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Sindicato cancela protesto em frente à Ceagesp

Segundo a organização, cancelamento foi por causa do tumulto ocorrido na sexta-feira (14); cobrança do estacionamento foi suspensa por tempo indeterminado

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

Agendada para as 3h da madrugada desta segunda-feira (17) na frente da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), a manifestação organizada pelo Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sincaesp) foi cancelada.

 

De acordo com o sindicato, o protesto não foi realizado por causa do tumulto ocorrido na última sexta-feira (14), quando manifestantes contrários à cobrança do estacionamento quebraram cancelas e guaritas e atearam fogo em veículos, caçambas e um galpão dentro do entreposto.

De acordo com a assessoria da Ceagesp, os prédios da fiscalização e do Departamento de Entrepostos da Capital (Depec) também foram depredados.

O sindicato afirma que é contrário a qualquer manifestação de natureza violenta e que o protesto foi espontâneo.

Por causa da manifestação, a cobrança do estacionamento foi suspensa “por tempo indeterminado”.

Mudanças

Desde setembro do ano passado reformas são realizadas em toda a estrutura do endereço para corrigir antigas falhas. Todas as portarias sofreram alterações e receberam cancelas. Um anel viário de mão única também foi implementado com o objetivo de evitar que o trânsito pare quando um caminhão de maior porte realiza manobras. Além disso, 320 câmeras de monitoramento foram instaladas. Segundo a Ceagesp, o investimento no projeto de reformulação é de 25 milhões de reais.

Os preços antes estabelecidos para o estacionamento eram de 6 reais para a primeira hora dos automóveis e dos utilitários, de 2 reais para a diária de motocicletas e de 4 ou 5 reais para as primeiras quatro horas de caminhões, dependendo do número de eixos. Aos fins de semana, os motoristas de automóveis e utilitários que fossem ao varejão pagariam uma taxa fixa diária de 4 reais. Ainda não há data para a volta da cobrança.

Por dia, circulam pelo local 12 000 veículos e 50 000 pessoas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO