Crianças

Amigos malandros buscam um bom jantar em "A Sopa de Pedra"

Cantigas tocadas ao vivo por Renato Commi animam a plateia

Por: Clara Nobre de Camargo

A Sopa de Pedra 2217
Theodora Ribeiro, Luiz Amorim, Nívio Diegues e Renato Commi: cantigas animadas (Foto: Jefferson Pancieri)

Levada ao palco pela primeira vez há treze anos, a peça A Sopa de Pedra é uma adaptação do Grupo Luz e Ribalta para o conto homônimo de Tatiana Belinky. A trama bem-humorada apresenta dois amigos pobretões, Benzedrino (Luiz Amorim) e Magnólio (Nívio Diegues). Com muita fome, eles tentam se distrair no jogo de dados, tocando gaita e violão ou mesmo dormindo — mas nada acaba com o vazio no estômago.

Em busca de uma solução, a dupla avista a casa onde mora a Velha Avarenta (Theodora Ribeiro) e resolve fazer uma serenata em troca de comida. Eles não imaginavam, porém, encontrar uma mulher tão pão-duro que, a fim de economizar, acumula a vontade do almoço e do jantar e se alimenta só uma vez por dia.

Os dois logo percebem que será difícil tirar alguma coisa dela. Armam, então, um plano sagaz: preparar uma deliciosa e econômica sopa apenas com uma pedra. Enquanto ensinam a receita à mulher, Benzedrino e Magnólio pedem vários ingredientes para incrementá-la.

Primeiro um pouco de sal e cebola, depois temperos e legumes e, por fim, toucinho e carne. Sem perceber o truque, a Velha Avarenta cede todos os itens de sua farta despensa. Cantigas como “Fome Danada”, ”Brincadeira de Verdade”, “Ferve, Ferve” e “A Minhoquinha”, tocadas ao vivo por Renato Commi, animam a plateia. Competente, o elenco tem direção de Antônio de Andrade.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO