shows

Com Beck e Blur, Planeta Terra encerra boa edição no Campo de Marte

Festival reuniu 27 mil pessoas em seu sétimo ano; veja cobertura

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Ao fim de dez horas de música, aquela boa sensação de que o velho Terra continua bom como sempre. Na sétima edição, o festival reúne o melhor line-up, o melhor público e a melhor estrutura. Com cerca de 27 mil pessoas, o evento optou por um line-up enxuto e com mais tempo de apresentação para cada atração. A curadoria foi certeira. Foi possivel assistir a quase todos os shows já que  os palcos eram próximos. Dessa forma, o evento não ficou muito tempo sem som e foi possível conhecer um pouco de tudo.

O novo endereço do Terra, no Campo de Marte, trouxe de volta o pé no concreto e tentou remontar a atmosfera lúdica do Playcenter (onde foram realizadas três edições). Deixou de lado a megalomania apresentada no Jockey - no ano passado, um ponto positivo. É, agora, um festival na medida certa. Ele conhece seu público, e o público sabe o que vai encontrar:  filas para comprar fichas de comida e bebida (lá pro final da noite faltou troco e as máquinas de cartão ficaram sem sistema), demora no banheiro e sol na cabeça. Mas, pelo menos, é possível enfrentar tudo isso sem perder de vista os palcos.

O pior: Lana Del Rey - sim, ela tentou. A norte-americana retribuiu o carinho dos fãs que dormiram na fila por ela, mas é mediana no palco. Não há carisma que compense a falta de voz.

O melhor: A maioria votou no Beck, que fez um show pleno. Mas a surra de hits do Blur deixou a crítica em cima do muro. 

Planeta Terra - Blur - Ivan-04
Blur: banda de muitos hits (Foto: Ivan Pacheco)

Blur

Horário: 21h30 às 23 horas

Uma lembrança: Damon Albarn rebolando na bateria. A eterna jaqueta jeans.

Foi uma escolha dificil sair na última musica do Beck para poder garantir um bom lugar no Blur, mas fizemos. Vamos dizer, no texto do Blur, que o Beck estava incrivel.Ok, voltamos ao Blur. Bluuuuur! Afinal de contas, pessoas com trinta (ou menos) poderão ver esses carinhas. Finalmente! E de cara, Boys and Girl, There's No Other Way e Beetlebum. O que dizer? Pedrada na porta. Não tinha dúvidas que depois de um dia com shows memoráveis - The Roots and Beck - ainda teríamos mais uma hora e meia de gritos e muita animação.

Em um desfile de hits para fã ocasional nenhum ousar botar defeito. Muito menos os fãs "de verdade" (tudo bem, a gente ouviu um ou outro dizendo que "foi chato", mas como agradar todos, não é?). Em Country House, Damon (o vocalista-carisma, que segurou a plateia durante o show inteiro), desceu para o público e cantou a canção inteira nos braços da galera, realizando o sonho de muita gente.

Após pouco menos de uma hora de show, a banda se retirou do palco e todos ficaram esperando - "ainda falta The Universal, reclamou um. Outros ousaram puxar um coro de Uhu!, de Song #2. Sem problemas - a banda voltou e tocou mais quatro hits. Aliás, se há uma defeito que se pode alegar é que Blur é uma banda de muitos hits. Do mais novo - o público da Lana se rendeu - ao mais velho. Foi um fim memóravel para um dia memorável. (Milena Emilião, Tatiane Rosset e Tiago Faria).

Beck

Horário: 20 horas

Ponto alto:  a versão para Billie Jean, de Michael Jackson

Ponto baixo: a supostamente sexy Debra ganhou uma versão arrastada e chatinha

Frase: Eu odeio solos de guitarra, mas vou tentar um, ok? 

Driblar expectativas e surpreender o público sempre foi uma das manias mais interessantes de Beck Hansen. Apesar disso, talvez nem os seus fãs mais otimistas apostariam que o americano, aos 43 anos e já distante do auge de sua carreira, teria munição para ofuscar as atrações mais concorridas do Planeta Terra - os veteranos do britpop Blur e Lana Del Rey, a estrela da ocasião. 

Tão logo subiu no palco Smirnoff, com uma interpretação enxuta e explosiva para Devil's Haircut, o público passou a desconfiar que sim, um dos compositores mais imprevisíveis dos anos 90 ainda está pronto para espanar obviedades, entusiasmar plateias e, por que não, roubar a cena. Com um visual elegante - terno e chapéu, à moda do ídolo Bob Dylan - Beck adaptou músicas de todas as fases de suas trajetórias (não são poucas) a um formato de blues rock com poucas firulas e altíssima potência, acompanhado por um quarteto capaz de executar com detalhismo cada barulhinho de seu repertório.

Das colagens de funk e hip-hop que fizeram a fama do álbum Odelay (a exemplo de Where It's At e Novacaine) aos lamentos ao violão de Sea Chance (as tristíssimas Golden Age e Lost Cause), o cantor provou ser possível citar Luiz Gonzaga (com trecho instrumental de Vem Morena) e Prince (na divertida Get Real Paid) quase simultaneamente. E sem deixar a impressão de que precisa fazer um esforço tremendo para manipular esse novelo de referências.

O humor, claro, ajudou a arejar essa aula de pop. Em momento engraçadinho de carência, ele desabafou: "Estou desidratando, sozinho e soltando faíscas neste noite brasileira. Só faço isso para chamar a atenção. É que sou carente, sabe?". Quem preferiu esperar o Blur no palco ao lado, perdeu não apenas uma apresentação alegre e absolutamente precisa do velho e (ainda) muito bom Beck Hansen, mas um dos shows do ano. (Tiago Faria).

Lana Del Rey - Ivan - Planeta Terra
Summertime Sadness, a música mais esperada pelo público foi a que mais agradou. (Foto: Ivan Pacheco)

Lana Del Rey

Horário: 19h30

Ponto alto: Summertime Sadness, a música mais esperada pelo público foi a que mais agradou.

Ponto baixo: Quando a cantora deixou o palco por cerca de 5 minutos no meio do show. O público perdeu a atenção e começou a se dispersar.

Frase: "Vocês não imaginam o quanto eu esperei para vir aqui."

Com vista para um belo pôr do sol, Lana Del Rey abriu seu show no horário (19h30), ao som de Cola. Antes de terminar a música, a cantora já tratou de animar a plateia ao descer do palco para distribuir alguns beijos e abraços aos que estavam na primeira fila. Voltou com uma coroa de flores na cabeça — a marca registrada de seus fãs — e enrolada em uma bandeira do Brasil.

O primeiro hit a envolver o público foi Blue Jeans. Em seguida, antes de embalar com Dark Paradise, Lana avisou: "Eu geralmente não canto essa, mas hoje eu estava com vontade". De fato, a música não estava prevista no set list. O refrão "I know you will", de Young and Beautiful fez a plateia cantar em coro. Entre uma canção e outra, ela engatou um trechinho de Knockin' On Heaven's Door, de Bob Dylan. Destaque para seu quarteto de cordas, que fez bonito em diversas partes da apresentação.

O público perdeu a atenção e começou a se dispersa um pouco quando, antes de cantar Mine, Lana deixou o palco por cerca de cinco minutos — enquanto isso, um vídeo rolava no telão.

Com quase uma hora de apresentação, eis que finalmente surge Summertime Sadness, a música mais esperada e conhecida dos fãs — alguns se emocionaram, outros até choraram. Foi o ponto alto da apresentação, que terminou ao som de National Anthem. Satisfeito, o público não pediu bis.

Conheça alguns dos participantes do evento:

Janaina e Murilo Simplício - Planeta Terra
Janaina e Murilo Simplício são de Ribeirão Pires e vieram de trem para o Festival. (Foto: Leonam Bernardo)

Os irmãos - Janaina e Murilo Simplício são de Ribeirão Pires e viajaram de trem para o Festival. Com 25 e 23 anos, respectivamente, eles vieram para ver Lana Del Rey - mas não se incomodam de assistir nenhuma banda, elogiando até o show do rapper BNegão. A enfermeira e o farmaceutico dizem que não seguem tendências e acham o estilo único.

amigos - Planeta Terra
Nataly Queiroz e Lucas Gritti fizeram a coroa de flores que usam juntos - por isso a combinação de cores. Tudo para homenagear a musa Lana Del Rey. (Foto: Leonam Bernardo)

Os amigos - Os estudantes de 19 anos Nataly Queiroz e Lucas Gritti fizeram a coroa de flores que usam juntos - por isso a combinação de cores. Tudo para homenagear a musa Lana Del Rey. Não adianta perguntar se eles são namorados: prontamente negam a informação dizendo que são "um casal de amigos". De acordo com eles, o estilo de roupa é "prático" - nós não acreditamos. Eles não gostam de BNegão e vieram ver exclusivamente sua musa.

a garota de cabelo colorido - Planeta Terra
Isadora Couto pintou o cabelo de roxo e azul. Ela diz que não foi por causa do festival, mas sim um estilo de vida, influenciado principalmente pela música. (Foto: Leonam Bernardo)

A garota de cabelo colorido: Isadora Couto, de 19 anos, é estudante e pintou seu cabelos de roxo e azul. Ela diz que não foi por causa do festival, mas sim um estilo de vida, influenciado principalmente pela música. Não gostou de Clarica Falcão e veio para assistir exclusivamente os britânicos do Blur, mas pode dar uma passadinha no Beck.

Os garotos da banda - Planeta Terra
Lucas Gasparini e Felipe Ribeiro são de Niterói, Rio de Janeiro, e vieram assistir Travis (Foto: Leonam Bernardo)

Os garotos da banda: Lucas Gasparini e Felipe Ribeiro são de Niterói, Rio de Janeiro, e vieram assistir Travis: "A gente AMAAAA Travis" (enfáticos desse jeito mesmo). Com 23 e 35 anos, respectivamente, eles não quiseram assistir BNegão. Definem seu estilo como "rock 'n' roll" - faz sentido, afinal ambos tem uma banda juntos.

Travis - Planeta Terra
Travis emocionou os fãs com hits como "Sing" e "Flowers in the window" (Foto: Diego Sapia Maia)

The Roots

Horário: o grupo entrou com cinco minutos de atraso, às 18h05

Ponto alto: Tuba Gooding Jr. Você saberá o motivo logo abaixo.

Ponto negativo: O baterista Questlove saiu batendo o pé no fim do show. Seus microfones não funcionaram como deveriam

Para um fã de The Roots, um dos mais respeitados e importantes grupos de hip-hop do mundo, ver o MC Black Thought e o baterista Questlove em ação no palco é digno de lágrimas. Mas, desta vez, quem roubou mesmo a cena foi o pequeno gigante Tuba Gooding Jr, que pulou e dançou enroscado em sua tuba, uma extensão, praticamente, de seu corpo. Somado ao guitarrista e ao baixista, exibiu, para lá e para cá, breves e suingadas coreografias - seu fôlego, espante-se, permaneceu inabalado.

Impecável, a banda composta ainda por dois tecladistas e um percussionista remontou sua obra, como de costume, em versões mais jazzísticas e grooveadas. Apesar de ter repertório para um festival inteiro, a banda com 26 anos de estrada engatou, lá pelo meio da apresentação, uma pequena série de covers, incluindo Sweet Child O' Mine, do Guns 'n' Roses. Não economizou no improviso, tampouco nos longos números instrumentais.

Sob a luz alaranjada do pôr-do-sol, o público composto por fãs e curiosos, porém, não demonstrou cansaço. Black Thought, que fez a alegria dos mais íntimos com "What They Do", "Break You Off" e "How I Got Over", chegou na canção derradeira com a rima cansada. Ainda assim, fez um encerramento triunfante com o hit The Seed 2.0. Emburrado, Questlove deixou o palco batendo o pé -sua voz custou a sair de seus dois microfones. (Mayra Maldjian)

Travis

Horário: O show começou pontualmente às 17h30.

Ponto alto: a hora que o vocalista, Fran Healey, se jogou no público.

Ponto fraco: o som do palco Terra, que soava baixo e estourado para quem estava próximo ao palco.

Frase: Essa música eu fiz para o meu filho. Tem algum pai por ai? Não muitos. Mas vocês serão a partir de hoje. Porque faremos amor a noite toda! 

Em sua primeira apresentação no Brasil em mais de vinte anos de banda, os escoceses do Travis fizeram como todo bom britânico e começaram o show pontualmente às 17h30. Desfilaram por quase uma hora e meia de show sucessos de sua carreira e músicas de seu novo trabalho, Where You Stand (2013). Apesar do som baixo e abafado, o fim de tarde bonito e agradável transformou o show do quarteto em uma festa.

E o melhor: a banda estava claremente feliz com a recepção da plateia em sua primeira passagem pelo país. Acompanhados de perto por um público mais velho (e por alguns jovens que esperam para ver Lana Del Rey no mesmo palco, com flores no cabelo e não muito empolgados), o conjunto abriu a apresentação com Mother. Animaram a plateia com clássicos como Closer, Sing, Why Does it Always Rain on Me? e Flowers in the Window em versão acústica. Fecharam a apresentação com Happy, dizendo para os brasileiros: "vocês parecem felizes, então essa música é apropriada". E eles estavam mesmo (Tatiane Rosset).

Palma Violets

Horário: 16h33

Ponto alto: apesar de pouco conhecida no Brasil, a banda segurou o público até quase o fim do show com seu rock de garagem.

Com a confiança de uma banda calejada, o quarteto inglês Palma Violets, surgido há apenas dois anos, destrinchou durante quase uma hora o seu primeiro e único disco, 180, lançado em fevereiro. Lado a lado à frente do palco a Smirnoff, a dupla de vocalistas Alexander “Chilli” Jesson (baixo) e Samuel Fryer (guitarra) não fez muito esforço para ganhar a plateia, que, entusiasmada pelo vigor da banda, saltitava e se sacudia, como fãs de carteirinha. Mas cantar junto mesmo, só rolou em Best of Friends, o maior hit da banda, reconhecido nos primeiros acordes.

O frenético Chilli foi o que mais interagiu com o público. Suado e descabelado, pediu para as pessoas chegarem mais perto, clamou aos presentes uma reverência ao sol ardido das quatro da tarde, uivou, gritou, pulou, sacudiu uma bandeira do Brasil na grade, num quase-mosh na hora do bis –eles voltaram para cantar a inédita Scandal, faixa que deve aparecer no próximo trabalho.

O grupo, formado ainda por William Doyle (bateria) e Jeffrey Mayhew (teclado), é bastante comparado ao Arctic Monkeys e ao The Vaccines. Como eles, fizeram uma legião de fãs mundo afora em pouquíssimo tempo. “Isso é verdade, mas temos uma diferença. Quando Arctic Monkeys ou Vaccines sobem ao palco, você sabe que vai sair tudo perfeito. Com a gente não tem isso, não”, explicou Chilli numa rápida conversa por telefone. “Somos mais imprevisíveis”. Nem tanto. O repertório foi bastante parecido com os das apresentações mais recentes do quarteto. Para conhecê-los, ouça, além do grande sucesso citado acima, Rattlesnake Highway, Chicken Dippers e We Found Love. (Mayra Maldjian)

bnegao planeta terra
BNegão se apresentou na tarde de sábado no Planeta Terra (Foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

BNegão e os Seletores de Frequência

Horário: 16h15

Ponto alto: som perfeito e ótimas músicas para esquentar o festival.

Ponto baixo: o sol forte assustou parte do público, que estava atrás de sombra.

Frase: joga água para a galera, Virgílio, o Papai Noel do Saara.

Meninas com flores no cabelo e rapazes com seus bigodinhos afinados assistiram ao show do BNegão e os Seletores de Frequência. A apresentação começou minutos antes do previsto, às 16h15. Muita animação, o que não é novidade em se tratando dos cariocas. Por causa do sol forte, o público pedia água entre uma música e outra. O músico atendeu ao pedido e mandou chamar “Virgílio, o Papai Noel do Saara”.  Agradecido, o público vibrou e dançou com a música Essa É Pra Tocar no Baile. No show curto e sem falhas, a banda tocou hits e finalizou com a questionadora Dança do Patinho (Milena Emilião).

Clarice Falcão - Planeta Terra
"É muito estranho fazer um show de dia, gente. Parece que estou comandando um trio elétrico", diz a cantora Clarice Falcão (Foto: Diego Sapia Maia)

Clarice Falcão

Horário: 15h15

Ponto alto: Quando o marido e ator Gregorio Dudivier apareceu no palco, logo após ela cantar a música Essa é para você, que faz graça sobre o fim de um amor.

Ponto baixo: Quando ela descobriu que já deveria encerrar seu show e cantou a última música às pressas, deixando a plateia no vácuo com o pedido de bis.

Frase: É muito estranho fazer um show de dia, gente. Parece que estou comandando um trio elétrico.

Sob um calor de 29 graus, Clarice Falcão subiu ao palco Smirnoff pontualmente às 15h15. "É muito estranho fazer um show de dia, gente. Parece que estou comandando um trio elétrico. O trio elétrico mais deprimente do mundo", brincou a cantora, que cativou o público com sua música calma e comentários divertidos. Na plateia, quem tentava se concentrar no ritmo tranquilo de Clarice sofria com a intromissão do show de O Terno, no palco (muito) ao lado. Em coro com a artista, o público cantou com entusiasmo De Todos os Loucos do Mundo e Monomania

Ao entoar A Dona Da História, Clarice disse que essa era a única canção da apresentação que não era de sua autoria. "A música é do meu pai. O bom é que não preciso pagar Ecad", divertiu-se. A surpresa da apresentação ficou por conta da rápida aparição do ator (e marido de Clarice) Gregorio Duvivier no palco. 

Quando a cantora tentava uma interação mais próxima com a plateia, ensaiando uma descida do palco, alguém veio avisar ao seu ouvido que ela já deveria cantar a última música. Surpresa, Clarice apressou-se em fazer uma enquete com o público, que escolheu Oitavo Andar para o encerramento. Os pedidos de "mais um", logo em seguida, foram ignorados. Com menos de uma hora de duração, o show acabou (Leonam Bernardo).

O Terno
O Terno: trio paulistano cantou composições próprias e também covers (Foto: Tatiane Rosset)

O Terno

Horário: 15h

Ponto alto: Quando a banda tocou 66 e animou o público. 

Ponto baixo: A versão de Trem Azul.

O trio paulistano formado por Tim Bernardes, Victor Chaves e Guilherme d'Almeida abriu o show de quarenta e cinco minutos com a divertida Zé, Assassino Compulsivo. Apesar do sol forte que batia no local, a banda não desanimou e fez o pequeno público presente na frente do Palco Terra pular com cada composição. Seguiram a animada Eu não Preciso de Ninguém e Armindo, composição presente no single recém lançado do grupo.Além de músicas próprias, os meninos tocaram também covers. Canto de Assanha, de Vinicius de Moraes e Trem Azul, de Flavio Venturini. Durante a música Morto, o sol deu uma trégua e a plateia aproveitou o momento, animando mais a apresentação. O hit 66, maior sucesso do conjunto, veio logo após a inédita Quando Estamos Todos Dormindo. Finalizaram a apresentação com Tic Tac, quando fizeram todos os presentes se agacharem (Tatiane Rosset).

Fonte: VEJA SÃO PAULO