Cinema

Escolha uma das superproduções em cartaz

Da animação Universidade Monstros ao ataque zumbi de Guerra Mundial Z, eleja um blockbuster para ver com os amigos

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Universidade Monstros
'Universidade Monstros': Mike Wazowski (voz de Billy Crystal), a caminho da universidade (Foto: Divulgação)

Aventura, comédia, ficção científica, zumbis. Seja qual for o seu estilo preferido, existe uma superprodução em cartaz para ver durante as férias. Reúna os amigos, garanta a pipoca e escolha um dos seis arrasa-quarteirões da temporada.

  • Seja nos quadrinhos, na série de TV ou nos filmes antigos, o herói de The Lone Ranger era chamado de Zorro — mas não confunda com o justiceiro de máscara negra que vivia às turras com o sargento García. Nesta aventura, o cavaleiro solitário atende pelo nome de John Reid (Armie Hammer), também é mascarado e tem um cavalo branco. No Texas do século XIX, Reid, um advogado almofadinha, está de volta ao povoado em que nasceu, onde um empresário (Tom Wilkinson) pretende construir uma estrada de ferro. Ele quer trazer justiça ao lugar e começa sua empreitada caçando o fora da lei Butch Cavendish (William Fichtner). Meio a contragosto, Reid precisa da ajuda do índio Tonto (Johnny Depp), que deseja a morte do bandido. Num misto de ação, comédia e faroeste, o longa-metragem da dupla Gore Verbinski e Jerry Bruckheimer (diretor e produtor, respectivamente, da trilogia Piratas do Caribe) ganha clima de matinê moderna por causa das cenas de ritmo alucinante, algumas delas filmadas no lendário Monument Valley, em Utah. Se o começo é promissor e a meia hora final arrebata pela eficiência técnica, o miolo da história arrasta-se em caminhos tortuosos. A longa duração compromete um resultado mais satisfatório, assim como a mesmice da excêntrica atuação de Johnny Depp. Estreou em 12/7/2013.
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  • O dia parece tranquilo em Filadélfia para Gerry Lane (Brad Pitt), sua mulher (Mireille Enos) e as duas filhas. Até que, dentro do carro e parados no trânsito, um tumulto cria um clima tenso para os personagens - por tabela, também para o espectador. Automóveis vão pelos ares, pedestres se apavoram e se instaura o caos. Os primeiros minutos de Guerra Mundial Z atraem com sua azeitada mistura de filme-catástrofe e thriller. A seguir, vem o conteúdo da ficção científica: por causa de um vírus, as pessoas pelo mundo estão se transformando em zumbis. Lane, funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU), é a pessoa mais indicada para ir atrás do paciente zero. Ele deixa a família, parte para a Coreia e, de lá, vai a Jerusalém. Na cidade sagrada de Israel, os mortos-vivos foram isolados por um muro gigantesco. O longa-metragem do mesmo diretor de 007 - Quantum of Solace traz imagens impactantes e impressiona pelo ritmo ágil, mas, passada a primeira hora, perde o fôlego e se encaminha para uma solução frágil. Estreou em 28/6/2013.
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  • Clark Kent entra numa cabine telefônica, tira os óculos de grau e sai de lá vestido de Super-Homem para salvar uma criança em apuros. Se você quiser ver uma cena como essa, um conselho: procure pelos antigos filmes do super-herói, porque não há nada semelhante na nova aventura O Homem de Aço. Dirigida pelo queridinho de Hollywood Zack Snyder (de 300, Watchmen e Sucker Punch), a fita volta às origens para explicar como o personagem chegou à Terra. Seu planeta, Krypton, estava em via de extinção devido a uma disputa pelo poder, e seu pai, Jor-El (Russell Crowe), o enviou ainda bebê para cá. Adulto e interpretado pelo belo canastrão Henry Cavill, ele faz bicos como pescador e garçom. Mas possui uma missão pessoal: derrotar o vilão Zod (Michael Shannon), que saiu de Krypton com sede de vingança. O realizador acerta mais na narrativa do passado, quando o protagonista, criado pelos pais adotivos (Diane Lane e Kevin Costner), descobre que é diferente de seus colegas de escola por causa da força descomunal. A partir da metade, o longa-metragem tira de cena a nostalgia e torna-se um genérico sem alma de um filme de ação, com intermináveis batalhas aéreas. A provável explicação para a mudança está no curso do tempo: o público do cinema não é mais o mesmo e a geração videogame gosta de barulho e destruição. Estreou em 12/7/2013.
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  • O estúdio DreamWorks, que já ofereceu à plateia cinesséries de animação de sucesso como Shrek, Kung Fu Panda e Madagascar, marca um golaço em seu novo trabalho. Sem deixar o ritmo cair um só segundo, a trama desta deliciosa combinação de aventura e humor apresenta Theo, um caracol cujo sonho é participar da Fórmula Indy. Acontece que, por ser um lerdo bichinho de jardim, nem os amigos nem o irmão, Chet, acreditam em seu potencial. Uma noite, porém, ele vai parar no motor envenenado de um carrão de rachas e fica turbinado. Theo ganha uma velocidade ímpar e parte em busca do sonho: vencer as 500 Milhas de Indianápolis. O 3D funciona muitíssimo bem, sobretudo na vibrante sequência da corrida, na qual o espectador tem a noção virtual de estar dentro de um bólido na pista. Além da história cativante (para crianças e adultos), o desenho tem qualidade técnica irrepreensível. Após as estreias de Universidade Monstros e Meu Malvado Favorito 2, o título é mais um programa obrigatório para a família. Estreou em 19/7/2013. Ídolo de Theo: embora inspirado no desenhista brasileiro Ennio Torresan, o personagem Guy Champéon, um piloto francês, lembra demais o campeão de Fórmula 1 Alain Prost.
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  • Depois de escorregar nos apenas corretos Carros 2 e Valente, o estúdio Pixar faz bonito na continuação do adorável Monstros S.A., de 2001. Na verdade, trata-se de uma prequel — uma história ambientada numa época anterior à do filme original. Sendo assim, a trama volta no tempo para mostrar como surgiu a amizade dos inseparáveis Mike e Sulley. Eles não tinham nada em comum quando ingressaram na universidade. O grandalhão de pelos azuis Sulley, com seu poderoso urro, gaba-se de ser um aluno indisciplinado. Mike, ao contrário, é rígido e estudioso, pois seu sonho se resume em ser o melhor “assustador” de crianças. Mas a criatura baixinha de um só olho não parece ter futuro na profissão. Além do colorido ímpar, das situações divertidas e da emoção característica dos trabalhos da Pixar, a animação traz um roteiro redondo e empolgante. Não possui a genialidade do original, porém espalha encantos suficientes para um bom programa em família. Estreou em 21/6/2013. Os donos da voz: os atores Billy Crystal e John Goodman voltam a dublar Mike e Sulley, respectivamente, na versão em inglês. Depois dos créditos: fique até o fim da projeção para ver qual foi o desfecho de um personagem secundário.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO