Dança

SPCD estreia nova coreografia e outras três montagens entram em cartaz

Grupo paulistano exibe pela primeira vez “In the Middle, Somewhat Elevated”, de William Forsythe

Por: Adriano Conter

In the Middle, Somewhat Elevated - São Paulo Cia. de Dança - SPCD
Cena de 'In the Middle, Somewhat Elevated': obra desafia o eixo de equilíbrio do dançarino (Foto: Silvia Machado)

Com a maior parte de seu repertório calcada em peças estrangeiras, a São Paulo Companhia de Dança exibe pela primeira vez nesta quinta (13), no Teatro Alfa, a coreografia “In the Middle, Somewhat Elevated” (1987), do novaiorquino William Forsythe. As apresentações seguem até o domingo (16).

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Para Inês Bogéa, diretora da companhia, a composição foi escolhida por ser um divisor de águas. Criada para a Ópera de Paris, a obra desafia o eixo de equilíbrio do dançarino ao mesmo tempo em que usa técnicas do balé tradicional. “Nesse sentido, a montagem conversa muito com as características da companhia”, diz.

A SPCD apresenta ainda “Bachiana Nº 1”, assinada pelo mineiro Rodrigo Pederneiras, com música de Villa-Lobos e elementos da dança brasileira. Completa o repertório “Sechs Tänze”, do checo Jirí Kylián, com cenas que satirizam as tradições do século XVIII.

Veja abaixo outras três montagens internacionais que entram em cartaz na cidade neste mês:

 

  • Resenha por Carolina Giovanelli: Na semana passada, o público pôde conferir duas coreografias criadas pelo francês Roland Petit, morto pouco mais de um ano atrás, na performance do Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro no Teatro Alfa. Agora, o Teatro do Sesc Vila Mariana recebe a companhia fundada por esse grande nome da dança em 1972. Atualmente dirigido pelo belga Frédéric Flamand, o Ballet National de Marseille exibe dois espetáculos de sexta (14/09) a domingo (16/09). Dez bailarinos interpretam Organizing Demons, peça do israelense Emanuel Gat lançada no ano passado. Suas obras, inspiradas pelos movimentos clássicos, propõem a ausência de uma narrativa condutora. Há quase cinco décadas na ativa, a americana Lucinda Childs elaborou em 2009 Tempo Vicino, apresentada em seguida. De gestos leves e ágeis, desenvolve-se em conjunto com a música minimalista de John Adams.
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  • Resenha por Carolina Giovanelli: Criada por Decouflé em 1982, a companhia francesa reflete a experiência do diretor, que já trabalhou com feras como o mímico Marcel Marceau e o coreógrafo Merce Cunningham. Oito bailarinos mostram Octopus, peça de 2010 dividida em oito cenas. Os movimentos dos corpos juntos formam efeitos interessantes, realçados pelo uso de elementos tecnológicos. Dois músicos executam a trilha ao vivo e se revezam em instrumentos como piano, violão e violoncelo. Dias 21, 22 e 23/09/2012.
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  • Resenha por Carolina Giovanelli: Em 1995, os bailarinos madrilenos Ángel Rojas e Carlos Rodríguez decidiram usar o vasto conhecimento acumulado em técnicas de dança espanhola para criar a companhia, que logo se tornou uma divulgadora de qualidade da tradição do flamenco. Junto de quatro moças, a dupla estrela a coreografia Cambio de Tercio, apresentada no Teatro Geo na terça (25/09) e na quarta (26/09). Em dez cenas de tons sentimentais, os artistas exibem passos intensos. A trilha executada por seis músicos, que tocam violão e castanholas, cantam e batem palmas, ajuda a envolver o espectador. Impressiona ainda o capricho nos figurinos — leques, saias rodadas, xales e chapéus são usados para potencializar o efeito dos movimentos.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO