Música

Sorocaba, o novo meteoro sertanejo

O paulistano tem uma dupla de sucesso, compõe hits para outros cantores e é dono de uma badalada casa noturna

Por: Carolina Giovanelli

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Sorocaba em sua casa, no Jardim Lusitânia: da agronomia aos mega-shows (Foto: Fernando Moraes)

Cinco dos maiores sucessos das paradas sertanejas atuais levam a assinatura do músico paulistano Fernando Fakri de Assis. Ele escreveu "Um Beijo" e "Adrenalina", as novas pérolas do repertório do cantor-fenômeno Luan Santana. Outra composição, Copinho, toca nas rádios defendida por Henrique e Diego, o duo emergente que apadrinhou. A face mais conhecida do seu trabalho, porém, é quando está à frente do palco encarnando o cantor Sorocaba, na companhia do parceiro Fernando.

A dupla emplacou recentemente "Tô Passando Mal" e "Teus Segredos". Campeão em produtividade nessa área, ele diz ter outras sessenta canções para serem gravadas. “O segredo é ser popular, sem recorrer a clichês”, afirma o artista, que ainda teve tempo de se tornar empresário em novembro passado, lançando-se como sócio da balada de música country Wood’s, na Vila Olímpia.

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(Foto: Fernando Moraes)

Há três anos, o hitmaker caipira era apenas um músico desconhecido que tocava em bares esperando uma chance de aparecer para um público maior. A sorte mudou em 2008, quando ele e Fernando lançaram o CD independente Bala de Prata, cuja faixa-título estourou nas paradas. Daí em diante, sua ascensão foi muito rápida. Um ótimo termômetro disso é o ranking do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Em 2009, ele figurava na 13ª posição entre os campeões de faturamento em direitos autorais no país. Na lista de 2010, saltou para o segundo posto, ficando atrás apenas do mineiro Victor, que faz dupla com o irmão Leo e está no topo dessa relação há três anos.

A fase também o transformou num dos nomes mais requisitados para shows no Brasil. Ao lado de Fernando, faz uma média de vinte apresentações por mês, com um cachê médio de 200.000 reais. “Ele tem uma boa antena para captar os bordões do momento”, aponta Joca Ribeiro, diretor artístico da Paranaíba FM, rádio de Uberlândia (MG) que é referência nacional na música sertaneja.

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O artista de 30 anos nasceu no bairro do Morumbi, mas ganhou o apelido porque costumava ir a Sorocaba, no interior do estado, para andar a cavalo. Seu primeiro violão foi presente dos avós, na adolescência. “No começo não dei muita bola, só fui aprender sozinho depois de uns dois anos”, conta ele, que hoje domina também a gaita. Completou um ano da faculdade de administração, na Fundação Armando Alvares Penteado, mas logo desistiu e tentou a sorte no curso de agronomia, na Universidade Estadual de Londrina.

Foi depois de se mudar para a maior cidade do interior do Paraná que conheceu Fernando. Lá, os amigos traçaram seus primeiros passos na música. Tempos depois do estouro da dupla, decidiu voltar para São Paulo. Há um ano e meio, mudou-se para uma casa de três pavimentos no Jardim Lusitânia, próximo ao Parque do Ibirapuera. Passa pouco tempo lá. Está sempre viajando: em seu avião King Air C90 ou em seu ônibus personalizado. 

Fernando e Sorocaba
(Foto: Divulgação)

Vaidoso, o músico coleciona sessenta pares de botas, dez chapéus, quinze violões, trinta bonés e dezenas de fivelas. As garotas enlouquecem assim que o homem arrumado de 1,94 metro de altura e 90 quilos entra em cena. Solteiro, parece aproveitar o assédio. “Meu filho é namoradeiro”, entrega Renata, mãe também de Juliana e Karina, mais novas do que Sorocaba. Assim como as mulheres da família, o primo Fábio, seu empresário, trabalha nos negócios do músico. Na parceria com Fernando, ele pretende alçar novos voos. Após duas turnês internacionais, está tendo aulas de inglês para, quem sabe, conquistar as rádios estrangeiras.

As façanhas do artista

Cinco canções de sua autoria estão na lista das mais tocadas das rádios especializadas no gênero

Entre 2009 e 2010, subiu da 13ª para a segunda posição no ranking de artistas que mais arrecadam com direitos autorais no país

Ao lado do parceiro Fernando, faz cerca de vinte shows por mês, com um cachê médio de 200.000 reais

É sócio da Wood’s, casa noturna de sucesso na Vila Olímpia

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO