Comida

Sobremesas deixam de ser coadjuvantes e viram estrelas do cardápio

Com doces requintados e produtos de qualidade, confeiteiros conquistam espaço nos restaurantes

Por: Helena Galante - Atualizado em

Chef Amanda Lopes - 2216
A chef Amanda Lopes: de ajudante a sócia do novo St Honoré (Foto: Mario Rodrigues)

Apresentadas quase sempre na última página dos menus, as sobremesas podem até parecer coadjuvantes de uma refeição. Um grupo cada vez mais qualificado de profissionais, porém, tem conseguido mudar essa percepção entre os clientes. São os chefs pâtissiers, que usam produtos de qualidade para fazer doces irresistíveis aos olhos e ao paladar.

Entre eles está a paulistana Amanda Lopes, que começou na carreira há dez anos como ajudante na Pâtisserie Douce France, em Cerqueira César. Logo depois, afinou suas habilidades no estabelecimento comandado pelo francês Erick Jacquin, o La Brasserie, em Higienópolis. Coisa inédita na turma do chantili, prepara-se agora para estrear como sócia do St Honoré, misto de bistrô, confeitaria e padaria com inauguração prometida para segunda (9), no Itaim Bibi. A proposta da casa da Rua Pais de Araújo, montada pela restauratrice Ida Maria Frank com Amanda e o chef Wagner Resende, entre outros sócios, é pôr as sobremesas em primeiro plano. “Acho uma pena um cliente deixar a mesa sem pedir a melhor parte”, diz a confeiteira.

 

St Honoré
St Honoré: iguaria francesa inspira nome de restaurante (Foto: Mario Rodrigues)

Engordam a lista de endereços conhecidos por valorizar essas delícias Arábia, nos Jardins, onde brilha o libanês Samih Abou Ali, o Arturito, em Pinheiros, que traz receitas da chef e sócia Paola Carosella e do doceiro uruguaio Santiago Villalba, e o Emiliano, também nos Jardins, território do criativo Arnor Porto. Nessa última casa, a mais cara das doces sugestões sai por 32 reais. “No meu início aqui, em 2005, a maioria das pessoas pedia a conta depois do prato principal”, conta Porto. “Hoje, 70% dos clientes não abrem mão desse prazer.” Algumas das grandes receitas, é verdade, passam da casa das 400 calorias, um verdadeiro escândalo para a turma de vigilantes do peso. Mas convenhamos: nunca foi tão tentador cometer esse pequeno pecado.

 

Para encerrar a refeição em grande estilo:

Emiliano: Interpretação de cholocate (R$ 32,00)

La Brasserie Erick Jacquin: Mil-folhas (R$ 22,00)

Carlota: Pudim de fruta-do-conde (R$ 21,00)

Fasano: Tiramisu (R$ 36,00)

Arturito: Torta de chocolate sem açúcar (R$ 27,00)

 

 

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO