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Manifestação se torna contra participação de partidos políticos

Após a queda do aumento do preço da tarifa dos transportes, manifestantes voltam à Avenida Paulista nesta quinta; pelo menos 100 mil pessoas estão por lá

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

22h42 - Aos poucos, vai chegando ao fim mais uma noite de manifestações em São Paulo. A Polícia Militar informa que a avenida 9 de Julho, o Vale do Anhangabau e a 23 de Maio estão liberados de manifestantes. Segundo a CET, a rua da Consolação foi liberada em ambos os sentidos. Alguns manifestantes seguem junto à Rua Antônia de Queiroz. Enquanto isso, um grupo volta a subir a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

22h32 - De acordo com a CET,  continuam  bloqueadas vias como a Av. 23 de Maio e Túnel do Anhangabaú (nos dois sentidos). Rua da Consolação e R. Antônia de Queiroz liberadas pelos manifestantes.

22h15 - Túnel Nove de Julho, sentido Bairro, será interditado, das 23h30 às 4h30, para manutenção, avisa CET.

22h - Grupo que seguia pela Avenida 9 de Julho sobe a Rua Delegado Everton, em direção ao Bixiga pela Rua 13 de Maio. Aproximadamente 400 pessoas sobem novamente a Brigadeiro Luís Antônio em direção à Avenida Paulista, após dispersão em frente à Assembleia de São Paulo.

21h55 - De acordo com a PM, a Avenida 9 de Julho segue interditada nas duas vias, na altura do terminal Bandeira até o túnel.

21h43 - Aproximadamente mil pessoas estão em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo, segundo a Polícia Militar.

21h32 - De acordo com a Polícia Militar, os túneis nos dois sentidos que levam ao Vale do Anhangabaú estão fechados.

21h28 - Manifestantes já deixam a Avenida Paulista, que segue tranquila. Um deles aproveitou para celebrar o aniversário no meio da manifestação com direito a bolo, vela, amigos e foto. Um grupo começa a chegar ao Viaduto do Chá, seguindo pela rua doutor Falcão rumo à Avenida 23 de Maio. Aproximadamente 1 000 pessoas seguem para a Assembleia pela Brigadeiro Luis Antonio. Na Avenida 23 de maio, outro grupo se dirige à Assembleia.

21h02 - Na Avenida Paulista, o clima é de festa. Um grupo grande concentrado no vão do Masp dança ao som de um bateria. Outro grupo ainda grita palavras de ordem em frente ao prédio da TV Gazeta. Algumas ruas que cruzam a avenida já foram liberadas para os carros. Mesmo com um grande número de pessoas na região, todas as estações de metrô na Avenida Paulista funcionam normalmente.

20h50 - Um grupo numeroso de manifestantes começa a descer a Rua Consolação, que está interrompida nos dois sentidos.

20h46 - Em discurso na Praça Osvaldo Cruz, próximo à Avenida Paulista, Pedro Brandão, 27 anos, um dos militantes do Movimento Passe Livre, falou sobre os confrontos entre militantes de partidos políticos e manifestantes neste sétimo ato. “O que eu vi foram militantes de extrema direita que estão tentando usar essa mobilização para dar um caráter fascista ao movimento”, disse. Segundo ele, o MPL é apartidário mas tem consciência que partidos de esquerda fizeram parte disso [da luta pela queda do aumento da tarifa]. Pedro Brandão disse ainda que o movimento deve se reunir para definir se vão continuar com as manifestações e quando e que a pauta central das reivindicações continua sendo a tarifa zero. “Hoje é um dia de vitória. Conseguimos uma grande vitória na maior capital do país”, comemorou.

20h40 - Novo número do Datafolha: 110 mil pessoas na Paulista.

20h26 - Segundo o Datafolha, o público na manifestação de São Paulo é de 65 000 manifestantes. Segundo a PM, a Avenida 23 de Maio segue interditada nos dois lados, na altura do Viaduto Santa Generosa. Enquanto isso, grupos voltaram a caminhar no sentido Paraíso da Avenida Paulista.

20h17 - A Polícia Militar acaba de confirmar 100 000 manifestantes. Por enquanto, apenas um incidente de confronto entre integrantes de partidos políticos e manifestantes. O ferido foi socorrido pela PM.

+ Confira informações sobre o trânsito nesta quinta

20h10 - A Polícia Militar negocia com manifestantes a liberação da pista local da Marginal Tietê, próximo ao Anhembi. 

19h57 - Após a saída dos militantes de partidos políticos da Avenida Paulista, não há mais uma passeata. Grupos de jovens passeiam pela via interditada, protestando pelas mais diversas causas. Um grupo de punks leva faixa contra a polícia. A maior parte do público se concentra em frente ao prédio da TV Gazeta.

19h54 - Na Paulista agora, ouvem-se poucos gritos e não há mais brigas. Aos poucos, os partidos e movimentos estão dispersando.

19h38 - Manifestantes chamam as pessoas nos prédios: "Só olhar não vai adiantar".

19h33 - Após a expulsão das siglas da manifestação, o clima agora é de celebração na Avenida Paulista. A Rua Pamplona é a linha divisória entre os dois principais grupos de manifestantes, que seguem sem decidir um rumo para a passeata.

19h30 - Os metrôs seguem funcionando normalmente.

19h29 - Blocos com bandeiras de partidos ficaram encurralados no meio da Paulista. Começou um briga e um homem com a cabeça raspada saiu sangrando. Os grupos de partidos se dispersaram e abandonaram suas bandeiras, que foram queimadas por pessoas cantando o Hino Nacional.

19h21 - Integrantes da passeata com bandeiras de partidos estão encurraladas na Alameda Campinas e houve agressão contra um dele por parte dos demais manifestantes, que chegaram a queimar bandeiras.

19h12 - Em meio à discussão e pancadaria, a polícia observa de longe, sem intervir. Alguns militantes, decepcionados, já se retiraram.

19h10 - De um lado ouve-se "sem partido" e outro "sem fascismo".

Manifestação 20 de junho: Paulista
Manifestantes queimam bandeira do PT (Foto: Lívia Roncolato/Veja São Paulo )

19h09 - Em meio à confusão entre militantes de partidos políticos e manifestantes que pedem um ato apartidário, PSTU, PSOL e PCO abaixaram as bandeiras e decidiram se reorganizar em outro ponto da Avenida Paulista. Os dois grupos estão divididos por alambrados no canteiro central da via.

19h07 - Segundo a Polícia Militar, 30 mil pessoas estão na Avenida Paulista. Um grupo foi até o Ibirapuera, mas retorna agora para a Paulista.

19h03 - Um grupo (de civis) se vira para outro grupo (de partidos) e diz que não vão deixar passar por eles na Paulista. A briga está só nos gritos, mas o clima é tenso.

19h02 - O empurra-empurra continua entre manifestantes e partidos. Um grupo acusou os petistas de usar gás de pimenta e atiram objetos. Uma bandeira do partido foi queimada.

19h01 - Manifestantes gritam: "O povo unido não precisa de partido".

19h - Uma nova briga começou entre militantes do PSTU e o grupo que pede uma manifestação sem partido. Em clima acirrado, manifestantes chegaram a usar o mastro das bandeiras para bater uns nos outros perto do prédio da TV Gazeta, mas já foram detidos por outros.

18h52 - O povo grita: "A tarifa abaixou mas o povo não parou".

18h51 - Um grupo está saindo da Avenida Paulista e indo pra Consolação, onde está reunido militantes do PSTU.

18h50 - O protesto segue claramente dividido: um grupo mais adiante se diz apartidário, carrega bandeiras do Brasil, canta o Hino Nacional e comemora. Bem depois, vem o grupo liderado pelo Movimento Passe Livre, que pede tarifa zero. Atrás, vem os grupos de partidos e movimentos sociais.

18h46 - O presidente da Comissão de Ética estadual do PT , Danilo Camargo, afirma que, mesmo sendo hostilizados, os militantes do partido não sairão da manifestação e devem vir em mais número nas próximas. “PT, MST e CUT estão juntos porque ontem, depois que Mayara [integrante do MPL] anunciou no Jornal Nacional que o grupo vai lutar contra reforma agrária e urbana, não tem como esses grupos não fazerem parte”

18h45 - O estudante de direito Vinicius Rogério Costa, de 27 anos, está logo atrás do primeiro grupo (ditos apartidários. Ele gritava para que o primeiro grupo andasse mais rápido e não se encontrasse com o segundo."A causa é a mesma, mas as bandeiras são diferentes. Se eles se encontrarem pode dar problema", disse. Segundo Costa, as causas são a PEC 37 e o deputado Marco Feliciano. "É importante deixar os dois separados pra deixar claro que não são a mesma coisa".

18h44 - Uma das manifestantes que comanda o primeiro grupo na Avenida Paulista, que decidiu seguir para a Assembleia Legislativa, é Ligia Rodrigues Fernandes, que se diz ser parte dos movimentos Pátria Minha e Revoltados On-line. Ela diz que ambos têm como foco a luta contra a corrupção.

18h41 - Moradores dos prédios perto da TV Gazeta saúdam a manifestação piscando as luzes dis apartamentos. Público vibra.

18h32 - Confusão e pancadaria em frente ao Masp. Com a chegada dos militantes do PT, os ânimos se exaltaram ainda mais. Manifestantes e militantes discutiram e começaram  a se agredir. 

18h24 - Uma parte do grupo faz discurso sobre corrupção, pedindo a cassação dos parlamentares condenados no mensalão e, em votação rápida, decidiram seguir para a Assembleia Legislativa. A segunda parte da manifestantes, do Movimento Passe Livre, está indo em direção ao Masp. Atrás estão vários movimentos sociais partidos, como PSTU, CUT, MST e algumas bandeiras do PT, alvo principal dos protestos entre os manifestantes. Os ânimos estão exaltados e já houve briga.

18h19 - Militante do PT, a engenheira Cláudia Stefani diz participar da manifestação para mostrar que todos têm o direito a voz. "Não dá pra fazer as coisas sem representação. Um sistema sem partidos é uma ditadura. Espero que eles não queiram isso."

18h12 - Manifestantes gritam: "É pela tarifa, não é passeio na Paulista".

Manifestação 20 de junho: Paulista
Cadeirante à frente da manifestação na Avenida Paulista (Foto: Fábio Lemos/Veja São Paulo )

18h04 - A publicitária Victoria Freitas é uma das pessoas que gritam "sem partido". "O movimento é apartidário. Se eles estão aqui, devem estar pela causa e não pelo partido", defende a moça. Por onde passa, o grupo do PT ouve frases como "oportunistas" e "uh! é mensalão".

18h02 -  Número total atualizado: 10 000 manifestantes. O clima é de total tranquilidade.

18h01 - Um primeiro grupo de manifestantes, que marchou na frente do grupo reunido pelo Movimento Passe Livre, parou no meio no cruzamento com a Av. Brigadeiro Luis Antônio, se sentou no asfalto e cantou o Hino Nacional. Pessoas nas sacadas dos prédios agitam bandeiras brancas. Policiais acompanham e protegem principalmente as frentes dos bancos.

17h52 - A Polícia Militar afirma que aproximadamente 5 000 pessoas estão na Avenida Paulista para a manifestação. A Rua da Consolação segue livre nos dois sentidos para os carros.

17h35 - Um dos militantes do PSTU parou para dar entrevista para redes de TV e foi novamente hostilizado pelos manifestantes que defendem um ato sem partido. Aos gritos, eles impediram a entrevista.

17h33 - A chamada "onda vermelha" (pessoas com camisetas vermelhas para simbolizar o partidarismo) e os manifestantes entram em confronto verbal. Uns defendem a ausência de bandeiras de partidos e outros defendem o direito de se manifestar com seu partido.

17h31 - Segundo informações da PM, os manifestantes ocupam a Avenida Paulista entre o Masp e a avenida Consolação. A via já está fechada para automóveis.

17h22 - Grupo de petistas chegou à Praça do Ciclista, local de concentração do protesto, e foi hostilizado pelos demais manifestantes, aos gritos de “Fora PT”. Os militantes responderam aos gritos de “Democracia”. Entre as faixas do grupo, há uma com mensagem contra o próprio prefeito petista: “Haddad, abra a caixa preta dos transportes”. Entre os manifestantes, o vereador Gilberto Natalini (PV) elogiou a queda do aumento da tarifa. “O prefeito e o governador foram sagazes de entender que ou voltavam atrás ou voltavam atrás. Não há governo ruim para povo organizado.” Sindicalistas e militantes do PSTU também chegaram ao Masp e começou a marchar em direção à Praça do Ciclista. No caminho, encontraram um grupo de manifestantes, que começou a pedir “Sem partido” e a xingar os militantes, que reagiram com xingamentos.

17h16 – O ator Igor Amanajas, de 26 anos, chegou ao protesto com uma camiseta com uma mensagem impublicável contra o projeto apelidado de “Cura gay”, do deputado Marco Feliciano. “Agora é o momento que o povo descobriu que tem força e é hora de fazer todas as manifestações. Temos que aproveitar o momento”, disse.

17h14 – Com a demora para bloquear totalmente as duas faixas da Avenida Paulista neste sétimo protesto, alguns carros que circulavam pela via acabaram ficando presos no meio da multidão, próximo ao Conjunto Nacional.

17h13 - Aproximadamente 150 pessoas estão no vão livre do Masp, porém veículos ainda passam no local. Os motoristas que seguem sentido Consolação estão desviando na rua Bela Cintra.

17h07 - Vários ambulantes vendem bandeiras do Brasil. O preço médio é R$ 20,00. Eles vendem cornetas típica copa por R$ 10,00 e máscaras pelo mesmo preço.

17h05 - A Polícia Militar informa que há uma concentração de 1 500 manifestantes na Praça do Ciclista. Trânsito fechado nos dois sentidos, perto da Consolação. Os carros chegam até a Rua Bela Cintra e não consegue seguir até a Consolação.

17h - No coração das manifestações, o Masp não toma nenhuma medida de segurança extra em dias de protesto na Avenida Paulista. Apenas fecha as portas mais cedo. Segundo a diretoria do museu, os manifestantes costumam respeitar o patrimônio: nunca quebraram nada, tentaram depredar ou pichar. Para os diretores, o policiamento que acompanha a manifestação tem sido suficiente para evitar problemas.

16h51 - Não mais que 200 pessoas já se concentram na praça do ciclista. Mesmo com pouca gente, a Paulista está sem carros nos dois sentidos. Segundo João Vítor Pavesi, do Diretório Municipal do Psol, há um acordo para ficar na avenida. "Houve uma conquista, a Paulista se tornou um símbolo e vamos tentar evitar transtornos." Apesar de não estar com bandeiras do partido, eles estão com uma bandeira vermelha e adesivos do Psol nas roupas. "Nos articulamos para garantir a segurança."

16h45 - Uma das líderes do MPL, Mayara Vivian, afirmou que a revogação do preço da passagem foi uma grande vitória para o povo e que objetivo do ato de hoje não é apenas comemorar a redução. "Temos que pensar nos nossos companheiros que continuam detidos e respondendo por processos por conta das manifestações que já rolaram."

16h34 - A assessoria da Polícia Militar informou que 3000 agentes estão espalhados pela região central da cidade e que não há um número exato de PMs escalados para acompanharem a manifestação. O choque também fará parte da operação de hoje.

16h28 - De acordo com a CET, a Avenida Paulista, sentido Paraíso, encontra-se fechada. No momento, manifestantes já se reúnem na Praça do Ciclista, próximo a avenida Consolação.

16h15 - Neste momento, já há pessoas na Avenida Paulista esperando o início da passeata.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO