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Stevie Wonder homenageia Mandela e celebra o amor em São Paulo

Músico norte-americano encerrou festival Circuito Banco do Brasil neste sábado (14), no Campo de Marte

Por: Mayra Maldjian - Atualizado em

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Não levou uma música sequer para Stevie Wonder, uma das figuras mais queridas do mundo, amaciar os corações dos fãs no festival Circuito Banco do Brasil, realizado no aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte da cidade, nesse sábado (14), com suas mensagens de paz, amor e igualdade. Trajando calças brancas, bata preta com detalhes dourados e óculos escuros de armação rosa, o cantor, compositor e tecladista norte-americano de 63 anos posicionou-se sob os holofotes no horário combinado, 21h50, quando uma parte do público que assistia ao show do rapper Criolo, no outro palco, ainda se acomodava na plateia.

Sem cerimônias, a lenda do soul e uma das maiores vozes da gravadora Motown fez uma pausa em How Sweet It Is, hit escolhido para abrir o espetáculo, para homenagear o ex-presidente sul-africano e líder antiapartheid Nelson Mandela, que morreu aos 95 anos no último dia 5. “Mesmo passando anos na prisão, Mandela continuou amando seu país. Que todos os líderes do mundo, independente da cor, entendam que a paz é o único caminho”, disse o artista. Ainda na primeira parte do show, mais um tributo, desta vez em canção: Keep Our Love Alive, de 1990, escrita para alertar o mundo sobre a crueldade do regime de segregação racial na África do Sul.

Show do Stevie Wonder - 2013
Em família: Aisha Morris, filha de Wonder, é uma das quatro backing vocals (Foto: Heitor Feitosa dos Santos/VEJA)

Sempre apontando o amor como solução para todos os males, o ídolo comandou um verdadeiro baile da saudade, enfileirando sucessos de todas as fases de sua carreira. Ora sentado ao piano/teclado, ora em pé, rasgou a voz em Master Blaster, Higher Ground, Ribbon in the Sky, Living for the City, My Cherie Amour. Agradou com a performance de The Way You Make me Feel, de Michael Jackson (preparada, uma fã sacudia o cartaz do rei do pop aos prantos) e emocionou com Isn’t She Lovely, ao lado de sua filha Aisha Morris, uma de seus quatro backing vocals.

Entrosada com seu líder, a competente banda formada por percussionistas, (mais) tecladistas, baixista, guitarristas, saxofonista e trompetista dava conta de encorpar o groove característico de Stevie, que flerta com o romântico pop, com o soul e o funk e até mesmo com alguns ritmos latinos. À frente, Stevie Wonder só fazia pausas para tentar “ensaios” vocais com a plateia, geralmente dividindo-a entre coros masculino e feminino. Divertia-se quando dava certo... e errado. Carismático, dizia “ I love you” sempre que possível.

Para encerrar, reservou a arrasa-pista Superstition, cantada em uníssono pelos cinquentões, quarentões, trintões e jovenzinhos de 20 e poucos anos. Com um beijo estalado, deu fim ao baile, que durou 1h40.

Também passaram pelo festival o cantor americano Jason Mraz e as atrações brasileiras Criolo, Os Paralamas do Sucesso, Marcelo Jeneci e Capital Inicial. DJ Mync deu continuidade aos trabalhos na madrugada.

Fonte: VEJA SÃO PAULO