Solidariedade

Susan Yamamoto e Juliana Bussab: guardiãs dos gatos

As duas jornalistas criaram uma ONG e promovem doações de animais pela internet

Por: Maria Paola de Salvo

Susan Yamamoto e Juliana Bussab - 2301
Juliana Bussab e Susan Yamamoto: fotos e textos em primeira pessoa na internet (Foto: Antonio Milena)

A paixão por felinos aproximou as jornalistas Susan Yamamoto e Juliana Bussab, ambas com 36 anos, em 2003. Elas se conheceram em um trabalho voluntário de recolhimento de gatos sem dono para ser castrados e, depois, soltos novamente nas ruas. “Quando chegava essa hora, porém, tínhamos dó de deixá-los abandonados”, lembra Juliana. Para doar os animais que começavam a se acumular na casa delas, criaram a Adote um Gatinho (AUG), entidade que se tornou uma das mais ativas do setor. Entre os diferenciais do negócio está a página na internet com fotos e textos em primeira pessoa dos “órfãos”, como se os bichinhos conversassem com seus futuros donos. Em quase dez anos de atuação, mais de 5 000 animais foram resgatados e doados. Atualmente, cerca de 420 estão em tratamento ou esperando um lar seguro na residência de algumas das sessenta voluntárias do projeto e no abrigo da ONG, na Vila Mariana.

Para as fundadoras da AUG, nenhum caso é perdido. As duas se lembram com carinho de Pietra, que levou em 2009 uma tijolada, quebrou as patas dianteiras, teve diversas complicações cirúrgicas e sofreu uma amputação. Depois de meses de recuperação, foi adotada e hoje está gorda, mimada e miando de felicidade. Vários veterinários que conhecem o trabalho da dupla costumam dar descontos nos tratamentos para auxiliar a causa. Apesar dessa ajuda, a ONG tem de arcar ainda com despesas de cerca de 80 000 reais por mês. O dinheiro vem de eventos e das doações de 400 padrinhos, que contribuem com um mínimo de 30 reais a cada trinta dias. Além de recuperar os bichanos, a AUG faz resgates regulares em pontos de abandono da cidade, como parques e terrenos vazios. E também administra a batalha rigorosa para a adoção. O candidato passa por uma entrevista prévia, preenche um formulário, assina o contrato e só então recebe uma visita das voluntárias em casa. “Verificamos se todas as janelas estão protegidas por rede e se os muros são altos”, afirma Susan. “Caso contrário, recusamos o candidato. Não queremos que os bichos sofram novamente.”

+ Os dez paulistanos que fazem a diferença

■ Adote um Gatinho (AUG)

http://adoteumgatinho.uol.com.br

Fonte: VEJA SÃO PAULO