucesso de bilheteria, que gerou até um seriado malsucedido no ano seguinte. Nia Vardalos, atriz e roteirista, virou estrela, mas, de lá para cá, não emplacou mais nada relevante. Para faturar uns caraminguás, Nia volta ao cinema trazendo a tiracolo os mesmos atores na continuação da comédia. Embora quase quinze anos tenham se passado desde o lançamento, os personagens estão frescos na memória. Para quem busca algo nostálgico, eis o programa! A trama de Casamento Grego 2 mostra como anda o relacionamento de Toula (Nia) e Ian (John Corbett). Pais de uma adolescente, eles têm pouco tempo para aproveitar a relação a dois. O foco do roteiro, porém, desloca-se para o velho Gus (Michael Constantine). Pai de Toula, ele descobriu que não houve assinatura do juiz em sua certidão de matrimônio e, portanto, não é legalmente casado com Maria (Lainie Kazan). Sacou qual o mote desta sequência? Sim, são os preparativos para a união deles, com direito a brigas tolas, falatórios aos berros e breguice desmedida — e, como no filme original, um registro caloroso e estereotipado do povo grego. Estreou em 31/3/2016.
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  • Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014, A Grande Beleza é também um dos mais espetaculares trabalhos dos últimos anos. A volta do diretor italiano Paolo Sorrentino às telas, dois anos depois, acontece com o irregular A Juventude. Não falta ao novo longa-metragem o bom gosto visual do cineasta, seja em enquadramentos perfeitos, seja nas locações estupendas, desta vez concentradas nos Alpes suíços. Assim como na fita anterior, retornam as referências ao mestre Fellini, agora “citando” Oito e Meio, e o tema do envelhecimento, representado pelos amigos Fred Ballinger (Michael Caine) e Mick Boyle (Harvey Keitel). Ambos desfrutam o conforto de um esplêndido hotel durante a temporada de verão. Maestro e compositor aposentado, o inglês Ballinger é convidado a se apresentar para a rainha Elizabeth II — mas recusa a proposta. Rodeado de jovens roteiristas, o realizador Boyle está finalizando a história de seu próximo filme. Circulam por lá Lena (Rachel Weisz), filha de Ballinger, e Jimmy Tree (Paul Dano), um astro do cinema que ensaia para encarnar um papel polêmico. Sorrentino dá um panorama dos contrastes entre a juventude e a velhice, além de destilar acidez em uma crítica a Hollywood (sobretudo na aparição da personagem de Jane Fonda). Faz falta, contudo, uma costura consistente para dar suporte a ideias oportunas e reflexões agudas. Estreou em 31/3/2016.
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  • O psicanalista Peter Bower (Adrien Brody) mudou de cidade com a mulher (Jenni Baird), após a trágica morte de sua pequena filha. Entre um e outro atendimento, ele se trata com um colega (Sam Neill) trazendo à tona algumas confusões mentais. A mais grave delas é o constante aparecimento de uma estranha menina em seu consultório. Sem falar e pedindo ajuda com uma expressão de sofrimento no olhar, a garota desaparece misteriosamente. Bower acredita que um deslize em sua adolescência pode ser a razão de seus problemas. A miscelânea de gêneros enfraquece Visões do Passado. A princípio, trata-se de um drama psicológico e, não demora, a trama ganha lances de terror sobrenatural. Da metade em diante, tem contornos de suspense policial. Nos pontos altos estão a ambiência sinistra, três ou quatro surpresas do roteiro e os espectros em busca de uma solução para as mortes. Algo realmente assustador. Estreou em 31/3/2016.
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  • Fernando (papel de Fernando Alves Pinto) trabalha como fotógrafo numa delegacia e, após a morte da esposa, dedicou seu tempo livre ao pequeno filho. Ainda sofrendo com a perda, ele mantém as roupas da falecida no armário e, entre os pertences dela, acha velhas fitas VHS. Em algumas, há cenas reveladoras de sua mulher transando com outro homem. O viúvo perde o controle e tem a obsessão de encontrar o amante. Eis, então, que ele chega até Salvador (Lourinelson Vladmir), um vendedor de autopeças, evangélico, casado e pai de uma adolescente. Depois de nove curtas, o diretor Aly Muritiba, baiano radicado em Curitiba, estreia no longa-metragem com o atraente Para Minha Amada Morta. Não se deixe levar pelo título mórbido. Em um drama pontuado por suspense e tensão, a vingança parece nortear o protagonista. O roteiro, porém, leva o espectador a espiar os dois lados da questão em um registro enxuto e, por vezes, inquietante. Estreou em 31/3/2016.
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  • Pegue os cannoli!

    Atualizado em: 1.Abr.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO