Justiça

Síndico precisou apartar briga entre vizinhas

Wilson Favieri foi parar no olho do furacão, quando duas moradoras — vizinhas de porta — se engalfinharam na beira da piscina

Por: Daniel Salles - Atualizado em

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Engenheiro Wilson Favieri imaginou sua gestão como síndico livre de atritos e bate-bocas (Foto: Fernando Moraes)

Em 2007, o engenheiro Wilson Favieri se mudou para um edifício na Pompeia, cujas taxas condominiais variam de 300 a 1 700 reais. Alçado a síndico um ano depois, imaginou uma gestão livre de atritos e bate-bocas. Entretanto, no começo de 2009 foi parar no olho do furacão, quando duas moradoras — vizinhas de porta — se engalfinharam na beira da piscina. “Elas eram amicíssimas e sempre tomavam sol juntas”, lembra o síndico. “Mas, ao que tudo indica, morriam de inveja uma da outra.”

Ao quebra-pau na piscina seguiram-se discussões nos corredores e elevadores. Duas semanas atrás, um zelador foi convocado às pressas por uma das brigonas para registrar o que, supostamente, a ex-amiga havia feito: entupir sua fechadura de ketchup.

Praticante de muay thai (boxe tailandês), a vizinha acusada da molecagem também compareceu à cena, que terminou em pancadaria. Sobrou até para o funcionário. “Elas foram multadas em cerca de 4 000 reais e precisarão responder na Justiça a um processo de perturbação da ordem pública movido pelo condomínio”, afirma Favieri. “Foi a única maneira de evitar novos barracos.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO