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Nível do Sistema Cantareira volta a cair e chega a 8% do volume morto

As chuvas de final de ano não foram suficientes para estabilizar o índice do reservatório

Por: Alessandra Freitas

Volume morto - Cantareira
Sete bombas são utilizadas para captar a água do volume morto da represa Jaguari/Jacareí (Foto: Fábio Lemos Lopes)

Mesmo com as chuvas de verão, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair na manhã deste domingo (7). Segundo informações da Sabesp, o reservatório chegou a 8% da segunda cota do volume morto – o útil e a primeira cota já secaram.

Responsável pelo abastecimento de 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, era esperado que a o período chuvoso elevasse o nível de água. Entretanto, em outubro e novembro, a média de chuvas não foi suficiente para estabilizar a Cantareira – o mês de outubro foi o mais seco em 84 anos. Contrariando a expectativa de que choveria 292 milímetros, apenas 177,4 milímetros de água caíram na região.

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Dezembro também não elevou os ânimos na luta contra a falta d’água. Apenas 3,3 milímetros de chuva foram registrados, considerando que a média histórica nesse período é de 220,9%.

O segundo maior sistema de São Paulo, o Alto Tietê, também sofreu quedas em seu volume de água, e foi para 4,8%. Em Guarapiranga, o nível caiu de 32,2% para 32%. Alto Cotia teve seu índice registrado de 29,9% para 29,7%. Rio Grande também não ficou fora da lista dos que perderam água: o nível foi de 62,7% para 62,5%. Rio Claro não registrou chuvas e o reservatório foi de 29,9% para 29,4%.

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Em comunicado na última terça-feira (2), A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas em Energia Elétrica (DAEE) afirmaram que reduziram o limite máximo de retirada de água em dezembro do Sistema Cantareira para 30 milhões de metros cúbicos. A Sabesp informou que vai cumprir a determinação, e que não pretende utilizar uma terceira cota do volume morto da Cantareira.

Fonte: VEJA SÃO PAULO