Comércio

Shoppings de bairro: comodidade na esquina

Pequenos shoppings a céu aberto reúnem lojas, restaurantes e serviços em áreas residenciais

Por: Fernanda Nascimento - Atualizado em

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A designer Mariana, com a filha, Helena, no centro de conveniência do Alto de Pinheiros: “Não havia opções perto de casa” (Foto: MARIO RODRIGUES)

Oferecer em um mesmo espaço serviços de lavanderia, banco 24 horas, supermercado, drogaria, lanchonetes e restaurantes em regiões carentes desse tipo de comércio. Essa é a proposta de alguns mini-shoppings a céu aberto que vêm surgindo em áreas residenciais da cidade. Só a empresa REP inaugurou dois Centros de Conveniência e Serviços (CCS) neste ano por aqui, no Alto de Pinheiros e em Perdizes. É dona de outros dez espaços semelhantes e planeja inaugurar mais um na Aclimação até o fim do mês. “De cinco anos para cá, o número de empreendimentos desse tipo dobrou”, afirma Marcos Romiti, diretor da empresa. “Pretendemos criar mais seis unidades no ano que vem.”

Dos CCSs paulistanos, a unidade com o maior número de lojas (doze) fica na Avenida Diógenes Ribeiro de Lima, no Alto de Pinheiros, com 36 vagas de estacionamento e bicicletário. A localização em uma via de tráfego intenso e os horários prolongados atraem cerca de 1 000 visitantes por dia. Às 7 da manhã a drogaria está aberta. A temakeria fica à disposição dos notívagos até as 6 horas, de quinta a sábado. “Temos de funcionar de acordo com a vontade do cliente, que espera encontrar o shopping aberto sempre que estiver passando por aqui”, diz Romiti. A designer Mariana Pimenta, moradora do bairro, vai ao espaço com frequência. Na semana passada, aproveitou para comprar pão, tirar dinheiro no caixa eletrônico e tomar um sorvete com a filha, Helena, de 7 anos. “Não havia opções assim perto de casa”, conta. “É um conforto e tanto.”

Além do centro de conveniência da REP, na Rua Cardoso de Almeida, o bairro de Perdizes tem um boulevard na Rua Diana, montado pelo Escritório de Negócios Imobiliários Capella e Costa. Todos os trinta espaços foram co - mercializados. “O segredo desses pe quenos shoppings é estudar o bairro para de cidir que tipos de loja serão instalados ali”, afirma Letícia Mansur, diretora da empresa de arquitetura Orbi, especializada em supermercados e magazines. “São locais pensados para uma permanência curta, mas agradável.”

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO