Trânsito

Simulador de direção será obrigatório para tirar CNH

Centros de formação de todo o país terão até 31 dezembro para se adaptar à nova regra 

Por: Estadão Conteúdo

Mistérios - Trânsito
Para tirar a CNH, condutor precisará passar por aula em simulador (Foto: Mario Rodrigues)

O simulador de direção veicular voltará a ser obrigatório nos centros de formação de condutores (CFCs) de todo o país, comunicou na segunda-feira (20) o Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo o Ministério das Cidades, o pedido para a volta da obrigatoriedade partiu dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).

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Os CFCs terão até 31 de dezembro para se adaptar. Quem quiser tirar a carteira nacional de habilitação (CNH) a partir dessa data terá de passar por cinco horas/aula no simulador, instalado nas autoescolas.

O aparelho se assemelha a um videogame e recria condições adversas do dia a dia no trânsito, como chuvas intensas e presença de animais nas vias. Uma aula deverá recriar necessariamente, condições noturnas. A resolução sobre o tema foi publicada no Diário Oficial da União de ontem.

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Atualmente, somente Rio Grande do Sul, Acre, Paraíba e Alagoas exigem os equipamentos. As aulas nos simuladores deverão ocorrer após o aluno ter feito o curso teórico e antes de iniciar a prática nas ruas. Inicialmente, a determinação vale para os que vão dirigir carros de passeios, na categoria B, mas, em uma segunda etapa, será obrigatório o uso do simulador para veículos comerciais, caminhão, ônibus e motos.

O presidente do Contran, Alberto Angerami, diz que a principal preocupação é com a segurança. "Já tivemos bons resultados nos estados que aplicaram a medida, principalmente no Rio Grande do Sul, onde foi registrada redução do número de acidentes após a obrigatoriedade do simulador", afirmou.

Histórico

Em junho de 2013, resolução do Contran determinou a obrigatoriedade, a partir de 1° de janeiro de 2014, do uso dos simuladores nos CFCs. A data, no entanto, foi adiada e, em junho do ano passado, o órgão decidiu que a instalação dos aparelhos seria opcional.

Fonte: VEJA SÃO PAULO