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Simonal é homenageado em show de Wilson Simoninha e Max de Castro

Filhos do popular cantor organizam apresentação para interpretar - ao lado de convidados - temas eternizados pelo patriarca

Por: Pedro Ivo Dubra - Atualizado em

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Alegria, alegria: Simoninha e Max entoam sucessos do velho e recebem convidados (Foto: Divulgação)

A última parte do documentário Simonal — Ninguém Sabe o Duro que Dei é melancólica. Após ganhar fama de colaborador do Dops, a polícia política do regime militar, em 1971, o popularíssimo cantor Wilson Simonal ingressa em um ostracismo do qual não conseguiria se desvencilhar até o fim da vida, em 2000. Sobretudo depois do lançamento do contundente filme, porém, sua carismática figura vem sendo reabilitada e conhecida pelas novas gerações. Grande parte desse interesse recente se deu pelo esforço dos dois filhos do artista, os também músicos Max de Castro e Wilson Simoninha. Em 2004, eles organizaram uma caixa de discos com o legado do pai. No ano passado, reuniram uma penca heterogênea de convidados (de Caetano Veloso a Péricles e Thiaguinho, pagodeiros do Exaltasamba) e gravaram no Rio de Janeiro um CD e um DVD ao vivo com temas eternizados pelo patriarca.

Batizado de O Baile do Simonal, o projeto pinta em São Paulo sem tantas estrelas quanto o espetáculo carioca — além de Max e Simoninha, aqui soltarão a voz Ed Motta, Fernanda Abreu, Marcelo D2 e Jair Rodrigues. Como Simonal era um compositor apenas bissexto, seus sucessos, dos mais diferentes estilos, pertencem a outros autores — País Tropical (Jorge Ben Jor), Meu Limão, Meu Limoeiro (domínio público) ou Balanço Zona Sul (Tito Madi), por exemplo. Sete instrumentistas acompanham os intérpretes. “Alegria, alegria”, como dizia cheio de pilantragem o velho Simona.

O Baile do Simonal. 16 anos. Citibank Hall (3 150 pessoas). Avenida dos Jamaris, 213, Moema, tel. 2846-6040. Sábado (27), 22h. R$ 60,00 (pista) e R$ 120,00 (camarote). Bilheteria: 12h/20h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). Cc: todos. Cd: R e V. TM. Estac. c/manobr. (R$ 25,00).

Fonte: VEJA SÃO PAULO