Consumo

Spikes reaparecem como acessórios descolados

Símbolo dos punks, as tachinhas pontiagudas são encontradas tanto no comércio de luxo como no popular

Por: Jéssika Torrezan

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Você pode não saber o que são spikes, mas talvez já tenha usado ou ainda poderá usar. As tachinhas pontiagudas são cada vez mais aplicadas em roupas, sapatos e outros acessórios, sobretudo os femininos. Uma olhada rápida nas vitrines atesta a popularidade: são encontradas tanto na Rua Oscar Freire como na Rua 25 de Março.

O adereço — cujo nome significa “ponta” ou “prego” — surgiu na década de 70 com o movimento punk e ajudou a compor a identidade visual de ícones como o baixista Sid Vicious (1957-1979), da banda inglesa Sex Pistols. Durante anos, ele ficou restrito a redutos alternativos e grifes descoladas, como a da estilista Vivienne Westwood.

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Nas temporadas de moda de 2010 e 2011, as peças reapareceram nas passarelas. Grifes como Balmain, Givenchy, Burberry e Christian Louboutin — que já havia utilizado o material em 2008, numa coleção para a Rodarte —, entre outras, investiram no negócio para dar um ar rebelde a peças de milhares de dólares.

O sucesso da personagem Lisbeth Salander (interpretada pela atriz americana Rooney Mara), da série “Millenium”, também contribuiu para espalhar a tendência. Em cena, ela aparece sempre com o visual modernoso composto de tatuagens, piercings e, é claro, spikes.

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Como é frequente no mundo fashion, as grandes marcas foram copiadas e os itens chegaram às lojas populares. “Apesar da democratização, eles continuam a afirmar uma atitude rock’n’roll”, diz a blogueira de moda Julia Petit. “Uma patricinha usa quando quer parecer mais rebelde.”

Adepta do modismo, a assistente de estilo Mariana Lopes tem dezenas de peças com os adornos. “Um monte de gente elogia. Às vezes, compro peças básicas, como camisas neutras, e eu mesma aplico as tachinhas”, diz.

O site Extreme Art (www.extremeart.com. br), especializado em moda rocker, comercializa spikes em unidades: seis custam 11,90 reais. “Vendíamos dois pacotes por mês. Desde maio, foram milhares”, conta a proprietária Diana Mantelato.

Fonte: VEJA SÃO PAULO