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3 perguntas para... Shirley King

Filha de B.B. King fala sobre a vida artística e a apresentação que fará em São Paulo

Por: Carol Pascoal

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Filha do Blues: pela primeira vez no Brasil (Foto: Divulgação)

Nascida na cidade americana de Memphis, Shirley King, de 62 anos, carrega um sobrenome de peso. Filha do soberano cantor, guitarrista e bluesman B.B. King, começou tardiamente a carreira de cantora — apenas aos 41 anos. Antes, dedicava-se à dança. A parternidade ilustre lhe rendeu influências e o apelido de Filha do Blues. Ela vem pela primeira vez ao Brasil e, na sexta (2), além de brindar o público do The Orleans com canções eternizadas na voz de seu pai, espera ter a chance de mostrar seu próprio trabalho.

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VEJA SÃO PAULO — As comparações com o seu pai incomodam? Shirley King — Tanto eu quanto ele cantamos blues. Apesar de ele ser o homem do gênero, a carreira de cada um segue um ponto de vista. As pessoas cobram que eu interprete como ele e toque guitarra da mesma maneira. B.B. King tornou-se um ícone e eu tenho o meu próprio estilo. Não sou apenas uma cantora. Sou também uma performer, e a dança contribuiu para isso. Não é fácil ser cria dele. São onze filhas e três filhos (destes, dois já morreram). Acabamos não sendo tão próximos. Meu pai está sempre viajando, então não temos apenas de lidar com os muitos fãs, mas conviver com toda a estrutura dele, uma equipe enorme.

VEJA SÃO PAULO — Você começou a cantar tarde. Qual foi o motivo? Shirley King — Dancei profissionalmente por 21 anos e comecei a me cansar. Minha vontade era a de rodar o mundo e conhecer novos lugares. Isso jamais seria possível apenas por meio da dança. Vi o canto como uma possibilidade. No momento, estou na Argentina. Além de me apresentar por aqui, aproveitei para fazer compras. Sabe como é, gastar o dinheiro antes mesmo de ganhá-lo. Só vivo isso por causa da música.

VEJA SÃO PAULO — Como será a apresentação em São Paulo? Shirley King — Nesta turnê, testo algumas faixas novas, porém sou forçada a cantar “The Thrill Is Gone”, “Rock Me Baby” e “Everyday I Have the Blues”. Essas três músicas ficaram conhecidas na voz do meu pai, mas como as gravei nos meus discos também ponho no repertório. O fato de as pessoas gostarem de B.B. King faz com que eu interprete músicas dele, porém tento equilibrar. Quero uma chance para mostrar o meu trabalho. Afinal, eu nunca desaponto no palco.

Fonte: VEJA SÃO PAULO